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The Jewish community in Cairo during the 19th century

Chapter 3: The Jews of 19th-century Cairo, and their storytelling tradition

3.1 The Jewish community in Cairo during the 19th century

3.1.1–ESCALA DE COMPORTAMENTOS PROBLEMÁTICOS EM SALA DE AULA

Ao realizar-se a caraterização do grupo participante procedeu-se ao levantamento dos comportamentos predominantemente manifestados pelos alunos, sendo os mais comuns a falta de atenção, falta de iniciativa, imaturidade, impulsividade, recusa às tarefas, irrequietude, agressão verbal, não obedecer ao professor e conversa com os pares.

3.1.2–DIÁRIO DE BORDO DA INVESTIGADORA

O Diário de Bordo da Investigadora (DBI) é uma compilação do registo e das reflexões da investigadora durante o decorrer das sessões, tendo sido não só alimentado pelos comentários dos participantes e dos professores, como também pelas fotografias que permitem documentar e confirmar alguns dos dados identificados nas categorias e subcategorias posteriormente identificadas. Este pode ser consultado na íntegra no anexo 10, pp. 39-63.

A apresentação dos dados do DBI divide-se em três quadros, 1.1 Antes (primeira entrada no diário de bordo e reflexão das duas primeiras sessões), 1.2 Durante (reflexão da terceira à décima terceira sessão) e 1.3 Fase Final (décima quarta sessão e última entrada no diário de bordo), que permitem fazer uma leitura diacrónica do decorrer do projeto.

53 3.1.1.1 Quadro 1.1 - Antes

O quadro 1.1 - Antes corresponde às três primeiras entradas do diário de bordo, referindo-se à apresentação do projeto ao conselho de turma e às duas primeiras sessões da intervenção. São consideradas não só as notas da investigadora relativamente à sua ação, à participação e envolvimento dos alunos, como as perceções dos professores acerca do projeto. As inicias P.1, P.2 e P.3 referem-se aos professores um, dois e três que deram a sua opinião acerca do projeto. As restantes iniciais referem-se aos relatos dos alunos participantes.

Desta forma, encontram-se três categorias e sete subcategorias que refletem o início do projeto.

1.1 - Antes

Categorias Subcategorias Evidências

Perceções sobre o projeto de intervenção Expetativas Iniciais dos professores

P. 1 - Expressão dramática?! Nunca vais conseguir que eles façam algo com isso. P. 2 - Se isso não resultar podemos dar choques elétricos?

P. 3 - Duvido que eles o façam, mas vá.

(1ª entrada no DBI)

Expetativas Iniciais da investigadora

Mas tais comentários não me iriam demover do meu objetivo. Comentei que quaisquer resultados seriam uma conquista para os alunos e que, no final, se se notasse alguma mudança, por mínima que fosse, o projeto não teria sido em vão. (1ª entrada no DBI) Refleti sobre aquele momento e não pude deixar de pensar se os alunos seriam tão problemáticos (…) logo afastei esse pensamento acreditando que este é um caminho a percorrer. (1ª entrada no DBI)

Participação

Tomadas de decisão

(Desinteresse)

De uma forma geral os diários foram bem aceites (Sessão 1)

A primeira sessão teve início com a minha apresentação aos alunos. Inicialmente estavam um pouco reticentes em falar, mas logo se envolveram no diálogo por mim estabelecido.

(Sessão 1)

De forma a contextualizar o aluno acerca do que tínhamos realizado na sessão anterior, iniciámos com os jogos de reconhecimento do grupo já realizados. No entanto, apelando à capacidade de memorização do grupo, solicitei aos alunos que explicassem ao colega o funcionamento do jogo. De seguida os alunos sugeriram a introdução de variantes que não tinham sido exploradas na sessão anterior como “dizer o nome com os olhos fechados e lançar a bola ao colega”, “dizer o nome e deslocarmo-nos até ao colega com os olhos fechados”. Tais variantes foram bem recebidas e facilmente exequíveis. (Sessão 2) Quando assisti às poses dos grupos, decidi sugerir que a partir da pose fizessem uma pequena improvisação acerca do representado na imagem. Os alunos acederam à minha sugestão e improvisaram três situações distintas de curta duração: retrataram a estupefação face à neve (imaginária) que caía, com a observação “Ahhh! Está a nevar!”; representaram um diálogo entre membros da assembleia da república; retrataram uma cena entre o Ogre, o Burro e o Gato das Botas do filme Shrek, sem diálogo. (Sessão 2) (…) depois de passar uma hora do início da sessão comecei a perder o interesse e atenção de metade do grupo e os conflitos aumentaram; (Sessão 1)

Para a próxima sessão necessito de adaptar os exercícios inicialmente planeados de forma a tentar uma melhor aceitação e consequente participação por parte dos alunos.

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Recusa Um dos alunos escolheu como herói o “Nada”, pois diz que não quer nada! (Sessão 1)

(…) o B. exerce influência no grupo no sentido em que se não fizer uma atividade outros também se recusam a fazer (Sessão 1)

No entanto, a partir de certa altura houve três elementos do grupo que se recusaram fazer este jogo, tendo exercido influência sobre outros quatro elementos que também pararam.

(I. - Sessão 1)

Contudo, percebi (…) que os jogos de expressão dramática de imitação com o corpo são rapidamente recusados por metade do grupo (Sessão 1)

Num dos grupos um aluno não quis dar corpo nem à imagem, nem à representação, pelo que solicitei a sua ajuda na organização do espaço. (Sessão 2)

O D. mostra muita resistência no que toca ao registo. (Sessão 2)

Quando dei início à reflexão em grupo, verifiquei a mesma situação da sessão anterior: a preocupação em sair para ir almoçar sobrepõe-se à vontade de refletir sobre o que tínhamos concretizado. (Sessão 2)

Bloqueios com tentativa de resolução

O jogo O que fizeste quando…? criou alguma resistência no grupo. Comecei por partilhar um momento que tinha como desfecho uma queda de mota. Escolhi esta temática como forma de aproximação ao grupo visto a maioria ter uma mota. Quando terminei a história os alunos disseram “Essa história não é verdadeira pois não?”, “Não acredito professora, isso é mentira”, “A professora também andava de mota, brutal”. (Sessão 2) Quando passei ao exercício 2, Andar como… - reconhecimento do espaço, notei que os alunos começaram a ficar desconfortáveis com a representação de caraterísticas imaginárias do seu corpo. Desta forma fui dando sugestões como andar como um robot, que tal como pensei foram bem aceites pela maioria do grupo. (Sessão 1)

Notei que não se escusaram a participar no jogo e preferiram contar histórias reais do que fictícias. Por outro lado alguns alunos tentavam passar a sua vez dizendo “Vá professora, passe à frente, ande lá” revelando até alguma dificuldade em fazê-lo:

Não sei nenhuma história. – M. Inventa – B.

Não sei. – M.

Inventa. Conta como foi quando fumaste a tua primeira ganza. – B.

Não fumei!... Pronto… foi bom. – M.” (Sessão 2 – Registo de diálogo entre alunos)

Partilha de emoções

L.F. - Já estive muitas vezes ao lado da morte. Não sei como me tenho safado. Qualquer