Del II Forslagene
8.1 Justeringer i rentebegrensningsreglene
A amostra selecionada foi constituída por 73 utentes com diagnóstico médico de esquizofrenia e prescrição de terapêutica neuroléptica de ação prolongada, acompanhados em consulta de enfermagem sob metodologia de gestão de caso, no Continuação…
96 ambulatório de psiquiatria de uma unidade hospitalar da região de Lisboa e vale do Tejo , no ano de 2012. Esta amostra caracterizou-se por ter idades compreendidas entre os 21 e os 75 anos, com uma média de 44,82 tratando-se de uma amostra jovem, com predominância do sexo masculino (72,6%) em relação ao sexo feminino (27,4%). A maioria (79,5%) era solteira, 9,6% divorciados, 8,2% casados, 1,4% viviam em união de facto e 1,4% eram viúvos. Quanto à ocupação 39,7% dos utentes tinha ocupação, e 60,3% não tinha. Apenas 13,9% concluíram o 12º ano correspondente a atual escolaridade obrigatória, sendo que a maioria (26,4%) concluiu o 9º ano, 16,7% concluíram o 6º ano, uma grande percentagem 20,8% concluiu apenas o 4º ano, apenas 6,9% se licenciaram e igual percentagem chegou a frequentar a universidade tendo depois abandonado. Uma percentagem mais reduzida de utentes não frequentaram ou não concluíram qualquer ciclo escolar sendo que desses 4,2% sabiam ler e igual percentagem não sabia sequer ler. A distribuição geográfica de acordo com o concelho encontra-se do quadro 5.
Quadro 5- Distribuição geográfica da amostra relativamente ao Concelho Concelho Distribuição Tomar 56,2% Ourém 13,7% Torres Novas 11% Entroncamento 8,2% Abrantes 4,1% Ferreira do Zêzere 2,7%
Vila Nova da Barquinha 1,4
Alcanena 1,4
Gavião 1,4
Quanto à periodicidade de administração dos neurolépticos de ação prolongada, 50,7 % dos utentes (n=73) fazem administração de 4 em 4 semanas, 48% de 2 em 2 semanas, 1,4% de 3 em 3 semanas.
Analisando a taxa de adesão total, parcial e não adesão à terapêutica neuroléptica de ação prolongada ao longo do ano 2012 de acordo com a periodicidade prescrita (gráfico 1), verificou-se que:
97 Na primeira quinzena do mês de janeiro 85,2%, dos utentes tiveram adesão total, 9,8% tiveram adesão parcial e 4,9% não adesão. O total de utentes com terapêutica neuroléptica de ação prolongada prescrita nesta primeira quinzena de janeiro foi de 61 utentes e na segunda quinzena foi de 24. Quanto à taxa de adesão da segunda quinzena
de janeiro 87,5%, dos utentes tiveram adesão total, 4,2% tiveram adesão parcial e 8,3%
não adesão. Relativamente ao mês de fevereiro na primeira quinzena 90,2%, dos utentes (n=61) tiveram adesão total, 3,3% tiveram adesão parcial e 6,6% não adesão. Na
segunda quinzena de fevereiro 78,3%, dos utentes (n=23) tiveram adesão total, 8,7%
tiveram adesão parcial e 13% não adesão. No mês de março na primeira quinzena 93,3%, dos utentes (n=60) tiveram adesão total, 5% tiveram adesão parcial e 1,7% não adesão; na segunda quinzena 87%, dos utentes (n=23) tiveram adesão total, 4,3% tiveram adesão parcial e 8,7% não adesão. Quanto ao mês de abril na primeira
quinzena 91,8%, dos utentes (n=61) tiveram adesão total, 6,6% tiveram adesão parcial
e 1,6% não adesão; na segunda quinzena 88%, dos utentes (n=25) tiveram adesão total, 4% tiveram adesão parcial e 8% não adesão. Em relação ao mês de maio na primeira
quinzena 93,7%, dos utentes (n=63) tiveram adesão total, 3,2% tiveram adesão parcial
e 3,2% não adesão, sendo que na segunda quinzena 92,3%, dos utentes (n=26) tiveram adesão total, 3,8% tiveram adesão parcial e também 3,8% não adesão. No mês de junho
na primeira quinzena 95,3%, dos utentes (n=64) tiveram adesão total, 1,6% tiveram
adesão parcial e 3,1% não adesão; na segunda quinzena 85,2%, dos utentes (n=27) tiveram adesão total, 7,4% tiveram adesão parcial e 7,4% não adesão. Em julho na
primeira quinzena 95,5%, dos utentes (n=66) tiveram adesão total, 1,5% tiveram
adesão parcial e 3% não adesão, enquanto na segunda quinzena 100% dos utentes (n=30) tiveram adesão total. Relativamente à primeira quinzena de agosto 94,2%, dos utentes (n=69) tiveram adesão total, 4,3% tiveram adesão parcial e 1,4% não adesão. Na
segunda quinzena 96,8%, dos utentes (n=31) tiveram adesão total, e 3,2% não adesão.
Em setembro na primeira quinzena 94,3%, dos utentes (n=70) tiveram adesão total, 4,3% tiveram adesão parcial e 1,4% não adesão. Enquanto na segunda quinzena 96,8%, dos utentes (n=31) tiveram adesão total e 3,2% não adesão. No mês de outubro
na primeira quinzena 98,6%, dos utentes (n=70) tiveram adesão total e 1,4% não
adesão; na segunda quinzena 93,8%, dos utentes (n=32) tiveram adesão total, 3,1% tiveram adesão parcial e 3,1% não adesão. Quanto ao mês de novembro na primeira
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quinzena 93,2% dos utentes (n=73) tiveram adesão total e 6,8% adesão parcial; na segunda quinzena 90,9%, dos utentes (n=33) tiveram adesão total e 9,1% tiveram
adesão parcial. Por fim na no mês de dezembro na primeira quinzena 95,8%, dos utentes (n=72) tiveram adesão total, 2,8% tiveram adesão parcial e 1,4% não adesão; na
segunda quinzena 100%, dos utentes (n=29) tiveram adesão total.
Gráfico 1- Distribuição da taxa de adesão total, parcial e não adesão à terapêutica neuroléptica de ação prolongada 0 20 40 60 80 100 120 Jan. 1ªq uinz Fev. 1ªq uinz Mar . 1ªq uinz Abr. 1ªq uinz Maio 1ªq uinz Jun. 1ªq uinz Jul. 1ªq uinz Ago. 1ªq uinz Set. 1ªq uinz Out. 1ªquin z Nov. 1ªq uinz Dez. 1ªq uinz
% Adesão Total % Adesão Parcial % Não Adesão
De salientar que na segunda quinzena de Julho e Dezembro a adesão foi de 100%, e que em três quartos dos períodos avaliados a adesão total do ano foi superior a 90% e destes 25% da adesão total foi superior a 95%. Calculando a média da adesão total anual esta corresponde a 92.39%, enquanto a média de adesão parcial anual é de 3,90%, sendo a percentagem mais baixa a correspondente à média de não adesão anual 3,68%.
Observou-se igualmente que a maioria (64,4%) dos utentes não foi internada e 35,6% dos utentes foram internados (gráfico 2).
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Gráfico 2- Distribuição da amostra de acordo com a existência ou inexistência de internamento
Internados Não internados
Tendo em conta o já referido anteriormente no sentido de testar a hipótese do estudo foi considerado que adesão anual abrange quer a adesão total quer a adesão parcial, e a não adesão anual mantém-se o mesmo critério definido na avaliação da adesão mensal (ausência após o quinto dia agendado), bastando para isso que o utente não adira a pelo menos uma das administrações prescrita assim 82,2% (n=73) dos utentes foram aderentes no ano 2012 e 17,8% foram não aderentes. Fazendo a analise da hipótese “existe uma diferença estatisticamente significativa entre a taxa de adesão à terapêutica neuroléptica de ação prolongada prescrita, dos utentes com diagnóstico médico de esquizofrenia acompanhados em consulta de enfermagem sob metodologia de gestão de caso, e a percentagem de (re) internamentos no ano de 2012”, conclui-se que os resultados confirmam a hipótese, ou seja, foi utilizado teste Qui-quadrado que revela P=0,031 uma diferença estatisticamente significativa entre adesão à terapêutica neuroléptica de ação prolongada prescrita, e a percentagem de internamentos. Verificou- se que dos 73 utentes da amostra 26 foram internados dos quais 18 tiveram adesão e 8 não tiveram adesão, sendo que a maioria (n= 47) dos utentes não foram internados, dos quais 42 tiveram adesão e 5 não tiveram adesão, o que vem no sentido de comprovar que a adesão à terapêutica neuroléptica de ação prolongada nos utentes com diagnóstico médico de esquizofrenia funciona como fator preventivo de internamento.