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Como um dos objetivos do trabalho é realizar uma modelagem hidrológica de uma área, utilizando o mínimo de recurso financeiro, optou-se por buscar dados geográficos com disponibilidade gratuita, tendo em vista, que estas informações (dados) têm um dos custos mais alto, neste processo.

A pesquisa teve início na própria Universidade Federal do Ceará, no laboratório de Recursos Hídricos, campus Cariri. Logo em seguida, passou para os órgãos governamentais no Brasil, como EMBRAPA, IBGE, FUNCEME, COGERH, INPE e finalizou nos órgãos internacionais, como NASA, USGS, entre outros.

A disponibilidade dos dados geográficos em formatos digitais, juntamente com a sua representatividade espacial e a possibilidade de tratamento destes dados no sistema computacional ArcGIS, versão 9.3, resultou na aquisição dos dados a seguir.

4.1.1. Imagem SRTM

Os dados foram extraídos do projeto Brasil em relevo, disponibilizados no sítio da EMBRAPA (2012), compatível com a escala de 1:250.000 (IBGE).

Figura 26 – Imagem SRTM

Fonte: http://www.relevobr.cnpm.embrapa.br/ce/hth3/ce05_01.htm

Segundo EMBRAPA (2012), o projeto Brasil em relevo foi um projeto que utilizou MDEs, originários da missão SRTM, além dos MDE pós-processados pela FAO/UNEP (Food Agriculture Organization/United Nations Environment Programme). Os dados passaram por um refinamento, no qual foram identificados as depressões espúrias, picos anômalos e pontos ou áreas com ausência de dados. Concluído o refinamento, foram geradas as imagens com o relevo realçado para cada um dos estados do Brasil e em seguida disponibilizados para download no sítio da EMBRAPA (http://www.relevobr.cnpm.embrapa.br/download/index.htm), divididos por estado e cada estado dividido por quadros com dimensões de latitude de 1° e longitude de 1° 30’.

4.1.2. Imagens GLS

parceria entre o Serviço Geológico dos EUA (U.S. Geological Survey – USGS) e da Administração Nacional do Espaço e da Aeronáutica do EUA (National Aeronautics and Space Administration – NASA), em apoio ao programa de ciência da mudança climática dos EUA (U.S. Climate Change Science Program – CCSP) e o programa de mudança do uso e cobertura da terra (LCLUC).

Figura 27 – Imagem GLS2005

Fonte: http://www.dgi.inpe.br/CDSR/display.php?TABELA=Browse&PREFIXO=Landsat&INDICE= L5TM21706520070122.GLS

O GLS está reunindo um conjunto de dados mundial de imagens de satélite de resolução de 30 metros para apoiar a medição de cobertura e taxas de mudança da cobertura da terra do solo da Terra, durante a primeira década do século 21. Atualmente a USGS, disponibiliza gratuitamente, no seu sítio (http://glovis.usgs.gov/) uma coleção de 8 conjunto de imagens, referentes às últimas 4 décadas. são elas:

 GLS1975 (Landsat 1-3), com imagens adquiridas dos satélites Landsat 1, 2 e 3, entre os anos de 1972 e 1983, usando sensor tipo MSS;

 GLS1975 (Landsat 4-5), com imagens adquiridas dos satélites Landsat 4 e 5, entre os anos de 1982 e 1987, usando sensor tipo MSS;

 GLS1990, com imagens adquiridas dos satélites Landsat 4 e 5, entre os anos de 1987 e 1997, usando sensor tipo TM;

 GLS2000, com imagens adquiridas do satélite Landsat 7, entre os anos de 1999 e 2003, usando sensor tipo ETM+;

 GLS2005 Islands (EO-1), com imagens adquiridas dos satélites Landsat 7 sensor tipo ETM+ e EO-1 sensor ALI, entre os anos de 2003 e 2008.

 GLS2005, com imagens adquiridas do satélite Landsat 5, sensor tipo TM, entre os anos de 2003 e 2008;

 GLS2010 Islands (EO-1) com imagens adquiridas dos satélites Landsat 5 (sensor tipo TM) e Landsat 7 (sensor tipo ETM+), entre os anos de 2008 e 2011;

 GLS2010 com imagens adquiridas dos satélites Landsat 5 (sensor tipo TM) e Landsat 7 (sensor tipo ETM+), entre os anos de 2008 e 2011;

Figura 28 – Imagem GLS2005 adquirida do sítio do INPE.

Os Conjuntos de imagens utilizado neste trabalho foram a GLS2005, no qual apresenta 7 imagens de bandas espectrais diferentes do satélite Landsat 5, sensor TM, obtidas na orbita 217, ponto 065, com passagem em 22 de janeiro de 2007, e um DEM (este conjunto está disponível para download no catálogo de

imagens do sítio do INPE, também pode ser adquirir pelo sítio do USGS, http://glovis.usgs.gov/) e GLS2010, no qual apresenta 9 imagens de bandas espectrais diferentes do satélite Landsat 7, sensor ETM+, obtidas na orbita 217, ponto 65, com passagem em 01 de julho de 2010 (este conjunto está disponível para download pelo sítio do USGS, http://glovis.usgs.gov/).

Figura 29 – Seleção da imagem GLS2010 no sítio da USGS Fonte: http://glovis.usgs.gov/

4.1.3. Imagem ASTER GDEM

O Advanced Spaceborne Thermal Emission Reflection Radiometer (ASTER) e o Modelo Digital de Elevação Global (GDEM), foi desenvolvido por um consórcio formado entre os EUA e o Japão, através de seus órgãos, National Aeronautics and Space Administration (NASA) e o Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI), respectivamente.

O sensor ASTER (Advanced Spacebone Thermal Emission and Reflection Radiometer) é um dos instrumentos a bordo do Satélite TERRA (EOS-AM1) em funcionamento desde 1999 (PARMA, 2007). Este sensor apresenta 14 bandas espectrais dando cobertura radiométrica desde o espectro visível até o espectro do infravermelho térmico.

A metodologia usada Japan's Sensor Information Laboratory Corporation (SILC) para a produção do ASTER GDEM envolve o processamento automático de o os arquivos ASTER 1A, através da correção estereográfica e particionamento os dados em cenas 1 grau por 1 graus.

O ASTER GDEM cobre a superfície terrestre entre as latitudes 83° N e 83° S e é composta de 22.702 cenas, com aproximadamente 0,01% da área da superfície terrestre, ou seja um retângulo de 1° x 1°. Cada cena é distribuída em arquivo de imagem do tipo Geographic Tagged (GeoTIFF), com coordenadas geográficas (latitude, longitude), e geoide de referência WGS84/EGM96 e com resolução de aproximadamente 1 arc de segundo ( 30 m).

Figura 30 – Imagem ASTER adquirida do sítio da USGS.

Apesar de serem distribuídos por um órgão com credibilidade internacional, existe uma recomendação da USGS, informando que o uso em escala local pode apresentar grandes erros de elevações.