3. Er stauder utsatt for spesielle virus?
3.2 Jordboende virus
Diante das análises e dos resultados expostos nesta pesquisa ficou comprovado que os municípios da Macrorregião dos Inhamuns, no período de análise, foram frequentemente acometidos por veranicos, independentemente de ser ano chuvoso ou seco.
Essa alta frequência de veranicos na região evidenciou que o comportamento intrasazonal da pluviometria é tão ou mais inconstante que a intranual. Essa irregularidade pluviométrica é expressa pelos veranicos, onde, para a região a maior quantidade foi de veranicos classe A (menos intensos), seguido pelo veranico C (mais intensos) e com menor número de episódios a classe B.
Todos os municípios da região apresentaram altas taxas de ocorrência de veranicos, porém, Parambu, Aiuaba e Arneiroz (Sul da região) foram os mais submetidos a eles. Já os municípios de Ararendá, Nova Russas e Quiterionópolis foram os menos atingidos por veranicos.
Os veranicos classe A foram registrados, principalmente, nos municípios do Sul da região, Parambu, Aiuaba e Arneiroz; a excessão é Poranga que se localiza ao Norte da região. Em Ararendá e Quiterionópolis houve a menor incidência dessa classe de veranico.
A classe B teve maior número de episódios nos municípios de Arneiroz, Parambu, Tauá e Crateús, sendo Nova Russas o município com menor incidência. Os veranicos de classe C foram frequentes em Ararendá, Ipaporanga, Nova Russas e Quiterionópolis.
Essa análise da climatologia dos veranicos é importante porque demonstra os padrões de distribuição espacial dos mesmos, classificando e mapeando os municípios que se apresentam mais vulneráveis a ocorrência de veranicos. Porém, ela é insatisfatória para explicar e quantificar a interferência dos veranicos na produção.
Desta forma, foi analisado o comportamento da pluviometria para cada ano e percebeu-se que, mesmo quando há ocorrência de ano não seco, nota-se a variabilidade temporal das chuvas, ou seja, a quantidade de chuva é importante para a agricultura, mas
a sua distribuição no tempo, ao longo da quadra chuvosa é, também, um fator determinante de boas safras. Assim, a distribuição regular dessa chuva ao longo da quadra chuvosa é um dos fatores determinante para uma boa safra.
Ainda na observação dos anos agrícolas, foi identificado que havia certa relação entre os veranicos classe C e a quebra de safra. Assim, para constatar essa relação e quantificá-la, foram realizados cálculos de correlação e regressão.
Com isso, foi possível constatar que apenas os veranicos A e C tinha relação significativa com a produção, enquanto o veranico A apresenta relação positiva o veranico C tem relação negativa com a produção. Portanto, o veranico desde que com curta duração, é um fator positivo e necessário a produção.
A análise de regressão em painel confirmou o que foi constatado na correlação, apenas os veranicos A e C têm influência significativa na produção, onde o veranico A impacta positivamente e o C negativamente.
Em um primeiro momento essa regressão foi feita isoladamente para cada tipo de veranicos e houve uma superestimação dos valores, principalmente, para o veranico A. Quando realizada a regressão com os três tipos de veranicos a influência dos veranicos A e C foram menores, mas, o veranico C continuou influenciando (negativamente) mais a produção que o A.
Por fim, percebeu-se que a cultura do milho é mais vulnerável aos veranicos classe C, e consequentemente, mais dependente da pluviometria que a cultura de feijão. Por isso, houve perca de toda a produção de milho em alguns municípios em anos onde a frequência de veranicos foi intensa.
Esses resultados contribuem para a compreensão do impacto diferenciado dos tipos de veranicos sobre a produção agrícola, visto que os veranicos menos intensos produzem um impacto positivo ao contrário do que se esperava a priori. Além disso, para perceber o impacto diferenciado dos veranicos sobre cada cultura, tendo em vista que algumas são mais sensíveis ao estresse hídrico que outras.
Outra contribuição importante foi perceber que mesmo a pluviometria sendo bastante importante para a garantia de uma boa safra ela não é o principal e único fator
preponderante, outros fatores como insolação, área plantada, ventos, pragas, desastres naturais etc. são também fatores importantes na definição da produção agrícola.
Outra importante contribuição foi a quantificação do impacto que os veranicos, de fato, causam as culturas, pois, na grande maioria dos trabalhos sobre o tema não houve essa mensuração, o que acaba por não esclarecer o real impacto dos veranicos na produção.
A partir dessas contribuições pode-se pensar agora em aprimorar esses resultados para responder outros questionamentos como:
Esses resultados se repetiriam em áreas com outros tipos de solo e clima?
Qual a influência dos outros elementos como: insolação, área plantada, tipo de solo etc. na produção?
Como seria a interferência dos veranicos na produção de outras culturas?
Qual a época ideal do ciclo da planta para ocorrência de veranicos curtos para aumentar a produção agrícola?
Esses são alguns questionamentos que surgiram durante a pesquisa, mas que por diversos motivos ainda não foram respondidos e surgem como reforço para estudos futuros.
Além desses questionamentos surgiu algumas sugestões para tentar reduzir os impactos dos veranicos prolongados (classe C) como mapear os meses de maior ocorrência dos mesmos e planejar irrigação para esse período mais seco ou procurar cobrir o solo com folhagens para diminuir a evapotranspiração, ou mesmo, procurar outras formas de manejo do solo para tentar minimizar esses impactos.
Essas sugestões também são ideias que podem ser testadas e surgir como estudo experimental para ver a eficiência de cada uma e tentar outras como mudar até mesmo o calendário agrícola para tentar evitar os meses que mais ocorrem esses veranicos prolongados, tendo em vista que para região de estudo eles tem predominância nos meses de dezembro e janeiro, talvez adiar a plantação seja uma solução.
Sendo assim, fica clara a importância de estudos que investiguem os efeitos dos veranicos sobre a produção agrícola, visto que, esses causam enormes perdas na
agricultura que acabam por prejudicar o abastecimento e encarecer os preços dos alimentos.
Acredita-se ainda que é preciso, também, buscar formas de prever os veranicos para minimizar seus impactos e produzir estudos relacionando qual impacto das mudanças climáticas e do aquecimento global para o aumento no número de veranicos e o impacto disso na produção agrícola para que a segurança alimentar das sociedades seja garantida.
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