3. Rammeområde 13 – Miljø
3.2 Komiteens merknader til de enkelte budsjettkapitler og poster under rammeområde 13
3.2.13 Kap. 1428 Enova SF
Sessão nº: 7
Data: 5 de Fevereiro de 2014 (Quarta-Feira, das 10h às 11h) Público-Alvo: Alunos do CATL - 5º Ano
Temática: “O nosso grupo EM DIÁLOGO” e “Educação e Cidadania”.
Atividade(s) prevista(s)
Nome Descrição da Atividade Objetivos da Atividade Duração Material
Con clu são da at ividad e da s es são an ter ior – “ Gru po : u m ve ícu lo p ara re gr as e va lo res ”
A mediadora deverá iniciar a sessão apresentando o cartaz “O nosso grupo EM DIÁLOGO”, que já tem vindo a ser trabalhado em sessões anteriores. Desta vez, o cartaz tem incluído as regras e valores que os alunos identificaram na atividade “Grupo: um veículo para regras e valores”. Com o auxílio do cartaz, a mediadora deve fazer referência e frisar mais uma vez a importância destes assuntos para a boa gestão e convivência de um grupo, seja ele qual for. Este cartaz, tal como todas as atividades elaboradas neste espaço, será fotografado e publicado no blog lacosfvg.blogspot.com. Desta forma, os alunos intervenientes poderão mostrar aos pais os trabalhos que têm feito no âmbito das sessões do projeto “Em diálogo, um espaço aberto à mediação”.
(1) Relembrar e reforçar as aprendizagens e conceitos que têm vindo a ser trabalhados ao longo das sessões (grupo, regras, valores, qualidades, defeitos, etc).
(2) Valorizar o trabalho e empenho dos alunos.
10
125 In tro du çã o da tem át ic a da s es sã o: Edu ca çã o e Cid ad an ia .
Para introduzir a nova temática a mediadora deve fomentar o diálogo, questionando o grupo sobre o que sabem sobre estes conceitos. Para além disso deve auscultar junto dos alunos questões como “O que é ser cidadão?”, “O que é a Cidadania?”, “Como se gere a Sociedade?”, “A educação é importante para isso?”. A intenção é que seja gerado um debate e que questões semelhantes sejam levadas a discussão entre alunos-alunos e alunos-mediadora.
(1) Estimular a capacidade de diálogo e de argumentação;
(2) Auscultar os conhecimentos dos alunos sobre a temática;
(3) Dotar os alunos de conhecimentos (teóricos e práticos), relacionados com a educação e cidadania/cidadãos, bem como com a relação entre ambos os conceitos.
10 minutos --- “Jo rn alis ta em di álo go ”
A mediadora deve solicitar que os alunos se agrupem aos pares. Posteriormente explica a tarefa: cada aluno interpretará o papel de um jornalista e de um entrevistado. Ou sejam, em grupos de dois, irão fazer um entrevista, bem como irão ser eles mesmos os entrevistados. A mediadora disponibilizará um guião com apenas três questões base, de forma a ser possível comparar respostas e retirar conclusões. Os alunos deverão fazer, no mínimo, mais uma pergunta e devem anotar as respostas dos colegas. O tema da entrevista obedecerá à temática, embora focada nos direitos e deveres das crianças e do cidadão. No fim, e visando o empenho de todos os intervenientes, a mediadora deve informar que com as suas respostas irá elaborar um documento intitulado de “Direitos e Deveres à luz dos alunos do 5º ano do CATL da FVG”, que será distribuído na próxima sessão para eles mostrarem aos seus pais ou afixarem num local apropriado.
(1) Estimular o trabalho em grupo;
(2) Fomentar o diálogo e a capacidade de produzir uma entrevista;
(3) Trabalhar a inversão de papeis, de forma a facilitar a compreensão da posição do “outro” (evitando comentários como “se eu fosse o jornalista fazia melhor”, uma vez que depois será ele o jornalista e experienciará as dificuldades de assumir esse papel);
(4) Auscultar os conhecimentos e consciência dos alunos sobre direitos e deveres das crianças e dos cidadãos;
(5) Informar os alunos dos seus direitos e deveres enquanto crianças e enquanto cidadãos.
126 Fa ço o u Nã o Faço ?
Aleatoriamente, os alunos deverão dar exemplos de atitudes e comportamentos que devem ou não devem ser praticados em sociedade, independentemente do contexto. Por exemplo, FAÇO: “Respeitar as filas de espera”; NÃO FAÇO – “Cometer atos de vandalismo como partir o vidro de uma loja”.
(1) Promover o diálogo e a capacidade de reflexão sobre atos do quotidiano;
(2) Estimular a consciência prática do “correto” e “errado”, do “bom” e do “mau”, do “socialmente aceite” e do “socialmente reprovado”;
(3) Estimular o espírito crítico dos alunos (“porque é que isso é bom/mau?”)
(4) Perceber que o que não gostamos que nos façam a nós, não devemos fazer aos outros.
10 minutos --- Vis ua liz aç ão de um víde o so br e Di rei to s e De ve
res Para terminar a sessão, a mediadora deve mostrar um pequeno vídeo sobre
Direitos e Deveres, para que os alunos consigam confrontar as suas respostas com a informação que o vídeo apresenta.
NOTA: Desenvolvimento da atividade condicionada por questões de tempo.
(1) Frisar as aprendizagens adquiridas, através da exibição de um pequeno vídeo;
(2) Confrontar e verificar as respostas dadas pelos alunos nas atividades desta sessão, relacionadas com a cidadania e a educação, com as respostas e informações que o vídeo apresenta.
5 minutos Computador e Vídeo.
NOTA: Os interesses e necessidades dos alunos serão sempre respeitados nestas sessões. O processo de negociação também estará presente, pelo que poderá condicionar o desenvolvimento das atividades previstas
127
Apêndice 8 – Planificação das sessões de formação em habilidades sociais, comunicacionais e de mediação (exemplo 2)
Sessão nº: 16
Data: 3 de Abril de 2014
Público-Alvo: Alunos do CATL - 6º Ano (Quinta-Feira, das 15h às 16h)
Temática: Sentimentos, estados e emoções: o eu e o(s) outro(s).
Atividade(s) prevista(s)
128 Ba ra lh o de Sen tim en to s
Esta atividade deverá ser previamente preparada pela mediadora. Para isso, esta deve elaborar um baralho de cartas, correspondendo a cada carta o nome de um sentimento, estado ou emoção. Cada aluno, à vez, irá retirar uma carta do baralho e dar um exemplo de uma situação (se possível real e já experienciada), que retrate esse sentimento, estado ou emoção. A imagem do baralho de cartas, como é rapidamente associada a um jogo, poderá promover uma maior adesão dos participantes, motivando-os e envolvendo-os na tarefa. Apesar de aparentar ser uma dinâmica de simples execução, pretende-se elevar o seu grau, complementando-a com o diálogo, a discussão grupal, a reflexão, entre outras habilidades e capacidades. Ou seja, os alunos, quando narrarem uma situação, devem levá-la a debate, refletindo sobre como agiram nessa situação (fundamentalmente se dela resultou algum conflito) e por sua vez, os colegas podem e devem opinar, colocar-se no papel do colega e refletir sobre como eles agiriam perante toda aquela condição. Os constrangimentos da situação narrada não devem ser esquecidos, tal como também deve ser tido em atenção o contexto no qual a situação ocorreu.
EXEMPLO: A carta selecionada tem o sentimento de “arrependimento”. Um aluno conta que, uma vez, teve uma confusão no recreio com um amigo. Chegou à sala de aula bastante nervoso e agitado. O professor chamou-o à atenção porque ele estava desatento e ele, precipitadamente e num ato irrefletido, fruto do estado de nervosismo, ofendeu o professor, em contexto de sala de aula. Perante este exemplo, o grupo de participantes, bem como o aluno protagonista da situação, devem refletir sobre esta atitude, como se sentiu o aluno imediatamente a seguir a ocorrência da mesma, se percebeu instantaneamente o erro cometido ou se foram os colegas a chamá-lo a atenção, o que aconteceria se fosse num contexto diferente, qual a responsabilização deste ato, etc.
(1) Refletir e reconhecer a pertinência e influência dos sentimentos, estados e emoções nas nossas atitudes diárias;
(2) Compreender o impacto dos sentimentos nas relações humanas/afetivas e na sociedade, contribuindo para a construção de uma cidadania democrática e educação para a paz, impulsionando a congruência entre valores que se pretendem incutir;
(3) Refletir sobre exemplos práticos e reais relacionados com a temática em foco, já experienciados pelos alunos (partilha de experiências);
(4) Compreender os sentimentos do “outro” e situações relacionadas com as emoções e os estados (p. ex. Porque é que ele/outro agiu dessa forma? Quais os motivos que podemos identificar? Estão eles relacionados com sentimentos, estados e emoções?);
(5) Contribuir para uma maior consciência e (co)responsabilização acerca das situações discutidas, como forma de prevenir futuros conflitos ou condutas nocivas;
(6) Relacionar a influência dos sentimentos com a geração de conflitos;
(7) Desenvolver e estimular competências e habilidades sociais, de comunicação, de reflexão, pensamento crítico e o diálogo.
30 minutos Baralho de Sentimentos (previamente elaborado
129 Tr ab alh o de Gru po : O q ue os n os so s olh os dize m
… Previamente a mediadora faz uma pesquisa de imagens de caras e expressões diferentes. Após imprimidas, devem ser levadas para a sessão. Nesta, solicita que
os alunos formem pequenos grupos com 3 elementos. Após os grupos estarem organizados e distribuídos pela sala (sentados frente a frente para facilitar a interaçao entre todos os intervenientes daquele grupo), distribui cópias das imagens recolhidas. As imagens que cada grupo tem para analisar devem ser iguais! A tarefa é apresentada: devem observar atentamente as imagens, refletir e discutir sobre elas e cooperativamente, devem fazer uma legenda da imagem, dar um título ou escrever uma fala/diálogo caso (a definir na sessão consoante interesses do grande grupo). Devem explorar a situação que poderá estar em causa, bem como qual o sentimento, estado ou emoção presente na imagem. No final da atividade, imagem a imagem, cada grupo apresenta o resultado final do seu trabalho, explicando quais as suas perspetivas e interpretações. No final da apresentação, todos os elementos do grupo devem tecer um comentário sobre como correu o trabalho em grupo, se houve um elemento que se destacou, se houve negociação de ideias para chegarem ao resultado final ou se algum elemento impôs a sua vontade, etc.
NOTA: O ideal é apresentar algumas imagens mais ambíguas e variadas para gerar discussão.
(1) Promover o desenvolvimento de habilidades sociais e comunicacionais, através das várias fases que compõem a atividade: a) numa primeira fase em grupo pequeno (que como foi escolhido por eles têm mais afinidades e por isso um maior à- vontade); e b) numa fase posterior na apresentação do seu trabalho ao grande grupo e à mediadora;
(2) Trabalhar o espírito de equipa, a negociação, a corresponsabilidade, promovendo ainda valores como a amizade, a entreajuda, a cooperação, o respeito e a autonomia durante a execução da atividade;
(3) Demonstrar que as mesmas imagens podem despertar interpretações de sentimentos, estados e emoções diferentes porém, apesar de distintas e
independentemente do nosso grau de
concordância, devemos respeitá-las.
130 In ter pre ta çã o de Mú sicas
A mediadora, antecipadamente deve fazer uma seleção de músicas, de géneros variados e desiguais (ex. fado, metal, de relaxamento, etc). Na sessão, deve reproduzir parte de todas as músicas da lista pesquisada (que não devem ser muitas, devem sim ser variadas). A música deve tocar, no mínimo, 20 segundos. Os alunos devem ouvi-la com atenção e no final devem escrever, individualmente e num papel que a mediadora fornecerá, o que lhes despertou essa música, numa só palavra. Após concluída esta tarefa, todos os intervenientes devem viram o seu papel e partilhar com os colegas o que escreveram. Devem mostrar, ao mesmo tempo, o que escreveram. Tal como em todas as atividades, será disponibilizado tempo para o diálogo e discussão. Será curioso discutir sentimentos, estados ou emoções bastante diferentes, despoletados pela mesma música (exemplo: fado pode despertar nu m aluno calma e noutro angústia).
NOTA: Atividade condicionada por falta de tempo.
(1) Estimular a capacidade de expressão dos sentimentos, estados e emoções numa só palavra, através da audição;
(2) Desenvolver a capacidade de argumentação e de justificação de opiniões, no caso, do sentimento, estado e emoção manifestado; (3) Demonstrar que as mesmas imagens podem despertar interpretações de sentimentos, estados e emoções diferentes porém, apesar de distintas e
independentemente do nosso grau de
concordância, devemos respeitá-las.
20/25
minutos Computador e Playlist.
NOTA1: Os interesses e necessidades dos alunos serão sempre respeitados nestas sessões. O processo de negociação também estará presente, pelo que poderá condicionar o desenvolvimento das atividades previstas.
131
Apêndice 9 – Planificação das sessões de formação em habilidades sociais, comunicacionais e de mediação (exemplo 3)
Sessão nº: 19
Data: 30 de Abril de 2014
Público-Alvo: Alunos do CATL - 5º Ano (Quarta-Feira, das 10h às 11h)
Temática: Em Diálogo sobre a escola: discussão e reflexão sobre o percurso escolar 2013/2014 (1º e 2º períodos).
Atividade(s) prevista(s)
Nome Descrição da Atividade Objetivos da Atividade Duração Material
At ualiz aç ão da s F ich as de Carat er izaç ão P es soa l, Soc iof am iliar e Educacion al
Para introdução da temática, os alunos deverão atualizar as fichas de Caraterização Pessoal, Sociofamiliar e Educacional, no que respeita o tópico VI - Resultados Escolares do Ano Letivo 2013/2014. Esta atividade será um bom ponto de partida para iniciar uma discussão reflexiva grupal em torno dos períodos escolares já concluídos.
(1) Obter um registo escrito sobre informações relacionadas com os alunos, no caso em específico sobre o percurso escolar de 2013/2014 dos alunos;
(2) Acompanhar a evolução dos alunos ao longo do ano lectivo 2013/2014;
(3) Auxiliar e favorecer a reflexão dos alunos sobre os seus resultados escolares.
15
132 Em diálog o sobr e o m eu pe rc urs o es colar 20 13 /2 01 4.
PARTE I: Após todos os alunos terem atualizado a Ficha de Caraterização Pessoal, Sociofamiliar e Educacional, será proposto que os intervenientes iniciem uma discussão reflexiva, baseada na compreensão mútua, entreajuda, diálogo e pensamento crítico sobre este ano letivo, nomeadamente sobre o 1º e 2º períodos. É importante que os intervenientes reflitam e tenham autoconsciência sobre comportamentos, atitudes e posturas ao longo deste tempo. Pretende-se que sinalizem o que correu de melhor ou pior, que por sua vez os fez obter os resultados escolares que anteriormente registaram (sejam eles positivos ou negativos). O objetivo é que a dinâmica seja gerada instintivamente e que todos os participantes consigam criar um espaço de reflexão sobre o seu percurso escolar 2013/2014 até ao momento. Por exemplo: o que podia ter corrido melhor? Porque não correu? Quais os fatores de (in)sucesso apontados? Como os colegas resolveriam determinados conflitos que condicionaram o sucesso dos outros companheiros? Quais as principais dificuldades e facilidades ao longo destes períodos? Quais as estratégias a utilizar no 3º período? Estas são algumas das questões que devem ser abordadas, de forma a que todos se possam ajudar mutuamente, para melhorar resultados no futuro, ou seja, neste último período. PARTE II: No final da sessão, todos os participantes devem fazer um registo de objetivos a alcançar no 3º período, bem como compromissos de aspetos a melhorar tendo em conta a reflexão anterior. Para esse efeito ser-lhes-á facultado um documento específico embora simples previamente preparado pela mediadora (como se um acordo), para que possam levar consigo e relembrar os aspetos com os quais se responsabilizaram, facilitando o seu cumprimento.
Pretende-se que esta sessão tenha um impacto positivo para todos os intervenientes, para que estes potenciem as suas habilidades e competências escolares.
(1) Fomentar a discussão grupal, aliada à reflexão sobre posturas, atitudes e comportamentos no campo educacional, nomeadamente na escola (1º e 2º período);
(2) Estimular o diálogo, a compreensão mútua, a entreajuda, a consciência de si próprio, enquanto aluno/a;
(3) Compreender o ponto de vista do outro, as suas dificuldades e/ou facilidades para a obtenção de resultados escolares positivos;
(4) Procurar ou apontar estratégias que possam favorecer o sucesso escolar;
(5) Refletir sobre os principais fatores de sucesso e insucesso escolar;
(6) Promover a corresponsabilidade, através da estratégia apontada na Parte II, auxiliando o cumprimento dos aspetos com os quais se comprometeram, visando o alcance de resultados escolares mais satisfatórios;
(7) Sinalizar casos de insucesso escolar, que necessitem de uma intervenção mais particular, bem como possíveis conflitos do contexto escolar ou outros, que prejudiquem o sucesso do/a aluno/a;
45/60
minutos. Sala, dotada de mesas e cadeiras.
NOTA1: Os interesses e necessidades dos alunos serão sempre respeitados nestas sessões. O processo de negociação também estará presente, pelo que poderá condicionar o desenvolvimento das atividades previstas.
133