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Gabarito do pós-teste de resumo a) Texto utilizado no pós-teste de resumo na sua forma original

Uma nova concepção de inteligência Howard Gardner e Mara Krechevsky

Tradicionalmente, a inteligência era considerada uma capacidade geral, encontrada em graus variáveis em todos os indivíduos, e especialmente crítica para um desempenho bem sucedido na escola. Desde o tempo de Platão, esta visão unitária da mente tem sido uma influência dominante no pensamento ocidental. Em anos recentes, todavia, foi desenvolvida uma visão alternativa, sugerindo que a mente está organizada em domínios de funcionamento relativamente independentes. A teoria das inteligências múltiplas, discutida em detalhes em Estruturas da Mente, representa esta abordagem pluralística para a noção de inteligência.

As inteligências são sempre negociadas no contexto do atual arranjo de campos e disciplinas de modo geral existentes nas escolas e sociedade. Embora inicialmente baseadas num potencial biológico, as inteligências expressam-se, inevitavelmente, como o resultado de fatores genéticos e ambientais que se intersecionam. Elas normalmente não funcionam isoladamente, exceto em certas populações excepcionais, como as dos idiotas sábios. Cada cultura enfatiza um diferente conjunto de inteligências e uma combinação de inteligências. . Estas inteligências estão inseridas (ou talvez corporificadas) na utilização dos vários sistemas simbólicos, sistemas notacionais, tais como a notação musical ou matemática, e campos de conhecimento, por exemplo, o desenho gráfico ou a física nuclear.

Na maioria das culturas ocidentais, a tarefa de aprender os sistemas notacionais é executada no ambiente relativamente descontextualizado das escolas. Muitos alunos não conseguem relacionar seu conhecimento de senso comum com conceitos cognatos apresentados num contexto escolar. Tomando um exemplo bem conhecido, quando perguntou-se a grupo de alunos quantos ônibus seriam necessários para transportar 1.128 soldados se em cada ônibus cabiam 36 soldados, a maioria respondeu “31 e sobram 12”. Esses alunos aplicaram corretamente a operação aritmética, mas não consideraram o significado da resposta.

Embora o conhecimento escolar frequentemente esteja dissociado dos contextos do mundo real, é nos contextos ricos, específicos para cada situação, que as inteligências costumam ser produtivamente empregadas. O tipo de conhecimento necessário nos locais de trabalho e na nossa vida pessoal normalmente envolve um pensamento colaborativo, contextualizado e específico para cada situação. As escolas realmente proporcionam algumas atividades de grupo, mas os alunos geralmente são julgados por seu trabalho individual. Em contraste, em muitos ambientes sociais e ocupacionais, nossa capacidade de nos comunicarmos de modo efetivo e de trabalharmos produtivamente com os outros é crítica para um bom resultado. Além disso, enquanto a aprendizagem na escola frequentemente inclui a manipulação de símbolos abstratos e a execução de atividades de “pensamento puro”, a maior parte do pensamento necessário fora da escola está vinculada a uma tarefa ou objetivo específico, seja dirigir um negócio, calcular seu desempenho no

trabalho ou planejar umas férias. Nestas situações, a inteligência intrapessoal – ou a capacidade para reconhecer que habilidades são necessárias, e de aproveitar as próprias forças e compensar as próprias limitações – pode ser especialmente importante.

Naturalmente, a própria instituição escolar é algo complexo para as crianças negociarem. A escola apresenta sua própria disciplina, códigos, notações e expectativas que, em todas as situações, são críticas para a sobrevivência no ocidente. As crianças que têm dificuldade em “decodificar” a escola provavelmente correm o risco de futuros problemas, dentro ou fora da escola. Embora grande parte da pesquisa tenha-se concentrado nas inteligências “acadêmicas” da linguagem e lógica e nas outras principais disciplinas acadêmicas, menos esforços foram dedicados ao que é preciso para sobreviver e ter sucesso no ambiente escolar de modo mais geral. Uma vez que a escola desempenha um papel tão central em nossa cultura, é importante examinar essas inteligências e habilidades necessárias para que os alunos sobrevivam e tenham sucesso no sistema. (588 palavras) Fonte:

GARDNER, Howard. Inteligências múltiplas: a teoria na prática. Porto Alegre: Artmed, 2000, p. 106- 107.

b) Texto utilizado no pré-teste de resumo segmentado em episódios semânticos com a marcação do apagamento das passagens secundárias.

Uma nova concepção de inteligência Howard Gardner e Mara Krechevsky

Tradicionalmente, a inteligência era considerada uma capacidade geral, encontrada em graus variáveis em todos os indivíduos, e especialmente crítica para um desempenho bem sucedido na escola. Desde o tempo de Platão, esta visão unitária da mente tem sido uma influência dominante no pensamento ocidental. Em anos recentes, todavia, foi desenvolvida uma visão alternativa, sugerindo que a mente está organizada em domínios de funcionamento relativamente independentes. A teoria das inteligências múltiplas, discutida em detalhes em

Estruturas da Mente, representa esta abordagem pluralística para a noção de inteligência.

As inteligências são sempre negociadas no contexto do atual arranjo de campos e disciplinas de modo geral existentes nas escolas e sociedade.

Embora inicialmente baseadas num potencial biológico, as inteligências expressam- se, inevitavelmente, como o resultado de fatores genéticos e ambientais que se intersecionam. Elas normalmente não funcionam isoladamente, exceto em certas populações excepcionais, como as dos idiotas sábios.

Cada cultura enfatiza um diferente conjunto de inteligências e uma combinação de inteligências. Estas inteligências estão inseridas (ou talvez corporificadas) na utilização dos vários sistemas simbólicos, sistemas notacionais, tais como a notação musical ou matemática, e campos de conhecimento, por exemplo, o desenho gráfico ou a física nuclear. Na maioria das culturas ocidentais, a tarefa de aprender os sistemas notacionais é executada no ambiente

relativamente descontextualizado das escolas. Muitos alunos não conseguem relacionar seu conhecimento de senso comum com conceitos cognatos apresentados num contexto escolar. Tomando um exemplo bem conhecido, quando se perguntou a grupo de alunos quantos ônibus seriam necessários para transportar 1.128 soldados se em cada ônibus cabiam 36 soldados, a maioria respondeu “31 e sobram 12”. Esses alunos aplicaram corretamente a operação aritmética, mas não consideraram o significado da resposta.

Embora o conhecimento escolar frequentemente esteja dissociado dos contextos do mundo real, é nos contextos ricos, específicos para cada situação, que as inteligências costumam ser produtivamente empregadas. O tipo de conhecimento necessário nos locais de trabalho e na nossa vida pessoal normalmente envolve um pensamento colaborativo, contextualizado e específico para cada situação. As escolas realmente proporcionam algumas atividades de grupo, mas os alunos geralmente são julgados por seu trabalho individual.

Em contraste, em muitos ambientes sociais e ocupacionais, nossa capacidade de nos comunicarmos de modo efetivo e de trabalharmos produtivamente com os outros é crítica para um bom resultado. Além disso, enquanto a aprendizagem na escola frequentemente inclui a manipulação de símbolos abstratos e a execução de atividades de “pensamento puro”, a maior parte do pensamento necessário fora da escola está vinculada a uma tarefa ou objetivo específico, seja dirigir um negócio, calcular seu desempenho no trabalho ou planejar umas férias. Nestas situações, a inteligência intrapessoal – ou a capacidade para reconhecer que habilidades são necessárias, e de aproveitar as próprias forças e compensar as próprias limitações – pode ser especialmente importante.

Naturalmente, a própria instituição escolar é algo complexo para as crianças negociarem. A escola apresenta sua própria disciplina, códigos, notações e expectativas que, em todas as situações, são críticas para a sobrevivência no ocidente. As crianças que têm dificuldade em “decodificar” a escola provavelmente correm o risco de futuros problemas, dentro ou fora da escola.

Embora grande parte da pesquisa tenha-se concentrado nas inteligências “acadêmicas” da linguagem e lógica e nas outras principais disciplinas acadêmicas, menos esforços foram dedicados ao que é preciso para sobreviver e ter sucesso no ambiente escolar de modo mais geral.

Uma vez que a escola desempenha um papel tão central em nossa cultura, é importante examinar essas inteligências e habilidades necessárias para que os alunos sobrevivam e tenham sucesso no sistema.

Fonte:

GARDNER, Howard. Inteligências múltiplas: a teoria na prática. Porto Alegre: Artmed, 2000, p. 106- 107.

c) Quadro demonstrativo dos episódios com os critérios de divisão

d) Resumo

Uma nova concepção de inteligência Howard Gardner e Mara Krechevsky

Resumo: A inteligência, que até recentemente era vista como uma capacidade geral que se apresentava em diferentes níveis em todos os seres humanos, começa a ser analisada sob um ponto de vista alternativo que sugere que a nossa mente funciona com base em domínios relativamente independentes. Acredita-se que mesmo que a inteligência tenha um potencial biológico, sua manifestação não exclui a influência do ambiente; desse modo, a aprendizagem de sistemas notacionais nos ambientes relativamente descontextualizados das escolas torna-se problemático, pois se sabe que é em contextos diversificados que as inteligências costumam ser utilizadas com melhores resultados. Até mesmo em ambientes sociais e ocupacionais, a nossa capacidade de agir e de se comunicar pode influenciar nos resultados, pois a competência para lidar com abstrações desenvolvida na escola nem sempre contribui para a resolução de problemas cotidianos específicos; nessas circunstâncias, vale mais a inteligência intrapessoal. Mesmo grande parte dos estudos focalizando seus esforços nas inteligências ‘acadêmicas’, isso ainda não garante o sucesso escolar. Assim sendo, a escola deveria explorar as diferentes formas de inteligências para que os estudantes sejam bem sucedidos dentro do sistema de um modo geral. (190 palavras)

Episódios/

Linhas Sentenças Sinais gramaticais introdutores de mudança de episódio 1: 1 a 6 Tradicionalmente...independentes Marcação de parágrafo Contextualização do tema

2: 6 a 10 A teoria...sociedade Mudança de elenco com introdução de referente novo 3: 10 a 14 Embora...sábios Mudança de elenco com reintrodução, de forma concessiva, de referente velho 4: 14 a 26 Cada cultura...resposta Mudança de elenco com reintrodução de referente velho 5: 27 a 33 Embora...individual Marcação de parágrafo Mudança de elenco com reintrodução, de forma

concessiva, de referente velho

6: 33 a 42 Em contraste...importante Mudança de elenco com reintrodução, de forma contrastiva, de referente velho 7: 43 a 47 Naturalmente...escola Marcação de parágrafo Mudança de elenco com reintrodução, de forma

explicativa, de referente velho

8: 47 a 50 Embora...geral Mudança de elenco com reintrodução, de forma concessiva, de referente velho 9: 50 a 53 Uma vez...no sistema Mudança de elenco com reintrodução, de forma conclusiva, de referente velho