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2.2 Bakgrunnen til begrepet samlet belastning

2.2.3 Komponenter av samlet belastning

Enquanto os cenários formais em que a aprendizagem ocorre para adultos são altamente institucionalizados, com um currículo orientado, e formalmente reconhecidos em diplomas ou certificados, os cenários não formais são aqueles em que as oportunidades de aprendizagem são organizadas fora do sistema educacional formal. Estas oportunidades tendem a ser em um período curto, voluntárias e precisam de poucos pré-requisitos, porém, possuem tipicamente um currículo e frequentemente um facilitador. São exemplos de educação não formal aqueles programas oferecidos por museus, livrarias, serviços de clubes ou organizações religiosas (MERRIAM; CAFFARELLA; BAUMGARTNER, 2007).

A aprendizagem informal é de longe a forma de aprendizagem de adultos que mais prevalece. A própria natureza da aprendizagem informal é o que torna tão difícil para adultos a reconhecerem, já que ela está embutida nas atividades do cotidiano, seja no trabalho, seja em casa ou na comunidade. Não possui um currículo como nos programas de educação formal. Por este motivo e pela falta do patrocínio institucional, os adultos raramente registram estas atividades como aprendizagem (MERRIAM; CAFFARELLA; BAUMGARTNER, 2007).

Segundo Marsick e Watkins (1997), a aprendizagem informal pode ocorrer nas instituições, mas não é tipicamente baseada em sala de aula ou altamente estruturada, e o controle da aprendizagem é mantido primariamente nas mãos do aprendiz. É um tipo de

aprendizagem que pode ser encorajada por uma organização, mas também pode ocorrer em um ambiente sem qualquer incentivo a este respeito.

A aprendizagem informal inclui uma subcategoria denominada aprendizagem incidental, que é considerada como um subproduto de alguma outra atividade, tais como: realização de tarefa, interação interpessoal, senso de cultura organizacional, experimentação tentativa e erro, ou até da aprendizagem formal. É o tipo de aprendizagem que quase sempre ocorre, embora as pessoas não tenham sempre esta consciência (MARSICK e WATKINS, 1990 apud MARSICK e WATKINS, 1997).

Para Antonello (2006), a aprendizagem informal acontece naturalmente como parte do trabalho diário, mas trata-se de alguma atividade que envolve a busca de entendimento, conhecimento ou habilidade. Normalmente envolve algum grau de consciência que a pessoa está aprendendo. Já a aprendizagem incidental difere porque envolve pouca ou nenhuma reflexão.

A dificuldade de validar a aprendizagem incidental como uma estratégia de aprendizagem efetiva é que se trata de uma aprendizagem que não é antecipada, tão pouco consciente, e, por este motivo, não é facilmente avaliada. “A intenção primária é realizar a tarefa e não aprender. Quando a aprendizagem incidental acontece, é uma surpresa – um subproduto de outra atividade. O indivíduo aprende algo durante o processo de fazer (p. 206)”.

O processo de aprendizagem informal envolve uma busca de entendimento e de conhecimento sobre o que ocorreu, no qual a aprendizagem não é apenas uma reprodução, mas reformulação e renovação do conhecimento. Não apenas reflexão, mas também pressão emocional são componentes críticos desta aprendizagem (CONLON, 2004; ANTONELLO, 2006).

Marsick e Watkins (1997) propõem um modelo para examinar os processos de aprendizagem informal e aprendizagem incidental, baseado na perspectiva da Ciência Ação de Argyris e Schön (1978) que, por sua vez, possui raízes nas teorias de aprendizagem de John Dewey (1938) sobre experiência e nos entendimentos de Kurt Lewin sobre a interação de indivíduos no ambiente.

O modelo de aprendizagem informal e incidental proposto considera a existência do ciclo de solução de problema. Este ciclo propõe que as pessoas aprendem a partir de suas experiências quando elas enfrentam um novo desafio ou problema. O modelo considera que no ambiente de trabalho existe um conjunto de experiências e que ocorrem desafios das mesmas. A existência destes desafios implica nos seguintes passos de: interpretação do contexto; exame de soluções alternativas; reflexão da ação; produção de soluções; avaliação das consequências intencionais e não intencionais; e planejamento de próximos passos, que serão inseridos no conjunto de experiências existentes.

O ciclo de solução de problema é enraizado em ciclos sub-superficiais que compreendem crenças, valores e pressupostos que guiam a ação em cada estágio. Os ciclo sub- superficiais não são prontamente acessados. Para os aprendizes se moverem pelo ciclo de solução de problemas, eles precisam trabalhar arduamente para identificar e conhecer crenças tácitas, valores, pressupostos, fatores contextuais e efeitos não intencionais que podem formar seu entendimento sobre a situação. Segundo as autoras, somente quando ocorre um rompimento externo é que as pessoas optam por escavar debaixo da superfície e passam a olhar outros pressupostos, valores e crenças.

Marsick e Watkins (1997) defendem que a aprendizagem incidental compartilha raízes teóricas da aprendizagem transformacional em que os indivíduos experienciam uma transformação de perspectiva como resultado da reflexão seguida de algum evento desencadeador. Esta transformação também pode ocorrer por intermédio da agência ativa de um facilitador ou um grupo, em que indivíduos usam a reflexão para redefinir e reconstruir uma experiência desencadeadora.

As autoras entendem que o processo é similar, seja a aprendizagem provocada por eventos ou por outros, e envolverá o seguinte: 1 – os aprendizes pró-ativos permanecem abertos aos conjuntos alternativos de um problema, procuram explicações concorrentes, e adotam uma atitude de experimentação, tentando novos comportamentos e trabalhando no processo de seu próprio desenvolvimento. 2 – reflexão é a primária ferramenta para desencadear a aprendizagem a partir da experiência. Reflexão disciplinada, desafio dos pressupostos do indivíduo e caminhos confortáveis de pensamento levam a uma aprendizagem profunda. 3 – Insight sozinho não é suficiente. Criar um sistema de suporte que encoraja todos os indivíduos a crescerem e a aceitarem indivíduos que têm mudado, promove retenção de novos

comportamentos. 4 – Aprendizagem transformacional pode ser catalisada por intermédio da facilitação perita.

Marsick e Watkins (1997) defendem que a teoria de aprendizagem informal salte do nível individual para o nível sistêmico a fim de mostrar como o conhecimento obtido pelos indivíduos pode ser capturado e usado por outras pessoas.

Para MERRIAM, Caffarella e Baumgartner (2007, p.51), embora a categorização das oportunidades de aprendizagem ajude a pensar sobre aprendizagem, o que é mais crucial é o reconhecimento de que as oportunidades de aprendizagem aparecem em muitos tamanhos, formas e lugares. Isso reforça a consciência de que a aprendizagem informal pode aumentar a aprendizagem na organização, e a partir disso serem desenvolvidos mecanismos para facilitar este tipo de aprendizagem nas empresas.

Para compreender como é abordada a aprendizagem no âmbito das organizações, faz se necessário analisar o fenômeno pelas lentes da literatura sobre aprendizagem organizacional.