5. Den oversatte historie
5.2 J. W. Cappelens Forlag 1829–2006
Entrelinhas para queda de eucalipto
Entrelinhas sem queda de eucalipto (com regeneração natural conservada)
c. Controle químico da rebrota de espécies exóticas
Após o corte das espécies exóticas deve-se evitar que essas árvores voltem a rebrotar e dominar a área (Figura 6.21). Assim, instantes após o corte da árvore deve-se realizar a apli- cação de herbicida (glyphosate) nas cepas (tocos) pincelando o herbicida puro sobre a região do floema. Pode-se utilizar também o Tordon (sal Trietanolamina do 2,4-D e picloram), que deve ser aplicado diluído em água a uma concentração entre 2 a 4%, aplicando o produto na superfí- cie do toco até o ponto de escorrimento, logo após o corte das árvores e utilizando um pulveri- zador costal. A utilização do Tordon não é recomendada para áreas com regeneração natural.
d. Controle manual da rebrota de espécies exóticas
Para os produtores com produção orgânica o controle da rebrota deve ser feito através do o corte, rebaixando o máximo possível o toco e danificando ao máximo o mesmo. Passados aproximadamente 30 dias após o corte deve-se realizar o corte das rebrotas com a utilização de uma foice. Importante lembrar que algumas espécies apresentam alta capacidade de rebrota, e sempre que necessário deve ser realizado esse controle.
Figura 6.21: Área de rebrota de eucalipto com entrelinhas dominadas pela regeneração natural.
6.3. aBeRtuRa de coVas
O preparo de solo para abertura de covas deverá ser realizado empregando, sempre que possível, técnica de cultivo mínimo, ou seja, que não envolva o revolvimento do solo na área total, bem como outras técnicas de conservação de solo.
A abertura de covas tem como objetivo principal a melhoria química e física do solo de forma localizada e, portanto deve estar sempre associada à adubação de base e à descompacta- ção do solo, tanto em largura quanto em profundidade. Entretanto, devido à variação dos tipos de solo e seus diferentes níveis de compactação associados ao histórico de uso, não é possível criar uma receita básica para determinar os parâmetros ideais de preparo da cova para um maior aproveitamento da muda. Dessa forma, os valores aqui apresentados são as médias de vários trabalhos realizados em diferentes situações. O aperfeiçoamento das técnicas pode ser realizado por meio das análises químicas e físicas dos solos.
A seguir são apresentadas várias técnicas para abertura de covas:
a. Abertura manual de covas
Pode ser realizada com enxadão (Figura 6.22) ou cavadeira (Figura 6.23) e devem ter dimensões mínimas de 30 cm de diâmetro x 40 cm de profundidade, mas em caso de solo com- pactado, deve-se aumentar as dimensões mínimas para 50 cm.
As covas feitas com enxadão, apesar de geralmente obter um maior rendimento opera- cional, possui dificuldade no seu aprofundamento do solo devido ao seu formato, sendo reco-
mendada para solos menos compactados, já as cavadeiras geralmente apresentam melhores resultados na descompactação de camadas mais profundas.
b. Broca perfuratriz
Essa atividade é realizada com um trator 80 HP ou de maior potência equipado com uma broca perfuratriz (mesmo implemento empregado para abertura de covas para mou- rões de cerca, porém com brocas de diâmetro superior a trinta centímetros e perfuração do solo no mínimo até quarenta centímetros) (Figura 6.24). Esse método tem sido cada vez menos empregado pelo alto custo e baixo rendimento, dando lugar para as moto- coveadoras.
O principal cuidado nesse tipo de abertura de covas refere-se ao possível espelhamento (formação de uma camada compactada nas paredes da cova, que não permite a penetração das raízes), o qual compromete o desenvolvimento radicular da muda e estimula o enovelamento de suas raízes. Para diminuir o espelhamento, recomenda-se a escarificação nas paredes das covas com o uso de uma ferramenta denominada “vanga”.
c. Moto-coveadora
A moto-coveadora é um equipamento leve, operada por apenas um trabalhador e de fácil manuseio. Possui um trava de segurança que fornece baixo risco de acidentes para o usuário. O rendimento no campo é bastante alto chegando a fazer cerca de 1000 covas/dia.
Figura 6.23: abertura de covas com cavadeira.
A utilização desses equipamentos não é recomendada em solos que apresentam pedras, as quais podem danificar sua broca. Em locais com presença de resíduos de palha no solo, pode ser necessária a abertura de coroas antes de utilizar a broca para evitar o enovelamento da mesma (Figura 6.25).
A broca é formada por várias hastes soldadas no eixo central que diminuem signifi- cativamente o risco de espelhamento das paredes laterais. Além disso, essas hastes não removem o solo da cova, mas o deixam com uma estrutura adequada para a penetração das raízes. A adubação de base pode ainda ser “batida” com a terra no momento em que a bro- ca perfura o solo. Essas pequenas vantagens acabam por tornar esse pequeno maquinário mais eficiente que o trator com broca perfuratriz e ainda tem a vantagem de poder ser usa- do em locais de baixa mecanização, com o em terrenos declivosos e áreas com indivíduos regenerantes.
Figura 6.24: Broca Perfuratriz acoplada a um trator.
Figura 6.25: aspecto de uma motocoveadora (a) e abertura de cova com motocoveadora (B).
d. Subsolagem da linha de plantio
A subsolagem tem como objetivo principal promover o rompimento de eventuais camadas compactadas do solo, facilitando o desenvolvimento radicular das mudas e aumentando a infil- tração de água na linha de plantio. É a principal indicação para plantios com muda em tubete. Nos casos de mudas em saquinho, complementa-se a abertura da cova manualmente ou com enxadão. Recomenda-se a utilização de subsolador de uma única haste e que prepare o solo a uma profundidade acima de 60 cm (Figura 6.26).
Deve-se sempre seguir o alinhamento adjacente pretendido para o plantio das mudas. O subsolador também deve ser equipado com um disco dianteiro para corte de resíduos (Figura 6.27) e, se possível, com um rolo destorroador ou com discos de grade adaptados para essa função.
Figura 6.27: uso de um pedaço de uma vara de madeira “bigode” com uma corrente em sua extremidade para a orientação da subsolagem em relação à linha adjacente (a) e disco de corte do subsolador cortando a palhada já seca (B).
Figura 6.26: Área com o mato já seco, após aplicação de herbicida, sendo preparada para o plantio com um subsolador florestal (a) e técnico medindo a profundidade de subsolagem com uma haste de ferro (B).