4. Kommunal- og moderniseringsdepartementet – IKT-politikk. Budsjettkapitler og
4.2 Kap. 542 Internasjonalt IKT-samarbeid og utviklingsprogram
Como observado um dos aspetos mais marcante dos resultados diz respeito ao aumento repentino no consumo no início do novo século, contra a tendência ligeiramente decrescente nas décadas anteriores. Este aumento parece inverter novamente nos últimos anos, um facto claramente traduzido no comportamento observado nas curvas do gráfico 12 (pág. 26). Pode ser exagerado para cunhar este aumento repentino como um "pico", mas de qualquer maneira o que se observa no período de 2000-2010 é a ação de uma nova força motriz que tem impulsionado acentuadamente o consumo de materiais a nível global.
Pode verificar-se que a nova força motriz foi a modernização da China, um processo que começou lentamente na década de 1980, mas acelerou enormemente na década de 1990, com especial ênfase em 1992 onde o crescimento anual do PIB da China atingiu a incrível marca de 14,3%. Após um ligeiro declínio na segunda metade da década de 1990, a produção da China continuou a assistir a um crescimento inabalável na primeira década do século XXI mantendo a marca de dois dígitos durante a maior parte deste período. Em 2010, a China tornou-se a segunda maior economia do mundo, mais que duplicando a registada no Japão. O gráfico seguinte mostra comparativamente a taxa de crescimento anual para a China, para os EUA e para o Mundo. É de notar que, mesmo durante a instalada crise económica mundial, o crescimento económico entre 2008-2009 da China foi mantido a taxas acima de 9%.
Entre o ano de 1980 e o de 2010, a China passou por quatro duplicações sucessivas da sua economia e isso evidentemente, implicou um aumento idêntico de todos os fluxos de materiais e consequentemente a necessidade de recorrer a maciças importações. Este crescimento sem precedentes envolveu igualmente a criação de uma imensa rede de infraestruturas tendo provocado uma enorme expansão da construção civil - sem dúvida a maior expansão do mundo registada no setor da habitação, em edifícios comerciais, nas indústrias, nas estradas, nas pontes, em escolas, entre outros, que acarretava consigo uma enorme procura por materiais de construção.
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A China tornou-se não só na maior economia do terceiro mundo, mas também num dos principais fabricantes e importadores de matérias-primas a nível global.
Fonte: Banco Mundial, 2016
Gráfico 14. Taxa de crescimento percentual anual do PIB a preços de mercado com base na moeda local constante
Este enorme crescimento afetou a economia mundial e reduziu qualquer tendência de desmaterialização que poderia estar a ocorrer na segunda metade do século XX. Conforme mencionado na seção 1.3. Métodos e dados (pág.15) foi selecionado o caso do cimento para demonstrar esse impacto, comparando a procura deste material por parte da China, dos EUA e do mundo, o qual contribui com uma quota de quase 20% do conjunto dos 114 materiais selecionados nesta investigação. O cimento é por excelência um material de construção, necessário para fazer betão, e por esse motivo tem uma única aplicação, ao invés de outros materiais analisados, cujas aplicações industriais são dispersas por um elevado número de produtos. Este facto faz com que a sua análise relativamente ao consumo/produção a nível de uma nação ou região seja simplificado, sendo muito mais simples para a recolha de dados sobre as importações e exportações, do que no caso, por exemplo, dos plásticos que se torna bastante mais complexo em consequência de serem utilizados numa infinidade de produtos.
Smil (2014) cita uma comparação bastante interessante que ilustra a escalada de "betonização" da China: "O consumo de cimento nos EUA totalizou cerca de 4,56 Gt durante todo o século XX - enquanto a China utilizou mais cimento (4,9 Gt) em novas construções em apenas três anos (entre 2008 e 2010), e no período compreendido entre 2009 e 2011 utilizou ainda mais, 5,5 Gt ". O gráfico 15, na página seguinte mostra a comparação entre a produção de cimento a nível global com e sem a China entre o ano de 1990 e o de 2015. A produção chinesa em 2015 corresponde a cerca de 57% da mundial; sendo evidente que a sua influência tem contribuído significativamente para o total global. A subtração da produção deste país aos índices verificados a nível mundial traduz-se num crescimento praticamente linear com uma taxa de crescimento de cerca de 40 Mt por ano.
( 5,00) - 5,00 10,00 15,00 1990 1995 2000 2005 2010 2015 Per ce nta gem (%)
Taxa anual de crescimento do PIB
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Gráfico 15. Comparativo na produção de cimento – do total mundial, do total na China e do mundial sem a China.
O gráfico 16 proporciona uma comparação entre a produção total de cimento da China e do próprio consumo entre 1990 e 2015, obtidos através da subtração das exportações à produção total do país; podendo constatar-se que a diferença é residual, ou seja, praticamente toda a produção foi consumida na construção e infraestruturas a nível interno.
Gráfico 16. Diferença residual entre produção e consumo de cimento na China.
O gráfico 17 exemplifica graficamente o consumo per capita de cimento nos EUA, na China e no mundo (sem a China e sem os EUA) no período compreendido entre 1990 e 2015. Para a determinação do consumo per capita nos EUA foi considerado o consumo líquido, ou seja, a diferença entre a produção total, tendo em consideração as importações e as exportações. Como pode ser observado o consumo per capita na China quintuplicou entre o ano de 1994 e o de 2015, enquanto o consumo nos EUA e no mundo não mudou muito significativamente, sendo de salientar que o consumo nos EUA inclusivamente registou uma
y = 4E+07x + 7E+08 0,0E+00 5,0E+08 1,0E+09 1,5E+09 2,0E+09 2,5E+09 3,0E+09 3,5E+09 4,0E+09 4,5E+09 1990 1995 2000 2005 2010 2015 Ton el ad as m ét ric as ( t)
Comparativo da produção de cimento
Mundo China Mundo-China Linear (Mundo-China)
0,00E+00 5,00E+08 1,00E+09 1,50E+09 2,00E+09 2,50E+09 3,00E+09 1990 1995 2000 2005 2010 2015 T onela da s m ét ri ca s (t )
Comparativo entre a produção e o consumo de cimento na China
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ligeira diminuição. Em 2015, cada chinês consumia em média cerca de 1,8 kg de cimento, enquanto cada americano se restringia a 0,29 kg, ou seja, praticamente 6,2 vezes mais!
Naturalmente, um crescimento tão pronunciado advém de um boom na construção que impulsionou o consumo e as importações e num aumento da procura de outros materiais utilizados na construção, como a cal, o aço, o ferro, o alumínio, entre outros, assim como os minerais e rochas correspondentes e necessários para a sua produção. Para estas e outras matérias-primas obtêm-se resultados muito similares, ou seja, um acentuado aumento do consumo registado na China na primeira década deste século.
Gráfico 17. Consumo de cimento per capita nos EUA, na China e no resto do mundo (sem a China e os EUA).
Concluindo, a modernização da China provocou um desequilíbrio muito significativo no contexto global da materialização versus desmaterialização. Os resultados demonstram que este país utiliza uma maior quantidade de materiais per capita, em virtude dos seus cidadãos usufruírem de maiores rendimentos o que aumenta o seu poder de compra e lhes permite adquirir melhores habitações elevando assim os seus padrões de vida. Não obstante, este padrão não é eterno já que diminuirá à medida que as necessidades existentes sejam satisfeitas ou colmatadas. O último segmento do gráfico 17 (2014-2015) sugere precisamente que esse efeito possa estar a ocorrer atualmente. No entanto, a extensão em que serão substituídos por outras economias em rápido crescimento (como o exemplo da Índia, entre outros) que emergem em direção a padrões de vida mais elevados é uma incógnita, mas fundamental para os resultados futuros na desmaterialização.
0 0,2 0,4 0,6 0,8 1 1,2 1,4 1,6 1,8 2 1990 1995 2000 2005 2010 2015
Consumo de cimento per capita