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Hvordan digitaliseringen påvirker HR rollen

4.1 Digitalisering og HR

4.1.2 Hvordan digitaliseringen påvirker HR rollen

O filósofo, ao criticar a cultura moderna como sendo responsável pelo processo de alienação, propõe um terceiro caráter ou impulso como mediador entre o impulso formal ou racional e o impulso sensível ou físico. Schiller nos remete ao impulso lúdico.

O impulso lúdico, entretanto, em que os dois se conjuram, irá regrar o espírito física e moralmente a um só tempo; pela superação da contingência ele irá superar, portanto, qualquer necessidade, libertando o homem tanto moral como fisicamente.(SCHILLER, 1992, p. 87).

Segundo o esteta, mediante o impulso lúdico, o homem passará por um processo de humanização que culminará no equilíbrio entre os dois impulsos, esse processo de emancipação ocorrerá tanto no âmbito físico como moral. O impulso lúdico irá superar a existência dicotômica do homem conduzindo-o ao equilíbrio, visto que ao ser educado o impulso sensível ou temporal reconhecerá a importância da razão como também o impulso formal irá reconhecer as determinações do impulso sensível.

O impulso lúdico, portanto, no qual ambas se conjuram, tornará contingente tanto nossa disposição formal quanto a material, tanto nossa perfeição quanto nossa felicidade; justamente porque as faz contingentes e porque a contingência também desaparece com a necessidade, o impulso lúdico passará a superar a contingência nas duas, dando forma à matéria, e realidade à forma (SCHILLER, 1992, p. 87). Essa tentativa de construção de uma unidade diferenciada, Kant tentou na Crítica da razão pura na parte que trata do esquematismo transcendental e, no entanto não conseguiu suprimir a divergência entre forma e conteúdo permanecendo no dualismo. A tentativa de Schiller não é gnosiológica como a de Kant, mas sim estética. É através da arte mais à frente veremos que Schiller proporá dar um caráter estético na relação entre forma e matéria. O impulso lúdico, sendo o intermediário entre os dois impulsos, isto é, estabelecendo limites para as sensações e limites para a razão, aproximando a razão os sentidos e os sentidos da razão. Um dos maiores problemas de nossa civilização é como construir realmente na vida uma unidade entre indivíduo e sociedade, a questão que Schiller discute está inserida nessa relação, ou seja, de que forma podemos construir uma unidade na vida entre indivíduo e Estado, já que alguns pensadores conseguiram essa unidade apenas na forma de pensar, isto é, no pensamento lógico, podemos citar aqui a dialética hegeliana em que o Estado como substancial ético engloba indivíduo e sociedade sem sufocar a multiplicidade pela unidade e a unidade pela multiplicidade, mas, no entanto, a construção da unidade se encontra numa esfera não histórica, mas sim lógica. O Estado pensado por Hegel situa-se na ideia.

O objeto do impulso sensível, expresso num conceito geral, chama-se vida em seu significado mais amplo; um conceito que significa todo o ser material e toda a presença imediata nos sentidos. O objeto do impulso formal, expresso por um conceito geral, é a forma (figura), tanto em seu significado próprio como metafórico; um conceito que compreende todas as disposições formais dos objetos e todas as suas relações com as forças do pensamento. O objeto do impulso lúdico, representado num esquema geral, é a forma (figura) viva; um conceito que denomina todas as disposições dos fenômenos, tudo que entendemos no mais amplo sentido por beleza.(SCHILLER, 1992, p. 88).

Antes de falarmos da forma viva ou da beleza, falaremos da forma vazia. A citação remete a uma crítica à filosofia transcendental kantiana que concebe os conceitos puros do entendimento como vazios: “sensações sem conceitos são cegas, conceitos sem sensações são vazios. (KANT, prefácio à segunda edição de Crítica da razão pura). As categorias do entendimento pensadas por Kant são a priori, isto é, existem independentemente de toda e qualquer experiência, são dadas em nossa subjetividade, enquanto as sensações se originam da experiência. Schiller nas Cartas sobre a educação estética da humanidade, não cria conceitos ou categorias próprias, ele joga com as categorias já existentes da filosofia kantiana dando-lhes um novo sentido ou uma nova forma de pensar o real. Na citação acima, ao conceituar os três impulsos, no último, vemos a novidade do seu pensamento, isto é, a síntese entre os impulsos. Se nos guiarmos pela forma apenas, falta-nos matéria, se nos guiarmos pela matéria falta-nos a forma, por isso Schiller propõe a “forma viva” como superação da unilateralidade do impulso formal e material que nada mais é que a negação da filosofia transcendental kantiana. A “forma viva” é pensada como processo dialético fundada em uma filosofia da história de caráter estético progressista, a forma viva não é compreendida por Schiller como algo dado, a sua importância consiste em dar vida à forma e ao conteúdo, Schiller não tenta aniquilar com os dois impulsos na forma viva, mas sim integrá-los dialeticamente sempre em um conceito mais complexo e desenvolvido. A forma viva é o impulso lúdico lutando para obter unidade no interior dos conflitos entre o impulso formal e material. Sem a ação da forma viva não será possível a construção do Estado Estético schilleriano. Schiller tem plena consciência de que esse equilíbrio construído pelo impulso lúdico é apenas uma ideia que não pode ser realizada totalmente.

Nesta restará sempre o predomínio de um elemento sobre o outro, e o mais alto que a experiência pode atingir é uma oscilação entre os dois princípios, em que ora domine a forma e ora a realidade. (SCHILLER, 1992, p.85).

A unidade para o esteta é conquistada na ideia e não na realidade, pois a natureza não se rende totalmente a lei ou forma como a forma não rende a natureza, portanto, no plano da experiência concreta o impulso lúdico não é capaz de resolver no âmbito da vida o conflito entre os impulsos. Uma coisa é falar da beleza em ideia, a outra da beleza na experiência, para o filósofo a beleza em ideia é eterna e indivisível, enquanto que

na experiência obedece a duplicidade que oscila de um lado para outro. Será este o grande problema da civilização, a conquista definitiva de um equilíbrio na “forma viva” entre valor e natureza?

No Estado estético é tudo livre cidadania, mesmo o instrumento servil tem seus direitos igualados aos do mais nobre, e o entendimento que pela violência submete à sua finalidade a massa moldável é obrigado, agora, a pedir-lhe o assentimento. No reino da aparência estética, portanto, realiza-se o ideal da igualdade, que o sonhador tanto amaria ver realizado também em essência. (SCHILLER,1992, p. 150).

Talvez Schiller tenha sido um dos primeiros pensadores a propor a construção da cidadania partindo da estética como fundamento histórico. No Estado estético é conquistada a mais plena liberdade e igualdade que o homem pode atingir; nele tudo é equilíbrio, através da beleza estética o homem conquistará a sua “plenitude” e equilíbrio entre o indivíduo e a espécie. No Estado Estético temos a realização da igualdade entre os indivíduos que para vários pensadores é pensada de forma diversa:

Pela beleza o homem sensível é conduzido à forma e ao pensamento; pela beleza o homem espiritual é reconduzido à matéria e recupera o mundo sensível. (SCHILLER, 1992, p. 100).

O esteta nos descreve a relação dialética entre forma e matéria, ou seja, o processo pelo qual a sensibilidade se aproxima do pensamento e o pensamento da sensibilidade. Mas, não esqueçamos que essa unidade não é conquistada para o esteta fora do âmbito da educação tanto dos sentidos como da razão. A razão e os sentidos passarão por um processo de educação e, através da estética fundada na história, o homem atingirá cada vez mais um grau de humanização.