3 SKAPENDE DEL
3.2 Den allegoriske impuls i samtiden
3.2.1 Jeannette Christensens allegoriske strategi
O ganho de peso (g) foi acompanhado por meio dos dados de peso médio coletados nas biometrias realizados durante o período de cultivo, e o resultado final obtido para o ganho de peso foi encontrado a partir da diferença do peso médio determinado na despesca pelo peso médio obtido na amostragem do povoamento.
Na Tabela 19 apresentam-se os valores de ganho de peso dos tratamentos testados durante o período experimental.
Tabela 19– Ganhos de peso da tilápia do Nilo, Oreochromis niloticus, observados durante o período experimental no Centro de Pesquisa sobre Tratamento de Esgoto e Reúso de Águas, Aquiraz, Ceará, 2010.
Parâmetro Zootécnico Tratamentos Experimentais TE-01 (50%+Vit C) TE-02 (25%+Vit C) TE-03 (50%)
Peso Inicial (g) 0,89±0,19a 0,93±0,14a 0,48±0,25a
Peso Final (g) 136,36±27a 121,40±16,07a 118,05±16,43a
Ganho de Peso (g) 135,47±27,38a 119,59±14,76a 116,57±15,19a
TE-01: metade da quantidade da ração e suplementação com 1.500 mg de Vitamina C/kg de ração; TE-02: 25% da quantidade da ração e suplementação com 1.500 mg de Vitamina C/kg de ração; TE-03: metade da quantidade da ração sem suplementação com Vitamina C.
Assim como quanto aos dados de comprimento final, não houve diferença estatisticamente significativa (p > 0,05) no peso final entre os tratamentos experimentais. O Tratamento 01 obteve maior média de peso final entre os tratamentos experimentais, com valor de 136,36 g. O Tratamento 02 obteve o segundo melhor resultado, com média de 121,40 g, seguido pelo Tratamento 03, com média de 118,05 g.
Quanto ao ganho de peso, também não houve diferença estatisticamente significativa (p > 0,05) entre os tratamentos experimentais, principalmente pelo grande desvio padrão observados nos tratamentos experimentais. Com relação a este parâmetro, o
Tratamento 01 também apresentou melhor desempenho entre os tratamentos experimentais, com valor médio de 135,47 g, sendo seguido pelo Tratamento 02 e este pelo Tratamento 03, com valores médios, respectivamente, de 119,59 g e 116,57 g.
Zanoni, Caetano Filho e Leonhardt (2000), em 334 dias de cultivo, obtiveram peso final médio de 64,09 g. Shnel et al. (2002), avaliando a performance de tilápia em um sistema de recirculação sem descarga de água, em 331 dias de cultivo, observaram valores médios de peso de 500,8 g. El-Sayed e Kawanna (2004), avaliando o efeito do fotoperíodo no cultivo de alevinos de tilápia do Nilo durante 90 dias, observaram peso final de 46,8 g, com um ganho de peso de 44,46 g, cultivando as espécimes com 12 horas com luminosidade e 12 horas sem luminosidade. Já Azaza, Dhraïef e Kraïem (2008) obtiveram peso final de tilápia do Nilo de 6,463 g em uma temperatura de 22 °C e de 19,160 g com temperatura de 30 °C. Marengoni et al. (2008), avaliando o cultivo de tilápia do Nilo sob diferentes densidades durante 84 dias de cultivo, obtiveram peso final de 86,67 g em densidade de 01 peixe m-³ e de 72,34 g com densidade de 03 peixes m-3.
Felizatto (2000) alcançou resultados de ganho de peso na ordem de 82 g em 120 dias de cultivo de tilápia do Nilo. Para esta mesma espécie, Bastos et al. (2003b) relataram resultados de 100 g em 100 dias de cultivo. Pereira (2004) obteve resultado de 126,10 g em 180 dias de cultivo de tilápia nilótica. Reidel et al. (2005), avaliando o cultivo de alevinos de tilápia em efluente de frigorífico tratado com macrófita aquática durante 25 dias, observaram peso final de 1,054 g. Santos et al. (2007), cultivando tilápia do Nilo em esgoto doméstico tratado, alcançaram 636,84 g, com aeração mecânica suplementar. Pereira e Lapolli (2009), em 189 dias de cultivo, observaram que as tilápias obtiveram valores de peso final de 126,9 g com uma densidade de 03 peixes m-3, e 60,9 com densidade de 07 peixes m-3. Santos et al. (2009a), fornecendo 50% da ração indicada pelo fabricante, obteve, em 114 dias de cultivo de tilápia do Nilo, ganho de peso de 220,81 g.
Falcon et al (2007), avaliando os efeitos dos níveis de lipídeos e Vitamina C em alevinos de tilápia do Nilo, verificaram que as maiores concentrações de Vitamina C nas dietas oferecidas a esses organismos determinaram os maiores índices de ganho de peso corporal. Resultado semelhante foi verificado por Chagas e Val (2003) avaliando o efeito desta vitamina no ganho de peso em tambaqui, Colossoma macropomum, observaram maior ganho de peso no tratamento que utilizou maior concentração de Vitamina C.
5.2.4 Ganho de peso diário (g dia-1)
O acompanhamento do ganho de peso diário também foi realizado a cada biometria, verificando-se a relação entre o ganho de peso (g) e o número de dias de cultivo dos organismos.
Na Tabela 20 encontram-se os valores de ganho de peso diário dos tratamentos testados.
Tabela 20 – Ganhos de peso diário (g dia-1) da tilápia do Nilo, Oreochromis niloticus, observados durante o período experimental no Centro de Pesquisa sobre Tratamento de Esgoto e Reúso de Águas, Aquiraz, Ceará, 2010. Dias de cultivo Tratamentos Experimentais TE-01 (50%+Vit C) TE-02 (25%+Vit C) TE-03 (50%) 28 0,68 ± 0,23a 0,29 ± 0,09b 0,34 ± 0,15b
48 0,78 ± 0,22a 0,71 ± 0,14a 0,78 ± 0,25a
94 1,44 ± 0,29a 1,27 ± 0,16a 1,24 ± 0,16a
TE-01: metade da quantidade da ração e suplementação com 1.500 mg de Vitamina C/kg de ração; TE-02: 25% da quantidade da ração e suplementação com 1.500 mg de Vitamina C/kg de ração; TE-03: metade da quantidade da ração sem suplementação com Vitamina C.
No 28° dia de cultivo, o Tratamento 01 apresentou o melhor desempenho de ganho de peso diário, com média de 0,68 g dia-1, apresentando diferença estatisticamente significativa (p ≤ 0,05) quando comparado aos demais tratamentos. O Tratamento 03 obteve o segundo melhor desempenho, com média de 0,34 g dia-1, mas não apresentou diferença estatisticamente significativa (p > 0,05), ao ser comparado ao Tratamento 02, que apresentou média de 0,29 g dia-1.
Ao 48° dia, todos os tratamentos experimentais não apresentaram diferença estatisticamente significativa entre si (p ≤ 0,05). Os Tratamentos 01 e 03 apresentaram mesma média, de 0,78 g dia-1, sendo seguidos pelo Tratamento 02, com média de 0,71 g dia-1.
No 94° dia, todos os tratamentos experimentais também não apresentaram diferença estatisticamente significativa entre si (p > 0,05). O Tratamento 01 apresentou melhor desempenho entre os tratamentos testados, com valor médio de 1,44 g dia-1, sendo
seguido pelo Tratamento 02, com média de 1,27 g dia-1, e pelo Tratamento 03, com média de 1,24 g dia-1.
Na Figura 35 constam-se os resultados dos ganhos de peso diário obtidos no presente experimento, indicando que o melhor desempenho foi do Tratamento 01, com 1,44 ± 0,29 g dia-1, seguido pelo Tratamento 02, com 1,27 ± 0,16 g dia-1, e pelo Tratamento 03, com 1,24 ± 0,16 g dia-1. Quanto a este parâmetro, repetiu-se o padrão dos resultados de diferença estatisticamente significativa anteriormente relatados para o crescimento diário (cm dia-1).
Zanoni, Caetano Filho e Leonhardt (2000) obtiveram ganho de peso diário em tilápias do Nilo de 0,25 g dia-1. Ridha e Cruz (2001), estudando o desempenho da tilápia do Nilo em sistema de recirculação simples, observaram ganho de peso diário de 1,167 e de 1,181 g dia-1. El-Sayed e Kawanna (2004), cultivando espécimes de tilápia do Nilo com fotoperíodo natural, ou seja, 12 horas com luminosidade e 12 horas sem, observaram ganho de peso diário de 0,494 g dia-1. Já Candido et al. (2005) obtiveram ganho de peso diário de tilápias do Nilo de 1,87, 1,82 e 2,13 g dia-1 nos três tratamentos testados. Azaza, Dhraïef e Kraïem (2008) obtiveram ganho de peso diário de 0,103 g dia-1 em tilápias do Nilo cultivadas em temperatura de 22 °C e de 0,310 g dia-1 com temperatura de 30 °C. Marengoni et al. (2008) observaram ganho de peso diário de 1,02 g dia-1 em tilápias nilóticas, com densidade de 1 peixe m-³ e de 0,85 g dia-1 em densidade de 03 peixes m-3.
Tran-duy et al. (2008), avaliando o efeito da concentração de OD e do peso no consumo de alimento, crescimento e parâmetros hematológicos da tilápia do Nilo, observaram que para espécimes com baixo peso em baixas concentrações de OD, o ganho
0 0,3 0,6 0,9 1,2 1,5 T-1 T-2 T-3 1,44±0,29a 1,27±0,16a 1,24±0,16a Gan h o d e P e so D iár io ( g d ia -1 )
Figura 35– Representação gráfica do ganho de peso diário (g dia-1), ao final do cultivo nos três tratamentos experimentais realizados no Centro de Pesquisa sobre Tratamento de Esgoto e Reúso de Águas, Aquiraz, Ceará, 2010.
de peso diário foi de 1,24 g dia-1; já para espécimes com peso elevado e em baixas concentrações de OD, o ganho de peso diário foi de 1,75 g dia-1. As espécimes com baixo e elevado peso, respectivamente, em elevadas concentrações de OD, obtiveram ganho de peso diário de 2,99 e 4,23 g dia-1.
Santos et al. (2009a) obtiveram valores de ganho de peso diário em tilápia do Nilo de 1,936 g dia-1 fornecendo 50% de ração indicada pelo fabricante. Já Santos et al. (2009b) obtiveram ganho de peso diário de 1,29 g dia-1 cultivando tilápias em esgoto com aeração e sem fornecer ração, e de 0,286 g dia-1 no tratamento em que utilizou esgoto sem aeração e sem fornecimento de alimentação artificial. Para essa mesma espécie, Monteiro (2011) observou ganho de peso diário de 1,45 e de 2,05 g dia-1 nos sistemas com esgoto tratado.
Estes resultados demonstram que, em relação ao ganho de peso diário, há vantagem em se fornecer somente 25% da quantidade de ração indicada pelos fabricantes, suplementando com vitamina C, pois este tratamento não apresentou diferença estatisticamente significativa quando comparado aos demais tratamentos testados, apesar de ter apresentando o segundo melhor desempenho entre os mesmos. Com isso, foi reduzida a quantidade de ração fornecida aos peixes cultivados, consequentemente reduzindo os custos operacionais do cultivo (ver item 5.4).