Kapittel 4 – Analyse av forhandling i dette caset
4.4. Utfordringer i forhandlingsprosessen - generelle tips til Solbakken
4.4.7. Konflikthåndtering
tinham estabelecido que gostariam de partilhar as suas aprendizagens com a comunidade escolar, “colando cartazes na entrada da escola” (A15). Contudo, decidimos propor ao grupo que esta partilha acontecesse, mas num suporte diferente, através da construção de uma apresentação a algumas turmas da escola. Para isso, a intervenção partiu de um ‘esqueleto’ de um PowerPoint, que seria preenchido e completado pelos alunos, o que aconteceu no dia 13 de fevereiro.
Para efetuar o preenchimento do PowerPoint decidimos dividir os habituais grupos pelas três atividades realizadas, sendo que a última atividade, por ser a mais extensa, integrou dois grupos de trabalho. Com efeito, cada um dos grupos focou-se numa atividade, sobre a qual teria
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de indicar o que aprendemos e como aprendemos. Durante esta tarefa não foram evidenciadas muitas dificuldades, uma vez que os momentos de autoavaliação integraram sempre as atividades e, por isso, os alunos já conseguiam pensar de forma a desconstruir aquilo que fora aprendido e as tarefas que foram utilizadas para aprender. De qualquer forma, foi essencial que os alunos tivessem acesso aos materiais associados às atividades, quer aqueles que foram usados, ou mesmo aqueles que foram construídos, de forma a contribuírem para a revisitação dos vários momentos e, assim, serem ajudados a lembrarem-se das atividades. Este primeiro preenchimento foi feito em material impresso, funcionando como um género de folha de rascunho (como é possível verificar na figura 42). Seguidamente, cada grupo fez o respetivo preenchimento no computador em formato digital.
De seguida apresento um pequeno excerto do diálogo que decorreu durante a construção dos slides de uma das atividades do projeto, nomeadamente, a primeira atividade “As oito profissões desconhecidas”, no momento específico em que as crianças mobilizaram quer as aprendizagens construídas, quer aquilo que foi feito para construir essas aprendizagens.
Prof: “Ora digam-me lá o que aprendemos na primeira atividade do projeto? A7: Aprendemos oito profissões que eram desconhecidas.
A9: E aprendemos quais eram as artesanais e as modernas.
Prof: E aprendemos algumas coisas importantes sobre cada uma, certo?
A7: Sim, o que fazem, com quem trabalham e que materiais usam… ah e aprendemos palavras novas.
Prof: Muito bem e para aprender tudo isso sobre essas profissões o que fizemos? A12: Lemos dois textos e fizemos uma ficha.
(…)
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A7: E depois apresentámos e depois fizemos um texto.
Prof: Muito bem. Agora gostava de saber quem se lembra de como aprenderam as palavras novas? Vejam na ficha de trabalho.
A7: Já sei. Oh, esta tínhamos que ver no dicionário.
A9: Esta tínhamos de pensar bem na palavra e ver qual era a mais parecida. Até era a palavra agitadores.”
Através deste diálogo é percetível que os alunos conseguiram identificar e sistematizar conhecimentos declarativos e procedimentais construídos na atividade. Apesar do período de tempo decorrido desde o início do projeto, pude verificar que conseguiram de forma autónoma e ainda que, com a minha mediação, mobilizar as aprendizagens construídas e os processos de construção, desenvolvendo, assim, competências metacognitivas. Apesar de ter deixado neste texto apenas um dos diálogos estabelecidos com as crianças, considero essencial deixar a informação de que todos os grupos conseguiram identificar e sistematizar as várias aprendizagens construídas e, ainda, as tarefas e os processos que contribuíram para aprender mais sobre as profissões.
Concluído o PowerPoint (anexo 12), o dia seguinte foi destinado às apresentações à comunidade escolar (às turmas de terceiro e quarto anos). Antes da apresentação, foi reservado um momento à revisão do PowerPoint “montado” e, de seguida, outro momento para organizar a apresentação através de um ensaio geral, momento em que ficou definido quem iria apresentar o projeto na fase inicial da apresentação e quem ficava responsável pela conclusão, apresentando a notícia do jornal e os agradecimentos.
No momento de apresentação, o grupo esteve bastante contido no início mas, à medida que a apresentação decorria, foram revelando bastante segurança e uma apropriação de todas as etapas das atividades. Esta última questão surpreendeu-nos, professoras estagiárias, que acompanhámos todo o percurso de aprendizagem, como aos professores das restantes turmas, que se mostraram extremamente admirados e agradados com o conjunto de atividades realizadas mas, principalmente, pela forma como as crianças mostraram dominar todo o seu conhecimento.
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Figura 41 - Apresentação do projeto à comunidade escolar
Este foi um momento importante em todo o processo de aprendizagem, pois “o esforço de comunicar uma ideia sempre faz avançar a compreensão e é altamente produtivo do ponto de vista da aprendizagem” (Weisz, 2002, p.73). De igual forma, assumiu-se como uma estratégia de valorização de todo o trabalho efetuado e de todas as aprendizagens construídas pelas crianças junto da comunidade escolar. Este sentido de que o trabalho foi valorizado e teve efeitos positivos, tanto para todo o grupo como para as restantes crianças que as quiseram ouvir, deixou os nossos alunos orgulhosos e evidenciou, paralelamente, o interesse em dar continuidade a estas atividades no seio do trabalho com este grupo. Quando questionados por um dos professores das outras turmas se queriam continuar a fazer trabalhos com estas dinâmicas, os alunos responderam “sim” com grande convicção.
Para nós, professoras estagiárias, que acompanhámos toda esta evolução, foi muito gratificante verificar o modo como as crianças foram fazendo referência às suas aprendizagens de forma autónoma e situada, verificada essencialmente nos momentos em que os restantes professores faziam perguntas e eles, prontamente, respondiam com bastante apropriação das aprendizagens.
Esta tarefa prolongou a dimensão da autoavaliação do projeto e constituiu-se como uma atividade de cariz metacognitivo, contribuindo para reforçar o potencial de consciencialização dos alunos acerca de todas as aprendizagens construídas ao longo do projeto e, principalmente, focando a forma como as construíram, através de uma seleção de dados relevantes, também
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eles caracterizadores do projeto. Paralelamente, afigurou-se como uma oportunidade para os alunos desenvolveram a capacidade de comunicar com os outros as suas aprendizagens e, consequentemente, desenvolverem a competência de aprender a aprender (Alonso, Rodão e Vieira, 2006).