5. Skatteregimet i smult farvann; 1940-1966
5.2. Utvalgsutredningen av 1953 om skattleggingen av landbruks-
5.2.1. Kaseindommen og dens konsekvenser
A Área Piloto de Itapipoca está inserida integralmente nesse município, no domínio da Unidade Geomorfológica das Depressões Sertanejas e da Unidade Fitogeográfica da
Caatinga, com alguns núcleos de carnaubeiras, totalizando uma superfície de
aproximadamente 108 km². Dentro de seus limites existem vários conjuntos de tanques naturais, alguns sendo também sítios paleontológicos. Para utilização na amostragem foram selecionados quatro conjuntos principais, os quais receberam as seguintes denominações, mantendo-se os seus topônimos originais: João Cativo, no extremo Sul; Cajazeiras e Lajinhas, na parte central, dentro do assentamento do INCRA; e Jirau, no extremo Norte. A distribuição de cada conjunto está marcada na figura 4.
Os quatro conjuntos de tanques estão encravados em afloramentos rochosos residuais, os quais formam lajedos e pequenos morros. Estes últimos destacam-se na paisagem como monólitos mamelonares, por vezes alongados, desnudos de vegetação. A litologia que constitui a rocha encaixante dos tanques é de origem magmática plutônica ácida, de composição granítica ou granodiorítica, equigranulares ou porfiróides, de difícil individualização. Tratam-se de granitóides, algumas vezes orientados, com mineralogia essencial formada por quartzo, plagioclásio, moscovita e eventualmente biotita. Pela proximidade com a Serra de Uruburetama é possível que sejam testemunhos litológicos daquela unidade, classificada por CAVALCANTE e FERREIRA (1983) como granitóides a
biotita e/ou hornblenda (± muscovita), de composição granítica a granodiorítica, com fácies sienítica, de grã média a grosseira, profiroblásticos ou não, em parte exibindo estrutura xenolítica (encraves de piroxênio-anfibolitos, piroxênio-gnaisses, granodioritos, etc.).
Figura 4 – Localização da Área Piloto de Itapipoca dentro da área de estudo e a distribuição dos conjuntos de tanques estudados.
Os tanques da Localidade de João Cativo estão situados no sopé da Serra de Uruburetama, a cerca de 13 km à Oeste da Cidade de Itapipoca, na Fazenda Carrapato, de propriedade do Sr. Francisco Juracy Teixeira. As coordenadas UTM para o sítio são: 9612.903 mN e 425.308 mE, A rocha encaixante dos mesmos é classificada por SOUZA FILHO (1999) como Granitóides Cedo a Sin-Tectônicos, divididos em três grupos principais,
de acordo com a petrografia e estágios deformacionais de cada um deles. Em João Cativo
são descritos como granodioritos e granitos porfiríticos, representados por rochas de
coloração cinza com tons esverdeados, textura profiróide, onde se destacam pórfiros de K- feldspato e plagioclásio, de dimensões variadas, podendo exibir, (...), deformação milonítica, onde os facóídes de feldspato se mostram bastante estirados, às vezes, com formas sigmoidais, chegando, mesmo, a desenvolver uma certa foliação na rocha.
Esta localidade constitui o Sítio Paleontológico João Cativo, formalizado por PAULA COUTO (1962), quando da expedição de pesquisa do Museu Nacional do Rio de Janeiro ao Município de Itapipoca naquele ano. Esta inclusive foi a primeira pesquisa sistemática de fósseis de megafauna no Estado do Ceará, que resgatou mais de 500 peças fósseis, as quais estão depositadas na coleção de paleovertebrados daquele museu. Os resultados científicos daquela expedição foram publicados por PAULA COUTO (1962 e 1980) e MELLO (1989), já previamente apresentados (vide 2.3).
A localidade possui dez tanques conhecidos, com dois jazigos confirmados até o presente. Esses tanques são todos do tipo fechado, sendo alguns de formato irregular (não elipsoidal, como é o padrão). O propósito desta localidade para este trabalho é comprovar a grande riqueza paleontológica que os tanques apresentam. No caso específico de João Cativo o trabalho do Museu Nacional foi parcial, havendo ainda jazigos fossilíferos por escavar.
Os tanques das Localidades de Cajazeiras e Lajinhas, a cerca de 15 km à Noroeste da sede do município, estão encaixados em rochas graníticas muito parecidas com as da descrição anterior. É possível que estejam ligadas a mesma gênese. A primeira localidade constitui o Sítio Paleontológico Cajazeiras, formalizado para este trabalho, havendo até o momento quatro jazigos conhecidos. As coordenadas UTM são: 9620.430 mN e 423.050 mE. Infelizmente os fósseis que estavam contidos nesses tanques foram retirados quando do desentulhamento total dos mesmos para armazenamento de água e o seu paradeiro é desconhecido. Ainda é possível encontrar pedaços de fósseis no local, misturados ao sedimento desentulhado e jogado à beira dos tanques. Nesse sítio há dois conjuntos principais de jazigos, codificados nesta pesquisa como Cajazeiras “A” e “B”. O conjunto “A” possui um tanque fossilífero confirmado, semi-desentulhado, e outros ainda virgens, não sondados. O conjunto “B” possui somente três tanques, todos já totalmente desentulhados pelos moradores. A segunda localidade possui dezenas de tanques de dimensões variadas, mas até o presente não foi identificado nenhum jazigo paleontológico. As coordenadas UTM dessa localidade são: 9620.265 mN e 424.710 mE. Também possui dois conjuntos principais de tanques, codificados nesta pesquisa como Laginhas “A” e “B”. O conjunto “A” possui somente três tanques, todos já desentulhados pelos moradores locais, revelando-se bem profundos. O conjunto “B” possui cinco tanques de tamanhos e tipos variados, espalhados em uma área muito grande, havendo inclusive uma lagoa, denominada Lagoa do Mato. O nosso propósito nesses conjuntos de tanques para a dissertação é o de demonstrar a utilidade dos mesmos como micro-reservatórios de água já implantados, para a comunidade do assentamento Taboca–Lajinhas. Os dados obtidos poderão servir de subsídios para programas semelhantes em outros assentamentos.
O quarto conjunto de tanques estão na Localidade de Jirau, a cerca de 25 km à Noroeste da sede do município. As coordenadas UTM desse local são: 9629.010 mN e 421.575 mE. Os tanques estão encaixados em uma unidade litológica descrita por BRAGA et al. (1981) como sendo um “corpo” [grifo do autor] granitóide de forma ovalada e de
A rocha tem coloração rósea, textura homogênea e granulação média. Possui duas fácies petrográficas: uma na borda do “corpo”, formada por hornblenda-biotita-gnaisse, e a outra representada por hornblenda-granito, formado por quartzo, feldspato (de cor rósea e creme), e hornblenda. Foram identificados preliminarmente seis tanques, os quais caracterizam-se por
serem alongados, de formato predominantemente elipsoidal, alguns do tipo fechado e outros do tipo semi-aberto. Todos estão localizados em propriedades particulares.
Esta localidade constitui o Sítio Paleontológico Jirau, também formalizado para este trabalho, e até o presente foram identificados três jazigos. O propósito nessa localidade foi o de realizar o resgate dos fósseis de um dos tanques localizado na Fazenda Queimadas, de propriedade do Sr. Aristóteles Barroso Nunes e codificado por nós para este trabalho como
Jirau/01. Este tanque foi escolhido para resgate paleontológico pelo fato de estar havendo a
retirada de peças fósseis há muito tempo, devido a uma cacimba cavada na década de 1980. Muitos exemplares já haviam sido perdidos e havia urgência de se fazer o salvamento.
A Área Piloto de Itapipoca contém outros conjuntos de tanques, como é o caso da Localidade de Coelho, que possui um jazigo fossilífero comprovado, e da Localidade da Mineração Santa Rosa, cujos tanques ainda não foram sondados. Ambos os conjuntos estão situados na porção Nordeste da área piloto, a cerca de 15 km à Noroeste da sede do município. No entanto, por enquanto para o propósito da dissertação os conjuntos que foram descritos anteriormente satisfazem os objetivos do trabalho.