Coutinho (2013) afirma que qualquer plano de investigação, não interessando sua natureza, necessita um planejamento para que se faça um recolhimento de dados confiável, pois deles dependerá a qualidade científica de qualquer estudo.
De acordo com Prodanov e Freitas (2013) ao definir as fontes de dados e o tipo de pesquisa, o autor deve escolher as técnicas para a coleta de dados que, ao serem determinadas serão aplicadas, portanto, deve ter em mente a fonte da amostragem que deverá ser representativa o suficiente para apoiar as conclusões do estudo. Observam-se então na presente pesquisa os seguintes procedimentos para que a investigação obtivesse êxito.
4.4.1 Documentação
Para Barbosa (1999) uma das primeiras fontes de informação a serem consideradas é a existência de registros sob a forma de documentos, fichas, relatórios ou arquivos em computador, pois o uso de documentos disponíveis reduz tempo e custo de pesquisa para avaliação.
Prodanov e Freitas (2013) alertam que, após a delimitação do objeto de estudo da pesquisa, será iniciada a fase de levantamento dos materiais existentes sobre o tema ou das questões que determinam os objetos de estudo. Vem a ser um apanhado geral sobre os principais documentos e trabalhos realizados sobre tema escolhido. Essa bibliografia deve ser capaz de fornecer informações e contribuir com a pesquisa de maneira a qualificar a mesma e manter a confiabilidade. O levantamento será realizado de acordo com dois tipos de pesquisa, dependendo do tema escolhido: o método de pesquisa documental e o método de pesquisa bibliográfico. As fontes mais apropriadas são: revistas científicas, monografias, dissertações e teses de autores que estudaram assuntos sobre tema de pesquisa, livros e publicações avulsas, documentos, arquivos públicos e particulares, fotos, imagens, revistas, jornais, apostilas, resenhas, artigos. O pesquisador, por sua vez, deve sempre consultar o ano de publicação dos materiais, sendo que se aconselha que o prazo não seja superior a dez anos de publicação.
Para a presente pesquisa foram utilizados os documentos impressos ou online disponíveis sobre o Pacto para a Alfabetização na Idade Certa (2012, 2013, 2014), os Parâmetros Curriculares Nacionais, as Diretrizes para a Educação Básica, bem como uma
4.4.2 Questionários
Pelas concepções de Coutinho (2013), os questionários têm grandes semelhanças com as entrevistas, embora sejam autoadministráveis e são mais amplos no que se refere ao alcance, embora mais impessoais. São apresentados em forma de formulário no qual o indivíduo pesquisado administra seu tempo e suas respostas. O pesquisador faz uso do questionário quando a pesquisa necessita de um número elevado de participantes para que também consiga fazer a caracterização deste grupo de sujeitos. Tem como pré-requisito ser elaborado em um impresso próprio, com questões a serem formuladas na mesma sequência para todos os informantes, isto é, padronizado.
Segundo Prodanov e Freitas (2013), o questionário é uma série ordenada de perguntas que devem ser respondidas por escrito pelo informante e sua linguagem deve ser simples e direta, para que o inquirido compreenda com clareza o que está sendo perguntado. O mesmo deve ser objetivo, limitado em extensão e estar acompanhado das orientações que expliquem o objetivo da pesquisa e ressaltem a importância e a necessidade das respostas, para que o entrevistado se motive a participar. De uma forma geral, o questionário pode ser enviado aos pesquisados pelo correio ou por um portador e, após o preenchimento, é devolvido do mesmo modo. Atualmente, os pesquisadores podem fazer uso dos meios eletrônicos para facilitar, agilizar e reduzir os custos da pesquisa.
Nesse caso de pesquisa foi apresentado o questionário por meio de um formulário com perguntas dissertativas e optativas no qual os participantes administraram seu tempo e suas colocações.
4.4.3 Entrevistas
Conforme Coutinho (2013) a entrevista pode se dar face a face ou pelo telefone, mas enfatiza que o contato entre quem entrevista e é entrevistado pode levar a uma adaptação das questões, a que o entrevistador tenha informações adicionais, sendo mais flexível, pois sempre há a possibilidade de esclarecer pontos da investigação. Envolve contatos repetidos, por isso o entrevistador fica mais envolvido para assegurar a credibilidade do estudo.
Padronizada ou estruturada: é quando o entrevistador segue roteiro preestabelecido. Ocorre a partir de um formulário elaborado com antecedência. Com a padronização, podemos comparar grupos de respostas.
Não padronizada ou não estruturada: não existe rigidez de roteiro e o investigador pode explorar mais amplamente algumas questões e em geral, as perguntas são abertas.
Painel: é a repetição de questões que são aplicadas, de tempos em tempos, às mesmas pessoas, para que possamos estudar variações nas opiniões emitidas. As entrevistas podem ter o caráter exploratório ou ser de coleta de informações.
Nesse caso foi feita com a Orientadora de estudos do grupo, uma entrevista padronizada com caráter exploratório.
4.4.4 Diários
Richardson (1999) coloca que os diários são anotações que podem ser utilizadas como dados da pesquisa e o pesquisador utiliza como ferramenta de reflexão da prática de pesquisa. O autor ainda enfatiza que os principais motivos para explorar os diários são: refletir sobre o processo estudado na pesquisa, fonte de material para reflexão, proporcionar dados para enriquecimento da pesquisa e registro do desenvolvimento do grupo estudado. Prodanov e Freitas (2013) colocam que os diários podem ser construídos por observação participante que acontece consiste na participação real do conhecimento na vida do grupo ou de uma situação determinada. O observador assume até certo ponto, o papel de um membro do grupo.
Coutinho (2013) lembra que é um dos instrumentos mais utilizados na pesquisa qualitativa e que podem acontecer em quatro situações distintas: participante pleno, participante observador, observador participante e simples observador e, que em qualquer situação não se pode esquecer as questões éticas e as obrigações morais do pesquisador.
No contexto da pesquisa, as observações para o ano de 2015 não aconteceram, portanto, foram explorados os diários de campo de duas professoras alfabetizadoras participantes do estudo em 2014, onde as mesmas fizeram anotações da grande maioria das atividades no processo de formação, bem como colocaram algumas impressões pessoais do que ia acontecendo no decorrer do percurso e fizeram parte do processo de recolha de dados.