• No results found

KAPITTEL 5: OPPSUMMERING OG KONKLUSJON

5.3 Kirken som mentalitetsdanner

De seguida, justifica-se o método utilizado para procurar responder às questões de investigação. Com base na revisão da literatura, propõe-se uma outra abordagem à JJ de Luft & Ingham, ver Figura 5, p.21, para o contexto em estudo. No eixo das abcissas encontra-se a EF em estudo (“eu”) e no eixo das ordenadas a organização parceira (“o outro”), como nos estudos de Knoke et al. (2013) e Ferrell (2007).

Fonte: a autora, baseada na revisão da literatura. Figura 5. Representação de uma adaptação da JJ considerada neste estudo.

Detetou-se que nas referências consultadas não existia coerência entre o que estava implícito no quadrante “Desconhecido”. Há autores que consideram que, embora desco- nhecido pelas partes envolvidas, pode ser conhecido por terceiros, e.g. observadores

22

(Gallrein et al., 2013). Outros sugerem implicitamente que é do desconhecimento de todos, e.g., Davis (2005), Fritzen (2011) e Moscovici (1980). Em Pallot et al. (2005, 2008) é considerado que há conhecimento que só será percebido que existe nas organi- zações posteriormente ou nunca será conhecido (“Inconsciente” que engloba o “Desco- nhecido nesta reconceptualização). Assim, nesta dissertação, considerou-se que a área do “Desconhecido” pode englobar qualquer um destes aspetos.

As dimensões deste estudo basearam-se numa investigação realizada por Bonner et al. (2005) onde foi abordada a perceção das empresas numa rede de cooperação, procu- rando relacionar com o desempenho no mercado. Embora não sendo uma pesquisa dire- cionada para as EF mostra a importância da perceção e foram abordados aspetos consi- derados relevantes na cooperação por vários autores, como descrito, sendo também relevante para este estudo. Neste sentido, adaptando a investigação de Bonner et al. (2005) ao pretendido e de acordo com o descrito, consideraram-se as seguintes dimen- sões de análise da perceção através da JJ divididos por quatro grupos, como se observa na Tabela I, p.22.

Tabela I. Comparação entre as dimensões de análise e as do inquérito

Dimensões do artigo Dimensões do inquérito

(Considerado para as informações gerais, juntamento com as ques-

tões de resposta aberta) 1) Desempenho da empre-sa; I. Procura de informação em novas oportunidades de parcerias; (a partir

da questão número 5 – ver Anexo E, Tabela E.I., p.VI) 2) Identidade estratégica;

II. Integração relacional – uso da confiança, flexibilidade, reciprocidade para diminuir o oportunismo;

3) Razões de escolha do parceiro;

4) Relação com o parceiro; III. Integração dos parceiros – empenho na coordenação de estratégias e

atividades e partilha de conhecimento detido pelo parceiro;

5) Coordenação com o parceiro;

IV. Aprendizagem – a empresa aprende na RC, interpreta e utiliza essas

informações e conhecimento. 6) Aprendizagem.

23

Para a realização da parte empírica do estudo, entre Março e Julho de 2015, através de email e telefone contactaram-se vinte EF, das quais quatro, com os respetivos parcei- ros, aceitaram participar neste estudo, i.e., quatro pares – oito organizações. Por motivos de confidencialidade, o contacto e apresentação do inquérito ao parceiro foi realizado pela EF e não é possível divulgar o nome das empresas nem dos respetivos parceiros. Os quatro pares tinham em comum o facto de cooperarem na fase de EC de desenvol- vimento do fármaco.

O estudo empírico realizou-se através de um inquérito de resposta fechada com uma escala de nove pontos, de acordo com a proposta de Fritzen (2011), ver Figura A.2, p.I (Anexo A). As questões que constaram neste inquérito foram elaboradas com base nas apresentadas no artigo de Bonner et al. (2005). Aos inquéritos, acrescentaram-se algumas questões, com base na revisão de literatura, para que refletissem também a visão do parceiro e a RC em EC. Procedeu-se à adaptação do inquérito de Bonner et al. (2005) dado que este era unidimensional, refletindo apenas a visão da empresa e estuda- va a perceção das empresas numa rede de cooperação.

Cada inquérito teve um respondente, o Diretor Clínico, quer da EF, quer do parcei- ro. Para ambos, o inquérito de resposta fechada foi igual, dado que o foco do estudo foi ‘a RC’. O inquérito aplicado à EF incluía também quatro questões de resposta aberta cujo objetivo era obter um enquadramento da relação com o parceiro, pretendendo-se conhecer: quando se iniciou a RC, quanto tempo esperam que se mantenha, quais os principais objetivos e a relevância da cooperação para ambas as organizações.

Este procedimento apresentou algumas limitações enumeradas de seguida. A pri- meira está relacionada com o facto de os dados não seguirem uma distribuição normal, não se podendo realizar uma análise estatística dos dados para diminuir a subjetividade

24

dos respondentes relativamente à análise das questões e da escala aplicada. Consequen- temente, a replicabilidade dos dados é limitada. Esta limitação ocorreu dado que o número de pessoas envolvidas nestas relações é muito diminuto. Por conseguinte, na análise de resultados assumiu-se que as respostas de cada respondente correspondiam à da respetiva organização (constituída por um conjunto de pessoas). Outra limitação, derivada da confidencialidade, foi a aplicação do inquérito ao parceiro pela EF, podendo haver resultados influenciados, i.e., que não correspondem à realidade. Idealmente, o inquérito deveria ser aplicado a um maior número de pessoas de cada organização para ser possível realizar um estudo estatístico dos dados, o contacto com o parceiro estabe- lecido pela autora da presente dissertação e estudar um maior número de RC nesta área. Tratava-se da ideia inicial da autora desta dissertação, pretendendo-se aplicar o inquéri- to a equipas de investigação que colaborassem em I&D. Empiricamente, obter a aprova- ção e respostas das EF foi desafiante e só foi possível realizar o estudo na área dos EC.

O tratamento e a análise dos resultados foram desenvolvidos em duas fases. A pri- meira fase foi a construção das janelas resultantes dos dados para cada par. Para isso, registaram-se os pontos atribuídos por cada organização por questão e calculou-se a média dos pontos das respostas. Porém, as quatro primeiras questões de resposta fecha- da relativas ao investimento financeiro esperado e reputação no mercado como “parcei- ro de eleição” não foram consideradas para este cálculo da média. Estas questões foram excluídas, apesar de influenciarem as respostas às questões, dado que o foco das mes- mas era uma auto e hetero-avaliação e auto e hetero-perceção das organizações. Porém, aplicando-se este modelo neste contexto, pretendia-se que o foco fosse a perceção das caraterísticas da ‘RC’ (ver Anexo D, Tabela D.I, p. IX). Este aspeto também indica que as questões do inquérito podem ser analisadas de duas perspetivas – avaliativa e perce-

25

tiva (ver Tabela II, p.26). Numa segunda fase, compararam-se as diferenças existentes por questão e por par, procurando-se identificar os fatores onde ocorreram maiores e menores diferenças (ver Anexo D, Tabela D.IV, p. XV). Cada caso foi analisado isola- damente. No final, foi realizada uma comparação entre os quatro pares e também com a revisão da literatura. De seguida, apresentam-se os resultados deste estudo.