6. DRØFTING OG KONKLUSJON
6.3 K ILDER OG BETINGELSER FOR MENINGSDANNELSE - IMPLIKASJONER
O trabalho apresentado foi uma intervenção no Parque Ecológico E. F. Battistella, parque existente em Corupá, Santa Catarina, com o principal objetivo de utilização de áreas naturais respeitando a proteção e preservação do meio ambiente natural. Foram planejadas instalações de apoio, tais como centro de educação ambiental, administração e pesquisa, estufa e
feira de produtos locais, que incorporam espaços para atividades desenvolvidas no parque e atendimento aos visitantes com utilização de madeira cultivada e outros materiais naturais. A autora propôs também soluções para os impactos gerados com a excessiva visitação, tais como: legalização da área como Reserva Particular do Patrimônio Natural com apoio do IBAMA; estratégias de controle de visitação, tais como alterações físicas, orientação do visitante quanto a seu comportamento, cobrança de taxas, diminuição da intensidade de uso e proibição de determinadas atividades; além do zoneamento do parque (áreas de uso restrito, extensivo e intensivo) como forma de administrar diferentes limites de impacto para proteger os recursos naturais e proporcionar a diversificação das experiências disponíveis aos visitantes.
O trabalho teve como objetivo geral tratar o ecoturismo como uma das faces do desenvolvimento sustentável, mostrando-se como é possível usufruir o ambiente onde vivemos sem esgotar as possibilidades de gerações futuras e sem deixar de lado necessidades humanas presentes. Para isso adotou-se como referencial teórico os conceitos de sustentabilidade e ecoturismo.
De acordo com The Ecotourism Society, “Ecoturismo é a viagem responsável a áreas naturais, visando preservar o meio-ambiente e promover o bem-estar da população local”. No Brasil, o Grupo de Trabalho Interministerial em Ecoturismo chegou à seguinte conceituação: “Ecoturismo é um segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio cultural e natural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações envolvidas”.
Desta forma, vê-se que inerente ao conceito de ecoturismo está o de sustentabilidade, isto é, usufruir o ambiente onde vivemos sem comprometer a possibilidade de gerações futuras de satisfazer suas necessidades, suprindo aos anseios presentes através da utilização racional dos recursos naturais. Entretanto, apesar de o ecoturismo ser visto hoje como um dos meios de se alcançar o desenvolvimento sustentável de comunidades, sabe-se que isto só é possível considerando-se as necessidades econômicas locais e integrando as comunidades locais e seus interesses ao processo de planejamento e gestão de áreas com potencial para ecoturismo.
O objeto de estudo deste trabalho foi uma área de mata atlântica situada no domínio da Serra do mar, no município de Corupá-SC, com grande potencial turístico principalmente devido a seus recursos hídricos. É de propriedade do grupo empresarial Battistella e é designada como Parque Ecológico Emílio Fiorentino Battistella. O parque foi aberto à visitação em junho de 1989, e desde então têm recebido um número cada vez maior de visitantes. No entanto, até hoje não foram implantados meios de controlar e monitorar a visitação e seus impactos, sendo que nem mesmo a situação legal do parque ecológico, assim chamado erroneamente, está definida, uma vez que não se encontra ligado ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação.
O objetivo específico do trabalho voltou-se para a área do Parque Ecológico E. F. Battistella e consistiu em trabalhar a conciliação da visitação com a preservação dos recursos naturais, através de atividades e nível de visitação, adequados à área, da criação de uma consciência ecológica entre visitantes e comunidade e de intervenções físicas com o fim de reduzir o impacto da visitação e ao mesmo tempo dar mais segurança aos visitantes.
Entretanto, para que o trabalho fosse realmente alicerçado nos princípios do ecoturismo, foi necessário voltar-se para uma escala mais ampla, a da comunidade sob influência da atividade turística no parque e das áreas de nascentes de rios que formam a microbacia em questão. Desta forma, indicaram-se direções a se seguir quanto ao uso do solo destas áreas, considerando-se a forma de ocupação das comunidades, suas necessidades econômicas, o potencial para o turismo rural e ecológico e a preservação dos recursos naturais. 46
FIGURA 19 -Parque Rota das Cachoeiras: Implantação/ Cobertura Fonte: Arquivo de Thais Inês Krambeck.
FIGURA 20 - Parque Rota das Cachoeiras: Vista Frontal - Centro de Educação Ambiental Fonte: Arquivo de Thais Inês Krambeck.
Percebe-se que houve grande preocupação, principalmente, com as questões ambiental e cultural. A autora conseguiu, por meio da utilização dos conceitos de sustentabilidade e de ecoturismo, preservar o meio ambiente, disponibilizando soluções para resolver os problemas existentes no parque. Além disso, os materiais, técnicas e formas arquitetônicas apresentadas para os estabelecimentos de apoio ao parque são bastante compatíveis tanto com o entorno quanto com o discurso que fundamenta a intervenção proposta. É interessante enfatizar a preocupação de Thais Krambeck com a orientação do comportamento do visitante, fato que possui uma estreita relação com a questão da Educação Ambiental, motivando e justificando a criação do Centro de Educação Ambiental dentro do empreendimento.
4.2.3 Opera Prima 2002
Ganhadores:
Albenise Laverde – Indústria Moveleira em Estrutura e Madeira Laminada Colada – UEL
Danielle de Cássia Spadotto – Núcleo de Cidadania e Habitação – Universidade Presbiteriana Mackenzie
Fernanda Figueiredo Guimarães – Centro Comunitário Morro das Pedras – UFMG Marila Braga Filartiga – Transporte Hidroviário para Barra da Tijuca – UFRJ Menções honrosas:
Fábio Pietrani Toffano – Arquitetura x Meio Ambiente – UFF
Helena de Cerqueira Cesar Radesca – Avenida Sumaré: Reciclando Espaços Públicos – USP Juliana Iwashita – Torre Bioclimática: Conservação de Energia e Fontes Alternativas – USP Viviane Caroline Abe – Reabilitação Tecnológica de Edifício de Escritórios – USP
Dos nove arquitetos, oito responderam que consideram a discussão e abordagem da sustentabilidade na formação do arquiteto, pouca e superficial, e um respondeu que não existe tal abordagem. Algumas citações a respeito da definição de sustentabilidade na arquitetura e urbanismo e como eles acham que poderia melhorar esta discussão seguem abaixo.
Arquitetura sustentável é a arquitetura responsável. A arquitetura integrada ao meio onde está inserida, sem agredir o meio ambiente. A arquitetura sustentável está comprometida com os impactos no meio ambiente, e tem por meta, exatamente, a redução desses impactos, seja na fase de construção (diminuição de desperdícios no canteiro de obra), seja durante a vida útil da edificação (reuso de águas pluviais, aproveitamento de energia solar, etc.), seja através da reabilitação da edificação (que pode ser facilitada pela flexibilidade do projeto e pelos materiais empregados inicialmente).
O planejamento urbano sustentável, da mesma maneira, deve estar comprometido com o meio e com os impactos que as modificações causarão nesse meio a curto, médio e longo prazo.
Viviane Abe, USP, 2002. A meu ver, a medida mais eficiente para melhoria deste problema seria o investimento por parte das instituições de ensino em cursos de atualização oferecidos aos professores ou a contratação de novos professores com formação específica neste campo de conhecimento. Outra medida interessante, mas que a meu ver seria menos eficiente, seria a apresentação de palestras e seminários ministrados por convidados estudiosos do assunto.
Ailton Moraes, UnB, 2002.
Dos nove trabalhos analisados, cinco autores disseram que algumas questões relacionadas à sustentabilidade foram abordadas em seus trabalhos finais de graduação, e quatro disseram que o trabalho estava muito voltado para este assunto. Destes, dois destacaram-se: o trabalho de Fabio Toffano e o de Juliana Iwashita.