• No results found

Klassifisering av havneanlegg i Norge

In document 16-02319 (sider 32-36)

Esta dissertação é parte de um projeto guarda-chuva amplo, intitulado ―Resultados clínicos, econômicos, aspectos humanísticos, culturais e educacionais de serviços de Gerenciamento da Terapia Medicamentosa no Sistema Único de Saúde‖, tendo sido aprovado pelo Comité de Ética da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em maio de 2014 (CAAE-25780314.4.0000.5149). O projeto amplo prevê a realização de pesquisa qualitativa, envolvendo diversos atores, incluindo usuários, profissionais de saúde, gestores, estudantes e docentes.

Como mencionado, todos os participantes incluídos eram farmacêuticas que realizam o serviço de GTM ou estudantes de farmácia, portanto, maiores de 18

anos. Elas foram convidadas a participar da pesquisa diretamente pela pesquisadora presencialmente ou via e-mail, sendo informado o objetivo principal da investigação e seus procedimentos. As participantes assinaram duas vias do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), ficando uma via com a pesquisadora e outra com a participante (Anexo A).

A identidade das participantes foi preservada, sendo mantida a confidencialidade das informações fornecidas. Dessa forma, para se referir a elas durante a apresentação dos resultados serão utilizados nomes fictícios. Todos os dados coletados e as gravações das entrevistas foram utilizados apenas para a realização desta dissertação.

6 RESULTADOS E DISCUSSÃO

A construção dos resultados desta dissertação não seria possível sem o envolvimento das participantes em cada etapa da coleta de dados, tampouco sem a interação delas com a pesquisadora. Dessa forma, não poderia iniciar a presente sessão sem antes descrever brevemente, a trajetória com a atenção farmacêutica e com os serviços de GTM, de cada uma das farmacêuticas incluídas nesta pesquisa. Todos os informantes-chave para este estudo foram mulheres, como pode ser notado pelo uso de termos no feminino. Tal fato foi consequência da disponibilidade de participantes. Diante dessa coincidência, as participantes serão apresentadas pelo primeiro nome de notáveis mulheres da nossa história, umas mais conhecidas, outras menos, mas sem dúvida todas elas tomaram grandes decisões ao longo de suas vidas.

A primeira entrevista foi realizada com Tereza. Seus primeiros pacientes foram atendidos em uma farmácia universitária. Sua experiência também foi construída oferecendo o serviço de GTM em um hospital-dia, onde trabalhava em equipe multidisciplinar. Como professora, trabalhou com essa prática na clínica-escola de duas faculdades privadas. Por meio de um projeto de extensão, passou a atender junto com estudantes de farmácia, pacientes de uma equipe de saúde da família. A próxima entrevistada foi Valentina, que iniciou sua trajetória com a atenção farmacêutica cuidando de pacientes hipertensos, em uma farmácia comunitária. Valentina continuou atendendo pacientes, como professora, em uma clínica-escola de uma faculdade privada. Durante aproximadamente um ano atuou como preceptora do serviço de GTM em ambulatório multidisciplinar. Atualmente trabalha no serviço de GTM em um ambulatório de promoção à saúde, atuando em parceria com vários médicos.

Nízia é farmacêutica na atenção primária. Trabalha com GTM desde que se formou. Desde a implantação do serviço, Nízia passou por nove unidades de saúde diferentes em curtos períodos de tempo e contou como esse início foi desafiador. Na

data da entrevista, no início de 2015, ela estava atendendo em duas unidades e já havia cuidado de 200 pacientes.

Joana começou a prestar o serviço de GTM como farmacêutica voluntária em um ambulatório multidisciplinar. Foi corresponsável pela implantação do serviço de GTM em uma farmácia pública, onde atualmente oferece esse serviço.

A experiência da Olga com a atenção farmacêutica começou em uma farmácia comunitária. Ela é uma das farmacêuticas mais experientes desta pesquisa. Após sua experiência em farmácia, ela foi para universidade, onde começou a desenvolver a prática dentro de uma unidade ambulatorial, chamada de serviço médico-odontológico e social.

Anita, apesar de conhecer a atenção farmacêutica e acompanhar algumas consultas, começou realmente a atender pacientes quando iniciou seu doutorado. Anita atendia em uma unidade de atenção primária à saúde, onde a porta de entrada para o serviço eram pacientes hipertensos. Na data da entrevista, Anita relatou que havia cuidado de 69 pacientes.

Dandara há um ano transformou a sua prática clínica, passando a realizar o gerenciamento da terapia medicamentosa com seus pacientes. No dia da realização da entrevista, ela havia prestado GTM a 65 pacientes nas duas unidades de saúde que apoia. Segundo Dandara, a experiência com o GTM permitiu que ela descobrisse o verdadeiro papel de um profissional de saúde, afirma que desconhecia o que era um processo de cuidado: coletar, avaliar, implementar uma conduta e reavaliar.

Frida trabalha em ambulatório. Iniciou a implantação de um serviço clínico nesse cenário, entretanto, este não era padronizado. Segundo Frida, ela e as outras farmacêuticas não tinham um método de trabalho. Considerando esse contexto, ela se envolveu na reestruturação do serviço, adotando o arcabouço teórico metodológico da atenção farmacêutica. Mais de duzentos pacientes já foram atendidos dentro desse novo modelo. Frida e os outros farmacêuticos do serviço

estão bem integrados com outros profissionais de saúde, como médicos, nutricionistas e psicólogos.

Tarsila participou da implantação do serviço de GTM em um ambulatório multidisciplinar ainda como estudante de farmácia. Há um ano continua prestando o serviço nesse cenário como farmacêutica voluntária e mais recentemente como preceptora.

Logo após se formar, Leila iniciou a implantação e prestação do serviço de GTM em dois ambulatórios de promoção à saúde. Após um ano de atendimento nesses cenários, Leila já atende aproximadamente 200 pacientes e atua em colaboração com médicos.

A última farmacêutica entrevistada foi Maria, participante com mais tempo de experiência em atenção farmacêutica. Iniciou a prática atendendo pacientes portadores de dor crônica. Maria é farmacêutica da clínica escola de uma faculdade privada, onde atende pacientes da comunidade local. Também oferece o serviço de GTM em um ambulatório multidisciplinar. Maria iniciou a prática utilizando um referencial com algumas diferenças em relação ao apresentado neste trabalho. No entanto, com a evolução da sua prática sentiu a necessidade de aplicar o arcabouço teórico-metodológico da atenção farmacêutica, que embasa o GTM.

A riqueza das experiências descritas, as particularidades de cada participante evidenciam a diversidade dos eventos e acontecimentos vivenciados por elas, o que permitiu uma ampla compreensão do processo de tomada de decisão do farmacêutico durante o oferecimento do serviço de GTM, como será apresentado a diante.

Após análise sistemática dos dados, como preconizado pela teoria fundamentada, duas categorias principais foram construídas. A primeira foi denominada ―Compreendendo o método racional de tomada de decisão: alicerce do processo‖. Nessa categoria será apresentado o significado que o raciocínio clínico em farmacoterapia proposto dentro do arcabouço da atenção farmacêutica adquire para

os farmacêuticos que estão na prática. A segunda categoria ―Equilibrando a equação do cuidado: o objetivo e o subjetivo‖ traduz como os farmacêuticos tomam decisão durante a provisão do serviço de gerenciamento da terapia medicamentosa, dando origem a proposta de estrutura teórica para esse processo de tomada de decisão. A tabela 1 apresenta as subcategorias relacionadas às categorias principais.

Tabela 1- Categorias e subcategorias que explicam o processo de tomada de decisão do farmacêutico durante a provisão do gerenciamento da terapia medicamentosa Categorias Subcategorias Compreendendo o método racional de tomada de decisão: alicerce do processo Equilibrando a equação do cuidado: objetivo e subjetivo Contestando o processo inverso: ―penso que isso desvaloriza o processo diagnóstico‖

Reconhecendo o risco do foco na promoção da adesão

Agregando o conhecimento em farmacoterapia

Explorando a experiência subjetiva com o uso de medicamentos

Discutindo x compartilhando a decisão com o paciente: o que realmente estamos fazendo?

Fatores que podem modificador o processo Categorizando a experiência subjetiva para definição da conduta Entendendo o paciente como um todo e as variações em sua interpretação Autonomia profissional e seus desdobramentos Problematizando: tomar decisão sem a presença do paciente As nuances do contexto no processo de tomada de decisão Aprimorando o alfabetismo funcional em saúde: ajudando o paciente a romper barreiras Mudando a conduta: adequando a farmacoterapia ao paciente Coordenando o cuidado Transpondo as barreiras Decidindo intervir diretamente com o paciente

6.1 Compreendendo o método racional de tomada de decisão: alicerce do

In document 16-02319 (sider 32-36)