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Jordskifterettens prosessledelse .1 Hva er prosessledelse?

O instrutor surdo, aqui denominado Armando, foi contratado pela escola no ano de 1999. Ele foi o primeiro surdo fluente em língua de sinais a ser contratado para o quadro de funcionários como instrutor, anteriormente a escola contava com dois faxineiros surdos.

Armando20 tinha experiência em ministrar aula de sinais para pais em outras instituições, sendo certificado pelo MEC para tanto, apesar de não ter, na época, o Ensino Médio concluído. Quando começaram suas atividades na escola sua função era dar aula de sinais aos pais e aos alunos com a elaboração do PED, foi proposto que fizesse parte do projeto.

Devido a uma seqüela de meningite adquirida aos 3 anos de idade, Armando tem o déficit auditivo , sua história, pode ser conferida no livro “Mãos fazendo História” (Melendez e Vergamini, p. 150, 2003).

Quando começou trabalhar no Programa estava no 2º ano do curso de Pedagogia, mas o trabalho com bebês surdos era uma novidade também para ele, seu fazer foi se construindo no decorrer na praxis.

O começo foi permeado por muitas dúvidas, a principal era qual seria seu real papel no trabalho, a proposta de brincar parecia-lhe insuficiente para dar conta do desenvolvimento da criança surda. Deste modo, o primeiro grupo aprendeu a língua de sinais como ele havia aprendido o português, palavra a palavra.

Muitas discussões foram feitas para que ele pudesse compreender a importância do brincar com as crianças e o quanto esta atividade poderia ser produtiva em diversas áreas do desenvolvimento infantil. Para Armando era importante compreender o processo e então compreender-se nele. Com as discussões percebeu que de fato a proposta fazia sentido e o brincar tomou paulatinamente outro significado, passando a fazer parte do trabalho de uma forma mais natural.

20 Nome fictício

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Como tantos outros surdos, Armando nunca havia convivido com um bebê surdo, ninguém havia lhe contado uma história em sinais, nem tampouco lhe dado ordens ou regras nessa língua quando criança, de tal forma que era necessário construir o trabalho, trabalhando. A parceria entre os dois profissionais envolvidos no projeto, fonoaudióloga e instrutor surdo, foi fundamental para que o trabalho transcorresse produtivamente. Constantes conversas para alinhar posturas e discursos foram necessárias no início e no decorrer do trabalho. Por ser uma figura muito carismática, pais e crianças encantaram-se por Armando muito rapidamente, fato que se tornou um facilitador para o trabalho.

Mas temos que salientar que o primeiro impacto, não foi tranqüilo para os pais, Armando é contundente nas suas colocações a respeito dos surdos e de sua comunidade. O fato de ser autônomo em sua vida profissional e social, muitas vezes assustou os pais, que até conhecê-lo não pensavam nos seus filhos como um futuro adulto surdo.

No decorrer do tempo os pais foram percebendo que o instrutor ocupa um lugar que seus filhos podem alcançar e ultrapassar, se proporcionarmos a eles esta possibilidade. Todas estas questões ressurgiam nas discussões do grupo de pais realizado com a fonoaudióloga, que procurava acolher e, junto aos pais, organizar as diferentes percepções e sensações nas reflexões de cada encontro, o mesmo aconteceu quando as dúvidas e inquietações vinham por parte de Armando.

A Fonoaudióloga

A fonoaudióloga da instituição foi contratada em 1999, iniciando suas atividades junto com a nova proposta de trabalho da escola, a Abordagem Bilíngüe para Surdos.

Sua experiência na área de surdez vinha de outra instituição educacional para surdos e surdoscegos, onde trabalhou cerca de oito anos. Nessa instituição já havia esboçado uma proposta de trabalho com bebês surdos, os quais se desenvolveriam com a presença de um surdo adulto, no entanto a proposta não progrediu.

Desde o princípio do trabalho na Escola para Crianças Surdas Rio Branco ficou claro que dentro de suas atividades não haveria o trabalho clinico fonoaudiológico, desta forma, foi necessário delinear a atuação desconhecida dos professores da instituição. Suas atividades desenvolviam-se fundamentalmente com as crianças em atividades lúdicas que estimulavam suas habilidades lingüísticas, discussões de trabalho com os professores, onde eram discutidas

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questões de linguagem que tinham implicações na prática pedagógica e grupo de orientação aos pais.

No início das atividades existiu a necessidade constante de esclarecer que não haveria o treino auditivo e de fala, necessidade que em menor grau ocorre até os dias de hoje. As atividades descritas foram o material inicial para a proposta de trabalho com bebês que foi elaborada no primeiro ano de trabalho e que foi prontamente aceita pela coordenação da escola, que solicitou que a profissional aguardasse condições mais favoráveis para que levasse a proposta aos dirigentes da instituição.

O projeto proposto era pioneiro na instituição e na área fonoaudiológica, pois se esperava de um profissional fonoaudiólogo a atuação com surdos sob a perspectiva do treinamento auditivo e de fala. Por não haver outros trabalhos de referência no país, a fundamentação teórica lhe parecia condição necessária para que desenvolvesse o trabalho.

Na procura por um referencial teórico, entendeu que a teoria histórico-cultural é a que contemplaria as necessidades do trabalho, nas palavras de Souza (2005, p.93), a visão de que “a linguagem como espaço de recuperação do sujeito como ser histórico e social”.

Foi, portanto, a partir desse referencial que o trabalho do Programa de Estimulação do Desenvolvimento foi se constituindo e constituindo todos que dele fizeram parte.