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Klimarisiko i offentlig sektor

5 Spesialtema «Klimarisiko» 8

5.2 Klimarisiko i offentlig sektor

Dois autores, Ausubel e Rogers12, intitularam as suas teorias com o nome de

aprendizagem significativa. Pontes Neto (2006) aponta diferenças entre elas: segundo o

autor, têm o mesmo nome apenas em Português, pois, em Inglês, a expressão rogeriana para aprendizagem significativa é significant learning, enquanto que na ausubeliana é meaningful learning.

12David Paul Ausubel nasceu nos Estados Unidos, na Cidade de Nova York, no ano de 1918, filho de uma

família judia pobre de imigrantes da Europa Central. Psicólogo e Teórico Educacional.

Carl Ransom Rogers nasceu em Chicago em 1902. Formado em Historia e Psicologia, aplicou a Educação

Pontes Neto (2006) afirma que eles trabalham com enfoques diferenciados, por exemplo: o Rogers é humanista e seus estudos são orientados para os aspectos afetivos e relacionais da aprendizagem; já Ausubel é um autor voltado para as questões do cognitivismo, enfatizando aspectos relacionados à aquisição, organização e consolidação do conhecimento. Assim, nossos estudos estarão em consonância com o pensamento da teoria ausubeliana, nas questões referentes ao cognitivismo.

Para a teoria ausubeliana, a aprendizagem significativa é considerada núcleo central dos problemas direcionados à sala de aula e aos conteúdos escolares, respeitando uma aprendizagem influenciada, culturalmente e de forma única, por um caráter individual, pessoal e intransferível. (PONTES NETO, 2006; MOREIRA, 2006, 2008) Moreira (2006) ainda destaca, na teoria ausubeliana, a existência de aspectos dedutivos e indutivos.

Pontes Neto (2006), após contatos com o autor Ausubel, através de cartas e de uma conversa pessoal realizada em um seminário na PUC/São Paulo, em abril de 1979, afirma que a teoria ausubeliana não considera a teoria piagetiana13 como suporte e base para a de sua autoria e, ainda, hipotetizou da possibilidade de F. C. Bartlett ter sido o inspirador para a TAS ausubeliana. Neste trecho, vemos as expectativas do autor em relação a sua conversa com Ausubel:

Eu esperava uma longa explanação, mas ele foi econômico nas palavras. Disse que criou a teoria de aprendizagem significativa inspirado na confusão que havia sido o seu curso de medicina, cheio de conteúdos desencontrados e fragmentados. E a sua resposta ia ficar por aí, quando insisti sobre os estudos e os autores que subsidiaram a construção do seu arcabouço teórico. Então, com muito custo, ele mencionou apenas um autor: Bartlett, autor do clássico Remebering (1932) e nada mais. Talvez, não fosse mesmo necessário acrescentar mais nada, pois segundo Mayer (1981, trad.), Bartlett (1932) é considerado o maior precursor da psicologia cognitiva. (PONTES NETO, 2006, p. 121)

Com base nas diferenças identificadas e discutidas nas obras desses dois autores e no propósito de alinhar essas discussões para a resposta da nossa questão de investigação com o estudo que pretendemos desenvolver ao longo da pesquisa, apoiaremo-nos na TAS ausubeliana14, acrescentada e fundamentada pelas idéias de Novak e Hanesian,

13 Jean Piaget (1896-1980) foi um renomado psicólogo e filósofo suíço, conhecido por seu trabalho pioneiro

no campo da inteligência infantil. Piaget passou grande parte de sua carreira profissional interagindo com crianças e estudando seu processo de raciocínio. Seus estudos tiveram um grande impacto sobre os campos da Psicologia e Pedagogia.

14 A teoria fundada por Ausubel teve complementações do autor Novak, referências da teoria ver em:

posteriormente. Essa teoria recebeu algumas interpretações e contribuições de estudiosos e pesquisadores brasileiros, como Moreira (2006, 2008) – autor no qual apoiaremos para a fundamentação dessa teoria – com suas idéias de implementar a aprendizagem significativa, de maneira crítica, ao ensino e aprendizagem em salas de aulas, e ainda reflexões de Pontes Neto15 (2006), com perguntas e respostas sobre a teoria.

Passados quase 50 anos é natural que tenham surgido novas visões da aprendizagem significativa, mas são todas complementares ou enriquecedoras da visão clássica. Por exemplo, Joseph Novak dá à aprendizagem significativa uma visão humanista: é ela que subjaz à integração positiva, engrandecedora, de pensamentos, sentimentos e ações. D. B. Gowin apresenta uma visão interacionista social vigotskyana na qual a aprendizagem significativa é uma decisão do aprendiz após ter captado significados, contextualmente aceitos, em um processo de negociação de significados, cujo objetivo é o compartilhar significados. M. A. Moreira, mais recentemente, defende uma visão crítica para a aprendizagem significativa, uma perspectiva na qual não basta captar significados aceitos no contexto da matéria de ensino, é preciso captá-los criticamente. (MASINI; MOREIRA, 2008, p. 40 – 41, grifo nosso)

Com base nas perspectivas dos autores sobre a aprendizagem significativa, Moreira (2006, 2008) complementa-a com uma análise crítica na forma em que o indivíduo aprende, com isso denominando-a de “aprendizagem significativa crítica.” Para essa concepção, o autor toma como referência o conceito central da TAS de Ausubel que consiste no:

[...] processo pelo qual uma nova informação se relaciona, de maneira

substantiva16 (não literal) e não arbitrária17, a um aspecto relevante da estrutura cognitiva do indivíduo. Neste processo a nova informação

interage com uma estrutura de conhecimento específica, a qual Ausubel

chama de “conceito subsunçor” ou, simplesmente “subsunçor” [ver

definição no item 3.3 deste capítulo], existente na estrutura cognitiva de

quem aprende. (MOREIRA, 2006, p. 14-15, grifo nosso)

Winston; AUSUBEL, D.P.; NOVAK, J.D. and HANESIAN, H. (1978) Educational psychology: a cognitive view. 2nd. ed. New York, Holt Rinehart and Winston.

15 Doutor em Educação em Psicologia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo,

PUC/SP, Brasil. Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação - F. F. C. de Marília - UNESP. email: [email protected].

16 [...], ou seja, o que é aprendido de maneira significativa tem também significados pessoais,

idiossincráticos. Os conhecimentos têm significados denotativos que são compartilhados por certa comunidade de usuários e os conotativos que são pessoais. [...] (MASINI e MOREIRA, 2008, p. 15 – 16)

17 [...] quer dizer, o novo conhecimento não interage com qualquer conhecimento prévio, mas sim com algum

conhecimento que seja especificamente relevante para dar-lhe significado. Isso implica que se não houver esse conhecimento prévio não poderá haver aprendizagem significativa. [...] (ibidem, 2008, p. 15 – 16)

Segundo o autor, em contraposição à aprendizagem significativa tem a aprendizagem mecânica, em que o autor coaduna com a idéia de Ausubel e a define:

[...] como sendo aquela em que novas informações são aprendidas praticamente sem interagirem com conceitos relevantes existentes na estrutura cognitiva, sem ligar-se a conceitos subsunçores específicos. A nova informação é armazenada de maneira arbitrária e literal, não interagindo com aquela já existente na estrutura cognitiva e pouco ou nada contribuindo para sua elaboração e diferenciação. (MOREIRA, 2006, p. 16)

Corroboramos as interpretações citadas do autor, sobre o conceito central da aprendizagem significativa na perspectiva ausubeliana e a sua contraposição à aprendizagem mecânica, identificando as diferenças e particularidades em cada uma delas. Apesar das duas aprendizagens apresentarem características conceituais diferentes, Ausubel (1980) afirma que não é estabelecida uma diferença dicotômica entre aprendizagem significativa e mecânica e, sim, um continuum entre elas. Observe na figura 1, abaixo, que a aprendizagem ocorre num intervalo, variando do extremo – aprendizagem significativa – até o outro extremo – aprendizagem mecânica.

Aprendizagem Aprendizagem Significativa Aprendizagem Mecânica

Figura 1 - O Continuum da aprendizagem significativa com a aprendizagem mecânica

Fonte: Autoria própria

[...] Os conhecimentos têm significados para quem aprende. Tais significados podem, até mesmo, não serem aqueles compartilhados no contexto de uma matéria de ensino, mas ainda assim a aprendizagem é significativa. [...] [...] Porém, em última análise, a aprendizagem é significativa quando o aprendiz vê sentido nas situações de aprendizagem e atribui significado a elas. (MASINI; MOREIRA, 2008, p. 9)

Com base nas discussões dos autores sobre a aprendizagem significativa, procuraremos focar no seu conceito e, através dessa perspectiva, direcionar suas características para o objetivo e finalidade da nossa pesquisa. Estaremos desenvolvendo, no capítulo vigente, temas sobre a teoria ausubeliana, identificando elementos, características, tipos, dificuldades e possibilidades de ocorrência e estabelecendo algumas relações dela com o ensino de Cálculo.