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3. Rammeområde 6 – Innvandring, regional utvikling og bolig

3.3 Merknader fra komiteen til de enkelte kapitlene under rammeområde 6

3.3.4 Kap. 490 Utlendingsdirektoratet

De acordo com o conteúdo dos capítulos precedentes, a proposta de desenvolvimento de um sistema multicritério de apoio à avaliação da transferência de conhecimento nas IES para a Sociedade partiu da constatação da inexistência de um padrão global comum de medição ou sequer de um conceito comum de “transferência de conhecimento” entre as IES e os AE.

Face à complexidade existente de conceitos, modelos e perceções relativas à transferência de conhecimento, decorrente das diversas perspetivas por que esta tem sido encarada, consoante a ótica por que é analisada, o presente estudo teve por objetivo principal o desenvolvimento de um sistema multicritério de apoio à avaliação da transferência de conhecimento nas IES, partindo de uma estruturação do problema de decisão tendo em conta a perspetiva de diferentes atores – i.e. investigadores e empresários. Como tal, toda a informação com base na qual o sistema proposto assenta resultou da interação e da troca de experiências e perspetivas verificada entre os membros de um painel de especialistas na transferência de conhecimento (i.e. investigadores e agentes económicos, oriundos de diferentes áreas e sectores). A sua participação ativa permitiu o desenvolvimento do sistema de avaliação aqui apresentado e o output foi convertido num formulário que foi validado antes de ter sido enviado para as IES públicas nacionais (i.e. universidades e institutos politécnicos).

A população respondente aproximou-se, efetivamente, do universo, já que das 33 IES públicas, para onde foi remetido o formulário, apenas uma não respondeu, justificando não ter os dados sistematizados. Importa ter presente, no entanto, que as características deste sistema de avaliação são relativas ao ensino superior público português, estando os resultados dependentes deste enquadramento, assim como dos próprios decisores, de cuja interação resultou o formulário aplicado às IES. De resto, tendo em conta a sua base epistemológica construtivista, este sistema não pretende alcançar uma solução ótima, mas antes uma “solução adequada” e adaptada à realidade e ao contexto existentes.

Face ao exposto, considera-se que o objetivo principal proposto foi alcançado, tendo sido possível estabelecer, para além de um ranking das IES, uma comparação entre as IES do Litoral e as do Interior. Nesse sentido, o sistema de avaliação desenvolvido revelou-se um instrumento útil para a gestão estratégica das próprias IES, detendo potencial para impulsionar a crescente conetividade entre IES e AE.

- 145 - Relativamente à abordagem metodológica aplicada, poder-se-á apontar como limitações: (1) a disponibilidade e a necessidade de articulação de agenda, por parte dos decisores, para que fosse possível o agendamento das reuniões presenciais de grupo; (2) dificuldade em alcançar consensos entre os decisores em determinadas fases do processo; e (3) o facto do período mais produtivo das sessões coincidir com o final das mesmas, acusando os participantes, nessa altura, algum cansaço. Em particular, no que à aplicação da abordagem SODA diz respeito, os principais obstáculos que se apontam são: (1) a dispersão pelos decisores para outro tipo de temáticas adjacentes e a necessidade de manutenção constante, pelo facilitador, do foco no problema de decisão; (2) a dificuldade em isolar os critérios nos post-its; e (3) a necessidade de garantir que se obtiveram todas as perspetivas relevantes do problema de decisão. Em relação à metodologia MACBETH, as principais dificuldades prenderam-se com: (1) a definição dos descritores, principalmente quando existe negatividade associada ao critério; e (2) a obtenção dos intervalos de valores nas escalas locais.

Em termos de recomendações, apesar da solidez dos resultados alcançados, reforçados pelas análises de sensibilidade e robustez desenvolvidas, importa lembrar que o sistema de avaliação desenvolvido assume uma natureza idiossincrática e orientada para o processo, significando isto que os resultados alcançados poderiam ser diferentes se as sessões fossem mais longas e/ou os agentes envolvidos fossem outros. Em termos de generalização dos resultados, isto significa que não podem ser extrapolados para outros contextos sem as devidas adaptações. Ainda assim, os processos metodológicos seguidos neste estudo podem ser replicados e, quando devidamente ajustados, funcionam bem com outros agentes ou contextos. Com efeito, o uso integrado de mapas cognitivos com a técnica MACBETH deve ser visto, com vantagens, como um instrumento de apoio à decisão capaz de avaliar local e globalmente IES e formular recomendações bem orientadas para a melhoria da sua performance no âmbito da transferência de conhecimento.

Sinopse do Capítulo VII

Este último capítulo materializou as duas últimas fases da aplicação da análise MCDA: a fase avaliação e a fase de recomendações. Com efeito, na segunda sessão de trabalho em grupo, os decisores ordenaram os PVFs em função da sua atratividade global em relação à transferência de conhecimento, dando lugar ao preenchimento de uma matriz de comparações parietárias. De seguida, com o objetivo de quantificar as diferenças de atratividade entre os PVFs, foi solicitado aos decisores que projetassem os seus juízos de valor com base nas categorias semânticas da abordagem MACBETH (i.e. nula; fraca; muito fraca; moderada; forte; muito forte e extrema). Após o preenchimento da matriz, a importância dos PVFs revelou a seguinte ordem: PVF01 (28.21%); PVF03 (25.64%); PVF04 (19.23%); PVF05 (14.10%); PVF06 (11.54%); e PVF02 (1.28%). Como na segunda sessão os descritores de cada PVF tinham sido construídos e validados pelo grupo de decisores, a terceira sessão decorreu entre a facilitadora e um representante do grupo, escolhido pelo seu grau de envolvimento nas sessões anteriores e por ser o elemento com melhor perfil para representar a perspetiva das empresas (i.e. o recetor do conhecimento). Nessa terceira sessão, foi realizado o mesmo tipo de análise que tinha sido efetuada em relação aos PVFs mas, desta feita, em relação aos níveis de descritores de cada PVF. Isto permitiu obter funções de valor para cada PVF, as quais atribuíram a classificação de 100 e 0 pontos ao nível de referência Bom e ao nível de referência Neutro, respetivamente. Com este processo efetuado para cada um dos descritores de cada um dos PVFs, obtiveram-se escalas de preferências locais, que permitiram desenvolver um formulário que foi respondido por dezassete instituições de ensino universitário (i.e. as Alphas) e quinze instituições de ensino superior politécnico (i.e. as Deltas). Após a obtenção dos resultados, procedeu- se à agregação das avaliações parciais recorrendo a um modelo de agregação aditiva simples, algo que permitiu a ordenação das IES em termos de transferência de conhecimento. Das análise feitas, foi ainda possível identificar as IES com melhor e a pior performance, assim como conhecer, com segurança, o perfil de cada uma e quais os PVFs onde poderiam ser melhoradas. Procedeu-se ainda a análises separadas de IES do Litoral e de IES do Interior do país. Para complementar o estudo, foram também realizadas análises de sensibilidade e de robustez, tendo sido possível concluir que o sistema desenvolvido é robusto e coerente. Por fim, foram feitas algumas recomendações relativas à natureza idiossincrática e processual do sistema de avaliação desenvolvido.

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CONCLUSÃO GERAL