• No results found

Kapittelet presenterer visjonen for løsningen, og drøfter de ulike alternativene for tverrprofilløsning på Revheimsveien, med

Na psicologia comportamental cognitiva, é fundamental a distinção – criada pelo matemático George Polya – entre algoritmos e heurísticas.

Os algoritmos [gr. αριθµός = “quantidade”] são estratégias que garantem a solução e oferecem resultados infalivelmente corretos, ainda que não se compreenda por que elas funcionam. Trata-se, enfim, de receitas que mostram pari passu o procedimento necessário à resolução de um problema (e.g., regras para que se realizem operações de divisão do tipo 240/30; sequência finita de instruções para que se encontre o máximo divisor comum entre dois números inteiros diferentes de zero). Pode-se descobrir o cumprimento do terceiro lado de um triângulo retângulo usando a fórmula a2 + b2 = c2, ainda que não se tenha a menor noção dos princípios matemáticos por trás da fórmula. A troca eficiente de um pneu, p. ex., obedece a um algoritmo: 1) desligar o automóvel; 2) apanhar as ferramentas (chave e macaco); 3) pegar o estepe; 4) suspender o automóvel com o macaco; 5) desenroscar os quatro parafusos do pneu furado; 6) colocar o estepe; 7) enroscar os parafusos; 8) baixar o carro com o macaco; 9) guardas as ferramentas.

53

Sobre recentes avanços metodológicos da psicologia, v., p. ex. ATKINSON, Rita L., ATKINSON, Richard C., SMITH, Edward E. e BEM, Daryl J. Ob. Cit., p. 612-613.

54

A respeito do “dualismo da psicologia”: GEMELLI, Agostinho e ZUNINI, Giorgio. Introdução à psicologia, p. 51-82. João de Souza Ferraz fala chega a falar em “psicologia subjetiva” [= psicologia tradicional, da vida interior, dos fenômenos do mundo interno, baseada na introspecção] e “psicologia objetiva” [= psicologia da conduta, do comportamento, das manifestações externas, baseada na extrospecção] (Psicologia humana, p. 51- 67.).

Em contrapartida, as heurísticas [gr. ευρ σκω = “descubro”] são procedimentos de simplificação mental. Deles se utiliza inevitavelmente a mente humana para processar informações complexas vindas do exterior e possibilitar a tomada de decisões de forma eficiente. Trata-se de juízos intuitivos, não fundamentados, baseados em conhecimento parcial, experiência ou suposições, que às vezes são corretos e às vezes são errados, sem haver uma segurança lógica absoluta55. Nesse sentido, produzem-se “atalhos cognitivos” [cognitive shortcuts] ou “regras de ouro” [rules of thumb], a partir das quais as pessoas realizam julgamentos simplificados sem que tenham de tomar em consideração todas as informações relevantes e contando apenas com um conjunto limitado de pistas. É relevante sublinhar que as heurísticas surgem porque termos recursos cognitivos e motivacionais limitados, razão pela qual precisamos usá-los de forma eficiente e rápida para lograrmos decisões cotidianas56. Porém, embora elas geralmente contribuam para a nossa vida diária, às vezes as heurísticas resultam em desvios sistemáticos e previsíveis, que levam a decisões sub- ótimas57.

Tudo isso porque a mente não funciona como uma câmera58. Na realidade, como é bem pontuado por Jeffrey J. Rachlinski e Cynthia R. Farina, a premissa central da teoria psicológica cognitiva é o entendimento de que o cérebro humano funciona como um limitado processador de informações, que não pode gerir com sucesso todos os estímulos que cruzam o

55

Sobre a distinção entre algoritmos e heurísticas: BARON, Jonathan. “Heuristics and biases”, p. 10; FARIÑA, Francisca, ARCE, Ramón e NOVO, Mercedes. “Heurístico de anclaje en las decisiones judiciales”, p. 39; KOHAN, Nuria Cortada. “Los sesgos cognitivos en la tomada de decisiones”, p. 69.

56

Sobre uma evolução semântico-científico do termo “heurística”, v. ENGEL, Christoph e GIGERENZER, Gerd. “Law and heuristics”, p. 2: “What is heuristics? Why would anyone rely on heuristics? The term heuristics

is of Greek origin and means ‘serving to find out or discover’. In the title of his Nobel Prize-winning paper of 1905, Einstein used the term heuristic to indicate an ideia that considered incomplete, due to the limits of our knowledge, but useful. For the Stanford mathematician Polya (1954), heuristic thinking was a indispensble as analytical thinking of problems that cannot be solved by the calculus or probability theory – for instance, how to find a mathematical proof. The advent of computer programming gave heuristics a new prominence. It became clear that most problems of importance are computationally intractable; that is, we do not know the optimal (best) solution, nor do we know a method for how to find it. The Gestalt psychology of the first half of the twentieth century used the term heuristic in the original Greek meaning to describe exploratory behavior, such as looking around and searching for information. Herbert A. Simon and Allen Newell conceptualized and partly formalized this approach in terms of search heuristics that find a reasonable solution in a huge search space, such as in chess. Heuristics were introduced in chess and artificial intelligence to make computers as smart as humans. In the analysis of experimental games, a simples heuristic called Tit-for-tat won two computer tournaments against sophisticated competitors (Axelrod 1984). In the 1970s, however, the term heuristics became negatively tainted in other fields. Heuristics were introduced to explain why humans are not smart, and the term heuristics and biases came into use (Tversky and Kahneman 1974). Economists and lawyers were first exposed to the latter, rather than to the heuristics of artificial intelligence or of the adaptative decision maker (Payne et al. 1993)”.

57

Cf. FRASER-MACKENZIE, Peter A. F. e DROR, Itiel E. “Cognitive biases in human perception, judgment, and decision making”, p. 53.

58

Cf. GUTHRIE, Chris, RACHLINSKI, Jeffrey J. e WISTRICH, Andrew J. “Blinking on the bench”, p. 1; HILLMAN, Robert A. “The limits of behavioral decision theory in legal analysis”, p. 87; PEER, Eyal e GAMLIEL, Eyal. “Heuristics and biases in judicial decisions”, p. 114.

seu limiar de percepção. A complexidade de múltiplas tarefas excede a capacidade do cérebro de processar informações e, como resultado, os decisores são impelidos a cometer erros. Todavia, as pessoas efetivamente “negociam” com o meio ambiente na maioria do tempo. Para executarem bem os seus afazeres diários, os seres humanos devem alocar seus escassos recursos cognitivos de forma eficiente, razão por que eles devem ignorar a informação que não é importante e prestar muita atenção à informação que é 59.

A complexidade processada pela mente humana aumenta, ao tomar-se uma decisão, quando se está diante de uma dúvida, um conflito ou uma incerteza. Sob absoluto estado de certeza e sob absoluto estado de ignorância a tomada de decisão não se revela problemática. No entanto, a questão torna-se mais intricada quando a decisão é tomada sob uma situação de risco, em que o sujeito dispõe de alguma informação e a partir dela consegue avaliar tão apenas probabilidades (condenar um acusado, prever o resultado de uma eleição, antever o valor futuro do dólar, escolher uma escola para os filhos, prever o resultado de uma cirurgia etc.). Por isso, essas decisões são, em essência, “apostas” cujos resultados são conjuntamente determinados pela escolha individual e por algum procedimento aleatório específico. Nalguns casos, como nas apostas em jogos de dados, as probabilidades objetivas são exatamente conhecidas e é possível calcular a esperança matemática de ganhar ou perder. Já noutros casos, como nos investimentos em negócios ou em bolsa de valores, o cálculo dos benefícios somente se funda no conhecimento de estimativas subjetivas e aproximadas das probabilidades.