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Key concepts, controlling factors and preservation of sequences

In document Juha Matti Ahokas (sider 87-103)

Facies Association 8 (FA 8): Marine mudstone

7.2 Key concepts, controlling factors and preservation of sequences

Em investigação, as variáveis dizem respeito à tentativa de objetivação dos constructos psicológicos, isto é, são designações que procuram descrever aspetos do funcionamento humano que variam, em função de outros diferentes fatores (como a idade, o peso, a estima de si, a ansiedade, entre muitos outros exemplos) (Coolican, 2004).

De facto, os termos “constructo” ou “conceito”, e “variável”, estão intimamente relacionados. Enquanto os primeiros são hipotéticos, na medida em que não possuem uma existência concreta e tangível, o termo variável pretende, exatamente, trazer àqueles uma dimensão de medida, de mensurabilidade, que não lhes é inerente, de forma natural. Segundo Kumar (2014), os constructos são representações mentais de natureza subjetiva, com significados diversos e sem hipótese de mensuração. Por sua vez, a variável admite essa ação de mensuração, mantendo uma associação estreita com o constructo que lhe deu origem.

O rigor de definição de uma variável exige, assim, a sua operacionalização, ou seja, uma explicação precisa de como ela pretende, objetivamente, medir determinado constructo. Por essa razão, apresentaremos, conjuntamente, a definição e operacionalização das variáveis em estudo, naquilo que Coolican

82 (2004, p. 32) designa de “definição operacional”. Para cada variável indicaremos

também o nível de mensuração.

4.4.1. Variáveis independentes - Estudo principal.

Em rigor, as variáveis que a seguir apresentamos não cabem na definição de variável independente, uma vez que essa definição pressupõe uma mudança obtida no grupo experimental em relação ao grupo de controlo, ou seja, é a variável que, uma vez manipulada pelo investigador, irá gerar mudanças ou influenciar uma condição experimental (Posada, Franck, Georgieff & Jeannerod, 2001). Contudo, designaremos dessa forma as variáveis que tiveram o propósito de dividir os dois grupos em estudo, no caso, características naturais dos participantes, pré- existentes. Obviamente, e dada a natureza das variáveis, não exercemos qualquer tipo de manipulação sobre as variáveis. Por esta razão podemos também considerá-las como variáveis de critério (input).

No Estudo Principal foram utilizadas três variáveis independentes: estádio serológico; tempo de diagnóstico; hábitos de consumo.

VI 1. Estádio serológico

O estádio serológico diz respeito à forma de infeção pelo VIH, nomeadamente:

- Assintomático: designa os participantes que foram infetados pelo vírus VIH, mas não manifestam de forma sintomática consequências ao nível da debilitação do seu sistema imunitário (assintomáticos);

- Sintomático: designa a presença da síndrome de imunodeficiência adquirida, isto é, constata-se uma deficiência avançada do sistema imunitário, como consequência da infeção pelo VIH.

Esta distinção levou à formação de dois grupos. O Grupo 1 é composto por participantes assintomáticos, ou seja, os participantes infetados com VIH mas sem doenças secundárias ou oportunistas. O Grupo 2 integra os participantes

83 sintomáticos, ou seja, que apresentam sintomatologia clínica de doenças

secundárias ou oportunistas, próximo ou já com diagnóstico de SIDA. A integração dos participantes em cada um dos grupos teve por base a informação dada pelos mesmos, de acordo com a informação médica.

VI 2. Tempo de diagnóstico

A variável independente “tempo de diagnóstico” designa o tempo passado desde que o disgnóstico foi confirmado, por meio de testes adequados. Esta variável é medida em anos. É importante assinalar que esta variável não corresponde ao tempo de infeção, uma vez que não há forma de recolher, com exatidão, essa informação.

VI 3. Hábitos de consumo

A variável “hábitos de consumo” descreve a presença, na história de vida dos participantes, de hábitos de consumo de substâncias, lícitas e ilícitas. Esta variável, com um nível de medição nominal, permitirá dividir os participantes em três grupos, designadamente:

- Consumo de substâncias ilícitas: inclui o consumo de substâncias psicotrópicas não permitidas pela Lei portuguesa (heroína, cocaína, haxixe, ecstasy, entre outras);

- Consumo de substâncias lícitas: inclui o consumo de substâncias autorizadas pela Lei portuguesa (tabaco e álcool);

- Consumo misto: inclui o consumo de todo o tipo de substâncias psicotrópicas ou não, ilícitas ou lícitas, permitidas ou não pela Lei portuguesa.

84

4.4.2. Variável dependente.

A variável dependente (VD) em estudo, ou seja, aquela que se pressupõe ser influenciada pelas variáveis independentes acima descritas, é a função neuropsicológica, definida como a variável que, de acordo com os critérios da variável independente, indica a apresentação do resultado ou efeito, ou seja, são as variáveis que mostram a alteração e que revelam os resultados da investigação (Posada et al, 2001).

A operacionalização desta variável foi feita através do uso da Bateria Neuropsicológica Luria-DNA, que permite aceder ao funcionamento neuropsicológico dos participantes e detetar défices funcionais, nomeadamente nas funções cognitivas, organizadas em cinco áreas:

- Visuo-espacial: esta área contempla testes que avaliam a perceção visual e a orientação espacial;

-Linguagem: esta área compreende a avaliação da linguagem oral compreensiva e da linguagem oral expressiva;

- Memória: a área da memória avalia a memória imediata e a memória lógica;

- Intelectual: esta área abrange a compreensão de gravuras temáticas e textos, assim como a atividade conceptual;

- Atenção: nesta área, o teste avalia o controlo da atenção.

Apresentamos, em jeito de sumário, a lista das variáveis envolvidas nesta investigação, com o constructo associado e respetivo nível de medição (ver tabela 4).

85 Tabela 4

Constructos, Variáveis e Respetivo Nível de Medição

Construto Variável(is) Nível Medição

VI

Estádio de infeção pelo

VIH Estádio serológico

Nominal dicotómico (2 níveis): Assintomático e Sintomático Duração da doença (conhecida pelo participante) Tempo de diagnóstico Quantitativo de razão (medida em anos) Historial de

consumos Hábitos de consumo

Nominal dicotómico (3 níveis): Ilícitas/ Lícitas/ Misto

VD Função

Cognitiva

Área Visuo-Espacial Quantitativo intervalar Área da Linguagem Quantitativo intervalar Área da Memória Quantitativo intervalar Área Intelectual Quantitativo intervalar Atenção Quantitativo intervalar

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