6 Globa l Futu res resu ltat e r
6.2 Resultater danner vanemessige dynamikk
6.2.1 Karrierebevegelse under eller etter deltakelse i GF
Este foi um estudo do tipo transversal, também designado como seccional, vertical, pontual ou de prevalência. O estudo transversal é uma pesquisa em que a relação exposição-doença é examinada, em uma dada população, em um momento particular, o qual, geralmente, é o da coleta dos dados, definido pelo investigador. Ele fornece um retrato de como as variáveis estão relacionadas naquele momento, sendo um bom método para detectar freqüências das doenças e dos fatores de risco, assim como identificar os grupos, dentro da população, que estão mais ou menos afetados (Pereira, 1995).
Devido à escassez de pesquisas sobre o tema, este estudo foi baseado na metodologia utilizada por Shepherd et al. em 1999 (quantitativa), único trabalho disponível no gênero com crianças, à época de estruturação do projeto. O objetivo foi identificar e mensurar os fatos, além de descrevê-los, analisá-los e associá-los.
5.3 População de estudo
A população de estudo foi constituída somente por crianças, de ambos os sexos, na faixa etária de oito e nove anos completos à época do levantamento, e matriculadas em escolas de Belo Horizonte que ofereciam o primeiro ciclo do Ensino Fundamental. Esta foi a faixa etária de escolha porque crianças mais novas não teriam capacidade de compreensão para participar, pelo menor desenvolvimento cognitivo, e porque a adolescência tem início aos 10 anos (Pinkham, 1996; Shepherd et al., 1999; Brasil, 2001).
5.4 Grupo de estudo
5.4.1 Cálculo amostral
O critério tamanho da amostra foi baseado nos dados de prevalência de dor de dente em crianças de oito anos, encontrados no estudo de Shepherd et al. (1999). O cálculo obedeceu à seguinte fórmula de estimativa de proporção:
n = ( z 1- α/2 )² p (1- p)
d²
(Kirkwood, 1996)
Onde : α = 0,05
p = proporção de crianças com experiência de dor de dente d = erro admissível
Dados de Shepherd et al. (1999): p = 48% e d = 4%
Assim,
n = 1,96² 48 (52) = 600 crianças 4²
5.4.2 Critérios de elegibilidade
Participaram do estudo crianças que preencheram os seguintes critérios de inclusão:
a) escolares na faixa etária entre oito anos completos a nove anos e 11 meses (10 anos incompletos)
b) estudantes das unidades de ensino das redes pública e particular, situadas no limite geográfico do município de Belo Horizonte
c) criança presente no dia agendado para a entrevista, cujo pai ou responsável permitiu a participação e preencheu o questionário proposto d) criança apresentando condições físicas, mentais e psicológicas no
momento do exame
Foram excluídas as crianças fora da faixa etária selecionada; crianças com problemas físicos, mentais ou psicológicos que impossibilitavam a compreensão da entrevista ou a execução do exame clínico; as ausentes no dia da entrevista e aquelas cujos pais negaram a participação.
5.5 Seleção da amostra
5.5.1 Representatividade e estratificação
Este estudo teve a preocupação de selecionar uma amostra representativa das crianças da cidade de Belo Horizonte, nesta faixa etária. Para tal, a distribuição da amostra deveria ser proporcional à real distribuição dos escolares pela cidade. Desta forma, a partir da consulta de listas fornecidas pela SME e pela Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais (SEE/MG), calculou-se a distribuição percentual dos escolares do primeiro ciclo do ensino fundamental em cada RA, a qual guiou a divisão da amostra (amostragem estratificada) (TAB. 1).
TABELA 1 – Distribuição proporcional da amostra, segundo freqüência relativa
do total de crianças por regional: Belo Horizonte/ MG, 2002.
Freqüência de crianças por Rede de ensino - n Regional (RA)
Municipal Estadual Particular
Total de crianças por RA n (%) Distribuição da amostra n BARREIRO 14.920 8.965 1.177 25.062 (13,79) 83 CENTRO-SUL 3.457 7.156 9.357 19.970 (10,99) 66 LESTE 7.045 12.798 4.883 24.726 (13,60) 82 NORDESTE 10.666 5.629 1.020 17.315 (9,52) 57 NOROESTE 9.777 11.667 3.845 25.289 (13,91) 84 NORTE 5.015 7.976 421 13.412 (7,38) 44 OESTE 5.932 7.890 2.907 16.729 (9,20) 55 PAMPULHA 3.272 2.171 4.607 10.050 (5,53) 33 VENDA NOVA 16.053 12.135 1.036 29.224 (16,08) 96 TOTAL 76.137 76.387 29.253 181.777 (100) 600
Fonte – SEE/MG – Superintendência de Modernização e Informática (SMI) – Centro de
Produção e Administração de Informações (CPRO) / 2001.
5.5.2 Aleatorização
Em seguida, através das listas oficiais da SEE/MG, realizou-se um levantamento das escolas das redes municipal, estadual e particular que ofereciam o primeiro ciclo do ensino fundamental por RA (TAB. 2). Para se evitar a inclusão viesada de indivíduos na amostra, dando a cada membro da população de estudo a mesma probabilidade de ser escolhido, procedeu-se ao sorteio aleatório simples destas escolas, visando distribuir as possíveis intercorrências de maneira não-diferenciada (Mausner & Kramer, 1986; Marconi & Lakatos, 1990). As salas de aula que foram trabalhadas, em cada escola, também foram sorteadas.
TABELA 2 – Distribuição real das escolas do 1º ciclo do Ensino Fundamental,
em freqüência absoluta, por sistema de ensino e regional: Belo Horizonte/MG, 2002.
Rede de Ensino Regional (RA)
Municipal Estadual Particular Total
Barreiro 23 13 9 45 Centro-sul 5 19 47 61 Leste 12 26 18 56 Nordeste 22 16 15 53 Noroeste 17 35 16 68 Norte 14 16 4 34 Oeste 9 18 15 42 Pampulha 11 5 21 37 Venda nova 21 19 12 52 TOTAL 134 167 157 458
Fonte – SEE/MG – Superintendência de Modernização e Informática (SMI) – Centro de
Produção e Administração de Informações (CPRO) / 2001.
Nota: em itálico estão destacadas as redes de ensino com maior número de escolas por RA.
Pela TAB. 2 pode-se notar a predominância de escolas de uma rede de ensino sobre as outras em cada RA, e pela TAB. 3 vê-se como a amostra de escolas sorteadas correspondeu a esta real distribuição das redes de ensino pelo município de Belo Horizonte: na RA onde havia predomínio da rede de ensino particular, participou uma escola pertencente a esta rede, ocorrendo o mesmo nas RA onde predominavam as redes municipal ou estadual.
TABELA 3 – Relação das escolas sorteadas por RA: Belo Horizonte/MG, 2002 Regional BH Identificação e localização das escolas participantes
Barreiro Escola Municipal Pedro Nava: Rua São Pedro da Aldeia, nº 45, Pilar
Centro-sul Particular – Instituto Izabela Hendrix: Rua da Bahia, nº 2020, Lourdes
Leste Escola Estadual José Bonifácio: Rua Hermilo Alves, nº 168, Santa Tereza
Nordeste Escola Municipal Profa. Mª Modesta Cravo: Rua Júlia Otaviano Ferreira, nº 1085, Cidade Nova
Noroeste Escola Estadual Pe. Eustáquio: Rua Cesário Alvim, nº 927, Pe. Eustáquio
Norte Escola Estadual Profa. Inês Geralda: Rua Mª Martins, nº 550, Celestino
Oeste Escola Estadual São Bento: Rua Diorita, nº 112, Prado
Pampulha Particular – Rouxinol: Alameda das Falcatas, nº1132, São Luís Venda nova Escola Municipal Moysés Kalil: Rua Afonso Pereira da Silva, nº
10, Mantiqueira
5.6 Elenco de variáveis
Prevalência, gravidade e impacto da dor de dente (variáveis dependentes) foram confrontadas com as seguintes variáveis independentes, demonstradas no QUADRO 1:
QUADRO 1 – Definição e categorizações das variáveis utilizadas Tipo de variável Desmembramento da variável Agrupamento e categorizações
Gênero Sexo - Masculino
- Feminino
Grau de escolaridade
materna
Anos de estudo formal realizados, com
sucesso, pela mãe
- 0 a 3 anos - 4 a 7 anos - 8 a 11 anos - 12 ou mais anos Grupo econômico Critério de classificação econômica Brasil/ANEP - A1, A2 = alto - B1, B2 = médio - C, D e E = baixo Condição clínica bucal - Processos patológicos - Processos fisiológicos - Alterações dentárias, periodontais, da mucosa ou ortodônticas
- Erupção ou esfoliação dentária