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KAPITTEL 5: DRØFTING

5.3 K RITISK REFLEKSJON OG PROFESJONELL UTVIKLING

A Figura 5.18 ilustra a variação da largura do cordão em função da velocidade de alimentação e da DBCP. Nota-se, para ambas as DBCPs, que o modo CC apresentou os menores valores de largura do cordão e que esse parâmetro comporta-se diretamente proporcional à velocidade de alimentação, isto é, quanto maior a Valim, maior a largura. Além

disso, com a DBCP maior (35 mm) a largura do cordão foi inferior que com DBCP de 20 mm para os testes realizados com o mesmo valor de velocidade de alimentação do arame, em todos os modos de transferência. Isso se deve ao fato de que quando se aumenta a DBCP e se mantém os demais parâmetros constantes, como a tensão e a Valim, há uma diminuição

do valor da corrente, pois há um aumento do comprimento energizado do arame-eletrodo.

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De todos os testes realizados, o teste 6 (40 V, DBCP de 20 mm, transferência GL e maior energia de soldagem ) foi o que apresentou o maior valor de largura do cordão (14,48 mm). Apesar de ter o mesmo valor de corrente média do teste 6, o teste 14 (40 V, DBCP de 35 mm e transferência CC) teve valor de largura do cordão inferior (10,21 mm). Como o volume de metal depositado por comprimento de solda foi mantido constante, isso demonstra a influência da DBCP e do modo de transferência na largura do cordão de solda. O teste com menor valor de largura (8,95 mm) foi o teste 8, com transferência CC, DBCP de 35 mm e o menor valor de corrente média.

Para a soldagem de revestimentos duros em camada única, onde se prima pela resistência ao desgaste, acredita-se que em soldas com o mesmo volume de depósito por comprimento de solda, seja preferível cobrir a superfície com maior número de cordões de menor largura, que o contrário.

A Figura 5.19 ilustra a variação do reforço do cordão de solda em função da velocidade de alimentação do arame e da distância bico de contato-peça. Verifica-se que o modo CC foi o responsável pelos maiores valores de reforço do cordão. Com DBCP de 20 mm, praticamente não ocorreu alteração no valor do reforço com o aumento da Valim,

enquanto com DBCP de 35 mm, além de apresentar redução com o aumento da velocidade de alimentação, os reforços foram maiores que no caso anterior.

Figura 5.19 - Reforço do cordão x velocidade de alimentação para DBCP de 20 e 35 mm. Como citado com relação à largura, os reforços dos testes 6 e 14, apesar de mesmo valor de tensão e corrente, apresentaram valores diferentes. O teste 6, com transferência GL e DBCP de 20 mm apresentou reforço inferior ao do teste 14, com transferência CC e DBCP de 35 mm, o que demonstra a influência do comprimento do eletrodo na transferência metálica e na geometria do cordão. Ressalta-se, entretanto, que apesar de esses dois testes terem sido realizados com diferentes velocidades de alimentação, o volume de depósito por comprimento de solda manteve-se constante.

131 Nas soldas de revestimento duro, geralmente, a penetração é um parâmetro que precisa ser minimizado por ter influência direta na diluição do metal de solda e, conseqüentemente, na composição química do revestimento, desde que mantenha um valor mínimo que dê a ligação e suporte suficiente ao cordão de solda. A Fig.5.20 apresenta a variação da penetração em função do modo de transferência e da distância bico de contato- peça. Pela sua análise observa-se que os menores valores de penetração ocorrem para maior DBCP e com uma tendência de aumento à medida que se aumenta a velocidade de alimentação do arame, e, conseqüentemente, a corrente de soldagem.

Figura 5.20 - Penetração x velocidade de alimentação para DBCP de 20 e 35 mm.

Com DBCP de 35 mm, entretanto, a região de transição GLr-CC apresentou uma redução à medida que se aumentou a velocidade de alimentação, mas que coincidiu também com um aumento da tensão do arco. Nesse caso, a menor penetração ocorreu para transferência CC, mas com DBCP de 20 mm, o teste 6 (GL) teve a mesma penetração que o teste 14 (CC, 35 mm) com mesmo valor de corrente média.

A Figura 5.21 ilustra a relação reforço/largura x Valim para DBCP de 20 e 35 mm, permitindo observar que em ambas as DBCPs utilizadas, o modo CC apresentou os maiores valores dessa relação, sendo a DBCP de 35 mm superior e os demais modos de transferência apresentando resultados aproximados.

Acredita-se que nas soldas de revestimento, uma maior relação reforço/largura seja desejável principalmente nas situações de uma única camada de solda. Além disso, verifica- se pela Fig. 5.21 que ocorreu uma tendência de redução dessa relação com o aumento da velocidade de alimentação do arame, com o volume do depósito constante por comprimento de solda. Isso pode ser explicado pela tendência de aumento da largura e redução do reforço para maiores valores de Valim e conseqüente aumento da corrente de soldagem,

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Figura 5.21 – Relação reforço/largura x Valim para DBCP de 20 e 35 mm.

5.4. Comentários finais do capítulo

¾ A soldagem com DBCP de 35 mm apresentou transferência metálica nos modos CC, GLr e uma região de transição GLr-CC; permitiu a soldagem numa faixa de tensão e velocidade de alimentação superior à obtida com DBCP de 20 mm e possibilitou a soldagem em condições estáveis com valores de corrente inferiores aos obtidos com DBCP de 20 mm, o que é particularmente importante para se obter baixa diluição na aplicação de revestimentos duros;

¾ A soldagem com DBCP de 20 mm apresentou, além dos modos de transferência acima, o modo GL;

¾ Na faixa investigada não se verificaram outros modos de transferência metálica, como a goticular ou goticular com elongamento, presentes em arames sólidos e outros arames tubulares;

¾ O aumento da DBCP, além de levar a uma redução da corrente de soldagem para tensão e velocidade de alimentação constante, deslocou as regiões de transferência para cima, no sentido de maiores tensões e para a direita no sentido das maiores velocidades de alimentação;

¾ A soldagem na região de curto-circuito apresentou os melhores resultados para a aplicação de revestimentos duros, especialmente com DBCP de 35 mm e com menor velocidade de alimentação, sendo responsável por elevado rendimento de deposição, menor penetração e consequentemente, menor diluição do metal de solda e maior relação reforço/largura;

¾ Esses resultados do arame FeCrC sugerem, para continuidade do trabalho, a avaliação dos outros dois arames (+Nb e +Ti) em soldagem na região de curto- circuito.

CAPÍTULO VI

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOS TRÊS ARAMES NA REGIÃO DE CURTO-