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Kommunikasjon

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O entrevistado 1 se filiou ao PT por volta de 1981. Lembrou que entrou no partido por intermédio de um “cara histórico” que não está mais no PT (está no PSOL). É servidor público, e durante o governo Olívio Dutra foi diretor geral substituto da secretaria da agricultura. Participa da vida partidária eventualmente. Não tem participação efetiva porque considera que essa participação tem mais força quando se tem uma corrente e, como não tem corrente, sua voz acaba não tendo força alguma. Mas participa, sempre que possível, da setorial da Saúde “para fazer algumas cobranças”. Sempre teve participação no meio sindical (sindicato dos servidores públicos). Por coincidência, citou elogiosamente a entrevistada 8 e o entrevistado 4, que entende estarem muito desgastados dentro do partido por conta de suas posições críticas (que elogiou).

O entrevistado 5 é filiado ao PT há 17 anos e atualmente preside um grande sindicato de trabalhadores do ramo financeiro de Porto Alegre e Região. Nunca participou muito de fóruns como núcleos ou zonais, participou de encontros do partido, congressos, convenções. Mas registra que não tem participado “talvez por falta de vontade mas também porque não tem espaço”; “mas vou votar nos PEDs”.

66 fundação do partido: “na verdade não saí pra catar assinatura, mas fui um dos ‘catados’, morava numa república, e acabei assinando nessa ocasião pra conseguir o registro do partido”. Disse que Olívio Dutra era a credencial: “não precisava mais saber de nada, sabendo que Olívio Dutra era um dos líderes do movimento, já era suficiente”. Mas se filiou mesmo por volta de 1989. Foi mais participante no movimento sindical (bancário), ajudando a liderar greves nas diversas cidades em que trabalhou.

O entrevistado 12 é publicitário e filiado desde 1983. Militava já desde 1979 “na volta do PT, ou no entorno, né, das pessoas, das organizações que vieram a fundar o PT”. Sua militância se iniciou “como um militante de base, movimento estudantil, fundei o núcleo da Faculdade São Judas Tadeu, depois fui militar nos comerciários (oposição comerciária), militei na UFRGS também, no movimento estudantil, mas não muito porque daí eu já tava no movimento sindical”. Foi um dos organizadores de “uns dois ou três” encontros de núcleos. Hoje sua participação no partido “é quase que nula, eu participo das convenções, dos PEDs, mas tenho uma participação pífia, porque o partido não oferece espaço de participação. Além de algumas decepções, ou coisa que o valha, mas na verdade não tem muito espaço pra atuar cotidianamente, né[...] hoje o cara vai lá e vota... é um partido tradicional nesse aspecto”.

A entrevistada 13 começou a militar no PT em 1982. Atuou na parte de organização, na nucleação e no fortalecimento das instâncias do partido. Militou em zonal (“Foi maravilhoso. A nossa zonal era uma zonal forte em Porto Alegre, a zonal 113. Tinha um trabalho de relação com as pessoas muito forte”), núcleos, participou de diversos encontros de núcleos, das zonais e municipal. Tem lembranças profundas da primeira gestão petista em Porto Alegre (1988), e diz que, apesar de muitos militantes terem ido para o governo, o partido ainda mantinha uma relação muito forte com o movimento, e as instâncias partidárias ainda funcionavam. Em sua ótica, depois isso mudou: em 1995 participou do governo municipal, e diz que “a gente já via que tinha uma diferença entre os petistas do governo e os petistas do partido. A gente não tinha instância pra discutir. Não existia mais essa organicidade, o governo não vinha pras instâncias do partido pra fazer a discussão”. Entende que “a institucionalidade nos sugou completamente, a gente se distanciou das pessoas, se distanciou do movimento”. Hoje acompanha o PT pela imprensa

O entrevistado 16 lembra que, apesar de sempre ter votado na esquerda, foi a partir de sua entrada na universidade, e o consequente envolvimento com o movimento estudantil (Diretório Acadêmico da Comunicação, DCE, Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação; envolvimento com a pauta mais geral da democratização da comunicação), que começou pra valer seu processo de formação política Até que, no ano 2000, junto com os

67 colegas mais próximos, filiou-se ao PT: “a origem foi ali, foi a partir da militância no movimento estudantil, [que se deu] a conscientização da importância do partido, e a partir daí então a definição, de uma forma muito adequada, no meu entendimento: primeiro um processo de formação politica para depois fazer a opção partidária”. A militância partidária nunca foi seu espaço principal de militância, que foi, em um primeiro momento, o movimento estudantil, e depois (até hoje) o movimento sindical.

A entrevistada 20 é servidora pública federal. Começou a se envolver com política quando começou o movimento pelas “diretas já”. Primeiro se filiou ao PCB e, depois, ao PT, porque “me identifiquei com o partido, me parecia uma coisa mais engajada, mais ‘na rua’ mesmo”. Para ela, algumas coisas em sua história com o PT foram muito marcantes, como a vitória do Olívio em 1988, a campanha do Lula em 1989 e o quanto as pessoas eram engajadas e gostavam do governo do PT em Porto Alegre. Gostava muito de fazer campanha, de conversar com as pessoas durante e após as eleições, e ficou desiludida com o partido ao ver perdida essa prática e ao ver o pragmatismo de novos filiados que nada tem a ver com o PT mas se filiaram almejando cargos. Está afastada do partido desde 2004.

Tabela 2: Perfil dos Filiados com Práxis

Entrevistado Profissão Escolaridade Idade Tempo de Filiação (anos) 1 Servidor Público Estadual Pós-Graduação 52 30

5 Bancário Cursando superior 49 17

7 Bancário Ensino Médio 53 24

12 Publicitário Graduação 49 32

13 Profissional Liberal Superior 61 31

16 Bancário Pós-Graduação 42 10

20 Servidora pública federal Ensino Médio 48 23

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