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Kompetanse  og  erfaring

In document En kvalitativ studie av styrearbeid (sider 44-47)

Fonte: Trabalho de campo realizado segunda-feira, 14 de janeiro de 2013. Crédito: FIRMINO, P. C. S. Fotos tiradas às 10h52min.

Em Itabaiana, 60% não utilizam nenhum tipo de aparelho eletrônico, nem mesmo o uso do celular, o que corresponde a 30 feirantes, outros 20 afirmaram usar pelo menos 1 tipo de aparelho eletrônico em suas negociações, 26% (13 feirantes) usam somente o celular, 6% (3 feirantes) fazem uso na própria feira livre da máquina de cartão de crédito, 4% (2 feirantes) fazem uso da balança eletrônica e outros 4% (2 feirantes) usam celular e calculadora.

Na feira de Arapiraca encontra-se uma gama de produtos, com uma diversificação bastante expressiva, advindos tanto da zona rural e urbana da cidade, como de outras cidades alagoanas e outros estados, tanto do Nordeste como de outras regiões, haja vista que “a procedência desses produtos está sujeita não só as características físicas e econômicas dos mesmos, como também, as exigências do mercado consumidor” (GUIMARÃES, 1969, p. 09).

Os produtos como hortaliças têm origem em sua maioria na zona rural, e quando não, sua origem está relacionada com a zona rural de outras cidades. Produtos como vestuário e calçados, por exemplo, são quase todos adquiridos em Caruaru, Santa Cruz e Toritama – PE. Verduras e Frutas chegam de várias cidades e estados, Petrolina/PE, Juazeiro/BA, Itabaiana/SE, bem como da própria cidade de Arapiraca. O quadro 19 (Arapiraca/AL: Principais produtos comercializados na feira e suas origens – 2015) apresenta de acordo com as respostas dos feirantes, produtos comercializados e suas origens. O gráfico 22 (Feira de Arapiraca/AL: Quantitativo e porcentagem de feirantes e os tipos de produtos comercializados – 2015) apresenta o quantitativo e porcentagem de feirantes e tipos de produtos.

Quadro 19 – Arapiraca/AL: Principais produtos comercializados na feira e suas origens – 2015

Produtos Comercializados Feirantes Nº de Origem dos Produtos

Vestuário, calçados, bijuterias e outros produtos

industrializados. 25 feirantes

Caruaru, Santa Cruz e Toritama/PE, São Paulo/SP, Fortaleza/CE, PB. Serviços de alimentação,

laticínios, biscoitos, bolos e afins.

6 feirantes Zona Rural e Urbana de Arapiraca, Batalha e Major Izidoro/AL, L. de São José e Água Bela/PE, Glória e Gararu/SE.

Frutas, verduras, hortaliças e

tubérculos. 12 feirantes

Zona Rural de Arapiraca e Feira Grande/AL, Petrolina, Caruaru e Garanhuns/PE, Itabaiana/SE, Salvador e Juazeiro/BA, MG. Cereais, grãos, condimentos,

produtos alimentícios e industrializados.

9 feirantes Lagoa da Canoa e Dois Riachos/AL, PR, SC, Zona Rural e Urbana de Arapiraca, Maceió, GO, PE, SP, BA.

Ferragens, artefatos de couro

e arreios em geral. 6 feirantes

Zona Urbana de Arapiraca, Palmeira dos Índios e Delmiro Golveia/AL, Caruaru/PE, MG, SC e

SP.

Peixes e carnes. 5 feirantes Zona Urbana de Arapiraca, Teotônio Vilela e Craíbas/AL, Xingó/BA. Artesanato e produtos de

casa: cozinha, cama, mesa e

banho. 6 feirantes

Zona Urbana de Arapiraca/AL, Caruaru/PE, Fortaleza/CE e SE.

CD's, DVD's e eletrônicos

gerais. 1 feirante Caruaru e Recife/PE.

Fonte: Quadro elaborado a partir dos dados obtidos no trabalho de campo realizado na feira livre de Arapiraca nos dias 2 e 23 de março de 2015.

Gráfico 22 – Feira de Arapiraca/AL: Quantitativo e porcentagem de feirantes e os tipos de produtos comercializados – 2015

Fonte: Gráfico elaborado a partir dos dados obtidos no trabalho de campo realizado na feira livre de Arapiraca nos dias 2 e 23 de março de 2015.

Isto posto, observa-se que nos dias atuais a variedade de mercadorias comercializadas nas feiras é impressionante. Coexistem os produtos “tradicionais” – produtos que vão desde os derivados do leite, como o queijo e a manteiga

produzidos no Sertão e vendidos não somente na feira de Arapiraca; os ovos e a galinha de capoeira criada de forma mais tradicional pelo sertanejo e pelo próprio agrestino; frutas típicas, verduras e hortaliças cultivadas na própria região, além de outros produtos frescos que chegam diariamente, tendo mais intensidade nos dias que antecedem a feira; bem como o artesanato e tantos outros produtos típicos – e os produtos tidos como “modernos” – aparelhos de DVDs, pendrives, notebooks, celulares, eletroeletrônicos – que na maioria das vezes são comercializados na “feira da troca108”, sejam eles originais ou “piratas109”, esses últimos na verdade são criações ou imitações de uma população que busca meios de sobrevivência110 e acesso a produtos que não fazem parte do seu cotidiano.

As fotos seguintes são uma sequência de imagens do que é possível encontrar nos dias de realização da feira livre. Na foto 19, Arapiraca/AL: comercialização de grãos e produtos industrializados – 2013, percebe-se que o feirante vende produtos da forma tradicional, em sacos e por quilo, pesando na hora, bem como produtos industrializados, como o cuscuz que vem da Indústria Coringa da própria cidade. Já nas fotos 20 e 21, Feira de Arapiraca/AL: comercialização de produtos “piratas” e artesanato – 2013, tem-se produtos diversos.

108 A conhecida feira da troca em Arapiraca é uma feira onde se negociam diversos produtos,

principalmente, produtos duráveis. É uma feira onde se podem comprar certos produtos a preço bem abaixo do mercado, sendo estes novos ou usados, porém, em sua maioria não se tem nota fiscal nem se sabe a procedência do produto, podendo este ser roubado ou não.

109 Leia-se

“flexibilidade tropical”, termo este usado por Santos ([1994] 2008).

110

“No circuito inferior, a acumulação de capital não constitui a primeira preocupação ou simplesmente não há essa preocupação. Trata-se, antes de tudo, de sobreviver e assegurar a vida cotidiana da família, bem como tomar parte, na medida do possível, de certas formas de consumo particulares à vida moderna” (SANTOS, [1979] 2008, p. 46).

Foto 19 – Arapiraca/AL: comercialização de grãos e produtos industrializados – 2013

Fonte: Trabalho de campo realizado segunda-feira, 14 de janeiro de 2013. Crédito: FIRMINO, P. C. S. Foto tirada às 10h36min.

In document En kvalitativ studie av styrearbeid (sider 44-47)