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8. General discussion

8.2 Body and movement in sense making and professional development

8.2.3 Knowhow and continuity of care

Não se observou efeito das interações (P>0,05) entre os níveis de lisina digestível da ração e a temperatura ambiente sobre nenhuma das variáveis de desempenho estudadas (Tabela 4). Da mesma forma, Mendes et al. (1997) e Martinez et al. (2002) não encontraram interações entre os níveis de lisina e a temperatura ambiente quando avaliaram os efeitos dos níveis de lisina da ração sobre o desempenho de frangos de corte mantidos em diferentes temperaturas. Com esses resultados, ficou evidenciado que o comportamento das respostas aos níveis de lisina da ração não é modificado pela temperatura ambiente em frangos de corte na fase de crescimento.

Os valores médios de desempenho e de consumo de lisina digestível em frangos de corte no período de 22 a 42 dias mantidos em diferentes temperaturas recebendo rações com diferentes níveis de lisina digestível, assim como as equações de regressão referentes a cada uma dessas variáveis, são apresentados na Tabela 5.

O consumo de ração (CR) não foi influenciado (P>0,05) pelos níveis de lisina digestível da ração, no entanto, observou-se redução linear (P<0,01) de 32,4 g no CR das aves para cada unidade de temperatura acrescida (Figura 1). Resultados semelhantes foram obtidos por Mendes et al. (1997) e Martinez et al. (2002), ao estudarem os efeitos dos níveis de lisina em frangos de corte mantidos em diferentes temperaturas. Esses autores não observaram variação no CR em resposta aos níveis de lisina da ração, mas verificaram redução com o aumento da temperatura ambiente.

A relação inversa entre a temperatura ambiente e o CR das aves foi relatada por vários autores (Curtis, 1983; Suk & Washburn, 1995; Rostagno, 1995; Mendes et al., 1997; Oliveira Neto, 1999; Oliveira Neto et al., 2000). Este padrão de variação no CR das aves em resposta ao ambiente térmico pode ser considerado um mecanismo termorregulatório, que resulta em diminuição ou aumento da produção de calor em aves mantidas em ambientes quentes ou frios, respectivamente.

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Tabela 4 - Resumo da análise de variância e dos coeficientes de variação referentes ao consumo de ração (CR), ao ganho de peso (GP), ao consumo de lisina digestível (CL) e à conversão alimentar (CA) de frangos de corte no período de 22 a 42 dias de idade

Quadrados médios FV GL CR GP CL CA Temperatura 3 326569,8** 101545,3** 36,0400** 0,05682928** Nível de lisina 3 16250,5 4954,6 163,1363** 0,01831618** Temperatura x lisina 9 17835,1 1020,9 2,1058 0,00462646 Resíduo 70 12551,0 3557,9 1,3500 0,00417576 CV (%) 3,70 3,38 3,67 3,76 **Significativo a 1% de probabilidade.

Tabela 5 – Valores médios de desempenho e consumo de lisina digestível de frangos de corte no período de 22 a 42 dias de idade mantidos em diferentes temperaturas recebendo diferentes níveis de lisina digestível na ração Temperatura ambiente (ºC) Lisina digestível (%) 18,5 21,1 24,5 27,0 Média Consumo de ração1 (g) 0,934 3229 (5)# 3098 (5) 3039 (6) 2926 (5) 3073 1,009 3079 (6) 3175 (5) 2878 (6) 2913 (6) 3011 1,084 3149 (5) 3112 (5) 2940 (5) 2909 (5) 3028 1,159 3215 (5) 3032 (5) 2958 (6) 2874 (6) 3020 Média 3168 3104 2954 2906 Ganho de peso2 (g) 0,934 1772 (5) 1815 (5) 1737 (6) 1651 (5) 1744 1,009 1772 (6) 1866 (5) 1750 (6) 1699 (6) 1772 1,084 1777 (5) 1860 (5) 1789 (5) 1685 (5) 1778 1,159 1773 (5) 1865 (5) 1763 (6) 1689 (6) 1773 Média 1774 1852 1760 1681

Consumo de lisina digestível3 (g)

0,934 30,2 (5) 28,9 (5) 28,4 (6) 27,3 (5) 28,7 1,009 31,1 (6) 32,0 (5) 29,0 (6) 29,4 (6) 30,4 1,084 34,1 (5) 33,7 (5) 31,9 (5) 31,5 (5) 32,8 1,159 37,3 (5) 35,1 (5) 34,3 (6) 33,3 (6) 35,0 Média 33,1 32,5 30,9 30,5 Conversão alimentar4 (g/g) 0,934 1,82 (5) 1,71 (5) 1,75 (6) 1,77 (5) 1,76 1,009 1,74 (6) 1,70 (5) 1,65 (6) 1,72 (6) 1,70 1,084 1,77 (5) 1,67 (5) 1,64 (5) 1,73 (5) 1,70 1,159 1,81 (5) 1,63 (5) 1,68 (6) 1,70 (6) 1,71 Média 1,79 1,68 1,68 1,73 1 CR = 3768,96 - 32,4062** T (r2 = 0,97). 2 GP = - 496,503 + 216,443** T - 5,04053** T2 (R2 = 0,90). 3 CL = 9,70733 - 0,340076** T + 28,4201** L (R2 = 0,95). 4 CA = 7,88705 - 0,23821** T - 6,39921** L + 0,00510987** T2 + 2,94766** L2 (R2 = 0,78). # Número de repetições.

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Figura 1 – Estimativa do consumo de ração (CR) de frangos de corte dos 22 aos 42 dias de idade em função da temperatura ambiente (T).

Com os resultados de CR obtidos neste estudo, evidenciou-se também que os frangos de corte não ajustaram seu consumo voluntário de alimento em função do nível de lisina da ração, o que está de acordo com os resultados obtidos por diversos autores (Costa et al., 2001; Borges et al., 2002; Valerio et al., 2003; Takeara et al., 2005; Amarante Jr. et al., 2005; Lana et al., 2005), que também não constataram variação no CR de frangos de corte em crescimento em função do nível de lisina da ração.

Em contrapartida, Conhalato et al. (1999) e Valerio et al. (2001a) verificaram variação no CR de frangos recebendo diferentes níveis de lisina na ração no período de 22 a 42 dias.

Não houve efeito (P>0,05) dos níveis de lisina digestível da ração sobre o ganho de peso (GP) das aves, que, no entanto, variou de forma quadrática (P<0,01) em função da temperatura ambiente, apresentando valor máximo de GP (1.827 g) na temperatura estimada de 21,5ºC (Figura 2). Esse resultado está coerente com os relatos de Rostagno (1995) e Macari (2001) de que a faixa de conforto térmico para frangos de corte em crescimento é de 21 a 23ºC.

CR = 3768,96 - 32,4062 T (r2 = 0,97)

Consumo de ração (g)

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Figura 2 – Estimativa do ganho de peso (GP) de frangos de corte dos 22 aos 42 dias de idade em função da temperatura ambiente (T).

Contrariando os resultados deste estudo, diversos autores obtiveram melhora no GP de frangos de corte em fase de crescimento em resposta a níveis crescentes de lisina na ração (Baker & Han, 1994; Conhalato et al., 1999; Costa et al., 2001; Valerio et al., 2001a; Valerio et al., 2001b; Valerio et al., 2003; Borges et al., 2002; Takeara et al., 2005; Lana et al., 2005; Amarante Jr. et al., 2005). A diferença nos resultados pode ser atribuída a diversos fatores, entre eles, a utilização de diferentes ingredientes no preparo das rações experimentais, a variação do conteúdo de energia e aminoácidos, a utilização de diferentes linhagens de frangos de corte, além do delineamento experimental e dos métodos de análise dos dados utilizados.

O consumo de lisina das aves foi influenciado (P<0,01) de forma linear crescente pelos níveis de lisina digestível da ração e de forma linear decrescente pela temperatura ambiente (Figura 3). Esses resultados podem ser justificados pelo fato de o nível de lisina digestível da ração não ter influenciado o CR das aves, que, por sua vez, reduziu de forma linear à medida que a temperatura ambiente aumentou.

GP = - 496,503 + 216,443 T – 5,04053 T2 (R2 = 0,90)

Ganho de peso (g)

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Figura 3 – Estimativa do consumo de lisina digestível (CL) de frangos de corte dos 22 aos 42 dias de idade em função do nível de lisina digestível da ração (L) e da temperatura ambiente (T).

Foram observados efeitos (P<0,01) dos níveis de lisina da ração e da temperatura ambiente sobre a conversão alimentar (CA) das aves (Figura 4), sendo o melhor resultado (1,64) obtido com o nível de lisina digestível estimado de 1,085% e com a temperatura estimada de 23,3ºC. Com base no modelo ajustado pela análise de regressão e nos cortes realizados no gráfico da Figura 4 para as diferentes temperaturas, pode-se afirmar que, embora o nível de 1,085% de lisina digestível tenha proporcionado os melhores resultados em todas as temperaturas avaliadas, os menores valores absolutos de CA foram obtidos na temperatura de 24,5ºC (Figura 5). Esses dados sugerem que a temperatura ambiente influenciou a eficiência com que as aves utilizaram a lisina para ganho de peso.

Ao analisar a relação entre o consumo de lisina digestível e o GP das aves nas diferentes temperaturas, verificou-se a demanda estimada de 18,66; 17,55; 17,56 e 18,14 g de lisina/kg de GP quando as aves foram mantidas a 18,5; 21,1; 24,5 e 27,0ºC, respectivamente. Esses valores evidenciaram que as

CL = 9,70733 – 0,340076 T + 28,4201 L

Temperatura ambiente (ºC)

Consumo de lisina digest

ível (g)

Nível de lisina digest

ível (%) (R2= 0,95)

CL = 9,70733 – 0,340076 T + 28,4201 L

Temperatura ambiente (ºC)

Consumo de lisina digest

ível (g)

Nível de lisina digest

ível (%) CL = 9,70733 – 0,340076 T + 28,4201 L

Temperatura ambiente (ºC)

Consumo de lisina digest

ível (g)

Nível de lisina digest

ível (%) (R2= 0,95)

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Figura 4 – Estimativa da conversão alimentar (CA) em frangos de corte dos 22 aos 42 dias de idade em função do nível de lisina digestível da ração (L) e da temperatura ambiente (T).

Figura 5 – Efeito do nível de lisina digestível da ração sobre a conversão alimentar de frangos de corte mantidos em diferentes temperaturas dos 22 aos 42 dias de idade

Conversã

o alimentar (g/g)

Nível de lisina digestível (%)

CA = 7,88705 – 0,23821 T - 6,39921 L + 0,00510987 T2+ 2,94766 L2

(R2= 0,78)

Temperatura ambiente (