As variações propostas para o valor da madeira de mercado produziram
alterações nos resultados de todos os modelos, muito embora estas não tenham sido
expressadas de maneira constante em todas as condições nos parâmetros avaliados.
As Figuras 3 e 4 apresentam graficamente a variação dos resultados da função
objetivo para os modelos de maximização do valor presente líquido, global e
regionalizado, respectivamente.
- 50,000,000.00 100,000,000.00 150,000,000.00 200,000,000.00 250,000,000.00 300,000,000.001
2
3
4
5
Cenários de valor da madeira
Valor da função objetivo (R$)
C/R Ordenado C/R Livre S/R Ordenado S/R Livre
Figura 3- Valores da função objetivo do modelo global de maximização do valor
presente líquido, onde C/R e S/R = com e sem restrições operacionais, respectivamente e
1= valor -20%; 2= valor -10%; 3= valor original; 4= valor +10%; 5= valor +20%
(50,000,000.00) - 50,000,000.00 100,000,000.00 150,000,000.00 200,000,000.00 250,000,000.00 300,000,000.00
1
2
3
4
5
Cenários de valor da madeira
Valor da função objetivo (R$)
C/R Ordenado C/R Livre S/R Ordenado S/R Livre
Figura 4- Valores da função objetivo do modelo regionalizado de maximização do valor
presente líquido, onde C/R e S/R = com e sem restrições operacionais, respectivamente e
1= valor -20%; 2= valor -10%; 3= valor original; 4= valor +10%; 5= valor +20%
Os diferentes cenários de preço provocam reações diferenciadas nos resultados
da função objetivo para os modelos de maximização em praticamente todas as condições
testadas: a) entre cenários de restrição (mais evidentes); b) entre modelos (global e
regionalizado) e c) entre intensidades de ordenamento (de forma mais limitada).
As restrições operacionais produziram condições de maior sensibilidade às
variações de cenários de valores, nos dois modelos. Esse comportamento deriva da
menor flexibilidade na alocação das alternativas disponíveis pelas diferentes prescrições,
criando maior dependência do mercado e, conseqüentemente, aumentando a exposição
às mudanças de cenário. Com era esperado, o modelo global reage, em geral, melhor do
que o regionalizado nas condições de restrição operacional por produzir resultados
normalmente mais altos. No entanto, mostra-se também bastante sensível às variações de
cenário sob essa condicionante. De maneira geral, pode-se concluir que a maior
sensibilidade dos modelos decorre diretamente da necessidade de se cumprirem
patamares máximos de colheita anual em função de se produzirem recomendações de
manejo onde há menor uso do recurso próprio disponível. A expressão mais clara desse
argumento é o baixo percentual de utilização de área nas situações onde o valor da
madeira de mercado (preço) é baixo, especialmente nos modelos de minimização do
custo.
A necessidade de ordenamento produziu algum aumento na sensibilidade dos
modelos, mas ainda menor do que o resultante das restrições operacionais. Na verdade,
foi exatamente nas condições sob regime de restrição operacional que se evidenciou
maior sensibilidade dos modelos ordenados à variação de cenários. O ordenamento
produziu maior efeito de reação aos cenários no modelo regionalizado quando
comparado ao global e as explicações anteriores também respondem por esta
observação.
Para os modelos de maximização houve uma interessante alteração nas idades
médias de colheita nos diferentes cenários. De forma geral, a variação de cenários de
valores menores para maiores provocou redução na idade média de colheita para as
condições com restrições operacionais e incremento na idade média para ambientes sem
restrições operacionais. Esse comportamento parece mais claramente demonstrado no
modelo global, quando comparado com o regionalizado. Uma explicação, para as
condições onde há restrição, é a necessidade de se cumprirem os patamares máximos
operacionais, o que provocaria a utilização das prescrições de menor volume (e rotação
mais curta), permitindo aquisição de mais madeira com preços baixos no mercado. O
incremento na idade nas condições sem restrições operacionais está diretamente
relacionado com o aproveitamento quase integral da área própria, o que tornaria mais
adequado o uso de rotações mais longas e menor número de contribuições em volume de
todas as UPs no horizonte de planejamento, permitindo a aquisição de maior volume
madeira nos valores mais baixos.
As Figuras 5 e 6 apresentam graficamente a variação dos resultados da função
objetivo para os modelos de minimização do custo presente , global e regionalizado,
respectivamente.
- 100,000,000.00 200,000,000.00 300,000,000.00 400,000,000.00 500,000,000.00 600,000,000.00
1
2
3
4
5
Cenários de valor da madeira
Valor da função objetivo (R$)
C/R Ordenado C/R Livre S/R Ordenado S/R Livre
Figura 5- Valores da função objetivo do modelo global de minimização do custo
presente, onde C/R e S/R = com e sem restrições operacionais, respectivamente e 1=
valor -20%; 2= valor -10%; 3= valor original; 4= valor +10%; 5= valor +20%
- 100,000,000.00 200,000,000.00 300,000,000.00 400,000,000.00 500,000,000.00 600,000,000.00
1
2
3
4
5
Cenários de valor da madeira
Valor da função objetivo (R$)
C/R Ordenado C/R Livre S/R Ordenado S/R Livre
Figura 6- Valores da função objetivo do modelo regionalizado de minimização do custo
presente, onde C/R e S/R = com e sem restrições operacionais, respectivamente e 1=
valor -20%; 2= valor -10%; 3= valor original; 4= valor +10%; 5= valor +20%
A variação da função objetivo dos modelos de minimização ante aos diferentes
cenários foi diversa da que ocorreu nos modelos de maximização. Muito embora
aparentemente menos afetados comparativamente nos resultados totais desse parâmetro,
os modelos de minimização foram os que tiveram as maiores alterações nas
recomendações de manejo em relação aos diferentes cenários de preço.
Isso se dá pelo fato de que os volumes adquiridos no mercado têm seu custo
correspondente somado diretamente à função objetivo. Portanto, como pode ser
observado nas tabelas anteriores 18 e 19, quando há decréscimo no valor (preço) da
madeira de mercado, a recomendação de colheita se resume a deixar de utilizar a área
própria e comprar do mercado (argumento ratificado pela idade média de colheita, onde
praticamente não há alteração, significando que a área simplesmente deixaria de ser
colhida). Os percentuais de utilização de área própria decrescem, conseqüentemente,
quando há decréscimo no preço da madeira comprada.
Pode-se admitir, portanto, que os diferentes cenários de valor da madeira de
mercado afetaram os modelos em praticamente todas as condições avaliadas. No
entanto, a sensibilidade à variação foi bastante diferente entre eles, especialmente
quando submetidos às restrições operacionais sugeridas no trabalho.
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Aktive fjæringssystemer for personbiler
(sider 57-67)