Na Tabela 9 observa-se o número de ovos produzidos durante toda a fase experimental (período de muda forçada e período pós-muda).
Tabela 9. Número de ovos (unidade) durante os 80 dias de produção (muda e pós muda).
Tratamentos
Controle Jejum Zinco Sódio Milho moído
CV %
443,7 a 368,8 ab 281,7 b 375,4 ab 362,2 ab 22,30 Médias seguidas por letras diferentes diferem significativamente pelo teste SNK (P<0,05)
C.V. Coeficiente de Variação
A melhor produção em número de ovos foi para o grupo controle, seguido dos métodos de jejum, sódio e milho moído, que não diferiram (P>0,05) entre si, e a pior produção foram para as aves que receberam o método de zinco.
O grupo controle apresentou melhor (P<0,05) produção em números de ovos em relação ao método de zinco que foi 36,5% inferior em sua produção. Os métodos de jejum, de sódio e de milho moído apresentaram produção de 16,8%, 15,8%, 18,3% inferiores aos do grupo controle, respectivamente.
Ao avaliar a taxa de produção de ovos (Tabela 6), verificou-se superioridade para as aves que receberam jejum. No entanto, este grupo de aves foi o que apresentou pior viabilidade no período de muda (Tabela 5) e no período de pós muda (Tabela 6), o que resultou em pior produção avaliada pelo número de ovos (Tabela 9), comparada às aves que não receberam a muda (grupo controle). Contudo, houve a necessidade de se realizar um segundo experimento para comprovar o resultado do método de jejum em relação ao grupo controle, devido a baixa viabilidade que o método de jejum apresentou, tanto no período de muda quanto no período de pós-muda.
4. CONCLUSÃO
Verificou-se que o método de jejum alimentar por dois dias, seguidos de oito dias de ração de recria à vontade, é o melhor para induzir muda forçada em codorna japonesa.
A muda forçada realizada por meio das técnicas testadas não foi capaz de promover melhora da produtividade das codornas japonesas no período pós muda.
CAPÍTULO II
MUDA FORÇADA PELO JEJUM ALIMENTAR SOBRE O DESEMPENHO DE CODORNAS JAPONESAS
RESUMO
MESQUITA FILHO, Roque Machado M.Sc. Universidade Federal de Viçosa, Fevereiro de 2008. Muda forçada pelo jejum alimentar sobre o desempenho de codornas japonesas. Orientador: Sérgio Luiz de Toledo Barreto. Conselheiros: Paulo Cezar Gomes e Luiz Fernando Teixeira Albino.
Objetivando-se avaliar o método de jejum alimentar como técnica de muda forçada para codorna japonesa em relação ao desempenho produtivo e qualidade de ovo, foi conduzido um experimento utilizando 168 codornas japonesas (Coturnix coturnix japonica) com 62 semanas de idade. O delineamento foi inteiramente casualizado com 3 tratamentos, 7 repetições e 8 aves por unidade experimental, sendo estes métodos: T1 – ração de postura à vontade (controle), T2 - jejum de ração por 2 dias seguidos de 8 dias de ração de recria à vontade, T3 - jejum de ração por 3 dias seguidos de 7 dias de ração de recria à vontade. Não foi utilizado jejum hídrico. Após o período de muda, avaliaram-se o desempenho das aves durante um período de 12 semanas, onde essas receberam ração de postura à vontade e foram avaliados os seguintes parâmetros: consumo de ração por ave dia (CR), produção de ovos (POAD), ovos comercializáveis (OC), peso de ovos (PO), massa de ovo (MO), conversão alimentar por massa de ovo (CAMO), conversão alimentar por dúzia de ovo (CADZO), gravidade especifica (GE), viabilidade (VIAB) e peso corporal. Não houve efeito significativo (p>0,05) dos tratamentos para nenhum dos parâmetros avaliados. No entanto, observou-se que em valores absolutos, a produção de ovos do tratamento controle foi superior a 10,45% em relação ao tratamento jejum de 2 dias e superior a 4,44% ao tratamento jejum de 3 dias. A viabilidade do tratamento controle foi inferior a 4,76% em relação ao tratamento jejum de 2 dias e inferior a 1,86% ao tratamento jejum de 3 dias. O método de jejum alimentar por 3 dias, seguidos de 7 dias de ração de recria à vontade, é o melhor para induzir muda forçada em codorna japonesa, porém, a muda forçada realizada por meio das técnicas testadas não foi
capaz de promover melhora da produtividade das codornas japonesas no período pós muda
1. INTRODUÇÃO
A muda forçada visa estender a produção de ovos por mais um ciclo de postura à medida que a idade das aves aumentam. A muda afeta diretamente o sistema endócrino da ave provocando interrupção na produção de ovos.
Dentre os métodos atuais utilizados para muda forçada em codornas têm- se dado especial atenção aos que não utilizam jejum superior a 24 horas, portanto, os métodos alternativos têm recebido atenção especial, visando atender as exigências de alguns países (Garcia, 2004). Porém, segundo alguns autores, um período de jejum mais prolongado favorece a produção de ovo.
O período imediatamente seguinte à retirada de alimento e anterior ao início de produção é muito importante para o rejuvenescimento do trato reprodutivo. Neste sentido, Brake & Thaxton (1979) realizaram experimentos com poedeiras leves onde, após o jejum, metade das aves receberam milho suplementado com cálcio e fósforo e a outra metade ração de crescimento de frangas. Estes autores concluíram que as aves alimentadas com ração, retornaram à produção mais cedo, mas tiveram tamanho dos ovos, qualidade da casca, eficiência alimentar e mortalidade semelhante ao grupo que recebeu milho.
A utilização do jejum alimentar para a indução de muda em codornas poedeiras foi pesquisada por Zamprônio et al (1996), uma vez que a elevada demanda por aves de um dia, tem ocasionado demora na reposição do plantel, assim a reutilização dos plantéis para um novo ciclo de produção poderia constituir em uma nova alternativa.
Objetivou-se neste trabalho avaliar o efeito da muda forçada pela técnica de jejum alimentar sobre o desempenho e a qualidade de ovo.
2. MATERIAL E MÉTODOS
2.1. Local do experimento
O presente trabalho foi realizado no setor de Avicultura do Departamento de Zootecnia do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Viçosa- MG, no período de novembro de 2006 a fevereiro de 2007.
2.2. Animais e instalações
Foram utilizadas 168 codornas fêmeas da sub-espécie japonesa (Coturnix
coturnix japonica) com 62 semanas de idade. As aves foram pesadas
individualmente e selecionadas aquelas que apresentaram peso corporal adequado segundo a espécie. Posteriormente, foram alojadas em gaiolas de arame galvanizado, com as dimensões de 96 x 37 x 16 cm (comprimento x largura x altura). Cada andar continha 3 gaiolas, com capacidade para oito aves em cada gaiola.
O comedouro era do tipo calha, em chapa metálica galvanizada e os bebedouros do tipo PVC, ambos percorrendo toda a extensão das gaiolas, sendo o comedouro na parte frontal das baterias e o bebedouro na parte posterior das gaiolas. Foi colocada em cada andar, abaixo das gaiolas, uma bandeja plastificada para limpeza a cada dois dias das excretas.
2.3. Período e dietas experimentais
A fase de muda consistiu no fornecimento de dietas diferenciadas (tratamentos) no período de 10 dias e a fase pós-muda foi composta de 12 períodos de 7 dias cada.
O delineamento foi inteiramente ao acaso com 3 tratamentos, 7 repetições e 8 aves por unidade experimental.
As rações à base de milho e de farelo de soja foram formuladas para atender as exigências nutricionais das aves na fase de recria (Tabela 11) segundo NRC (1994) e na fase de postura (Tabela 10) segundo Umigi (?????)
Os tratamentos que comporam o período de muda forçada foram: T1 – Ração de postura à vontade durante 10 dias, grupo controle (Tabela 10); T2 - Jejum de ração por 2 dias seguidos de 8 dias de ração de recria à vontade (Tabela 11);
T3 - Jejum de ração por 3 dias seguidos de 7 dias de ração de recria à vontade (Tabela 11);
Não foi utilizado jejum hídrico durante o período de muda e após este período, foi fornecido ração de postura (Tabela 10) para todas as aves.
Tabela 10. Composição da dieta para codornas japonesas na fase de produção, na matéria natural. Ingredientes % Milho 51,064 Farelo de Soja (45%) 34,824 Óleo Vegetal 4,413 Fosfato bicálcico 1,332 Calcário 7,215 Sal 0,335 Mistura mineral 0,050 Mistura Vitamínica 0,100 Antioxidante 0,010 Cloreto de colina (60%) 0,100 DL-Metionina (99%) 0,345 L-Lisina HCl (79%) 0,155 L-Treonina (98%) 0,047 L-Triptofano (98%) 0,027 Total 100,00 Composição Calculada Proteína bruta (%) 20,00
Energia metabolizável (Kcal/kg) 2.900
Lisina total (%) 1,075 Lisina digestível (%) 1,000 Metionina+Cistina total (%) 0,915 Metionina+Cistina digestível (%) 0,840 Metionina total (%) 0,610 Metionina digestível (%) 0,586 Triptofano total 0,253 Triptofano digestível (%) 0,230 Treonina total (%) 0,745 Treonina digestível (%) 0,650 Cálcio (%) 3,200 Fósforo disponível (%) 0,400 Sódio(%) 0,150 ???
Tabela 11. Composição da dieta para codornas japonesas na fase de recria, na matéria natural. Ingredientes % Milho 52,800 Farelo de Soja (45%) 42,800 Fosfato bicálcico 0,960 Calcário 1,070 Óleo Vegetal 1,710 Sal 0,260 DL-Metionina (99%) 0,140 Promotor de crescimento 0,010 Anticoccidiano 0,050 Mistura mineral 0,050 Mistura Vitamínica 0,100 Antioxidante 0,010 Cloreto de colina (60%) 0,040 Total 100,00 Composição Calculada Proteína bruta (%) 24,020
Energia metabolizável (Kcal/kg) 2.900
Lisina total (%) 1,320 Lisina digestível (%) 1,190 Metionina+Cistina total (%) 0,880 Metionina+Cistina digestível (%) 0,790 Triptofano total 0,310 Triptofano digestível (%) 0,280 Treonina total (%) 0,940 Treonina digestível (%) 0,820 Cálcio (%) 0,800 Fósforo disponível (%) 0,350 Sódio(%) 0,150 ????????