A maior transformação urbana de nosso tempo é a formação de Megacidades. Estas são aglomerações de grandes dimensões (10 milhões de habitantes, às vezes mais, às vezes menos), que concentram o essencial do dinamismo económico, tecnológico, social e cultural dos países e que estão conectadas entre si numa escala global. As megacidades se estendem no espaço e formam verdadeiras nebulosas urbanas onde se integram campo e cidade, criatividade e problemas sociais ao mesmo tempo. Mas são os centros nervosos do sistema mundial (Castells,2000).
A Megacidade indica a constituição de novas formas espaciais, resultantes do impacto da globalização (Castells, 2000). À medida que o mundo se torna mais urbano, a população vai sendo distribuída pelas cidades existentes e as que vão surgindo, muitas delas vão se unindo se transformando em uma única região em consequência dos novos assentamentos. Essas novas configurações assumem a forma de megarregiões corredores urbanos e das cidades-regiões.
De acordo UN-HABITAT (2009),megarregiões são;
Unidades económicas naturais que resultam do crescimento de convergência, e espacial disseminação de áreas metropolitanas geograficamente ligadas e outras aglomerações. São policêntricos aglomerados urbanos cercado por regiões de baixa densidade, eles crescem consideravelmente em geral mais rápido que a população das nações em que elas estão localizadas. Os corredores urbanos, por outro lado, são caracterizados por sistemas lineares dos espaços urbanos ligados através de redes de transporte. Estas estão surgindo em várias partes o mundo, transformando-se em unidades espaciais que são territorialmente e funcionalmente vinculados de forma económica, política, sociocultural, e os sistemas ecológicos.
Estes tipos de cidades estão se tornando os novos motores da economia global e das economias regionais, elas refletem os vínculos que surgem entre a expansão urbana e os novos modelos da atividade económica. Por outro lado, apesar de melhorar a relação de interdependência entre as cidades, há as possibilidades de resultados negativo, gerando um desenvolvimento urbano como também regional de forma desequilibrada em consequência do fortalecimento com centros económicos existentes e não se voltar para um desenvolvimento espacial mais amplo.
As Megacidades são caracterizadas pela grande concentração de população e uma grande produção económica. Megacidades são aquelas com 10 milhões de habitantes ou mais, (Unidas, 2007). Como exemplos de megarregiões com mais de 10 milhões de habitantes, têm a China, Shenzhen, Guangzhou, possuem uma população com mais de 120 milhões tem, uma estimativa que aponta para que Tókio-Japão Nagoya, Foto 5, Osaka-Quioto-Kobe com 60 milhões em 2015 e no Brasil a megarregião que vai de são Paulo ao Rio de Janeiro acomoda uma população em torno de 43 milhões (UN-HABITAT, 2009).
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Foto 5 - Vista aérea da cidade de Nagoya.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro: Nagoya_uitzicht.jpg
Hoje as megarregiões estão além da América do Norte e Europa, pois cada vez mais se apresentam na Ásia e também em várias outras regiões pelo mundo a fora. São caracterizadas como cidades que se unem em ritmo acelerado, com grandes concentrações demográficas, grandes mercados e uma vasta capacidade económica, além de uma concentração de atividades com características de inovação.
Diferente das megarregiões, os corredores urbanos se ligam através de vários centros de cidades de tamanhos diferentes por rotas de transporte passando pelo eixo de desenvolvimento, às vezes estas passagens acontecem também por megacidades, desta forma abrangendo as áreas de influência. Como exemplo, temos o corredor industrial de desenvolvimento na Índia entre Mumbai e Delhi, o qual se inicia em Jawaharlal Nehru Port (em Navi Mumbai) percorre uma distância de 1500 quilômetros até Dadri e Tighlakabad (em Delhi). Na África o corredor urbano Ibadan-Lagos- Accran, possui em torno de 600 quilômetros e passa por quatro países (UN-HABITAT, 2009). É considerado como o motor de crescimento económico da região da África ocidental. Estes são apenas dois exemplos entre vários que existem em distintas regiões do mundo.
As cidades-regiões em geral ultrapassam seus limites administrativos, absorvendo outras cidades menores. Também podem absorver áreas de transição urbanas e até áreas rurais, há casos em que são fundidas com cidades de poste médio, resultando em grandes aglomerações. Nos últimos 20/30 anos o efeito de economia de aglomeração e as vantagens comparativas levou muitas dessas cidades a um grande crescimento.
Como exemplo de um grande crescimento, temos a região de Bangkok na Tailândia, Foto 6, segundo previsão deverá crescer, expandindo o seu centro atual a mais de 200 km até o ano de 2020 (UN-HABITAT, 2009).
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Foto 6 - Vista aérea da cidade de Bangkok. Fonte: http://www.google.com/imgres?um=1&hl=pt
Com esta nova configuração, megarregiões, corredores urbanos e as cidades-regiões, mostram uma relação entre o crescimento das cidades com os novos padrões de atividades económicas. Caracterizam-se como um sistema regional que vai interferir diretamente na hierarquia de âmbito urbano, portanto a maneira de se administrar, governar estas novas cidades deve ser através de uma gestão urbana inovadora.
De acordo com a visão do banco mundial, três principais problemas identificados nestas novas configurações são:
Coordenação, concebendo o desenvolvimento das cidades em paralelo com o desenvolvimento das regiões e sub-regiões, ao invés de nós isolado no espaço económico, um processo que integra plano metropolitano, regional e mesmo nacional, como parceiros para trabalhar em conjunto; Planos mais amplos para o planeamento regional e desenvolvimento, exigindo a dispersão de funções urbanas específicas (por exemplo, resíduo sólido tratamento, os aeroportos, as competências e os centros de formação) dentro de uma região contínua, ao invés de aglomerá-los em uma grande cidade, e;
Lidar com disparidades fiscais horizontais, e mais especialmente "criar mecanismos de transferência fiscal de recursos entre os governos urbanos em uma região‖.
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