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Profissional PA: Mestre em "Narrativa Interativa em Ambientes Educacionais

Virtuais" pela Faculdade de Informática em Áreas Humanas, da Universidade de Nagoya, Japão. Suas áreas de interesse são: design instrucional para EaD, comunidades virtuais de aprendizagem e uso da tecnologia em educação. Atualmente, cursa o doutorado em "Interfaces Baseadas em Linguagem Natural para Ambientes Educacionais Virtuais", pela Universidade de Nagóia, Japão, a distância. Atua como designer instrucional há mais de dez anos. É consultora na área de materiais instrucionais para o Governo do Distrito Federal, área acadêmica e corporativa.

Devido ao fato de residir em Brasília, foi possível sua inserção na área governamental, que, segundo a entrevistada, tem um foco diferenciado na

construção de materiais instrucionais, assim como na elaboração dos seus

designers.

Por possuir uma experiência internacional na área, ela apontou como ponto diferenciador desta pesquisa a independência que pode ser observada entre o planejamento do material instrucional pelo autor, pelos coordenadores dos processos pedagógicos e pelo designer instrucional. Percebe-se a possibilidade de integração da equipe multidisciplinar no processo de planejamento, uma vez que este considera os aspectos pedagógicos, os estilos, as estratégias de ensino e de aprendizagem e os recursos tecnológicos.

Ao apontar que em cada estágio as tecnologias devem assumir papéis diferentes (distributivas, interativas ou colaborativas), o instrumento fornece a possibilidade do autor, eventualmente, utilizar a mesma tecnologia, mas num contexto operacional diferenciado.

Profissional PB: Doutor e mestre em Ciência Política pelo Instituto

Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro e bacharel em Ciências Sociais pela UFRJ. Professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília. Vice- presidente do Comitê de Análise da Conjuntura Político-Legislativa da Câmara Americana de Comércio, em Brasília. Participante da Frente Parlamentar da Educação a Distância.

Teve a percepção de que, uma vez que o instrumento auxilia no planejamento e aponta para algumas ações que podem facilitar o processo de construção de um material instrucional, a sua utilização é adequada também para o mercado

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corporativo, cujos autores, muitas vezes, não possuem conhecimento ou domínio dos referenciais didático-pedagógicos que fazem parte do processo educacional.

Segundo ele, a forma como os referenciais teóricos foram combinados e demonstrados por meio do instrumento faz com que seja possível o planejamento e a implementação de atividades de capacitação mais adequadas e focadas no perfil do autor, sem, contudo, esquecer o foco principal, que é a aprendizagem de pessoas fisicamente distantes.

Profissional EC: Diretora da New England Association of Schools and

Colleges (NEASC). Tem mais de trinta anos de experiência como educadora e consultora e é autora de diversas publicações na área de Acreditation. Foi selecionada pelo Departamento de Educação dos EUA para revisar as políticas de EaD e de desenvolvimento profissional. Estava no Brasil entre os meses de junho a outubro de 2008, como conferencista na área de Distance Education e Acreditation. Esse talvez tenha sido o maior desafio deste trabalho: explicar e discutir seus referenciais teóricos e o instrumento proposto para uma profissional de reconhecimento internacional.

Devido à sua nacionalidade e por ser uma leitora inveterada de assuntos da área (como ela mesmo se classificou), ela já conhecia todos os referenciais teóricos deste trabalho; assim, boa parte da discussão girou em torno dos autores consultados. Foi dela a contribuição de inserir no instrumento algumas sugestões sobre eventos instrucionais e avaliativos, como forma de fechar o ciclo de planejamento sugerido.

Profissional FD: Consultor em tecnologia educacional a distância em bases

internacionais. Atuou na produção de relatórios de avaliação sobre EaD em programas de treinamento focados em diferentes países na América Latina. Uma vez que o foco do trabalho dele está relacionado a treinamentos, seu olhar sobre o instrumento foi bem crítico, principalmente no tocante a como agregar todas essas informações pesquisadas.

Apesar de ser francês, por atuar em países da América Latina e prestar serviço no Ministério da Educação, o idioma não foi um problema durante a entrevista e suas considerações direcionaram-se, inclusive, para sugestões de novas pesquisas a partir do instrumento proposta. Segundo ele, tanto os elementos considerados para o desenvolvimento da Taxonomia de Bloom, na década de 60, quanto os da sua adequação, no ano de 2005, foram coerentes com a tecnologia e as características da EaD praticadas à época em que foram concebidas.

Profissional AF: Administrador de Empresas, trabalha a sete anos à frente

da área de gestão do Sistema de Aprendizagem a Distância, no departamento de Educação a Distância de uma Instituição de Ensino Superior que possui dez anos de ensino presencial. Esta, contudo, teve sua estruturação e idealização alicerçada em um curso oferecido, a distância, há catorze anos, com apoio da Cátedra da UNESCO.

A escolha do seu nome para ser entrevistado se deu devido ao fato de ser ele de uma área mais técnica e de ter pouco contato com autores de conteúdo durante o desenvolvimento e planejamento dos materiais instrucionais. Para ele, a explicação do instrumento proposta seguiu uma linha mais relacionada à capacitação.

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O objetivo era comprovar que, a partir dela, seria possível capacitar uma pessoa sem experiência na produção de material instrucional a planejá-los e construí-los de tal forma que fosse facilitada a aquisição de conhecimentos, competências e habilidades.

Ao final, confessou que pela primeira vez sentiu-se capaz e motivado a conhecer mais alguns referenciais teóricos (pedagógicos) da área, tanto para melhorar suas atividades diárias, quanto para aceitar alguns convites que eventualmente lhe são feitos, no tocante à construção de materiais para EaD.

Ele conseguiu perceber como é possível construir materiais que facilitem o desenvolvimento cognitivo na sua área de atuação, crença que, às vezes, embora fizesse parte de uma equipe de EaD, era internamente questionada. De todas as entrevistas, essa foi a mais desafiadora, devido à especialização do trabalho executado, pois ele tinha pouco conhecimento sobre teorias pedagógicas e, durante a apresentação, questionava como acontecia a aplicação prática delas no ensino presencial e a distância, nos dias atuais.

Todos os entrevistados foram de uma dedicação incrível durante a conversa que direcionou a pesquisa de campo. Embora a idéia central da pesquisa fosse elogiada, as contribuições e sugestões de adequação surgiam naturalmente, e foi devido a elas que se chegou ao modelo a ser apresentado no próximo capítulo.

CAPÍTULO 7

INSTRUMENTO PARA AUXILIAR NO PLANEJAMENTO DE