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Klanderorienterte posisjoner

3 Begrunnelser for gjentakelsesreglene

3.3 Gjengjeldelsesbegrunnelser

3.3.6 Klanderorienterte posisjoner

O Programa PROINFO, instituído como proposta de Política de informática educativa para o Brasil, em 9 de abril de 1997, pelo MEC, foi desenvolvido pela Secretaria de Educação a Distância (SEED/MEC), por meio do Departamento de Infraestrutura Tecnológica (DITEC/MEC), em parceria com as secretarias de educação estaduais e algumas municipais. Ele abrange a rede pública de Ensino Fundamental e Médio de todas as unidades da federação, tendo como objetivos:

 Melhorar a qualidade do processo ensino-aprendizagem;

 Possibilitar a criação de uma nova ecologia cognitiva no ambiente escolar, mediante incorporação adequada das novas tecnologias da informação pelas escolas;

 Propiciar uma educação voltada para o desenvolvimento científico-tecnológico  Valorizar o professor;

 Educar para a cidadania global numa sociedade tecnologicamente desenvolvida (BRASIL, 1997, p. 3).

No entanto, a implantação da informática educativa na escola pública, de acordo com Oliveira (2007) e Tajra (2000), tende a seguir padrões já estabelecidos nos estados e municípios, em muitos dos quais se dará por meio de: projetos de adesão elaborados pelas escolas; instalação de laboratórios de informática; capacitação de recursos humanos, esse

15 O I e o II Seminário de Informática na Educação contaram com a participação de pesquisadores na área de educação, informática, psicologia e sociologia, para contribuir com seus objetivos e implementação de suas ações no setor educacional, realizados em agosto de 1981 e agosto de 1982, respectivamente, em Brasília e na Bahia. Outras informações podem ser obtidas em Ramon Oliveira (2007).

último item serviria para formar professores para serem agentes multiplicadores da iniciativa, em conformidade com os projetos anteriormente mencionados.

Esse Programa, implantado em regime de colaboração entre o MEC, os governos estaduais e municipais, representados por suas respectivas secretarias de educação (SEE), e a sociedade organizada, possui como principais diretrizes estratégicas:

 Subordinar a introdução da informática nas escolas a objetivos educacionais estabelecidos pelos setores competentes;

 Condicionar a instalação de recursos informatizados à capacidade das escolas para utilizá-los (demonstrada pela comprovação da existência de infraestrutura física e recursos humanos à altura das exigências do conjunto hardware/software que será fornecido);

 Promover o desenvolvimento de infraestrutura de suporte técnico de informática no sistema de ensino público;

 Estimular a interligação de computadores nas escolas públicas, para possibilitar a formação de uma ampla rede de comunicações vinculada à educação;

 Fomentar a mudança de cultura no sistema público de ensino de 1º e 2º graus, de forma a torná-lo apto a preparar cidadãos capazes de interagir numa sociedade cada vez mais tecnologicamente desenvolvida;

 Incentivar a articulação entre os atores envolvidos no processo de informatização da educação brasileira;

 Institucionalizar um adequado sistema de acompanhamento e avaliação do Programa em todos os seus níveis e instâncias. (BRASIL, 1997, p. 5)

Essas finalidades particulares do PROINFO, sobretudo a de introduzir as tecnologias educacionais nas escolas da rede de ensino público de todo o país, aproximando a cultura escolar dos avanços tecnológicos da sociedade atual, se apresentam de forma audaciosa, pois pretendem abranger todo o ensino público brasileiro, considerando não só as diferentes realidades, mas também as especificidades locais que envolvem a escola pública de estados e municípios.

Além disso, o PROINFO vem dedicando, desde sua elaboração, espaço especial e constante na busca da formação tecnológica dos professores da educação básica, sob a nomenclatura “capacitação de recursos humanos” (TAJRA, 2000; OLIVEIRA, 2007; MORAES, 1997).

Tal processo de capacitação docente, em que professores se tornariam multiplicadores, ocorre, segundo Costa (2009), porque se pretendia criar uma cultura escolar de uso das novas tecnologias de comunicação e informação, em especial do computador na escola pública. Por isso, era válido possibilitar ao professor uma aprendizagem baseada na construção de novos conhecimentos e novas linguagens, preparando-o para assumir uma nova prática pedagógica, que a realidade contemporânea começava a exigir desse profissional de educação, que não só deveria passar a conhecer, mas sobretudo a utilizar as tecnologias e, assim, interpretá-la no seu dia a dia para não ser por elas dominado (COSTA, 2009).

Dessa maneira, o PROINFO desenvolve-se como proposta central na política de informática educativa, oferecendo cursos de formação voltados para a capacitação de professores para que eles compreendessem a inserção de computadores nos ambientes escolares, como uma ferramenta a mais para auxiliar o trabalho pedagógico. Por outro lado, não é possível ignorar o fato de que todo esse processo também está vinculado ao objetivo maior da própria política de informática, ou seja, o de contribuir com a Inclusão Digital; fator esse que revela, por sua vez, a existência de um processo de exclusão na sociedade atual, enquanto alguns têm acesso às novas linguagens, outros são excluídos dessa realidade tecnológica.

Mesmo com todas as tentativas iniciais discutidas nesse trabalho, o acesso e as oportunidades para que as pessoas possam ter uma formação humana real, que se concretize de fato, ainda está distante do anunciado, pois sujeitos continuam sendo excluídos das propostas mais básicas construídas pela atual política de Informática Educativa, que é a de dar condições a esses sujeitos de adquirir novos contatos com as tecnologias, com as novas linguagens.

Logo, compreendo que seja necessário que esses sujeitos participem efetivamente na construção das ações ligadas à área da Informática e que possam concretizar suas formações tanto iniciais quanto continuadas acerca da Informática Educativa. Em outras palavras, isso contribuiria com a construção efetiva do conhecimento dos alunos, para dar a eles possibilidade de enfrentar a realidade de forma crítica e reflexiva, a partir dos diversos usos das tecnologias na sociedade e da melhor forma educativa possível.

No entanto, considerando a contribuição dos teóricos neste estudo, depreende-se que a inserção da política pública de informática educativa ainda está aquém do que se espera, principalmente no que concerne à formação inicial e continuada dos professores em informática educativa. Ainda mais porque o uso das tecnologias na educação só tende a

aumentar e, por esse motivo, as TIC têm recebido atenção especial por parte de diversos profissionais da educação.

De fato, grande parte dos professores que enfrenta a realidade de sala de aula tenta adequar-se à nova dinâmica do processo de ensino e aprendizagem, com auxílio de novas metodologias e com o uso de tecnologias educacionais, para realizar um trabalho sintonizado com a evolução do conhecimento da sociedade atual.

Já em relação à política de informática educativa, elas devem acima de tudo criar oportunidades de acesso e formação permanente dos professores em informática, para que ele possam contribuir com os alunos no processo de escolarização, fortalecendo uma práxis baseada na formação permanente com o auxílio da informática educativa.

Apoiado na literatura aqui analisada, constato que a política de informática educativa, precisamente a instituída no Brasil, vem sendo tratada como fator que pode determinar e promover os objetivos de uma política maior, necessariamente estratégica, para garantir o desenvolvimento econômico do país. Tal inferência pode ser sustentada se for levado em consideração o fato de que países em desenvolvimento são estimulados ou forçados a incorporar as novas tecnologias da informação e comunicação em quase todos seus setores de produção material e imaterial, e a escola, enquanto instituição social, formadora de saberes e sujeitos com habilidade e competência, não faz parte dessa realidade.

Entendo que a grande necessidade de formação e qualificação do trabalhador, nos dias atuais, tem seguido a lógica neoliberal, que impulsiona o processo de informatização das escolas brasileiras para consolidar mais uma estratégia de subordinação da instituição (escola) ao modelo econômico atual capitalista, a partir do processo de informatização desses espaços, com a devida formação do professor, bem como com os exigidos usos das tecnologias nos diversos ambientes escolares.

2 A FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM INFORMÁTICA EDUCATIVA

Busco, nesta seção, compreender como os pesquisadores discutem a formação de