4. Tjenesteyting og velferdsproduksjon
4.3. Kommunehelse
por M.C, Edição da Livraria do Globo. Porto Alegre, p. 105-108. Acervo do MMQ (Museu Municipal de Quevedos – RS).
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Após o encerramento desta pesquisa, torna-se de extrema importância tecer algumas considerações sobre o desdobramento da mesma, no que diz respeito aos seus desafios, a seus limites e, sobretudo, da importância deste tema no que concerne a um aprofundamento de alguns assuntos abordados por este texto.
Em primeiro lugar, decidimos trabalhar a greve dos trabalhadores em construção civil de Santa Maria de 1935 na última parte do texto, pois, defendemos que para a sua compreensão teríamos que trabalhar outras questões fundamentais, tais como: o próprio conceito de classe que, muitas vezes, aparece nos estudos de História do Trabalho como homogêneo, desconectado de suas particularidades temporais e, sobretudo, do contexto social que se encontra inserido. A classe como uma categoria histórica, deve ser estudada em seus pormenores, enfatizando, sempre, as suas particularidades. Nem todas as pessoas do mundo têm noção de pertencimento a uma classe e, muitas vezes, por este motivo, não desenvolvem uma consciência classista.
De todo modo, neste trabalho, além destas questões fundamentais, outras também teriam que ser esclarecidas para, então, após estes esclarecimentos, compreendermos a greve de Santa Maria. Por exemplo: A luta dos trabalhadores de diversos ofícios e em diferentes contextos. Suas organizações e reivindicações. Sua história de lutas caracterizadas, pelo menos, desde o início do século XX de forma ativa. O papel do Estado e dos sindicatos. A questão do “novo sindicalismo”, as ideologias envolvidas e, também, as diferenças e semelhanças entres os movimentos operários que aconteceram em diferentes épocas, locais e contextos.
Tratamos de uma greve que, como vimos, não aconteceu de forma isolada. Tal movimento foi protagonizado por indivíduos que, no trato diário de seus ofícios, lutavam por uma condição de vida melhor, mesmo sabendo que – como vimos – pleiteavam apenas um reconhecimento de seus serviços, através de um abono salarial. Em outras palavras, vimos outras greves – a titulo de comparação – que tinham um plano de ação voltado à legislação trabalhista e o cumprimento de suas prerrogativas.
No entanto, o aspecto salutar que deve ser sublinhado, gira em torno de questões de representatividade, de conversações, de uma tentativa de se tornar o movimento forte e coeso. Nesse sentido, acreditamos que a greve de Santa Maria e seus sujeitos tiveram estas intenções,
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embora fracassasse em termos de objetivos. Carece ainda de estudos comprobatórios, mas como não pensar que esta greve não foi um “carro chefe” no sentido de motivar outras mobilizações? De outro modo, vimos à importância de se estudar as particularidades e as peculiaridades de certos movimentos, pois, muitas vezes, a historiografia sobre o trabalho demonstrou algumas falhas em afirmações do tipo “aconteceu aqui, também aconteceu lá e do mesmo modo”. Por este aspecto, acreditamos que nossa pesquisa contribuiu para desmistificar um pouco esta questão, que tende a homogeneizar os estudos de caso.
Em síntese, este trabalho procurou em sua dinâmica metodológica apontar as especificidades da Greve dos Trabalhadores em Construção Civil de Santa Maria de uma forma comparada, tirando em proveito desta concepção, algumas considerações definitivas e, outras, preliminares, pois, também temos a intenção de não encerrar nossas discussões no presente texto.
Por fim, “Por uma História Social do Trabalho: Sindicalismo e Consciência de Classe dos Trabalhadores da Construção Civil de Santa Maria (1930-1935)” vêm para contribuir como mais um estudo neste campo tão magnífico e, ao mesmo tempo complexo, que tentamos provar ser a História Social do Trabalho.
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