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Kommuner i Valdres

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3. Oppsummering av høringsuttalelser

3.7 Kommuner i Valdres

interação que se perceciona a necessidade de adaptar a linguagem e comunicação ao nível sociocultural da pessoa, para que exista uma correta transmissão e assimilação da informação. A perceção de qual a adaptação necessária para cada utente é conseguida através da experiência e muitas vezes da abordagem inicial feita pelo mesmo. Uma das primeiras coisas de que me apercebi quando iniciei a realização de atendimentos foi a extrema importância de adequar a linguagem à pessoa que temos à nossa frente.

Para que os profissionais possam responder da melhor forma possível é necessário um elevado nível de conhecimentos contudo, dado a grande variedade de problemas e situações que podem surgir é imprescindível que saibam consultar as fontes de informação que estão sempre disponíveis.

Existem utentes que já tomam a medicação que vão solicitar há anos, sabendo perfeitamente a posologia e modo de administração, outros que embora a medicação seja habitual necessitam que seja relembrada a posologia, dado a elevada quantidade de medicação que têm e ainda os que iniciam a terapêutica e necessitam dos esclarecimentos e informações para que seja realizada corretamente. Dado que o utente é o foco das atenções dos profissionais de saúde a promoção do diálogo e da interação com este é uma das prioridades a atingir.

As questões a serem realizadas aos utentes devem ser as relevantes para a situação em causa, de forma a obter as respostas necessárias para o atendimento. Além da transmissão da informação verbal ao utente, esta deve ser complementada também com informação escrita, nomeadamente a posologia e o modo de administração. Uma forma de certificar que ocorreu a apreensão de toda a informação transmitida é solicitar ao utente que repita o que lhe foi transmitido, como acontece muitas vezes nas técnicas inalatórias, dado que são procedimentos que para uma população mais envelhecida, por exemplo, podem tornar-se mais complexos. Uma das situações que me ocorreu foi uma senhora idosa cuja prescrição apresentava os medicamentos habituais e outros que ia iniciar pela primeira vez. Apercebi-me que a senhora fazia alguma confusão com a posologia de cada um e, além disso, não sabia ler. A forma como se pode proceder é com o uso de pictogramas e com recurso a símbolos que os utentes facilmente identifiquem e associem a um determinado horário para a administração dos medicamentos. O mesmo acontece com a mudança de algumas embalagens de medicamentos das quais já estão habituados às cores, forma e dimensão. É necessário ter a capacidade de encontrar maneiras dos utentes reconhecerem a nova embalagem, dado que se trata do mesmo

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fármaco, por exemplo, colando a antiga cartonagem à nova. Garante-se assim a compreensão de todas as informações de forma a retirar o máximo benefício do tratamento.(17) Outra opção que se pode propor é a Preparação Individualizada da Medicação (PIM), serviço que é disponibilizado na FT.

Outra situação que pude verificar, durante o período de estágio, foi a escassez de medicamentos necessários para os utentes e solicitados pelos mesmos. Muitos medicamentos encontraram-se esgotados por longos períodos de tempo, sendo que nalguns casos nem existia disponível nenhum genérico para que o utente pudesse optar por esse, sendo este um grave problema dado a necessidade de manutenção da terapêutica, muitas vezes crónica. Nestes casos, a única solução que podíamos transmitir era encaminhar para o médico, para que este pudesse avaliar a situação e propor uma solução. Esta é outra situação em que a comunicação com o utente é essencial. Noutros casos existindo apenas algumas dosagens esgotadas existia a possibilidade de tentar alcançar a dosagem pretendida através da toma de outras dosagens conjuntamente ou mais do que um comprimido de uma dosagem. O contacto para outras farmácias também era realizado dado que poderiam ter ainda o medicamento solicitado em

stock.

No atendimento deve-se esclarecer as indicações terapêuticas, posologia e via de administração. Os efeitos secundários, interações medicamentosas, precauções e contraindicações mais relevantes devem ser explicados durante a dispensa. Complementar com informação relativa a MNSRM ou hábitos de vida saudáveis também é essencial.(17) É necessário informar o utente sobre os medicamentos comercializados que possuam a mesma substância ativa, dosagem, forma farmacêutica, apresentação equivalentes ao prescrito, bem como aqueles que são comparticipados pelo SNS e o que tem o preço mais baixo disponível no mercado. Assim, existindo grupo homogéneo o farmacêutico tem de dispensar o medicamento que cumpra a prescrição e, se aplicável, o mais barato dos 3 medicamentos de entre os que correspondam aos cinco preços mais baixos de cada grupo homogéneo. Excetuando quando o utente exerce o seu direito de opção, ou seja, o utente pode optar por qualquer medicamento que cumpra os requisitos mencionados anteriormente independentemente do seu preço, demonstrando que exerceu o direito de opção. Quando não existe grupo homogéneo (é o caso quando o medicamento possui uma substância ativa para a qual não exista medicamento genérico ou para o qual só exista original de marca e licenças) dispensa-se o medicamento que cumpra a prescrição e o mais barato para o utente, similar ao prescrito, que possua na farmácia, exceto quando o utente exerce o seu direito de opção.(17,18) Importante é, também, certificar que no final do atendimento não existem dúvidas sobre a utilização do medicamento.

As RAMs que forem reveladas durante o atendimento ou num atendimento mais personalizado devem ser notificadas no portal de RAMs do INFARMED, I.P. Mesmo que se tratem apenas de suspeitas, tanto o profissional de saúde como o utente podem proceder à notificação, mesmo sabendo que muitas vezes é difícil correlacionar a administração de um medicamento com um determinado efeito adverso que possa surgir. A notificação é sempre importante na medida em

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que os efeitos secundários podem surgir mais tardiamente e não serem verificados ao longo da fase experimental.

Relativamente ao procedimento de encaminhar eventuais resíduos, deve informar-se os cidadãos do projeto Valormed, para que estes entreguem na farmácia os resíduos de embalagens vazias e medicamentos fora de uso que possuem na sua “farmácia doméstica” (tanto os que não são utilizados como aqueles que se encontram fora do prazo de validade). Este projeto engloba a realização da gestão de resíduos de embalagens de medicamentos de uso humano, de medicamentos de uso veterinário, contendo ou não restos de medicamentos e produtos veterinários vendidos nas farmácias comunitárias para animais domésticos.(19)

7. Dispensa de medicamentos e produtos de

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