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K IRKEGJENGERES SOSIO - ØKONOMISKE BAKGRUNN

A escolha de um Instrumento de Recolha de Dados é algo fundamental na realização de um estudo/investigação. É a partir deste instrumento que se vai avaliar a amostra e onde se vão basear todos os resultados e conclusões da investigação. Por isso é fulcral ter em consideração algumas questões de partida: O que se vai avaliar?; Para quê se vai avaliar? Junto de quem vai ser feita essa avaliação?; A partir daqui torna-se mais fácil a seleção de um instrumento adequado aquilo que se pretende. Na tipologia de instrumentos, apresentam-se como instrumentos possíveis a entrevista, o

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questionário, check-list, escalas de avaliação, testes, amostra de trabalho e produções e prova de proficiência (Almeida & Freire, 2008).

Para este estudo foi utilizado como instrumento a prova do vocabulário (Parte B) - de Befi-Lopes (2004), do Teste de Linguagem Infantil - ABFW (Andrade, Befi – Lopes, Fernandes & Wertzner, 2004), sendo que este é um instrumento já testado e padronizado, ainda que noutro país, não foram necessárias seguir todas as etapas da construção de um instrumento. Este instrumento é uma prova de verificação de vocabulário, que pretende avaliar os mecanismos utilizados pelas crianças para a designação do diferente vocabulário e a tipologia dos processos de substituição que a criança utiliza na tentativa de nomear a palavra (figura) apresentada. Esta análise permite a verificação do grau de desenvolvimento semântico, nas crianças de desenvolvimento normal e nas crianças com dificuldades na linguagem, nas diferentes faixas etárias (entre os 3 e os 6 anos). A prova é composta por 9 campos de concetuais, que deverão ser sempre avaliados na mesma ordem sequencial: vestuário (1); animais (2); alimentos (3); meios de transporte (4); móveis e utensílios de casa (5); profissões (6); locais (7); formas e cores (8); brinquedos e instrumentos musicais (9);

Cada campo de concetual é constituído por diferentes vocábulos / figuras/itens. Fazem parte do campo concetual do vestuário 10 vocábulos, sendo eles: bota; casaco; vestido; boné; calças; pijama; camisa; sapatilha; sapato; bolsa/mala. Fazem parte do campo concetual dos animais 15 vocábulos: pássaro; coruja/mocho; gato; pintainho; vaca; cão; pato; galinha; cavalo; porco; galo; urso; elefante; leão; coelho. Fazem parte do campo concetual dos meios de transporte 11 vocábulos: barco; navio; carro de polícia; carro; helicóptero; avião; foguetão; camião; bicicleta; autocarro; comboio. Fazem parte do campo concetual dos alimentos 15 vocábulos: queijo; ovo; carne; salada; sandes/sanduíche; sopa; massa; alface; pipocas; maça; banana; cenoura; cebola; ananás; melancia. Fazem parte do campo concetual dos móveis e utensílios 24 vocábulos: cama; cadeira; cómoda; ferro; tábua de passar; candeeiro; frigorífico; sofá; fogão; mesa; telefone; sanita; lavatório; chávena; garfo; copo; faca; frigideira; panela; prato; colher; pente; pasta dos dentes; toalha. Fazem parte do campo concetual das profissões 10 vocábulos: cabeleireiro; dentista; médico; agricultor; bombeiro; carteiro; enfermeira; polícia; professora; palhaço. Fazem parte do campo concetual dos locais 12 vocábulos: montanha; igreja; sala de aula; rua / estrada; prédio; cidade; estátua; estádio; loja; jardim; floresta; rio. Fazem parte do campo concetual das cores e formas 10 vocábulos: preto; azul; vermelho; verde; amarelo; castanho; quadrado; círculo;

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triângulo; retângulo. E por último, fazem parte do campo concetual dos instrumentos musicais e brinquedos 11 vocábulos: casa; tambor; viola; corda; piano; robô; balancé; patins; escorrega; baloiço; apito.

A prova foi aplicada a todas as crianças submetidas à avaliação, sempre da mesma maneira. Os 9 campos conceituais foram avaliados sempre na mesma ordem sequencial, tal como a exibição das figuras. A apresentação das figuras foi acompanhada pelas seguintes perguntas: “O que é isto?”, para todos os objectos; “Que cor é esta?”, para todas as cores; “Que forma é esta?”, para todas as formas; “Que lugar é este”, para todos os locais e “O que é que ele faz?/Qual é a profissão dele?”, para todas as profissões. Em cada uma das figuras foram aguardados 10 segundos, nos casos em que as crianças não responderam, passou-se à figura seguinte.

As respostas das crianças foram previamente gravadas em ficheiro áudio e posteriormente transcritas para uma folha de registo de respostas individual. Esta folha de registo de respostas é composta por uma grelha para cada campo conceptual onde foram registadas as respostas dadas por cada criança (Anexo C). Nos casos em que a criança utilizou o vocábulo usual, foi assinalado o termo DVU (designação do vocábulo usual). Nos casos em que a criança não respondeu ou respondeu “não sei”, foi assinalado o termo ND (não designação). Por último nos casos em que a criança usou outra designação para o vocábulo em causa, foi assinalado o termo PS (processo de substituição) e à frente colocado na Tipologia o vocábulo substituído, que foi usado pela criança. Estes vocábulos foram posteriormente classificados segundo os processos de substituição apresentados pelas autoras da prova: modificação da categoria gramatical; substituição por hiperônimo; substituição por co-hipônimo (próximo ou distante); substituição por hipônimo; criação de neologismo por analogia morfo-semântico- sintática; substituição por vocábulos que designam os atributos semânticos; substituição por paráfrases culturais; substituição por designação de funções; substituição por atributo de co-hipônimo;valorização do estímulo visual; utilização de onomatopeia; Em cada folha de registo foi ainda adicionada uma coluna que permitiu registar as alterações fonológicas realizadas pelas crianças, em todos os vocábulos. A análise e registo das gravações áudio, para a folha de registo, demorou em média 20 a 30 minutos por cada criança.

As 118 palavras que fazem parte da prova foram apresentadas às crianças num álbum, num tamanho de 12 cm × 21cm, fornecido pelas autoras do instrumento.

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O teste foi acompanhado por uma pequena ficha de identificação, para a recolha de informações de cada criança (género, data de nascimento, idade de entrada no jardim-de-infância e diagnóstico – criança de desenvolvimento normal/criança com NEE), preenchida com a ajuda dos professores e educadores, das respetivas crianças.