5. Empirical Analysis: Judicial Independence in China
5.4 Commercial Cases
5.4.1 Judicial Independence in Commercial Cases
Analisando os dados comportamentais recolhidos, podemos verificar que, em dois dos estudos – segundo e terceiro estudos – é evidenciado um certo benefício em aprender duas vistas de uma face comparativamente à aprendizagem de uma só vista. No entanto, os dados do primeiro estudo, são contraditórios aos anteriormente mencionados e não apresentam evidências de tal benefício. Logo, analisando unicamente os resultados comportamentais, não podemos concluir acerca da possibilidade de formação de códigos estruturais aliada à visualização de duas imagens da mesma face.
Quando as faces foram aprendidas em duas vistas, os níveis de êxito no teste de reconhecimento superaram sempre os 95%, e parecem não haver diferenças quando o reconhecimento das mesmas é testado nas posições de frontal, perfil ou três quartos. Na condição em que as faces foram aprendidas na posição frontal, a percentagem de êxitos foi sempre superior a 90%, excepto no caso da condição de teste em perfil. De facto, quando as faces são aprendidas na posição frontal e reconhecidas na posição perfil, o reconhecimento decresce significativamente, rondando os 75% no segundo e terceiro estudos efectuados. Por último, na condição em que as faces foram aprendidas em perfil, podemos verificar que a percentagem de êxitos do teste de reconhecimento decresce à medida que a posição de teste se apresenta mais afastada da posição inicial de perfil. Assim, nesta condição em que as faces foram aprendidas em perfil, o reconhecimento ronda os 98% quando a face é apresentada na mesma posição em teste, os 70 – 87 % quando é testada em ¾, e os 48 – 60% quando é testada em frontal. Este padrão, visível nos quatro estudos realizados, vai de encontro com os resultados obtidos na segunda experiência de Longmore et al. (2008), na qual a performance no teste de reconhecimento diminuiu à medida que a face se afastava da posição inicial na qual foi aprendida. Estes resultados, tais como os obtidos por Longmore et al. (2008), apontam para uma aprendizagem baseada na formação de códigos pictóricos, uma vez que, à partida, uma codificação pictórica implicaria que o reconhecimento diminuísse, no mesmo grau de grandeza e de uma forma igualitária, para todas as posições de teste que não fossem a posição de aprendizagem (Longmore et al., 2008).
Quanto ao reconhecimento das faces numa posição intermédia não aprendida - posição de ¾ - colocou- se a hipótese de que a aprendizagem das faces em dois pontos de vista da face conduziria a uma melhor performance no teste de reconhecimento, em comparação com a aprendizagem de um só ponto de vista. Os resultados do primeiro e último estudos contradizem esta hipótese e não apresentam diferenças significativas em função da vista de aprendizagem. Porém, o segundo estudo demonstra uma vantagem na aprendizagem de dois pontos de vista em comparação com a aprendizagem de um só ponto de vista. O mesmo estudo demonstra ainda um benefício em aprender a face na posição de frontal, em comparação com a aprendizagem da face em perfil. Com estes dados contraditórios, apenas podemos comprovar o poder informativo da posição frontal e a ausência do mesmo na posição de perfil. Efectivamente, tal constatação permanece visível ao longo dos três estudos, o que se justifica pelo facto de a posição de perfil ser descrita por vários autores como ineficaz para
43 várias tarefas, nomeadamente tarefas de identificação de faces (Bruce et al., 1987; Hill & Bruce, 1996), talvez devido ao facto de a informação importante, como a configuração das características internas, não estar totalmente visível nesta posição (Diamond & Carey, 1986).
Relativamente aos correlatos electrofisiológicos avaliados, este estudo este estudo caracterizou-se pelas evidências de reconhecimento de faces nos momentos mais iniciais do processamento cognitivo. De facto, os componentes aqui estudados, suscitados entre os 100 e os 300 ms após a apresentação dos estímulos, manifestam diferenciações resultantes do processo de familiarização extensiva, método adoptado neste estudo e introduzido anteriormente por Longmore et al. (2008). Assim, podemos concluir que a nossa capacidade para distinguir entre uma face familiar e uma face nunca antes vista ocorre nos primeiros instantes após a observação da mesma. A evidência de que a informação sobre a identidade facial é acumulada rapidamente após a categorização inicial do estímulo como face vai de encontro com os resultados dos estudos sobre neurónios selectivos para faces dos cérebros dos macacos (e.g., Sugase et al., 1999; Tovee & Rolls, 1995).
Quanto ao tipo de codificação inerente à aprendizagem das faces, os correlatos electrofisiológicos parecem apontar mais na direcção de uma codificação pictórica do que estrutural por duas razões. Em primeiro lugar, a condição “ambas” não resultou num aumento de amplitude, nem diferenças nas latências, nos componentes que, à partida, sinalizam o reconhecimento. Por outro lado, os dados relativos à P100 demonstram que o reconhecimento da face na fase de teste está dependente da imagem aprendida na fase de aprendizagem. Aparentemente, durante a aprendizagem de faces, são aprendidas as propriedades da fotografia (e não outro tipo de informação invariante da face). Este pressuposto vai de encontro com as conclusões de Longmore et al. (2008). Segundo estes autores, no momento de codificação, armazenamos várias imagens separadas de uma face, de forma que, perante a apresentação de uma imagem nova, ocorre a selecção da imagem armazenada que mais se assemelha com a apresentada.
Tendo em conta a exigência cognitiva que a codificação pictórica implicaria, outros investigadores demonstram alguma relutância em aceitar que as faces familiares se codificam pictoricamente. Se tal acontecesse, o sujeito humano necessitaria de armazenar uma representação para cada ponto de vista, cada condição de luminosidade, cada expressão facial, ou seja, para cada modificação física que a face familiar fosse passível de sofrer. Tal cenário implicaria muitos recursos cognitivos numa posterior fase de reconhecimento. Assim, podemos encarar os dados apresentados neste estudo, tanto os comportamentais como os electrofisiológicos, não como evidências de que o reconhecimento de caras familiares se baseia numa codificação pictórica, mas sim como indicativos de que ainda não foi possível encontrar o paradigma experimental certo para reproduzir experimentalmente a formação de códigos estruturais aliada às faces familiares. Possivelmente, a aprendizagem a partir de fotografias não será representativa da aprendizagem que ocorre em situações nas quais nos encontramos cara-a-cara com alguém ou em que visualizamos imagens em movimento das caras. Por outro lado, também podemos formular a hipótese de que a visualização de dois
44 pontos de vista não é suficiente para a formação de códigos estruturais, e que tal formação implica um número superior de visualizações.
É de salientar que a questão metodológica que nos levou a concretizar o segundo estudo, parece não ter implicações significativas nos resultados, uma vez que, o nível de êxitos para a condição “ambas” prevalece mesmo no segundo estudo. Note-se também que o terceiro estudo, em que diminuímos o número de vezes de exposição às faces de todas as condições durante a fase de treino, também não gerou resultados diferentes em comparação com os dois estudos anteriores. Concluímos que, de facto, somos muito proficientes a reconhecer faces familiares (Roark, O‟Toole & Abdi, 2003), e essa capacidade mantêm-se quando visualizamos uma face apenas quatro vezes.
Seria interessante, em estudos futuros, replicar este estudo analisando componentes de onda mais tardios como a N400f, normalmente também considerada nos estudos de reconhecimento de faces. De facto, estando a N400f relacionada com o processamento semântico envolvido no reconhecimento de faces familiares (Bentin & Deouell, 2000), este componente seria um bom candidato para o estudo da possível existência de códigos estruturais associados à aprendizagem de faces novas. Investigações futuras poderiam também debruçar-se sobre o poder da vista em ¾ como vista de aprendizagem, uma vez que esta posição é considerada altamente diagnóstica, revelando as características mais úteis para a recuperação da identidade da face (Hill et al., 1997).
O estudo da aprendizagem de faces novas é, de facto, um domínio de investigação em ascensão que, apesar das variadas abordagens assumidas pelos diversos estudos, continua com muitas questões em aberto. A forma como codificamos a informação previamente armazenada, quais os factores que afectam essa codificação, e a forma como recuperarmos a informação, parece divergir de acordo com o tipo de informação que percepcionamos. Se o processamento de objectos comuns está mais perto de ser compreendido pela Psicologia, o processamento de faces, e em particular o processo de familiarização com faces novas, apresenta- se mais incógnito, exigindo a continuação da investigação científica nesta área.
45 BIBLIOGRAFIA
Barrett, S. E., Rugg, M. D., & Perrett, D. I. (1988). Event-related potentials and the matching of familiar and unfamiliar faces. Neuropsychologia, 26, 105–117.
Bentin, S., & Deouell, L. Y. (2000). Structural encoding and identification in face processing: ERP evidence for separate mechanisms. Cognitive Neuropsychology, 17, 35-54.
Bentin, S., Allison, T., Puce, A., Perez, E., McCarthy, G. (1996). Electrophysiological studies of face perception in humans. Journal of Cognitive Neuroscience, 8, 551–565.
Bentin, S., Deouell, L. Y., and Soroker, N. (1999). Selective visual streaming in face recognition: Evidence from developmental prosopagnosia. NeuroReport, 10,823-827.
Bernstein, L. J., Beig, S., Siegenthaler, A. L., and Grady, C. L. (2002). The effect of encoding strategy of the neural correlates of memory for faces. Neuropsychologia, 40, 86–98.
Bodamer, J. B. (1947). Die prosop-agnosie. (Die Agnosie des Physiognomieerkennens). Archhiv für
Psychiatrie und Zeitschrift für Nervenkrankheiten, 179, 6 –54.
Bötzel, K., Schulze, S., Stodieck, S. R. (1995). Scalp topography and analysis of intracranial sources of face- evoked potentials. Experimental Brain Research, 104, 135–143.
Bruce, V. (1982) Changing faces: Visual and non-visual coding processes in face recognition. British Journal
of Psychology, 73, 105 -16.
Bruce, V. (1986). Influences of familiarity on the processing of faces. Perception, 15, 387_397.
Bruce, V., & Valentine, T. (1986). Semantic priming of familiar faces. Quarterly Journal of Experimental
Psychology, 38, 125-150.
Bruce, V., & Young, A. (1986). Understanding face recognition. British Journal of Psychology, 77, 305–327. Bruce, V., Henderson, Z., Newman, C., & Burton, A. M. (2001). Matching identities of familiar and unfamiliar faces caught on CCTV images. Journal of Experimental Psychology Applied, 7, 207_218.
Bruce, V., Valentine, T., & Baddeley, A. D. (1987). The basis of the 3/4 advantage in face recognition.
Applied Cognitive Psychology, 1, 109_120.
Bruck, M., Cavanagh, P., & Ceci, S. (1991). Fortysomething: Recognizing faces at one‟s 25th reunion.
46 Bülthoff, H. H., & Edelman, S. (1992). Psychophysical support for a two-dimensional view theory of object recognition. Proceedings of the National Academy of Science, USA, 89, 60–64.
Burton, A. M., Wilson, S., Cowan, M., & Bruce, V. (1999). Face recognition in poor quality video: Evidence from security surveillance. Psychological Science, 10, 243–248.
Caharel, S., Poiroux, S., Bernard, C., Thibaut, F., Lalonde, R., Rebai, M. (2002). ERPs associated with familiarity and degree of familiarity during face recognition. International Journal of Neuroscience, 112, 1499-1512.
Chao, L. L., Haxby, J.V., Martin, A. (1999). Attribute based neural substrates in temporal cortex for perceiving and knowing about objects. Nature Neuroscience,2, 913–19.
Clutterbuck, R., & Johnston, R. A. (2005). Demonstrating how unfamiliar faces become familiar using a face matching task. European Journal of Cognitive Psychology, 17, 97-116.
Davies, G., & Milne, A. (1982). Recognising faces in and out of context. Current Psychological Research, 2, 235-246.
Desimone, R. (1991). Face-selective cells in the temporal cortex of monkeys. Journal of Cognitive
Neuroscience, 3, 1-8.
Diamond, R., & Carey, S., (1986). Why faces are not special: An effect of expertise. Journal ofExperimental
Psychology: General, 115, 107–117.
Eger, E., Schweinberger, S. R., Dolan, R. J., & Henson, R. N. (2005). Familiarity enhances invariance of face representations in human ventral visual cortex: fMRI evidence. Neuroimage, 26, 1128-1139.
Eimer, M. (2000). Event-related brain potentials distinguish processing stages involved in face perception and recognition. Clinical Neurophysiology, 111, 694–705.
Ellis, H. D., Quayle, A. H., & Young, A. W. (1999). The emotional impact of faces (but not names): face specific changes in skin conductance responses to familiar and unfamiliar people. Current Psychology, 18, 88–97.
Ellis, H. D., Young, A. W., & Koenken, G. (1993). Covert face recognition without prosopagnosia.
Behavioural Neurology, 6, 27-32.
Fang, F., Ijichi, K., & He, S. (2007). Transfer of the face viewpoint aftereffect from adaptation to different and inverted faces. Journal of Vision, 7(13), 1–9.
47 Gauthier, I., Tarr, M. J., Anderson, A. W., Skudlarski, P., Gore, J. C. (1999): Activation of the middle fusiform “face area” increases with expertise in recognizing novel objects. Nature Neuroscience, 2, 568– 573.
Grill-Spector, K., Knouf, N., Kanwisher, N. (2004). The fusiform face area subserves face perception, not generic within-category identification. Nature Neuroscience. 7, 555–62.
Haxby, J. V., Hoffman, E. A., & Gobbini, M. I. (2000). The distributed human neural system for face perception. Trends Cognitive Science, 4, 223-233.
Haxby, J. V., Hoffman, E. A., Gobbini, M. I. (2002). Human neural systems for face recognition and social communication. Biological Psychiatry, 51, 59–67.
Haxby, J. V., Ungerleider, L. G., Horwitz, B., Maisog, J. M., Rapoport, S. I., Grady, C. L. (1996). Face encoding and recognition in the human brain. Proceedings of the Natural Academy of Science USA, 93, 922-927.
Herrmann, M. J., Ehlis, A. C., Ellgring, H., & Fallgatter, A. J. (2005). Early stages (P100) of face perception in humans as measured with event-related potentials (ERPs). Journal of Neural Transmission, 112, 1073– 1081.
Hill, H., & Bruce, V. (1996). The effects of lighting on the perception of facial surfaces. Journal of
Experimental Psychology: Human Perception and Performance, 22(4), 986-1004.
Hill, H., Schyns, P. G., & Akamatsu, S. (1997). Information and viewpoint dependence in face recognition.
Cognition, 62, 201–222.
Hoffman, E., & Haxby, J. (2000). Distinct representations of eye gaze and identity in the distributed human neural system for face perception. Nature Neuroscience, 3, 80–84.
Ishai, A., Ungerleider, L. G., Martin, A., Schouten, J. L., & Haxby, J. V. (1999). Distributed representation of objects in the human ventral visual pathway. Proceedings of the Natural Academy of Science USA, 96, 9379–9384.
Jeffreys, D. A. (1996). Evoked potential studies of face and object processing. Visual Cognition, 3, 1_38. Jemel, B., Pisani, M., Calabria, M., Crommelinck, M., & Bruyer, R. (2003). Is the N170 for faces cognitively penetrable? Evidence from repetition priming of Mooney faces of familiar and unfamiliar persons. Cognitive
48 Johnston, R. A., Edmonds, J. A. (2009). Familiar and unfamiliar face recognition: a review. Memory, 17, 577–596.
Kanwisher, N., McDermott, J., & Chun, M. M. (1997). The fusiform face area: A module in human extrastriate cortex specialised for face perception. Journal of Neuroscience, 17, 4302_4311.
Kaufmann, J. M., Schweinberger, S. R., & Burton, A. M. (2009). N250 ERP correlates of the acquisition of face representations across different images. Journal of Cognitive Neuroscience. 21, 625-641.
Leveroni, C. L., Seidenberg, M., Mayer, A. R., Mead, L. A., Binder, J. R., & Rao, S. M. (2000). Neural systems underlying the recognition of familiar and newly learned faces. Journal of Neuroscience, 20, 878- 886.
Liu, J., Harris, A., Kanwisher, N. (2002). Stages of processing in face perception: an MEG study. Nature
Neuroscience, 5, 910–916.
Longmore, C. A., Liu, C. H., & Young, A. W. (2008). Learning faces from photographs. Journal of
Experimental Psychology: Human Perception and Performance, 34, 77–100.
Marr, D. (1982) Vision, San Francisco, CA: W.H. Freeman.
O‟Toole, A. J., Edelman, S., & Bulthoff, H. H. (1998). Stimulus-specific effects in face recognition over changes in viewpoint. Vision Research, 38, 2351–2363.
O'Toole, A. J., Harms, J., Snow, S. L., Hurst, D. R., Pappas, M. R., Ayyad, J. H., & Abdi, H. (2005). A video database of moving faces and people. IEEE Transactions on Pattern Analysis and Machine Intelligence, 27(5), 812-816.
Paller, K. A., Gonsalves, B., Grabowecky, M., Bozic, V. S., & Yamada, S. (2000). Electrophysiological correlates of recollecting faces of known and unknown individuals. Neuroimage, 11, 98–100.
Pfütze, E. M., Sommer, W., & Schweinberger, S. R. (2002) Age-related slowing in face and name recognition: evidence from event-related brain potentials. Psychology of Aging, 17, 140–160.
Pickering, E. C., & Schweinberger, S. R. (2003). N200, N250r and N400 event-related brain potentials reveal three loci of repetition priming for familiar names. Journal of Experimental Psychology: Learning,
Memory, and Cognition, 29, 1298–1311.
Roark, D. A., O'Toole, A. J., & Abdi, H. (2003). Human recognition of familiar and unfamiliar people in naturalistic video. IEEE International Workshop on Analysis and Modelling of Face and Gestures, 36-43.
49 Roberts, T., Bruce, V., (1989). Repetition priming of face recognition in a serial choice reaction-time task.
British Journal of Psychology, 80, 201 – 211.
Rossion, B., & Jacques, C. (2008). Does physical interstimulus variance account for early electrophysiological face sensitive responses in the human brain? Ten lessons on the N170. NeuroImage, 39, 1959–1979.
Rossion, B., Delvenne, J. F., Debatisse, D., Goffaux, V., Bruyer, R., Crommelinck, M., Guerit, J. M. (1999). Spatio-temporal localization of the face inversion effect: an event-related potentials study. Biological
Psychology, 50, 173–189.
Rossion, B., Gauthier, I., Tarr, M. J., Despland, P.A., Bruyer, R., Linotte, S., Crommelinck, M. (2000). The N170 occipito-temporal component is enhanced and delayed to inverted faces but not to inverted objects: an electrophysiological account of face specific processes in the human brain. NeuroReport, 11, 69–74. Rossion, B., Schiltz, C., & Crommelinck, M. (2003). The functionally defined right occipital and fusiform „„face areas‟‟ discriminate novel from visually familiar faces. Neuroimage, 19, 877_883.
Rossion, B., Schiltz, C., Robaye, L., Pirenne, D., & Crommelinck, M. (2001). How does the brain discriminate familiar and unfamiliar faces?: A PET study of categorical perception. Journal of Cognitive
Neuroscience, 13, 1019_1034.
Schweinberger S. R., & Burton A. M. (2003). Covert recognition and the neural system for face processing.
Cortex, 39, 9 –30.
Schweinberger, S. R., Pfütze, E. M., & Sommer, W. (1995). Repetition priming and associative priming of face recognition: Evidence from event-related potentials. Journal of Experimental Psychology: Learning,
Memory, and Cognition, 21, 722-736.
Schweinberger, S. R., Pickering, E. C., Jentzsch, I., Burton, A. M., & Kaufmann, J. M. (2002). Event-related brain potential evidence for a response of inferior temporal cortex to familiar face repetitions. Cognitive
Brain Research, 14, 398-409.
Senkowski, D., & Herrmann, C. S. (2002). Effects of task difficulty on evoked gamma activity and ERPs in a visual discrimination task. Clinical Neurophysiology, 113, 1742–1753.
Sergent, J., Ohta, S., & MacDonald, B. (1992). Functional neuroanatomy of face and object processing: A positron emission tomography study. Brain, 115, 15_36.
50 Stone, A., Valentine, T., & Davis, R. (2001). Face recognition and emotional valence: Processing without awareness by neurologically intact participants does not simulate covert recognition in prosopagnosia.
Cognitive, Affective, & Behavioral Neuroscience, 1, 183-191.
Sugase, Y., Yamane, S., Ueno, S., & Kawano, K. (1999). Global and fine information coded by single neurons in the temporal visual cortex. Nature, 400, 869–873.
Tanaka, J. W., & Curran, T. (2001). The neural basis of expert object recognition. Psychological Science, 16, 145–151.
Tanaka, J. W., Curran, T., Porterfield, A. L., & Collins, D. (2006). Activation of preexisting and acquired face representations: The N250 event-related potential as an index of face familiarity. Journal of Cognitive
Neuroscience, 18, 1488–1497.
Tarr, M. J., & Pinker, S. (1989). Mental rotation and orientation-dependence in shape recognition. Cognitive
Psychology, 21, 233–282.
Tovee, M., & Rolls, E. T. (1995). Information encoding in short firing rate epochs by single neurons in the primate temporal visual cortex. Visual Cognition, 2, 35–58.
Tranel, D., & Damásio, A. R. (1985). Knowledge without awareness: An autonomic index of facial expression by prosopagnosics. Science, 228, 1453-1454.
Tranel, D., Fowles, D. C., & Damásio, A. R. (1985) Electrodermal discrimination of familiar and unfamiliar faces: a methodology. Psychophysiology, 22, 403-408.
Troje, N. F., & Kersten, D. (1999). Viewpoint dependent recognition of familiar faces. Perception, 28, 483- 487.
Vogel, E. K., & Luck, S. J. (2000). The visual N1 component as an index of a discrimination process.
Psychophysiology, 37, 190–203.
Young, A. W. (1998). Face and mind. Oxford: Oxford University Press.
Young, A. W., McWeeny, K. H., Hay, D. C., & Ellis, A.W. (1986). Matching familiar and unfamiliar faces on identity and expression. Psychological Research, 48, 63-68.