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Klasse og den tradisjonell høyre-venstre-aksen

6 KLASSE OG POLITISKE HOLDNINGER

6.4 Klasse og den tradisjonell høyre-venstre-aksen

Cada uma das etapas tem um ambiente e materiais específicos de aplicação, de acordo com a planificação estabelecida para cada fase do projeto. Existe para esse efeito um pré-planeamento, com orientações específicas de aplicação, como se pode consultar no anexo (Guião de aplicação do projeto e nas instruções de aplicação de cada etapa). Todavia, com o intuito de facilitar a compreensão da parte operacional do projeto iremos caracterizar sucintamente as três etapas.

A 1º etapa foi planeada para se realizar no recinto escolar, onde era fornecido um mapa e um bloco da equipa, com os 14 postos onde os grupos teriam que ultrapassar os obstáculos. Por sua vez, estes obstáculos eram compostos por:

 Perguntas específicas do estudo do meio (corpo humano, ciclo da água, etc);

 Atividades de cooperação e team building;  Atividades específicas do programa de EEFM.

32 A 2º etapa foi realizada num local semi-natural (parque desportivo de Mafra), tendo como tema os Jogos Olímpicos e os seus símbolos. Existiu assim uma correlação entre os conteúdos de geografia, regiões, sustentabilidade e reciclagem. Foi fornecido um mapa de orientação e um bloco com as fotos dos diversos postos (foto orientação). No final da etapa, os vários grupos realizaram um “Totem” de cada valor Olímpico e Paralímpico. Salientamos que estes conteúdos foram abordados, antes da realização da etapa, de acordo com a apresentação que pode ser consultada em anexo.

A 3º etapa tentou retratar a época dos Descobrimentos Portugueses, fornecendo aos grupos um mapa, produtos para trocas comerciais e um conjunto de informações que cada país exportava/importava. Esta etapa tinha como objetivo a resposta a cada pergunta que marcava os diversos postos, porém as crianças também tinham que perceber onde é que podiam comercializar os diversos produtos com o intuito de arrecadar o maior número de coroas possível, ficando assim com mais pontos no final do jogo.

A descrição detalhada de cada uma das etapas, encontra-se nos anexos (parte peças de cada etapa – instruções específicas de cada etapa).

Capítulo – III

Problemática

Construção do quadro conceptual

Perspetiva de desenvolvimento

Parte 1

"Nós somos o que fazemos. O que não se faz não existe. Portanto,

só existimos nos dias em que fazemos. Nos dias em que não

fazemos apenas duramos."

(Vieira, António, SD)

Objetivos do capítulo

 Definição do conceito de desenvolvimento.  Estudo dos fatores de desenvolvimento.

 Análise dos fundamentos do desenvolvimento sustentável.  Relação do desenvolvimento sustentável e o

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3 Conceito de Desenvolvimento

Com o intuito de averiguar o contributo da gestão do desporto no desenvolvimento educativo e cultural, é de enorme relevância definir alguns conceitos que serão empregues ao longo deste estudo. É nosso propósito apenas fazer uma abordagem de alguns conceitos tendo em conta, por um lado as características do projeto e por outro, alguns estudos de autores que mais se enquadravam na génese do trabalho.

No que diz respeito ao conceito de desenvolvimento, surgiu desde logo a necessidade de conseguir definir até onde vai a influência do crescimento no desenvolvimento. Segundo (Lopes 1986), citado por (Pires, 2007), “o crescimento é uma condição necessária ao processo de desenvolvimento, mas não suficiente porque não é qualquer crescimento que pode servir ao processo de desenvolvimento, na medida em que aquele deve estar imbuído de uma dimensão ética e moral, impeditiva de que sejam criados maiores ou novos desequilíbrios. Considera-se que ao desenvolvimento interessa o crescimento, mas ter-se-á sempre presente que este apenas interessa como meio ou instrumento ao serviço daquele e não como objetivo em si.”

Na perspetiva de Boutros – Ghali citado por (Pires, 2007)“ está a emergir

uma nova visão sobre o desenvolvimento. O desenvolvimento está a tornar-se num processo centrado nas pessoas cujo último objetivo é a melhoria da condição humana.”

Na mesma linha teórica (Pires, 2007, p. 218) refere que “O desenvolvimento deve de representar uma determinada ideia de mudança social, num dado sistema social, referenciado no espaço e no tempo, pelo que obriga à definição do tipo de sociedade que se procura atingir.” Em conformidade

o conceito de desenvolvimento deve ser pensado e organizado não só numa perspetiva de ordem quantitativa como numa de ordem qualitativa. É por isso, um conceito de grande complexidade, se comparado ao conceito de crescimento que contém no seu significado uma dimensão exclusivamente quantitativa.

35 (Fernandes , 2008), referenciou na sua dissertação de Doutoramento numa sua abordagem ao desenvolvimento do desporto que, o simples conceito de crescimento pode significar que houve um aumento desequilibrado, ou seja, que não se tenham verificado alterações das condições qualitativas de prática desportiva de uma determinada região em análise.

Pelas abordagens apresentadas, fica bem saliente que é unânime a grande diferença entre o conceito de crescimento e desenvolvimento. Fica também bem latente a influência quantitativa que o crescimento tem para o desenvolvimento, embora seja fundamental ter em consideração o teor qualitativo expresso na melhoria das condições de vida em geral.

Na obra de (Pires, 2007) Gestão do Desporto – o jogo de Zeus – são referenciadas particularidades inerentes ao conceito de desenvolvimento bastante pertinentes e que a nosso ver se enquadram com o objeto de estudo. O autor refere que existe um conjunto de razões que conduzem a que o desenvolvimento do desporto seja tido em conta quando se trata do próprio desenvolvimento social, levando então a considerar o desenvolvimento do desporto no quadro do processo de desenvolvimento humano.

“O desporto enquanto instrumento de desenvolvimento humano obriga à construção de um sistema coerente e não à exibição de um aparato de eventos e recordes.” (Pires, 2007, p. 220)

Relativamente à educação, o Autor refere que o desenvolvimento é também uma questão educativa. “Na realidade o desporto tem de ser um factor de educação e cultura de relativa importância, que deve de estar integrado no processo de desenvolvimento económico e social dos países.” (Pires, 2007, p.

221). Portanto, quando se trata da problemática do desenvolvimento o desporto e até a riqueza económica que o mesmo pode gerar tem de estar ao serviço das pessoas.

A cultura é também um marco incontornável para o conceito de desenvolvimento, (Pires, 2007, p. 217) cita que “ A cultura formata o modo como vemos o mundo.” Refere ainda que o Olimpismo, enquanto instrumento de

36 formatação cultural, é uma chave fundamental para desenvolver um projeto a nível mundial, no qual podem ser desenvolvidas novas politicas que modifiquem as atitudes das pessoas e dos governantes no sentido de assegurar um desenvolvimento sustentado, assente numa cultura de paz que não comprometa a qualidade de vida das gerações vindouras.

Acrescenta ainda que a gestão do tempo de lazer através da cultura se transforma numa questão crucial no quadro das preocupações sociais dos nossos dias. “Sendo o desporto uma das vertentes mais fortes da cultura popular do nosso tempo, que representa um conjunto de valores inestimáveis que são um repositório da memória colectiva da Humanidade, não pode deixar de estar perfeitamente integrado no processo de desenvolvimento económico e social dos países. Contudo este desiderato obriga a uma ideia de desenvolvimento do desporto.” (Pires, 2007, p. 222)

Entende-se então que a cultura, o desporto, os benefícios sociais e económicos servem de contributo para a melhoria das condições de vida em geral dando corpo ao processo de desenvolvimento. Trata-se, assim de um pilar importantíssimo para este nosso trabalho, pois o que está aqui em questão é o contributo de uma investigação prática ao serviço do desenvolvimento educativo e cultural. Quando é analisada a ideia geral do projeto, denota-se que toda a estrutura assenta no desenvolvimento da educação e cultura, fazendo de um projeto/jogo, um veículo de conhecimento e descoberta.

Ao lermos o conceito geral do objeto de estudo, rapidamente se consegue cruzar vários pontos que focámos quando definimos o conceito de desenvolvimento. Neste caso, o projeto utiliza o desporto/atividades desportivas como base para a descoberta e motivação, nele está contida uma grande carga educativa, obviamente com implicações na cultura e no conhecimento em geral e essencialmente nos valores sociais e cívicos. Parece assim, poder dizer-se que estamos em presença de uma cultura desportiva. O “desporto” é utilizado aqui como um meio interdisciplinar que pretende gerar benefícios no sistema educativo através da aplicação de uma ferramenta de gestão (projeto- investigação prática). A presente dissertação é, ainda, portadora de uma ideia

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•Em sentido lato, a orgânica é constituída pelos organismos nacionais e internacionais, governamentais e não governamentais que configuram, enquadram e animam o processo de desenvolvimento desportivo. Em sentido estrito, como veremos posteriormente, representa o desenho da estrutura bem como as relações das suas partes, de uma dada organização.

Orgânica

•Conjunto das acções motoras de raiz física, biológica, neurológica e fisiológica, condicionadas e determinadas socialmente. As actividades assumem a forma de variadas modalidades desportivas podendo cada uma delas ter segundo o modelo FIN de Lamartine Da Costa (1986) uma dinâmica organizacional formal, não formal e informal (inorganizada) e decorrer sob a responsabilidade institucional de diversos sectores com objectivos próprios e dirigidos a grupos alvo específicos, tendo em atenção as várias etapas do processo de desenvolvimento.

Actividades

de mudança social, acrescentado um conjunto de fatores de ordem qualitativa e quantitativa relativamente ao contexto de aplicação. Sintetizando, é de grande importância para esta investigação, uma compreensão aprofundada do conceito de desenvolvimento, de forma a analisar com rigor os fatores que podem contribuir para que a mesma seja digna de dar o seu contributo para o desenvolvimento desportivo/educativo.