3.4 Development of the prototype
3.4.1 First iteration – defining the concept
a constituição provisória da Rede de Significados.
Nesta terceira subseção apresentamos atuação da dimensão (3) Historicidade de Formação da Consciência do Sujeito – Leitor na análise do memorial escrito de Marieta: a Rede Significado do Sujeito – Leitor passa pelo estudo do texto narrativo para circunscrever as Lições de Leitura na experiência do Leitor por meio das variantes (significados) de circunscrição. Desse modo, há uma integralização das dimensões (1) e (2) para proporcionar a produção da circunscrição da Rede de Significados, pois a constituição das variantes lança uma circunscrição da rede, a qual se encontra em interação discursiva atuante na integração dialógica das dimensões, macro e micro, para o movimento da reelaboração cultural no memorial escrito sobre as Lições de Leituras na experiência do Graduando – Leitor do Curso de Letras PARFOR – UFPA.
Desse modo, projeta -se o organograma de Análise da Rede de Significados do Sujeito - Leitor:
Figura 07: Organograma de Análise da Rede de Significados do Leitor do Curso de Letras.
Fonte: elaboração do próprio autor (2014)
O organograma de Análise da Rede de Significados do Sujeito - Leitor foi aplicado por meio da captação do discurso da experiência de leitura de Marieta em seu memorial escrito, houve a necessidade de perceber que a formação da leitura proporciona dois elementos para pensar nesta leitora: na condição de adulta e na composição da sua experiência de vida. A atividade de leitura de Marieta deixa transparecer suas Medições Discursivas dos objetos de leitura, os quais emanam significados provisórios em sua vida (DOMINICÉ, 2006), especialmente no instante em que Marieta escreve e socializa sua transformação da lógica de construção biográfica de Leitura, após o ato de ler em cada estágio de sua vida: é alcançar o significado provisório da leitura em sua experiência.
A cada etapa da vida de Marieta há negociação do ingresso dos novos significados das atividades de leitura, para ela, é (re)criar o espaço do memorial escrito por meio da pronuncia de sua palavra em sua vida. Para ela foi um desafio narrar o percurso das atividades discursivas de leitura em constante processo de (re)negociação do significado no curso da vida, sem nenhuma possibilidade de ser linear e concluído. Se atividade discursiva de leitura faz parte da Formação, logo a Formação tem que ser pensada considerando seus discursos descontínuos, e a negociação das Lições da atividade
(3) Historicidade de Formação da Consciência do Leitor.
(2) Atividades Discursivas na Memória do Leitor.
(1) Atividades Discursivas do Leitor.
Rede de Significados
Horizonte Social do Leitor
Território de
discursiva de leitura como Linguagem educativa e, também, modifica e avança no desenvolvimento cultural do percurso de sua construção biográfica como Leitura.
No estudo do memorial escrito das Lições de Leituras na experiência de leitura de Marieta não pode perder o teor de formação para compreender a palavra social de Marieta em suas relações, de interação e integração do significado sobre a experiência que obteve com as mediações dos objetos de Leitura no transcurso do texto narrativo. E não se limita ao gesto da descrição do aspecto, pois o desejo é atingir o domínio provisório da construção da Rede de Significado por meio do jogo discursivo das mediações discursivas dos objetos de leitura no memorial escrito de Marieta.
A atividade discursiva de leitura, para Marieta, é revelador para si, pois sinaliza os traços discursivos das mediações discursivas dos objetos de leitura presentes em sua biografia, e agora sendo negociados em novos territórios do curso de sua vida. Isso projeta uma paisagem biográfica das Lições de Leituras em sua experiência, capaz de esboçar a localização as mediações discursivas dos objetos de leitura: possibilita modificar o horizonte biográfico do leitor, constantemente, e situar mais uma experiência de leitura no curso da vida. As transformações do horizonte da Leitora Marieta são compreendidas em sua narrativa como espaço de atualização da reflexão da forma verbal e cultural da história de si.
A formação da experiência de si (PASSEGGI, 2011) foi construída por Marieta no percurso dos seus deslocamentos pelo Território de Formação e Prática Docente. A cada nova etapa da Formação e Prática Docente, a Marieta realiza um processo de ressignificação da sua historicidade das suas Lições de Leitura, como uma narrativa vivida das suas aprendizagens com as mediações discursivas com os objetos de leitura. Nos escritos de Marieta há uma paisagem das Lições de Leitura na experiência da Adulta Leitura como processo de adequação com o meio social e com os significados das suas heranças culturais dos outros meios sociais antes do Curso de Letras PARFOR/UFPA.
Assim, o memorial escrito de Marieta (PASSEGGI, 2011) foi o meio de mediação discursiva provisória para lançar o seu relato de experiência como Leitora, pois a escrita dela esboça o cenário dos acontecimentos e como os efeitos do significado na sua experiência. Os elementos do enredo narrativo dela revelam uma vivência Formadora, a partir da relação de experiência com as mediações discursivas com os objetos de Leitura, principalmente o Curso de Letras PARFOR/UFPA.
A maneira de Marieta narrar sua biografia possibilitou verificar a capacidade de leitora tirar Lições entre a experiência e o saber, em cada Curso de Formação de sua história. A atividade de escrita é caracterizada como autobiografia, e quando há compreensão da escrita de si pela história do outro – é caracterizada como heterobiografia.
Nesse caso, a heterobiografia é exercida pelo pesquisador desta Tese, pois a houve uma inclinação para realizar a escuta das Lições de Leitura na experiência de Marieta por meio de sua criação verbal (ético - cognitiva) provisória expressada no memorial escrito. A escuta do memorial demonstrou uma reelaboração cultural da Rede Significados de Marieta com as Mediações Discursivas dos objetos de Leitura, a cada fase de reconstituição do testemunho histórico vivenciado nos Territórios de Formação Docente: os efeitos discursivos geraram um processo formativo, percebido por Marieta, à medida que as Lições de Leitura do texto foram trabalhando os significados no interior da experiência dela.
O memorial escrito possibilita para a leitura Marieta (PETIT, 2009b) se reconhecer por meio da interação discursiva com as Lições das Leituras em sua experiência, simultaneamente, da integração sistematizada de cada etapa vivenciada nos Territórios de Formação. Para análise da Rede de Significados do Sujeito – Leitor é esboçar um leitor, capaz de decifrar a sua experiência e seu respectivo lugar interior, a partir do momento que compartilha as marcas de outras palavras lidas em textos anteriores e integra as variantes das dimensões: (1) contextual – Território de Formação do Leitor; (1) Relação interpessoal – Subjuntividade do Leitor; e (2) Horizonte Social do Leitor. Como se pode ver a seguir:
Quadro 32: Rede de Significados do Graduando – Leitor do Curso de Letras.
Variante Território de Formação do Leitor – Contextual
Trecho 01 – “Na minha formação docente a minha trajetória de leitura foi ganhando nova significação, foi no primeiro ensino médio que eu cursei no Colégio Estadual Santa Rita de Cássia, localizado em Palmas –TO, no ano de 1997....”.
Trecho 02 – “... Mas não avancei muito em outras leituras depois mudei para o Goiás e deixei de visitar