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A habilidade do mentor em ouvir as conversas com o mentorado é uma função psicossocial de aconselhamento, cujo grau de importância, nesta amostra, obteve média de 3,24. A Tabela 105 (4) mostra a distribuição de freqüências. A amostra apresenta menos de 1/3 de respondentes, o que equivale a 26,9%, que afirmam grau de importância entre pouco ou nada. Ou seja, a grande maioria expressa importância razoável, muito e extremamente. 66,4% dos respondentes percebem ocasionalmente, frequentemente ou sempre, em seus mentores, habilidade em ouvir as suas conversas. 68,2% dos gerentes percebem desempenhar essa prática na mesma freqüência.

Tabela 105 (4) - Tabela de freqüências dos escores do questionamento acerca do fato do mentor demonstrar habilidade para ouvir as conversas com o mentorado

Grau de Importância Frequência do mentor (Gerentes) Freqüência com o mentorado Escores

Freq. % % Válido % Acumulado Escores

Freq. % % Válido % Acumulado Freq. % % Válido % Acumulado Nada Importante 18 13,4 13,4 13,4Nunca 17 12,7 12,7 12,7 3 2,2 13,6 13,6 Pouco Importante 18 13,4 13,4 26,9Raramente 28 20,9 20,9 33,6 4 3,0 18,2 31,8 Razoavelmente Importante 36 26,9 26,9 53,7Ocasionalmente 50 37,3 37,3 70,9 5 3,7 22,7 54,5 Muito Importante 38 28,4 28,4 82,1Frequentemente 27 20,1 20,1 91,0 8 6,0 36,4 90,9 Extremamente Importante 24 17,9 17,9 100,0Sempre 12 9,0 9,0 100,0 2 1,5 9,1 100,0

Resp. Válidas 100,0 100,0 Resp. Válidas 100,0 100,0 22 16,4 100,0

Resp. Inválidas 0 Resp. Inválidas 0 112 83,6

Total 134 Total 134 134 100,0

Média (D.P.) 3,24 (1,275) Média (D.P.) 2,92 (1,131) 3,09 (1,231)

Ocupacional

A Tabela 106 (4) apresenta Os índices NST relativos aos estratos analisados e condizem, segundo interpretação do Quadro 2 (4), com indivíduos satisfeitos com o trabalho. Não se percebe o aumento na freqüência da relação de mentoria, relativa ao item que trata da habilidade do mentor em ouvir as conversas do mentorado, como um fator de aumento da satisfação com o trabalho.

Tabela 106 (4) - Cálculo do nível de satisfação com o trabalho (faceta I) considerando os estratos de respondentes por freqüência em relação à percepção acerca do fato do mentor demonstrar

habilidade para ouvir as conversas com o mentorado

Frequência do Mentor

Nunca Raramente Ocasionalmente Frequentemente Sempre

Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão

Índice NST 3,6 1,6 3,9 1,1 3,6 1,4 3,9 1,3 3,5 1,5

FONTE: Dados da pesquisa

Análise do item 12 (mentoria) do instrumento de coleta com a faceta II do Estresse Ocupacional

De acordo com os dados da Tabela 107 (4), indivíduos que nunca perceberam a habilidade do mentor para ouvir suas conversas apresentam elevados níveis de estresse. Os indivíduos que raramente, ocasionalmente ou frequentemente percebem receber essa prática, apresentam níveis normais de estresse. Interessante observar que os indivíduos que sempre percebem receber essa prática dos seus mentores apresentam índices elevados de estresse. Diante disto, não se pode afirmar que a percepção da freqüência do comportamento em questão do mentor, minimize o nível de estresse. Mas podemos afirmar que essa característica, de acordo com a freqüência, interfere no nível de estresse sentido.

Tabela 107 (4) - Cálculo do nível de estresse (faceta II) a partir dos níveis de sintomas mentais de estresse e sintomas físicos de estresse considerando os estratos de respondentes por freqüência

em relação à percepção acerca do fato do mentor demonstrar habilidade para ouvir as conversas com o mentorado

Frequencia do Mentor

Nunca Raramente Ocasionalmente Frequentemente Sempre

Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão

Índice SME 3,0 1,5 3,2 1,2 3,3 1,3 3,4 1,3 3,3 1,3

Índice SFE 2,6 1,5 2,9 1,2 2,6 1,2 2,6 1,3 2,3 1,1

Análise do item 12 (mentoria) do instrumento de coleta com a faceta III do Estresse Ocupacional

Não se percebe o aumento da freqüência da relação de mentoria, no item em questão, minimizar a propensão ao estresse, pela análise dos dados da Tabela 108 (4). Todos os estratos são condizentes com indivíduos propensos ao estresse, segundo crivo de respostas do Quadro 8 (4).

Tabela 108 (4) - Cálculo da propensão ao estresse (faceta III) a partir do tipo de personalidade e do locus de controle/nível de controle considerando os estratos de respondentes por freqüência em relação à percepção acerca do fato do mentor demonstrar habilidade para ouvir as conversas

com o mentorado

Frequencia do Mentor

Nunca Raramente Ocasionalmente Frequentemente Sempre

Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão

Índice TP 3,2 1,7 3,4 1,2 3,5 1,4 3,6 1,5 3,2 1,5

Índice LC 3,2 1,6 3,5 1,2 3,4 1,3 3,6 1,3 3,5 1,3

Índice PE 3,2 1,6 3,4 1,2 3,4 1,3 3,6 1,4 3,4 1,4

FONTE: Dados da pesquisa

Análise do item 12 (mentoria) do instrumento de coleta com a faceta IV do Estresse Ocupacional

Pelos dados mostrados na Tabela 109 (4), não se percebe o aumento da freqüência da relação de mentoria, no item em questão, como sendo fator de minimização do nível de pressão/insatisfação com o trabalho. Todos os estratos apresentam índices NPIT condizentes com indivíduos que experimentam nível baixo de pressão/insatisfação com o trabalho.

Tabela 109 (4) - Cálculo do nível de pressão/insatisfação (faceta IV) com o trabalho considerando os estratos de respondentes por freqüência em relação à percepção acerca do fato

do mentor demonstrar habilidade para ouvir as conversas com o mentorado

Frequencia do Mentor

Nunca Raramente Ocasionalmente Frequentemente Sempre

Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão

Índice FIT 2,9 1,5 2,6 1,4 3,3 1,5 2,9 1,6 3,2 1,6 Índice PIO 2,7 1,5 3,2 1,5 3,2 1,5 3,4 1,7 2,4 1,3 Índice RI 3,3 1,6 3,6 1,5 3,5 1,5 3,6 1,6 3,4 1,8 Índice CPF 3,2 1,7 3,4 1,5 3,7 1,7 3,8 1,8 3,4 1,7 Índice CEO 3,0 1,6 3,1 1,5 3,3 1,5 3,4 1,7 2,9 1,8 Índice ICT 2,7 1,5 3,0 1,4 3,0 1,5 3,2 1,7 2,9 1,4 Índice NPIT 3,0 1,6 3,1 1,5 3,3 1,5 3,4 1,7 3,0 1,6

Solicitação de sugestões sobre problemas feitas aos mentorados, por mentores, é considerada razoavelmente importante por pouco mais de 1/3 da amostra de respondentes, conforme dados da Tabela 110 (4). Esse comportamento é uma função psicossocial relativa à aceitação. 26,9% o consideram muito importante. O grau de importância obteve média de 3,07. 59,7 % da amostra declaram que ocasionalmente, frequentemente ou sempre o mentor solicita sugestões para solução de problemas dele. A média para a freqüência do mentor foi de 2,74. Média menor observa-se na freqüência com o mentorado, equivalente a 2,50. Apenas 50,0% dos gerentes acreditam realizar solicitações desta natureza ocasionalmente ou sempre; e 0% dos gerentes, ou seja, nenhum gerente, afirmou que sempre se comporta realizando solicitações de sugestões aos seus subordinados ou mentorados.

Tabela 110 (4) - Tabela de freqüências dos escores do questionamento acerca do fato do mentor pedir ao mentorado sugestões sobre problemas que ele, o mentor, tem

Grau de Importância Frequência do mentor (Gerentes) Freqüência com o mentorado Escores

Freq. % % Válido % Acumulado Escores

Freq. % % Válido % Acumulado Freq. % % Válido % Acumulado Nada Importante 18 13,4 13,4 13,4Nunca 25 18,7 18,7 18,7 3 2,2 13,6 13,6 Pouco Importante 20 14,9 14,9 28,4Raramente 29 21,6 21,6 40,3 8 6,0 36,4 50,0 Razoavelmente Importante 45 33,6 33,6 61,9Ocasionalmente 46 34,3 34,3 74,6 8 6,0 36,4 86,4 Muito Importante 36 26,9 26,9 88,8Frequentemente 24 17,9 17,9 92,5 3 2,2 13,6 100,0 Extremamente Importante 15 11,2 11,2 100,0Sempre 10 7,5 7,5 100,0 0 0 0 0

Resp. Válidas 100,0 100,0 Resp. Válidas 100,0 100,0 22 16,4 100,0

Resp. Inválidas 0 Resp. Inválidas 0 112 83,6

Total 134 Total 134 134 100,0

Média (D.P.) 3,07 (1,187) Média (D.P.) 2,74 (1,176) 2,50 (0,913)

FONTE: Dados da pesquisa

Análise do item 13 (mentoria) do instrumento de coleta com a faceta I do Estresse Ocupacional

A Tabela 111 (4) mostra Os índices NST dos estratos dos grupos de indivíduos analisados quanto às suas respostas em relação à percepção acerca do mentor pedir-lhes sugestões sobre problemas. Os indivíduos que nunca, raramente ou ocasionalmente observam esta percepção por parte do mentor são satisfeitos com o trabalho, segundo interpretação do índice NST em relação ao crivo de respostas do Quadro 2 (4). Os respondentes que percebem receber essa prática frequentemente, são muito satisfeitos com o trabalho. Vale observar que

com o trabalho. Não se pode afirmar, com isso, que quanto maior forma freqüência das práticas de mentoria, maior será a satisfação com o trabalho. Mas, de acordo com a Tabela 111 (4), percebe-se que a freqüência das práticas de mentoria interfere na satisfação com o trabalho.

Tabela 111 (4) - Cálculo do nível de satisfação com o trabalho (faceta I) considerando os estratos de respondentes por freqüência em relação à percepção acerca do fato do mentor pedir ao

mentorado sugestões sobre problemas que ele, o mentor, tem

Frequência do Mentor

Nunca Raramente Ocasionalmente Frequentemente Sempre

Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão

Índice NST 3,6 1,6 3,7 1,2 3,8 1,2 4,1 1,2 3,0 1,5

FONTE: Dados da pesquisa

Análise do item 13 (mentoria) do instrumento de coleta com a faceta II do Estresse Ocupacional

A Tabela 112 (4) apresenta os índices NE, relativos à faceta II, dos estratos analisados. Os indivíduos, que afirmam nunca receber do mentor a solicitação acerca de sugestões sobre problemas, apresentam níveis elevados de estresse. Os estratos de respondentes que afirmam raramente, frequentemente e sempre perceber o comportamento em questão por parte dos mentores, apresentam índices NE condizentes com indivíduos com níveis normais de estresse. Vale observar que os respondentes que observam receber ocasionalmente essa prática possuem elevados níveis de estresse. Percebe-se que a freqüência da relação de mentoria, no item em questão, apensar de interferir, não minimiza os níveis de estresse percebido.

Tabela 112 (4) - Cálculo do nível de estresse (faceta II) a partir dos níveis de sintomas mentais de estresse e sintomas físicos de estresse considerando os estratos de respondentes por freqüência

em relação à percepção acerca do fato do mentor pedir ao mentorado sugestões sobre problemas que ele, o mentor, tem

Frequencia do Mentor

Nunca Raramente Ocasionalmente Frequentemente Sempre

Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão

Índice SME 3,1 1,4 3,3 1,2 3,3 1,3 3,4 1,3 3,2 1,4

Índice SFE 2,8 1,3 2,6 1,2 2,6 1,3 2,5 1,2 2,9 1,4

Índice NE 2,9 1,3 3,0 1,2 2,9 1,3 3,0 1,3 3,0 1,4

Ocupacional

Segundo a interpretação dos índices PE mostrados na Tabela 113 (4), não se percebe o aumento da freqüência acerca do comportamento do mentor como agente minimizador da propensão ao estresse. Todos os estratos são de indivíduos propensos ao estresse.

Tabela 113 (4) - Cálculo da propensão ao estresse (faceta III) a partir do tipo de personalidade e do locus de controle/nível de controle considerando os estratos de respondentes por freqüência

em relação à percepção acerca do fato do mentor pedir ao mentorado sugestões sobre problemas que ele, o mentor, tem

Frequencia do Mentor

Nunca Raramente Ocasionalmente Frequentemente Sempre

Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão

Índice TP 3,5 1,5 3,6 1,2 3,4 1,5 3,4 1,5 2,7 1,5

Índice LC 3,3 1,5 3,5 1,1 3,5 1,4 3,6 1,2 3,2 1,4

Índice PE 3,4 1,5 3,6 1,2 3,4 1,4 3,5 1,3 3,0 1,5

FONTE: Dados da pesquisa

Análise do item 13 (mentoria) do instrumento de coleta com a faceta IV do Estresse Ocupacional

Pelos dados mostrados na Tabela 114 (4), se percebe o aumento da freqüência da relação de mentoria, no item em questão, como sendo fator de minimização do nível de pressão/insatisfação com o trabalho. Praticamente todos os estratos apresentam índices NPIT condizentes com indivíduos que experimentam níveis baixos de pressão/insatisfação com o trabalho, porém os indivíduos que afirmam sempre perceber o comportamento em questão por parte do mentor experimentam níveis muito baixos de pressão/insatisfação com o trabalho.

Tabela 114 (4) - Cálculo do nível de pressão/insatisfação (faceta IV) com o trabalho considerando os estratos de respondentes por freqüência em relação à percepção acerca do fato

do mentor pedir ao mentorado sugestões sobre problemas que ele, o mentor, tem

Frequencia do Mentor

Nunca Raramente Ocasionalmente Frequentemente Sempre

Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão Médias Desvio Padrão

Índice FIT 3,0 1,6 3,2 1,5 2,9 1,6 3,1 1,6 3,1 1,6 Índice PIO 3,1 1,5 3,0 1,4 3,4 1,6 3,0 1,5 2,3 1,4 Índice RI 3,4 1,6 3,7 1,4 3,5 1,6 3,4 1,6 3,3 1,8 Índice CPF 3,2 1,6 3,7 1,7 3,8 1,7 3,5 1,6 3,2 1,7 Índice CEO 3,1 1,5 3,3 1,5 3,4 1,6 2,9 1,4 2,9 1,9 Índice ICT 2,9 1,5 3,1 1,4 3,1 1,7 2,8 1,6 2,7 1,5 Índice NPIT 3,1 1,5 3,3 1,5 3,4 1,6 3,1 1,5 2,9 1,6

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