3. Resultat
3.3 Kjellerhaugvatnet naturreservat
Fonte: Retirado do relatório geral/janeiro 2013 do Espaço Nordeste
Sobre as atividades o Projeto arte identidade:
“E, a gente tem um ambiente de lazer ali que a gente chama de Ambiente de Lazer, onde ocorrem as oficinas. O INEC tinha um Programa chamado Arte e Identidade que fazia parte da programação cultural também. O “Arte e Identidade” ocorria uma vez por mês, uma oficina com dezesseis horas. O “Arte e Identidade” é um programa de formação artística voltado para os artesões e as pessoas que tinham um saber, uma tradição artesanal. Como a proposta do programa diz, é uma formação de identidade voltada para a geração de renda. Então, não bastava, por exemplo, o cara ser pintor e dar um curso de pintura. Tinha que ser um curso de pintura voltado para a geração de renda: pintura em tecido, pintura em molde vazado para vender camisetas, essas coisas.” (Assessor Cultural,2013)
5.2.5 Sala de Negócios
Espaço destinado ao atendimento a micro e pequenas empresas e micro empreendedores urbanos e rurais, como também para prestar informações sobre linhas de crédito, produtos e serviços do Banco do Nordeste. Segundo relatório geral disponibilizado pelo Assessor cultural de 2012 e 2013, tem movimentação diária bastante expressiva em torno de 35 pessoas, média diária em atendimentos diversos de segunda a sexta-feira.
5.2.6 Projeto Prosseguir:
O Projeto prosseguir é idealizado pelo INEC desde 2003, buscando intervir na situação de jovens e adultos das comunidades rurais e urbanas, que ao concluir o ensino médio, ficavam sem alternativas de continuidade nos estudos, ou até mesmo na inserção do mercado de trabalho, abandonando assim, sua comunidade, migrando para a capital em busca de novas possibilidades (INEC, 2013).
Conforme relato do Assessor social, assim funciona o Projeto Prosseguir em Pedro II:
“Esse Projeto Prosseguir é um preparatório para jovens carentes da comunidade, basicamente de escolas públicas que não têm condições de entrar em um cursinho pago, particular. Então, o Banco do Nordeste junto com o INEC e o Espaço Nordeste ofereciam esse Projeto Prosseguir que era o principal público dessa Inclusão Digital.” (Assessor Cultural,2013)
E por ultimo a sala de a Sala de Inclusão Digital, composta de dez computadores, conectados a internet, sistema operacional Linux, disponibiliza acesso livre as pessoas da comunidade. Esse projeto, objeto desta pesquisa avaliativa, será detalhado no próximo item.
Ao analisar o relatório geral de 2011, 2012 até outubro de 2013 do Espaço Nordeste de Pedro II, percebemos que tanto os dados, como as considerações finais realizada pela equipe de trabalho, mostram resultados expressivos, dentro de um conceito muito bom no que refere as atividades desenvolvidas, como também, a frequência e participação da comunidade, numa perspectiva de fortalecimento entre o Espaço Nordeste Pedro II e a parceria firmada entre o INEC, o BNB, a Fundação Cultural Grande Pedro II, A Loja Maçônica no 9 de Pedro II.
“Todas as atividades que proporcionamos no Espaço já estão sendo bem recebidas e
apreciadas pela comunidade local no âmbito sociocultural e podemos ver um reflexo disso nos negócios também. Desta forma, a avaliação que fazemos do Espaço é muito positiva, tanto que estamos expandindo este modelo para outros Estados do Nordeste; e cumprimos objetivo para o qual o Espaço foi criado, trazendo benefícios na área cultural, social e financeira da
população” destaca o superintendente estadual do Banco do Nordeste no Piauí, Agostinho
Neto (INEC,2013).
Porém durante a pesquisa de campo realizada em dezembro de 2013, devido o termino do convênio constamos uma descontinuidade das ações, projeto e atividade realizada no espaço. Inclusive toda equipe técnica estava sem vínculo empregatício e aguardando novas orientações e diretrizes do Banco do Nordeste.
Devido a quebra do convênio entre as instituições parceira, BNB e INEC, encontrei dificuldade na coleta de dados dos anos posteriores a implantação, desta forma, para enriquecer o trabalho dissertativo, passaremos agora a avaliação do Espaço Nordeste de Pedro II, sob o olhar de Marinho (2013) realizada no mês de julho de 2012.
Segundo o mesmo autor, no percurso investigativo foram realizadas dez entrevistas com a equipe de apoio, sendo: O gerente da agência de Piripiri, o gerente de negócios que atende o município de Pedro II, o assessor cultural, a assessora social, o assessor administrativo, os três assessores de crédito dos programas Agroamigo e Crediamigo, a auxiliar de serviços gerais, alguns artistas, professores e alunos do Projeto Prosseguir, bem como o representante da Loja Maçônica de Pedro II e questionários com 30 frequentadores do Espaço Nordeste, aponta que “O Programa Espaço Nordeste foi descrito pelos entrevistados com riqueza de detalhes. De forma geral, as entrevistas apontam para uma ótima aceitação do Espaço Nordeste na cidade, e muitos se consideraram parte de sua construção, colocando em suas narrativas fatos e ocasiões em que conseguiram expressar arte, sua cultura e, ainda, conhecer aspectos de sua cultura que simplesmente não conheciam. Muitos se emocionaram.”
Marinho(2013), buscou inicialmente compreender as implicações do programa Espaço Nordeste na trajetória dos sujeitos envolvidos no processo de implementação e no seu cotidiano. No percurso do processo investigativo colheu as impressões de cada envolvido, primeiro com o parceiro local, a Loja Maçônica Grande Pedro II, representada por seu venerável, que sinalizou positiva a repercussão do espaço, depois com a equipe de trabalho do espaço, contudo, um fator que chamou bastante atenção, foi à repercussão do Espaço
Nordeste na trajetória de vida da equipe, eles apontam a referida instituição como elemento demarcador na vida de cada um.
Outro aspecto avaliativo considerado por Marinho (2013) se refere percepção dos sujeitos quanto a identidade do Espaço Nordeste. Nos depoimentos colhidos pelo o autor, foi identificada uma forte tendência em associar o Espaço Nordeste de Pedro II como um espaço cultural, como um ponto de cultura para além de um espaço para apenas de negócios, ou mesmo, como um espaço de capacitação para geração de renda. Resume dizendo “ que percebeu duas formas de percepção do Espaço Nordeste pelo público de Pedro II, quais sejam, uma estrutura mais próxima da comunidade, sem os formalismos de uma agência bancária e outra forma, mais controversa, que é a de um espaço considerado elitizado por
determinados grupos sociais”.
No que se refere as potencialidades e limite do Espaço Nordeste de Pedro II como instrumento de promoção da cultura, em sua pesquisa de campo, Marinho (2013) apontou como potencialidades a produção teatral, como um espaço de referência para a produção local, possibilitando, inclusive, a interação com outros grupos de fora de Pedro II; a conciliação entre a estrutura local ao trabalho com outras linguagens e expressões artísticas; a busca pelo diálogo com a sociedade local; caracteriza-se como local de apresentação das manifestações artísticas, opção de lazer, local de registro e difusão das atividade artísticas na rede mundial de computadores e por fim, a relação com outras instituições locais, no sentido de integrar o fazer cultural com outras áreas, como a educação.
Como limitação do Espaço Nordeste enquanto equipamento cultural, Marinho (2013) apontou o imóvel, pois este, não foi projetado como um centro cultural ou equipamento similar e recursos limitados para as programações culturais.
Alguns aspectos foram observados na pesquisa de campo de Marinho (2013), primeiro diz respeito da relação de trabalho estabelecida entre o Espaço Nordeste e os artistas
que se apresentam na sua programação. O autor salienta que “Se o Espaço Nordeste, como um
todo, busca uma identidade, percebemos que o seu posicionamento em relação à cultura encontra os primeiros passos identitários: o de curador, crítico e difusor da cultura”. Segundo aponta que existe uma carência, senão a ausência, de um sistema organizado do fazer artístico e cultural na cidade de Pedro II. Tanto no campo das instituições, quanto na formação de grupos, associações de artistas e produtores culturais. E por ultimo enfatiza que, por um lado,
o Espaço Nordeste tem sido percebido como um importante equipamento cultural da cidade, não conseguiu perceber evidências que indicassem sua participação na organização da classe artística de Pedro II.
Passaremos agora apresentar o projeto Inclusão Digital não da forma como foi desenhado pelos parceiros no período da implantação, e sim, como se apresenta atualmente.
5.3 O Projeto Inclusão Digital39 de Pedro II