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8. Høyere utdanning

8.1 Kap. 260 Universiteter og høyskoler

Após a análise detalhada de todos os artigos apresentados no Anexo A.1, verificou-se que estes apresentam certas limitações, que devem ser ultrapassadas em estudos futuros. Estas limitações passam pela inexistência de determinados tópicos, que devem ser estudados, abordados com detalhe e destacados nos estudos. Os tópicos são as seguintes,

1) Padrão de Marcha e Postura: o modo como o utilizador agarra o dispositivo, a in- clinação do tronco, a quantidade de carga suportada pelo andarilho e a sequência de movimento dos membros superiores e inferiores deverá ser estudada em mai- or detalhe para diferentes tipos de desordens na marcha;

2) Força dos utilizadores: avaliação da força necessária para manobrar, elevar e em- purrar os diferentes tipos de andarilho, de forma a ajudar a selecionar o andarilho mais adequado ou então concluir que a pessoa deveria utilizar outro dispositivo de assistência, como bengala, muletas ou cadeira de rodas;

3) Discussão dos resultados biomecânicos: estudo, avaliação e discussão com os te- rapeutas acerca das consequências funcionais, da avaliação clínica das alterações biomecânicas e dos efeitos a longo termo da utilização do andarilho, de modo a conhecer as indicações para a utilização deste dispositivo;

4) Amostra do estudo limitada: a grande maioria dos estudos apresenta um número reduzido de participantes. O número aconselhável deverá estar relacionado com o tipo de problema estudado e da prevalência deste no país do estudo (Naing et al. 2006);

5) Gravação e análise dos vídeos: necessidade do desenvolvimento de algoritmos au- tomatizados que consigam analisar as gravações de vídeo;

6) Falta de técnicas de análise de marcha e de percursos de teste padrão: há uma necessidade de definir e selecionar as técnicas de análise mais apropriadas e os protocolos para medição de parâmetros ambulatórios, de forma atingir uma avali- ação padrão;

7) Pequena variedade do tipo de desordens estudadas: jovens e idosos saudáveis, pacientes com Parkinson e DPOC, são as desordens mais estudadas. Há necessi- dade abordar pacientes com outro tipo de limitações, como por exemplo, de baixo nível cognitivo e com outros tipos de marcha – marcha atáxica, após cirurgia do quadril e miopatia severa. É necessário selecionar as desordens para as quais se recomenda a utilização do andarilho e as respetivas modificações que se espera observar;

8) Falta de estudos sobre a atenção requerida, relativamente ao tempo de prática com o andarilho: realização de exames longitudinais para o avaliação das altera- ções da exigência de atenção, à medida que os utilizadores vão adquirindo habili- dade para a utilização do andarilho. Desta forma, tornava-se possível a determina- ção do tempo necessário de prática, para que se conseguisse garantir segurança ao utilizador;

9) Poucos estudos que aplicam perturbações ao longo da marcha; 10) Realização de estudos em ambientes exteriores;

11) Pouco detalhe na informação dos participantes: dados demográficos, critérios de inclusão e exclusão no estudo, incluindo a toma ou não de medicação e de que tipo e o consentimento por parte dos participantes;

12) Falta de especificação dos géneros dos participantes nos estudos, em alguns ca- sos estudam apenas um género;

13) Poucos estudos se focam sobre os andarilhos de 2 e 3 rodas;

Os resultados desta pesquisa sugerem que é necessária mais investigação para melhorar o design dos dispositivos de assistência à marcha. Além disso, é essencial a recolha de mais informação sobre os fatores que contribuem para o risco de queda, para que se consiga defi- nir estratégias de prevenção de quedas.

Com base no estudo efetuado, pode-se concluir que para uma correta prescrição de um andarilho é necessário ter em consideração os seguintes 3 passos:

1. Seleção do dispositivo apropriado, a qual depende da força, resistência, função cognitiva, visão, equilíbrio do paciente e exigências do ambiente em redor;

2. Instruir devidamente o paciente:

a. Ambos os pés devem estar entre as pernas ou rodas traseiras do andari- lho;

b. Postura correta sem inclinação do tronco para a frente ou para o lado; c. Ter o tempo necessário para contornar uma curva;

d. Definir um determinado padrão de marcha para o utilizador aprender; 3. Monitorização

a. Terapeutas devem frequentemente avaliar se o dispositivo está ou é apro- priado;

b. Manutenção do andarilho (altura apropriada, verificação das pontas do andarilho, rodas, travões, entre outros);

Através desta análise e revisão dos artigos baseados no estudo de andarilhos, foi possível estabelecer os diversos objetivos desta dissertação por forma a colmatar algumas das limita- ções mencionadas anteriormente. Sendo assim, foi escolhido como foco deste trabalho o an- darilho de 4 rodas, ao qual foi adicionado dois suportes de antebraço, com fim no estudo e confirmação da sua utilidade como uma ferramenta de compensação à marcha tanto em mo- do contínuo como durante a fase de reabilitação. Além disso, pretende-se confirmar se os su- portes de antebraços tornam o dispositivo mais seguro e confortável. Para tal, foram selecio- nados pacientes diagnosticados com Osteoartrose no joelho e sujeitos a uma Artroplastia total

no joelho para analisar o efeito que este dispositivo pode ter neste tipo de pacientes numa fase pós operatória, durante a fase de recuperação. A título de comparação e com o objetivo de avaliar se o andarilho aqui proposto produz ou não melhores efeitos na marcha, este estu- do será realizado com diferentes dispositivos de assistência à marcha (muletas e andarilho de 4 pontas), adicionalmente ao de 4 rodas com suporte de antebraços. Como protocolo, foi defi- nido que o teste consistirá em percorrer 9 m com os diferentes dispositivos de marcha em duas diferentes fases de tempo após a cirurgia. Para o estudo do efeito dos dispositivos no paciente será avaliado o ciclo de marcha, a deteção de eventos da marcha e alguns parâme- tros espácio-temporais pela colocação de um sensor inercial no tornozelo do lado onde ocor- reu a cirurgia e, ainda, a avaliação da postura e do risco de queda do paciente através de um sensor inercial localizado ao nível do quadril. Desta forma, consegue-se obter uma avaliação detalhada e objetiva do comportamento do paciente com os diferentes dispositivos. Para além dos dados sensoriais, é utilizada uma câmara de vídeo e uma avaliação observacional da mar- cha para cada teste. Como foi exposto anteriormente, todos os estudos que se debruçam so- bre estas problemáticas, nenhum estudou a deteção de parâmetros da marcha com a utiliza- ção de um dispositivo de assistência, atendendo ao conhecimento do autor. Assim, este torna- se um dos pontos fulcrais do trabalho, a deteção desses parâmetros em marcha assistida.

Adicionalmente, pretende-se elaborar um sistema sensorial de avaliação da segurança do utilizador aquando o uso do andarilho de 4 rodas com suporte de antebraços, integrado no próprio andarilho, com intuito de deteção de quedas, instabilidade postural, entre outras con- dições. Este sistema será constituído por dois sensores de força, dispostos no suporte de an- tebraços, um sensor infravermelho, colocado no andarilho nivelado com o peito do utilizador e dois sensores inerciais, no tornozelo e no quadril.

Relativamente aos pontos mencionados anteriormente, com este trabalho será abordada a força que a pessoa aplica no dispositivo e algumas considerações para a utilização do andari- lho, o que vai ligeiramente de encontro ao ponto 2 e 3, respetivamente. Em termos dos parti- cipantes pós-operatórios, será conseguida uma amostra considerada de pacientes, dadas as condições facultadas (ponto 4) e será tido em consideração os seus dados demográficos e géneros (pontos 11 e 12). Considera-se que o teste realizado com os pacientes seja o melhor para os objetivos que se pretendem, o que vai de encontro ao ponto 6 e, para além disso, to- dos os testes são gravados por uma câmara de vídeo, excetuando a parte da implementação de algoritmos automatizados (ponto 5).