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Kapitalforvaltningen

In document 2003 Beretning og regnskap 2003 (sider 64-68)

Del II Oversikt over Norges Banks virksomhet

Kap 3 Kapitalforvaltningen

Actualmente existe uma grande quantidade de técnicas de reforço de estruturas de alvenaria antiga. Contudo, podem ser distinguidas consoante os materiais utilizados ou consoante os efeitos (Roque, 2002). Assim, quanto aos materiais, as técnicas de reforço podem ser distinguidas de (Roque, 2002):

 Técnicas tradicionais: empregam exclusivamente materiais e processos de construção idênticos aos originais;

 Técnicas modernas ou inovadoras: procuram adequar soluções mais eficientes que as tradicionais através do uso de materiais e equipamentos modernos.

Quanto aos efeitos, podem ser distinguidas de (Roque, 2002):

 Técnicas de reforço passivo: os reforços apenas funcionam para cargas superiores às correspondentes ao estado de equilíbrio em que a estrutura se encontra ou para deformações diferidas posteriores;

 Técnicas de reforço activo: estes reforços pressupõem uma modificação das condições de carga com reacção imediata da estrutura (alteração do estado de equilíbrio e de deformabilidade). As soluções pré-esforçadas são um exemplo claro de reforços activos.

A utilização de técnicas de reforço modernas é sem dúvida controversa, principalmente no que diz respeito à compatibilidade entre os materiais originais e os de reforço. Sem dúvida que as técnicas de reforço tradicionais são preferíveis a nível estético e cultural, contudo nem sempre é possível recorrer a estas técnicas, quer por falta de materiais idênticos aos originais (por exemplo argamassas ou madeiras), quer por falta de artesãos que façam a sua aplicação segundo os processos antigos originais, ou então por simples razões económicas. No entanto, o recurso a técnicas modernas deverá ser sempre bem ponderado. Uma situação típica, que requer o recurso a este tipo de técnicas, ocorre caso seja necessário um aumento muito significativo da resistência, permitido por materiais e processos construtivos modernos, mais eficientes que os originais, que geralmente não apresentam tal capacidade.

Em termos de reforço de estruturas que apresentem patologias associadas aos materiais, é recorrente utilizarem-se técnicas que melhorem as suas propriedades actuais, tais como a injecção, que permite uma melhoria da resistência da alvenaria de três panos e a consolidação do seu pano interno, ao serem preenchidos os vazios.

No caso de estruturas que apresentem patologias associadas ao comportamento estrutural, parcial ou global, é recorrente utilizarem-se técnicas de reforço, tais como refechamento das juntas com colocação de armaduras em problemas relacionados com fenómenos de fluência, soluções de cintagem dos elementos (pilares ou paredes de alvenaria) para uma redução das deformações da estrutura e uma melhoria no seu comportamento frágil, e no caso de paredes de múltiplos panos, podem ser utilizadas soluções de pregagens transversais para melhorar a ligação entre os panos.

De entre as várias técnicas de reforço estrutural de elementos de alvenaria antiga destacam-se:

 Injecção: é uma técnica bastante utilizada no reforço estrutural de paredes de alvenaria de três panos, que consiste em injectar, através de furos previamente realizados nos panos externos, caldas ou resinas fluidas, para preenchimento dos vazios interiores e/ou para selagem de fendas. Esta técnica permite um substancial aumento da resistência das paredes;

 Substituição de elementos degradados: substituição pontual de elementos degradados com desmonte e reconstrução da alvenaria (Roque, 2002);

 Rebocos armados: esta técnica consiste na colocação de uma armadura de reforço (malha de aço electrossoldada, rede de fibra de vidro, chapa de metal distendido, etc.) fixada à parede, por pequenas pregagens, e sobre a qual é projectada uma argamassa tradicional de revestimento. Pode ser aplicada de um ou de ambos os lados da parede, com a armadura ligada, ou não, transversalmente. É uma solução, tal como o encamisamento, bastante invasiva, pelo que apenas deverá ser utilizada caso não haja alternativa (Roque, 2002);

 Encamisamento (“jacketing”): consiste na aplicação de uma camada de recobrimento, em betão armado, de maior espessura que um reboco convencional e com características mecânicas que vão além das do simples recobrimento (Roque, 2002). É uma solução bastante invasiva;

 Refechamento das juntas: consiste na reposição ou substituição da argamassa original das juntas, por uma argamassa de melhores características em termos mecânicos e de durabilidade (Valluzzi et al., 2001). Esta técnica pode ser utilizada juntamente com a introdução de armaduras nas juntas horizontais, no caso de alvenaria de junta regular, no controlo da fendilhação associada a fenómenos de fluência, a assentamentos diferenciais das fundações, a acções térmicas, etc.;  Pregagens transversais: é uma técnica utilizada essencialmente em paredes de

panos múltiplos, que consiste na aplicação de barras de aço (com tratamento anti- corrosão) ou de materiais compósitos, transversalmente à parede e convenientemente dispostos. As barras (ou tirantes) podem ser fixos aos panos externos por meio de dispositivos para tal efeito ou através do atrito mobilizado ao longo do tirante e de uma calda de injecção localmente injectada;

 Reforço com materiais compósitos FRP: é uma técnica que tem gerado crescente interesse pelas boas características mecânicas que estes materiais apresentam, sendo uma técnica utilizada sobretudo em alvenaria nova, ou seja, alvenaria com geometria regular. Esta técnica consiste na aplicação de materiais poliméricos reforçados com fibras de carbono, de vidro ou aramida, colados às paredes (suporte) com resinas de elevado desempenho.

 Pré-esforço: pode ser colocado externamente ou internamente à alvenaria, sendo indicado para corrigir zonas críticas com esforços de tracção, controlar deformação e fendilhação e para absorver o impulso de arcos;

 Soluções mistas: em que várias técnicas podem ser aplicadas simultaneamente, por exemplo, a aplicação da injecção e pregagens transversais.

Do ponto de vista dos princípios de intervenção, nomeadamente o princípio da intervenção mínima e das questões relacionadas com a compatibilidade de materiais e durabilidade, as técnicas que actualmente se mostram menos agressivas para com estes são a injecção, aplicação de pregagens, pré-esforço e refechamento das juntas. Daí que tenham sido realizados vários estudos nos últimos anos visando a melhoria destas técnicas, principalmente a questão dos materiais a utilizar (compatibilidade e durabilidade) e os efeitos conseguidos na alvenaria antiga. Nas secções seguintes serão apresentadas as técnicas de reforço, referidas anteriormente, com maior pormenor.

In document 2003 Beretning og regnskap 2003 (sider 64-68)