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3. Forskrift om fritt behandlingsvalg

3.2 Komiteens merknader

O valor do coeficiente de fiabilidade interna α foi 0,90 para a 1ª sub-escala. Este valor é bom indicando que a medida de experiências de saúde mental obtida através da soma dos 58 itens apresenta uma boa consistência interna.

O coeficiente de correlação intraclasse foi de 0,77, o que permite concluir uma boa consistência teste-reteste, ou seja uma boa fidedignidade (reliability).

O teste t apresentou resultados convergentes com a correlação intraclasse não revelando diferenças estatisticamente significativas nos dois momentos de aplicação do teste- reteste (35,1 vs 37,6; p= 0,12).

O coeficiente de correlação de Spearman foi utilizado para testar a correlação existente entre cada uma das sub-escalas e entre outras medidas de avaliação utilizadas (BMQ; BPRS e MAT).

Os valores encontrados entre a sub-escala Identidade e as restantes sub-escalas do IPQS, são descritos na Tabela 29.

Tabela 29. Coeficientes de correlação e valor de prova entre as diferentes subescalas do IPQS IPQ Ident. IPQ Percepção ED Crónico ED Ciclíco Conseq Auto- controlo Culpab. Nec. tratamento Coerência problemas Repres emocional IPQS Causas IPQ Ident. Coeficiente

Correlação 1 p IPQ Percepção Coeficiente Correlação 0,53 1 p <0,01 ED Crónico Coeficiente Correlação 0.15 0,48 1 p 0,05 <0,01 ED Ciclíco Coeficiente Correlação 0,20 0,55 0,24 1 p 0.01 <0,01 <0,01 Conseq Coeficiente Correlação 0,47 0,85 0,30 0,42 1 p <0,01 <0,01 <0,01 <0,01 Auto- controlo Coeficiente Correlação 0,14 0,19 0,09 0,02 0,10 1 p 0,07 0,02 0,23 0,75 0,19 Culpab Coeficiente Correlação 0,11 0,22 -0,01 0,25 0,12 0,23 1 p 0,15 <0,01 0,87 <0,01 0,12 <0,01 Nec. tratamento Coeficiente Correlação 0,13 -0,05 0,14 -0,14 -0,13 0,12 0,13 1 p 0,11 0,51 0,08 0,08 0,09 0,12 0,10 Coerência problemas Coeficiente Correlação 0,32 0,41 -0,01 0,22 0,28 -0,09 -0,09 -0,20 1 p <0,01 <0,01 0,84 <0,01 <0,01 0,23 0,26 0,01 Repres emocional Coeficiente Correlação 0,41 0,84 0,18 0,48 0,72 0,07 0,16 -0,26 0,43 1 p <0,01 <0,01 0,02 <0,01 <0,01 0,35 0,04 <0,01 <0,01 IPQS Causas Coeficiente Correlação 0,27 0,41 0,18 0,25 0,39 0,05 0,14 -0,10 0,08 0,04 1 p <0,01 <0,01 0,02 <0,01 <0,01 0,52 0,08 0,22 0,30 <0,01

Das variáveis com correlações estatisticamente significativas apresentadas acima, realçamos aquelas que consideramos ser as mais relevantes.

Como podemos verificar, foi encontrada uma correlação estatisticamente significativa entre a sub-escala Percepção da doença e Identidade (Rs=0,53; p<0,01), o que representa uma correlação com uma importante magnitude. Este resultado indica-nos que os doentes que identificam mais experiências de saúde mental são os que têm mais percepção da doença.

Verificou-se também uma correlação estatisticamente significativa entre a dimensão

Consequências da 2ª sub-escala do IPQS, com a sub-escala Identidade (Rs=0,47; p<0,01). Este

resultado revela que os doentes que identificam mais consequências negativas como resultado da perturbação psiquiátrica, são os que também obtêm uma pontuação mais elevada em termos de experiências de saúde mental.

A dimensão Representações emocionais negativas, da sub-escala Percepção da

doença, demonstrou também uma correlação estatisticamente significativa com a sub-escala Identidade (Rs=0,41; p<0,01) e com outras cinco dimensões: Evolução cíclica da doença

(Rs=0,48; p<0,01); Consequências (Rs=0,72; p<0,01); Culpabilização (Rs=0,16; p=0,04);

Necessidade de tratamento (Rs=0,26; p<0,01) e Coerência acerca dos problemas de saúde mental (Rs=0,43; p<0,01).

As correlações encontradas revelam que os doentes com uma pontuação mais elevada em termos das representações negativas como resultado da perturbação psiquiátrica, apresentam mais experiências de saúde mental e reconhecem mais a necessidade de tratamento, apesar de não terem um entendimento muito coerente do significado da doença. Denotam ainda uma percepção elevada em termos das consequências como resultado da perturbação psiquiátrica, sendo que os níveis de culpabilização são também mais elevados.

Obtivemos ainda uma correlação estatisticamente significativa entre a dimensão

Culpabilização da 2ª sub-escala do IPQS e a sub-escala Percepção da doença (Rs=0,22;

p<0,01). Esta associação sugere que os doentes com um nível de culpabilidade mais elevado são os que apresentam mais experiências de saúde mental, mas que, ao mesmo tempo, têm uma maior capacidade de auto-controlo (Rs=0,19; p<0,01).

Procurámos também correlacionar o score total da sub-escala Identidade com o score total do BPRS, sendo esperado que as duas medidas estivessem correlacionadas no sentido positivo. Foi encontrado um coeficiente de correlação de 0,18 que apesar de ter uma magnitude ligeira foi estatisticamente significativo evidenciando um nível positivo de correlação, tal como era esperado (p=0,02), isto é, quanto mais experiências de saúde mental o doente identifica na sub-escala Identidade, mais elevada é a pontuação na escala de psicopatologia (BPRS).

Encontrámos ainda uma correlação negativa e estatisticamente significativa entre a sub- escala Identidade e a medida de adesão ao tratamento (Rs=-0,23; p<0,01). Estes valores revelam que os doentes que identificam mais experiências de saúde mental são os que menos aderem ao tratamento.

Sub-escala Percepção da doença

O valor do coeficiente de fiabilidade interna α foi 0,80 para a 2ª sub-escala Percepção

da doença. Este valor é bom indicando que a medida obtida através da soma dos 47 itens

apresenta uma boa consistência interna.

O coeficiente de correlação intraclasse foi de 0,88, o que permite concluir uma boa consistência teste-reteste, ou seja uma boa fidedignidade (reliability).

Com o teste t procurou-se a não existência de diferenças estatisticamente significativas entre os valores médios da escala de medida, tendo-se verificado resultados convergentes com a correlação intraclasse, não revelando diferenças estatisticamente significativas nos dois momentos de aplicação do teste-reteste (154,05 vs 156,81; p= 0,21).

Os resultados obtidos para cada dimensão desta sub-escala são apresentados na Tabela 30.

Tabela 30. N.º de itens, alfa de Cronbach, coeficiente de correlação intraclass, valor médio teste-reteste, valor t e p para cada dimensão da sub-escala percepção da doença do IPQS

N.º de itens Alfa de Cronbach CCI* Valor médio Teste Valor médio Reteste t p

Duração da doença (crónica) 6 0,96 0,87 18,7 19,8 1,35 0,19

Duração da doença (cíclica) 4 0,64 0,88 14,2 14,4 -0,68 0,51

Consequências 11 0,49 0,44 36,7 37,9 -1,07 0,29

Auto-controlo 4 0,32 0,61 14,8 14,9 -0,33 0,75

Culpabilização 3 0,73 0,49 10,7 10,1 1,11 0,29

Necessidade de tratamento 5 0,69 0,56 18,5 19,1 -1,17 0,25

Coerência com os problemas de

saúde mental 5 0,86 0,81 13,0 12,5 0,92 0,37

Representações emocionais 9 0,87 0,89 27,5 28,1 -0,85 0,40

*Coeficiente de correlação intraclasse

Procurámos ainda correlacionar o score total da sub-escala Percepção da doença com as restantes medidas utilizadas, tendo-se verificado uma correlação estatisticamente significativa entre a 2ª sub-escala e o BPRS (Rs=0,24; p<0,01), bem como com a medida de adesão ao

tratamento (Rs=-0,29; p<0,01). A correlação negativa encontrada entre o total de adesão e a

sub-escala Percepção da doença, sugere que os doentes que mais aderem ao tratamento são os que têm menos percepção da doença.

Relativamente às crenças, não se verificou diferenças estatisticamente significativas entre o BMQ e a sub-escala Percepção da doença, do IPQS.

Sub-escala Causas

O valor do coeficiente de fiabilidade interna α foi 0,64 para a sub-escala Causas. Este valor está próximo do razoável indicando que a medida de causas obtida através da soma dos 26 itens, apresenta uma consistência interna moderada.

O coeficiente de correlação intraclasse foi de 0,26, o que permite iniciar uma consistência teste-reteste baixa.

No entanto, os valores médios não apresentam uma diferença muito relevante nos dois momentos (76,81 vs 75,38; p=0,507).

Relativamente ao coeficiente de correlação de Spearman, como podemos conferir na Tabela 30, verificamos existir uma correlação estatisticamente significativa entre esta sub-escala e a sub-escala Identidade (Rs=0,27; p<0,01) e Percepção da doença (Rs=0,41; p<0,01), bem como com as dimensões Evolução ciclíca da doença (Rs=0,25; p<0,01), Consequências (Rs=0,39; p<0,01) e Representações emocionais negativas (Rs=0,04; p<0,01).

A partir destes dados podemos concluir que os doentes que identificam mais causas atribuídas à perturbação psiquiátrica são os que também identificam mais experiências de saúde mental e cuja percepção em relação à doença e às consequências negativas da mesma, são também mais elevadas.

A Tabela 31 apresenta os valores referentes ao coeficiente de correlação de Spearman, quando correlacionámos a sub-escala Causas com os restantes instrumentos que utilizámos na amostra de doentes.

Tabela 31. Coeficientes de correlação e valor de prova entre a sub-escala Causas; BMQ; BPRS e MAT

Causas BMQ, Total BPRS, Total MAT, Total Causas Coeficiente Correlação 1

p

BMQ, Total Coeficiente Correlação -0,22** 1

p 0,05

BPRS, Total Coeficiente Correlação 0.28** -0,45** 1

p 0,01 <0,01

MAT, Total Coeficiente Correlação -0,16* 0,35** -0,41** 1

p 0.04 <0,01 <0,01

*p<0,01; **p<0,05

Como podemos verificar, encontramos uma correlação negativa entre a sub-escala

Causas (IPQS) com a escala de crenças (BMQ) e a medida de adesão ao tratamento, isto é, os

doentes com crenças negativas em relação aos fármacos são os que identificam menos causas (Rs=-0,22; p<0,05), sendo também os que menos aderem ao tratamento ((Rs=0,04; p<0,04).

Por fim, verificámos existir uma diferença estatisticamente significativa entre a psicopatologia (BPRS) e a sub-escala Causas (Rs=0,28; p=0,01), isto é, os doentes que atribuem mais causas à perturbação psiquiátrica são os que, curiosamente, apresentam um score mais elevado na escala de psicopatologia (BPRS).

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