7. JAKTEN PÅ FRISKFAKTORER VIA KARRIEREVEILEDNING
7.6 K ARTLEGGING AV KARRIEREVALG OG INTERESSENTPROFIL
A Figura 4 apresenta os modelos EGC para a economia brasileira que foram desenvolvidos a partir dos modelos para a economia australiana citados anteriormente. O primeiro a ser construído teve como base o ORANI e foi o modelo para Planejamento e Análise de Políticas Agrícolas (PAPA), capacitado para investigar políticas relacionadas ao setor agrícola. Exercícios de simulação realizados neste modelo incluíram redução de barreiras tarifárias de comércio, aumento do preço internacional do café e eliminação de subsídios do setor de moagem do trigo (GUILHOTO, 1995).
O modelo seguinte foi o Brazilian Multisectoral and Regional/Interregional Analysis (B- MARIA), desenvolvido por Haddad (1999) a partir do modelo MONASH-MRF para investigar processos de desigualdade regional e mudanças estruturais inerentes à economia brasileira. Este modelo foi o primeiro capacitado para análise inter-regional para o Brasil e reconhecia três regiões distintas: Centro-Sul, Nordeste e Resto do Brasil. Este modelo foi um marco na trajetória da modelagem EGC para o contexto de análise da economia brasileira, pois forneceu o centro de referência para as especificações subsequentes.
Figura 4 — Experiência brasileira de modelagem EGC como herança da tradição australiana * Documentação completa deste modelo é apresentada em Dixon e Rimmer (2002).
Fonte: Modificado a partir de Santos (2010).
Modelo de Johansen (Johansen, 1960) Modelo ENERGY-BR (Santos, 2010) MMRF-GREEN (Adams et al, 2002) Modelo MMRF (Peter et al, 1996) Modelo MONASH (Primeira versão, 1993)* Modelo ORANI (Dixon et al, 1982) Modelo TERM (Horridge et al, 2005) Modelo IMAGEM-B (Domingues et al, 2009) Modelo MIBRA (Guilhoto et al, 2002) Modelo EFES (Haddad e Domingues, 2001) Modelo EFES-REG (Haddad et al, 2002b) Modelo EFES-IT
(Haddad et al, 2002a)
Modelo GTAP (Hertel, 1997) Modelo EEGC (Bröcker, 1998) Modelo CREIM (Hewings e Israilevich) Modelo PAPA (Guilhoto, 1995) Modelo B-MARIA (Haddad, 1997) Modelo B-MARIA-SP (Domingues e Haddad, 2003) Modelo SPARTA (Domingues, 2002) Modelo B-MARIA-27 (Haddad, 2004) Modelo B-MARIA-RS (Porsse, 2005) Modelo B-MARIA-IT (Perobelli, 2004) Modelo MOSAICO (Ferreira Filho e Horridge, 2004)
Modelo MINAS-SPACE
(Almeida, 2003)
Modelos MEGC para diferentes regiões do Brasil
Modelo B-MARIA-MG (Haddad et al, 2008) Modelo B-MARIA-PORT (Haddad et al, 2007) Modelo B-MARIA-27-COM (Haddad et al, 2009)
A partir deste modelo, desenvolvimentos sequenciais foram observados. Em ordem cronológica, o modelo B-MARIA-SP foi construído de forma a considerar duas regiões: São Paulo e Restante do Brasil. Tal estratégia foi empregada para verificar efeitos sistêmicos da geração de um diferencial regional relativo na alíquota de impostos indiretos (DOMINGUES; HADDAD, 2003). Esta mesma estratégia foi também utilizada por Porsse (2005), cujo modelo reconhecia duas regiões: Rio Grande do Sul e Restante do Brasil. O objetivo desse trabalho foi duplo: projetar efeitos de uma renúncia parcial de impostos indiretos por aquele estado e verificar, sob diferentes ambientes econômicos, os efeitos de competição tributária regional.
Etapas de trabalhos relacionadas à construção do modelo Economic Forecasting Equilibrium
System (EFES) foram sendo concluídas em paralelo ao desenvolvimento de outros modelos
baseados no B-MARIA. Aquele modelo teve como referência o MONASH, e a sua finalidade era aplicação na geração de projeções econômicas anualizadas, com possibilidade de obtenção de resultados desagregados por setor e região, e análise de políticas econômicas. A estratégia de implementação deste modelo fundou-se na sua integração com um modelo de consistência macroeconômica, para permitir a geração de resultados consistentes com cenários macroeconômicos preestabelecidos (HADDAD; DOMINGUES, 2001). Duas extensões deste modelo foram desenvolvidas: O EFES-REG (HADDAD et al, 2002c) e o EFES-IT (HADDAD et al, 2002b). O primeiro introduziu a possibilidade de desagregação de projeções nacionais para os estados do Brasil, e o segundo desagregou o módulo de demanda externa em blocos de comércio.
Com base nos modelos B-MARIA-SP e EFES-IT, Domingues (2002) desenvolveu o modelo São Paulo Applied Regional Trade Analysis (SPARTA), que reconhecia duas regiões domésticas, São Paulo e Restante do Brasil, e diferentes regiões de comércio externo. Com base neste modelo, o B-MARIA-IT foi construído para analisar as interações de comércio entre os estados brasileiros e com o setor externo, possibilitando a verificação dos principais
links de interdependência econômica regional (PEROBELLI, 2004). O modelo B-MARIA-27
representou uma segunda etapa no que diz respeito à trajetória de desenvolvimento de modelos EGC para análise de problemas reais na economia brasileira. Foi especificado para reconhecer os 27 estados do Brasil e oito setores produtivos. Em relação ao B-MARIA, este modelo, além de ter apresentado uma estrutura regional mais desagregada, por meio do tratamento detalhado dos fluxos interestaduais na economia brasileira e da especificação dos
mercados de origem e destino para as importações e exportações estaduais, considerou uma desagregação mais fina das contas públicas. Além disso, na estrutura deste modelo foram inseridos elementos de flexibilidade correspondentes à análise de custos de transporte e possibilidade de utilização de retornos não constantes de escala (HADDAD, 2004).
Com base neste modelo, quatro extensões foram desenvolvidas. O B-MARIA-PORT foi estruturado para acomodar ligações na malha de transporte do Brasil e analisar eficiência portuária (HADDAD et al, 2007b). O B-MARIA-MG foi também desenvolvido para análise de transporte em um sistema integrado entre sete regiões (HADDAD et al, 2008). O B- MARIA-27-COM apresentou uma estrutura mais flexível com relação às possibilidades de produção; assim, foi permitido neste modelo que os setores da economia produzissem mais de um produto, i.e., incorporando a possibilidade de produção secundária (HADDAD et al, 2009). A extensão mais recente do B-MARIA-27 é o modelo ENERGY-BR, que introduziu uma mudança na estrutura setorial para reconhecer, a partir do setor de serviços públicos relacionado à provisão de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, sete setores de geração de energia elétrica, mais os setores de transmissão e distribuição de energia elétrica, distribuição urbana de gás natural e provisão de água, esgoto e limpeza urbana. Além disso, com base no modelo MMRF-GREEN, introduziu processos de substituição entre setores energéticos (SANTOS, 2010).
Quatro outros modelos podem ser destacados, embora não estejam relacionados com a família dos modelos B-MARIA. Em ordem cronológica, o modelo MIBRA foi desenvolvido para analisar questões relacionadas ao meio ambiente, com a especificação de materiais orgânicos, inorgânicos, particulados; sulfatos, água, energia, CO2. Tal modelo reconhecia as cinco macrorregiões brasileiras, e análises de projeção temporal foram implementadas com base em cenários econômicos. Foco especial foi dado à Amazônia, no que diz respeito à expansão das atividades agrícolas sobre áreas de floresta, ao uso de água no Nordeste e à poluição proveniente das regiões Sudeste e Sul (GUILHOTO et al, 2002). O modelo MINAS-SPACE foi estruturado para acomodar links de transporte inter-regional por meio da incorporação de custos de transportes e realizar exercícios de estática comparativa. As características deste modelo quanto à especificação dos custos de transporte indica uma modelagem espacial de equilíbrio geral computável (ALMEIDA, 2003). O modelo MOSAICO foi desenvolvido a partir do modelo GTAP para analisar questões relacionadas aos processos de mudança tecnológica na agricultura brasileira (FERREIRA FILHO; HORRIDGE, 2004). Por fim, a
partir do modelo TERM, o modelo Integrated Multi-regional Applied General Equilibrium
Model - Brazil (IMAGEM-B) foi estruturado para reconhecer os 27 estados do Brasil, sendo
utilizado para analisar políticas de transporte e sociais e comércio inter-regional (DOMINGUES et al, 2009).15
Parte considerável do mérito dos modelos EGC desenvolvidos para investigar efeitos de políticas relacionadas à economia brasileira reside, em especial com relação aos modelos correspondentes à família do B-MARIA, além de nas mudanças estruturais realizadas para tornar a análise mais consistente com a realidade, também no trabalho de calibragem dos modelos. O uso de informações mais recentes na calibragem exige que numerosas etapas de trabalhos sejam cumpridas, incluindo processos de validação das informações e estimação de parâmetros de sensibilidade. O presente estudo propõe um modelo a partir das estruturas de três modelos apresentados na Figura 4: B-MARIA-27, ENERGY-BR e MMRF-GREEN. O primeiro foi utilizado em razão da especificação de um sistema em que cada setor produz apenas um produto, o segundo forneceu a estrutura dos setores e produtos energéticos e o terceiro a especificação do módulo de emissões. Como será discutido posteriormente, detalhes de outros trabalhos foram incorporados. Vale destacar que o modelo proposto no presente trabalho preenche a lacuna nesta trajetória de modelagem com a especificação mais detalhada do fator terra, no que diz respeito aos processos de substituição entre diferentes tipos de uso com base nos retornos ligados à sua oferta física. Esta estratégia permite também a obtenção de ligações sistêmicas com os insumos energéticos e processos de substituição dos produtos agrícolas.
2.4. Modelagem EGC com uso da terra: uma revisão considerando as estratégias de