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Kommunikasjonsstrategi

Num contexto de uma profissão marcadamente masculinizada, é determinante incentivar e promover medidas concretas para erradicar os estereótipos de género que continuam a reproduzir-se no âmbito da tecnologia e do género.

É importante iniciar uma educação para a desigualdade de género, consciencializando para a erradicação das representações de género, e criando estratégias que efectivamente capacitem raparigas e mulheres à integração nesta área.

Na ausência de uma consciencialização, as orientações políticas implementadas até ao momento, não passarão de novos discursos que, apoiados por novos critérios de racionalidade instrumental, tendem a menosprezar as novas formas de desigualdade entre os homens e as mulheres e as novas formas de discriminação digital e social (Rocha, 2011).

As relações pedagógicas estabelecidas nas escolas fortalecem muitas vezes as simbolizações de género, as crianças aprendem normas, conteúdos, valores e significados que lhes permitem interagir e conduzir-se de acordo o género. É importante criar contextos educativos que avaliem, seleccionem e promovam estratégias pedagógicas para a educação e inclusão, não só no que refere ao género mas na utilização das ferramentas tecnológicas. O ambiente escolar deve ser encarado como um local privilegiado de mudança, onde se formam futuros cidadãos que mais tarde se poderão tornar actores privilegiados no rompimento das desigualdades e das construções de género. Considera-se assim importante garantir a oferta de ferramentas e actividades, considerando a flexibilidade um critério fundamental, permitindo desta forma aos utilizadores e utilizadoras ultrapassar estereótipos e condicionantes de género. A ausência de reflexão pedagógica pode ser um factor de construção e reforço de relações de género desiguais na realidade escolares, e contínua reprodução na sociedade.

A escola como lugar relevante de socialização é um local determinante para a transformação do pensamento e da acção, a partir do reconhecimento e da desconstrução de indicadores de género e da desigualdade que se reproduze na sociedade.

É o impacto que os estereótipos de género apresentam na utilização e domínio da tecnologia, as expectativas de maior apetência, o à vontade dos rapazes na utilização da tecnologia, bem como da valorização social profissional de profissões tecnológicas, associadas ao domínio masculino que influenciam a forma como as tecnologias são encaradas por rapazes e raparigas.

As Tecnologias da Informação e da Comunicação na educação são um reflexo da cultura e dos significados existentes na sociedade, é assim necessário analisar as diferentes linguagens utilizadas (como a verbal, visual e sonora), bem como as complementaridades e sinergias entre elas (Silva, 2005).

A inclusão do feminino e do masculino na linguagem verbal é necessária para colmatar discriminações de forma implícita e difíceis de desaparecer. Como refere Silva (2005) o uso do masculino genérico e do falso neutro contribuem para as discriminações, subalternizando e silenciando o feminino.

A implementação de uma disciplina extracurricular (ou curricular) no âmbito da igualdade de género, com actividades reflexivas de género, bem como de integração igualitária ao nível das TIC apresenta vantagens ao nível do desenvolvimento da criança, como refere Area (2008) uma das finalidades educativas da escola deveria ser não só utilizadores conscientes e críticos das tecnologias, como também da cultura que em torne dela se manifesta e difunde, é assim, importante um modelo educativo para a aprendizagem do uso das novas tecnologias que requer o desenvolvimento de quatro áreas de competência que podem ser entendidas a partir da mobilização, integração e combinação de diversos saberes: o domínio técnico e instrumental para usar hardware e software, a aquisição de conhecimentos e capacidades específicas, o desenvolvimento de normas que impliquem uma atitude social positiva, de empatia e respeito e por último, a consciencialização de que as tecnologias não são neutras do ponto de vista social, adquirindo valores e critérios em relação ao uso da informação e das tecnologias.

As TIC constituem assim, não só uma ferramenta de ensino-aprendizagem, mas principalmente um instrumento que propicia representar e comunicar o pensamento, resolver problemas e desenvolver projectos. A utilização das TIC favorecem a articulação entre as diversas áreas do saber, proporcionando um aprofundamento de conteúdos específicos, nomeadamente da igualdade para o género. Defende-se assim, a criação de actividades passiveis de serem realizadas pelos alunos, que possibilitem um instrumento pedagógico e didáctico que funcione como um meio de aproximação dos interesses das alunas e dos alunos, proporcionando uma aprendizagem estimulante e fornecedora de conhecimentos determinantes na quebra de estereótipos de género nas áreas tecnológicas. Acredita-se que as tecnologias apresentam uma capacidade de alterar a propagação das ideias e das formas de viver em sociedade, potencialidade que influencia o individuo e a forma de se relacionar com a sociedade.

A introdução de estratégias de inclusão no ensino básico é fundamental à inclusão e motivação das raparigas para domínios tecnológicos. Neste campo, a implementação de estratégias didácticas através de uma interface amigável de ensino dos conceitos de robótica e programação de maneira inovadora, fácil e divertida.

O Grupo Lego é uma empresa dinamarquesa focaliza no desenvolvimento de brinquedos de montagem, e que em 1980 criou uma divisão educacional, o Lego Mindstorm, que apresenta como principal preocupação tornar a tecnologia acessível e significativa para os utilizadores, nomeadamente crianças a partir dos 8 anos de idade. É uma ferramenta que torna possível sem qualquer conhecimento prévio de informática, criar e desenvolver

actividades. O Lego Mindstorm é uma plataforma especialmente desenhada para crianças que promove o contacto com o mundo da tecnologia, nomeadamente através de robôs que necessitam de ser programados e montados a nível de hardware. Esta plataforma apresenta- se no mercado com vários equipamentos que podem ser acoplados ao robô, por exemplo, sensores, motores de movimento, e sistemas programáveis (in Druin e Hendler,2000).

O uso de plataformas desenhadas para captar o interesse pela tecnologia, que visam criar uma ambiente dinâmico de colaboração entre os géneros, bem como a discussão e reflexão sobre conceitos como género, igualdade e estereótipo de forma interactiva, divertida e didáctica é uma estratégia que no âmbito da dissertação se considera fundamental para a igualdade de género no campo da tecnologia.

6.4 Responsabilidade Social no quadro da Igualdade de Género

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