4. Presentasjon av funn
4.2 F2: Hvordan bidrar de rundtliggende lederne til mellomlederens utførelse av eget
4.2.2 Kommunikasjon og informasjonsflyt mellom ledernivåene
A teoria do equilíbrio dinâmico emprega diversas definições relacionadas aos sistemas ambientais, com os quais mantém associações, relacionadas às trocas de energia e matéria, bem como à composição dos materiais que sustentam as formas e, conseqüentemente, as paisagens. Destarte, tendo em vista o objeto deste estudo,
elaboraram-se, com o apoio na bibliografia consultada, formas de classificar o equilíbrio dinâmico nas áreas dos macrocompartimentos que correspondem à Serra do Mar, nas áreas que abrangem as planícies marinhas e as praias.
Para as áreas de serra e planície costeira, foram atribuídas algumas classificações para as quais se utilizaram os conceitos de fitoestasia no contexto da ecodinâmica de Tricart (1977).
Para as áreas de praia, utilizou-se o sistema de estudo parabólico de determinação do equilíbrio dinâmico para o qual foi criado o modelo denominado Meppe (Modelo de Equilíbrio em Planta de Praias de Enseada) por Vargas et al (2001).
Como não existe ainda uma forma aplicada ou formas de aplicação para o cálculo do equilíbrio dinâmico e, como é fato comprovado que a vegetação é um elemento regulador das trocas de energia e matéria, considera-se aqui a cobertura vegetal como elemento-chave para delimitação das unidades de paisagem a serem trabalhadas na ótica do equilíbrio dinâmico para a área da planície costeira.
5.4.1. Equilíbrio dinâmico na serra e nas planícies costeiras
A Serra do Mar foi aqui considerada como um compartimento do litoral porque é o local onde estão as nascentes que formam a drenagem que percorre a planície costeira até as praias. Atualmente, o transporte de sedimentos por esses rios é considerado pouco significativo em relação à taxa de sedimentação ao longo das praias. Isso se deve por serem rios de pequeno potencial de transporte, que, portanto, carregam em suspensão sedimentos finos que ficam retidos em sua maioria nas áreas de mangue. A maior parte dos sedimentos redistribuídos no litoral advém da plataforma continental ou sedimentos da própria costa redistribuídos em períodos de eventos climáticos extremos.
O equilíbrio dinâmico na região da serra e nas planícies costeiras é definido aqui com base na proposta de unidades ecodinâmicas (ecótopos) de Tricart (1977), que considera a fitoestasia como elemento-chave nas trocas de energia e matéria nos sistemas ambientais que muito se assemelha ao conceito de geossitema de Sotchawa (1978), que destaca a vegetação ou o relevo como os componentes da paisagem utilizados para a classificação dos geossistemas3.
3 “É necessário dizer que a classificação de geossistema mostra uma inclinação para sistematizar os geômeros e os geócoros. Se o zoneamento físico-geográfico for compreendido apenas como sistema de divisão territorial, com fundamento na descoberta das regiões naturais simultâneas (que reconhece serem muitas) será
Parte-se da idéia de que a vegetação é o elemento que mantém a paisagem em equilíbrio nas trocas de energia e matéria, porque, além de proteger o solo dos impactos das gotas das chuvas e dos ventos, favorece a manutenção e o equilíbrio dos processos naturais de pedogênese e morfogênese. Assim, de acordo com Tricart (1977), a vegetação desempenha os seguintes papéis:
os efeitos causados sobre a flora e a fauna pela energia da radiação que alcança o solo, gerando o aumento de sua temperatura, são a mineralização dos húmus, a nitrificação etc., ou seja, a fertilidade deste solo;
os detritos vegetais que caem nas superfícies do solo são usados na nutrição
dos organismos redutores, incorporam-se à estrutura do solo, aumentam sua resistência à erosão pluvial e, por conseguinte, o regime hídrico e a reciclagem dos elementos minerais pelas plantas;
a cobertura vegetal é responsável pela interceptação das precipitações, ou de seu tempo de concentração, e a energia de impacto das gotas, que determinam a possibilidade de erosão pluvial, novamente chegando-se ao regime hídrico. Já o aspecto energético da interceptação apresenta dois casos extremos;
a cobertura vegetal consiste somente de árvores grandes sem sub-bosque. Não há dispersão da energia cinética das goteiras. Por vezes, a transmissão de energia ao solo pode ser superior à que se observaria ao ar livre, como resultado da formação de goteiras por condensação direta sobre as árvores. Esse fato compensa a intercepção hidrológica e foi observado nas plantações de café da Colômbia, sob árvores de sombra, no andar altitudinal da selva nublada;
a cobertura vegetal apresenta um estrato herbáceo contínuo. A dispersão da
energia cinética é quase total, sendo importante a infiltração;
a vegetação protege o solo contra as ações eólicas, capazes de intensa degradação das terras.
Se o estudo e a análise das paisagens levam a constatar a existência de um dualismo estrutural, (forma e estrutura) e se o estudo de cada uma das unidades leva a constatar a existência de uma dinâmica própria a cada uma delas, a última parte da definição do
necessário considerá-lo na qualidade de um dos aspectos de classificação do geossistema, com referência à colocação dos geócoros e sua simultaneidade [...] A complexidade e a descência do zoneamento, algumas vezes, nomeia a classificação do território pelo conjunto dos sinais naturais ou por um dos componentes da paisagem (por exemplo, a vegetação ou a geomorfologia)” (SOTCHAWA, 1978, p. 13) (grifo nosso).
ecossistema resume todos os fatos constatados de transferências, algumas vezes contínuas, entre os diversos constituintes do espaço: portanto é introduzida uma idéia de dinâmica funcional (DELPOUX, 1974, p. 10).
As transferências podem ser de dois tipos: matéria e energia. Seus fundamentos são de natureza biológica, segundo os quais cada ser vivo, como uma estrutura, executa mecanismos fundamentais característicos de seu estado vivo (crescimento, movimento, reprodução) e, para isso, retira do meio em que vive certa quantidade de energia. Com relação à matéria, algumas espécies têm a possibilidade de elaborar a própria matéria viva com base em substâncias minerais muito simples: gás carbônico, água, nitratos, fosfatos etc. Com relação à energia, tal especificidade existe também em relação às diferentes formas: luminosa, calorífica, química etc. conforme explicou Delpoux (1974).
Ao que foi contemplado até aqui, Tricart (1977) acrescenta que, na parte superior da litosfera, os fluxos de energia tomam os seguintes aspectos principais:
provimento de detritos vegetais nas áreas onde existe cobertura vegetal. Eles constituem a alimentação de todo um mundo de seres unicelulares, de insetos e até de pequenos mamíferos (ratos). Esses seres os transformam e produzem gás carbônico pela respiração, ácidos orgânicos etc. Todas as substâncias solúveis na água formando soluções aptas a reagir com vários minerais das rochas;
fluxos de água determinados pela gravidade, no sentido da produtividade, e
em sentido contrário, ascendente, pela extração de água do solo pelas raízes e a subseqüente evaporação física. Essa água serve de veículo a todos os elementos dissolvidos;
fluxos de energia, sobretudo em forma de calorias, geradas, principalmente,
pela penetração, em profundidade, da radiação solar e, em menor grau, pela própria emissão da terra em direção ao espaço. Esse calor favorece a maior parte das reações químicas e todos os fenômenos biológicos (metabolismo dos organismos redutores).
Assim sendo, Tricart (1977) considera como conseqüências desses fluxos de energia na parte superior da litosfera:
a pedogênese, que, em princípio, consiste na transformação específica de matéria mineral das rochas pelos efeitos da vida;
a meteorização das rochas e dos minerais do solo, com seus vários aspectos puramente físicos, químicos e, sobretudo, bioquímicos. Essa meteorização transforma as rochas em material distinto, as formações superficiais;
certos processos morfogênicos, como a sufusão, as ações cársticas, os movimentos de massa.
Com apoio nos argumentos de Tricart e Delpoux, entre outros, criou-se aqui uma forma de representar as áreas que estão em equilíbrio dinâmico ao longo das planícies costeiras, baseando-se nas áreas em que foi mapeada a vegetação em estágio avançado de crescimento. Nesse mapeamento, os polígonos representativos dos diversos tipos de vegetação recebem atributos equivalentes a áreas em equilíbrio dinâmico, nas quais a vegetação se encarrega das trocas de matéria e energia características de um ambiente equilibrado em suas funções, estruturas, formas e processos.
Áreas com a vegetação em estágio avançado de desenvolvimento podem ser consideradas como áreas em equilíbrio dinâmico, conforme o mapa de representação do equilíbrio dinâmico e a fitoestasia. Dessa forma, considerou-se neste trabalho como em equilíbrio dinâmico, estado estável, as áreas ocupadas por floresta ombrófila densa, floresta ombrófila alto montana, floresta ombrófila submontana e floresta de mangue em seu clímax de regeneração.
As áreas onde predomina a vegetação de reflorestamento foram consideradas como áreas em resiliência – efêmera, por se acreditar que esteja em um estágio transitório de regeneração da vegetação. Assim, os locais onde há predominância de vegetação secundária em estágio quase avançado de regeneração como quase-equilíbrio são classificados como em estado efêmero.
As áreas onde a vegetação foi totalmente extraída, tais como áreas de solo exposto, foram consideradas como áreas em entropia, não-equilíbrio, que são classificadas como em estado instável.
O conceito de equilíbrio dinâmico está diretamente relacionado ao conceito de fragilidade ambiental nesta pesquisa. Destarte, esses conceitos, juntamente com os compartimentos do relevo (mapa geomorfológico), serão aplicados nos mapas do equilíbrio dinâmico e da fragilidade ambiental.