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O Município de Chorozinho localiza-se no centro do Estado do Ceará, Mesorregião do Norte Cearense, na Microrregião de Chorozinho. Pertencente ao Território Metropolitano José de Alencar abrange uma área de 279, 63 Km², e está a 48,5 m de altitude (ATLAS, 2014). Suas coordenadas geográficas são 4º 18‟ 01” de latitude e 38º 29‟ 52” de

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longitude e faz limites com os seguintes município de Pacajus ao Norte, Ocara e Cascavel ao Sul, Cascavel ao Leste e Acarape e Barreira ao Oeste (IBGE, 2010). Distante 62 km da cidade de Fortaleza tem como principal via de acesso a BR-116.

As ocorrências climatológicas da região correspondem na classificação de Koppen ao Clima Tropical quente semi árido brando. As temperaturas possuem média anual variando entre 26 a 28°C. A época chuvosa concentra-se nos meses de janeiro a abril, com pluviosidade média de 796,4 mm anuais (IPECE, 2014).

Os solos encontrados no município são classificados como: Solos Aluviais, Areias Quartzosas Distróficas, Planossolo Solódico e Solonetz Solodizado. O relevo é classificado como tabuleiros pré-litorâneos e depressões sertanejas caracterizadas pelo complexo vegetacional da zona litorânea, terras de várzeas e não possui elevações (IPECE, 2014).

A cobertura vegetal predominante é a caatinga comum, composta por espécies arbustiva densa além da mata serrana. Entre as principais espécies da área (nome popular) pode-se citar: Pau Branco, Jurema, Marmeleiro, Mufumbo, Catingueira, Sabiá, Angico, Imburana, Carnaúba, Oiticica, Jucá, Ameixa, Aroeira, Mandacaru, Xique-xique, Velame, Vassoura de Botão, Vassourinha, Carrapicho, Getirana, Ca nafístula, Nim, Algaroba, Leucena e Moringa.

As principais fontes de água do município de Chorozinho situam-se inseridas na bacia hidrográfica metropolitana, situada na porção nordeste do estado, o qual possui uma área de drenagem de 15.085 km² e tem como fonte principal o rio Choró e riachos como: cavacas, cabras, arerê e lagoas como: cedro, marinheiros, martins, patos e outras, além do açude Pacajus (ATLAS, 2014). De acordo com o Plano de Gerenciamento das Águas da Bacia Metropolitana (PGABM, 2010) todos os cursos d‟água da bacia apresentam caráter intermitente, permanecendo secos na maior parte do ano.

O município de Chorozinho, no ano de 2010, possuía uma população total de 18.915 mil habitantes sendo 11.426 residentes na zona urbana e 7.489 residentes na zona rural e uma densidade demográfica de 67,94 hab/km², sendo que a população de homens era de 9600 e de mulheres 9.315 (IPECE, 2014).

Em relação à população na faixa etária entre 15 a 34 anos residentes no município de Chorozinho, foco do presente estudo, houve um aumento significativo na parcela dessa população, visto que essa população no ano de 2000 era de 6.662 pessoas e em 2010 esse número era de 7.118 pessoas. A população tida como jovem correspondia em 2000 a 36% da população total do município, enquanto que em 2010 esse valor subiu para 38%, demonstrando um aumento nesta parcela populacional, conforme pode ser observados nos

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dados expostos na tabela 1 apresentada a seguir:

Tabela 1 – População recenseada, por sexo, segundo os grupos de idade 2000/2010.

Grupos de

idade

População recenseada

Total Homens Mulheres

2000 2010 2000 2010 2000 2010 Total 18.707 18.915 9.504 9.600 9.203 9.315 0-4 anos 2.092 1.429 1.048 720 1.044 709 5-9 anos 2.286 1.532 1.174 826 1.112 706 10-14 anos 2.234 1.989 1.131 1.009 1.103 980 15-19 anos 2.184 2.142 1.096 1.109 1.088 1.033 20-24 anos 1.702 1.861 900 940 802 921 25-29 anos 1.453 1.689 747 854 706 835 30-34 anos 1.323 1.426 654 746 669 680 35-39 anos 1.234 1.336 658 660 576 676 40-44 anos 863 1.201 414 579 449 622 45-49 anos 691 1.070 345 550 346 520 50-59 anos 1.124 1.371 559 683 565 688 60-69 anos 807 930 404 448 403 482 70 anos ou mais 714 939 374 476 340 463

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)- Censo Demográficos 2000/2010.

Em relação ao sexo, observa-se que no ano de 2000 a população de jovens do sexo masculino era de 3.397 e os do sexo feminino correspondia a 3.265, enquanto que no ano de 2010, esses valores foram de 3.563 para o sexo masculino e 3.469 para o sexo feminino. Desta população de jovens no ano de 2000, 51% eram do sexo masculino e 49% do sexo feminino, enquanto que no ano de 2010, os valores corresponderam igualmente a 50%.

Referente às condições de vida da população de Chorozinho em relação à pobreza os dados da Tabela 2 mostram que não existe diferença significativa quando se compara o local de moradia. Ou seja, os números de pessoas que se encontram em condições de extrema pobreza no meio urbano são maiores que o número de pessoas no meio rural, o que indica que essa condição não se relaciona diretamente com o local de moradia (urbano ou rural) dessa população.

Tabela 2 – População considerada extremamente pobre: (renda domiciliar per capita mensal de até R$ 70,00) em 2010. Discriminação População extremamente pobre Município % Total 3.821 20,20 Urbana 1.920 25,38 Rural 1.901 16,80

Fonte: IBGE - Censo Demográficos (2010).

Quanto aos aspectos sociais e econômicos o Índice de Desenvolvimento Municipal de Chorozinho foi de 17,97 e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM)

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0,604, em 2010. Tal valor situa o município na faixa de Desenvolvimento Humano Médio (IDHM entre 0,6 e 0, 699). Ao longo dos anos de 2000 a 2010, a dimensão que mais cresceu em termos absolutos foi educação seguida por renda e por longevidade.

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) municipal, apresentado na Tabela 3 mostra que a maior participação vem do setor de serviços, com mais de 2/3 do montante, com a mesma proporção para o Estado, seguido pelos setores agropecuários e industriais, respectivamente. Em 2011 o PIB per capita a preços correntes foi de 5.281, 05 reais.

Tabela 3 - Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 Discriminação

PIB

Município Estado

PIB per capita 5.281 10.314 PIB por setor

Serviços 74,14 73,08

Agropecuária 13,54 4,70

Indústria 12,32 22,22

Fonte: IPECE (2014)

Dessa forma, observa-se que no momento atual o município de Chorozinho possui como base de sua economia as atividades ligadas à administração pública, com a agropecuária aparecendo em 3º lugar. Entre as atividades do setor destaca-se a agroindústria e a pecuária, com uma larga produção agrícola de castanha de caju, mandioca, feijão e milho. Em relação ao número de empregos formais no ano de 2013 no município de Chorozinho, os dados revelam que a administração pública é o setor que mais gera empregos no município, seguido da indústria de transformação e do setor agropecuário conforme dados da Tabela 4.

Tabela 4 - Número de empregos formais em 2013. Discriminação

Número de empregos formais Município

Total Masculino Feminino

Total das atividades 1.461 827 634

Administração Pública 682 274 408 Indústria de Transformação 328 204 124 Agropecuária 219 211 8 Serviços 111 51 60 Comércio 84 53 31 Extrativa mineral 30 27 3 Construção civil 7 7 0 Fonte: IPECE (2014).

Comparando o número de empregos formais em relação à atividade e ao sexo, percebe-se que os homens ocupam mais vagas de empregos que as mulheres, onde o setor que

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mais possui mão de obra feminina é a administração pública, seguida do setor de indústria de transformação e serviços.

Outro fator a ser destacado é que das 219 vagas de emprego do setor agropecuário somente 8 são ocupadas por mulheres. Uma análise destes dados torna-se importante visto que essas atividades são as opções de trabalho existente para os jovens, seja eles residentes no meio urbano ou no meio rural do município, como também a pouca presença de mulheres nesse setor.

Em relação ao estoque de empregos no município por faixas etárias a Figura 2 retrata que a parcela que mais sofre com a falta de emprego é a população jovem, o que confirma estudos preliminares realizados pelo DIEESE (2013) na década atual, mostrando que os jovens possuem as maiores taxas de desemprego.

Figura 2 - Estoque de emprego formal por faixa etária em chorozinho no ano de 2013.

Fonte: IPECE (2014).

Na lógica atual do campo como um lugar de “atraso”, onde prevalece à supervalorização do urbano e o suposto fim do rural, o que se tem esperado, ou o que se torna visível nas pesquisas é a forte tendência da migração dos jovens para as cidades. Nesse sentido a pesquisa é dirigida aos jovens que estão no campo e, mais do que isso, aos que optaram e desejam permanecer.