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5. DISCUSSION

5.5 Whole genome sequencing

Os dados foram armazenados em uma planilha eletrônica (Microsoft Excel® 2003. Redmond, WA, EUA), na qual, cada linha correspondeu a um formulário de coleta dos dados. Duas entradas de dados foram realizadas, de forma independente e cega. As discordâncias foram resolvidas por meio de consulta à ficha de coleta de dados.

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A análise descritiva foi realizada, calculando o intervalo de confiança de 95%42 para cada ponto estimado. Os cálculos foram realizados com o auxílio do aplicativo estatístico SPSS 16.0.

Para as variáveis qualitativas, foram utilizadas as frequências absolutas (n) e as relativas (%). Para as variáveis quantitativas, foram utilizadas como medidas-resumo a média, a mediana e desvio-padrão, mínimo e máximo para apontar a variabilidade44.

Nas comparações das categorias das variáveis qualitativas, foram utilizados os testes Qui-Quadrado ou Exato de Fisher (F), quando necessário43.

Para a comparação da média entre os dois grupos de interesse, o teste utilizado foi o t-Student, todos os testes tiveram um nível de significância de 5%43.

A análise de Regressão Logística foi utilizada com o intuito de verificar quais características influenciam conjuntamente na disfunção sexual. Para esta análise, foram inseridas no modelo inicial as variáveis que apresentaram nível de significância abaixo de 0,10 nas comparações univariadas entre pacientes com e sem disfunção sexual. Nesta análise, pelo método de Stepwise foward não foram incluídas no modelo final as variáveis que, analisadas conjuntamente, se apresentavam sem significância estatística. Desta forma, das variáveis inicialmente inseridas no modelo, apenas entraram no modelo final aquelas com significância estatística (p<0,05). As demais variáveis não entraram no modelo44.

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Disfunções sexuais femininas no período pós-parto: uma revisão da literatura

RESUMO:

O período pós-parto é marcado por intensas modificações de ordem física, social e psicológica. Nesse sentido, adaptações são necessárias na busca de uma qualidade de vida satisfatória da mulher e seu companheiro. As disfunções sexuais, definidas como bloqueios totais ou parciais da resposta psicofisiológica, estão presentes no ciclo gravídico-puerperal e podem acometer mulheres nesse período, merecendo atenção especial por parte dos profissionais de saúde. Assim, este artigo teve como objetivo realizar uma revisão da literatura sobre as disfunções sexuais femininas no período pós- parto, quanto à prevalência no geral em cada uma delas, bem como os fatores associados nas bases de dados: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Eletronic Library Online (SCIELO) e Literatura Internacional em Ciências da Saúde (MEDLINE) e em três livros de ginecologia, obstetrícia e sexualidade que abordavam o assunto. Solicitou-se à biblioteca Bireme, uma larga busca utilizando os descritores: sexualidade, período pós-parto, disfunções sexuais fisiológicas, mulher, sem restrição de período. Foram excluídos artigos em que a metodologia não estivesse bem explicitada. Dos 92 artigos encontrados, 37 foram selecionados. Quanto aos resultados, estima-se que 30%-50% das mulheres são acometidas por disfunções sexuais que podem ser desencadeadas por diversos fatores, sendo um deles o ciclo gravídico-puerperal. A maioria dos estudos aponta como fator desencadeante das disfunções sexuais, dispareunia, amamentação, parto vaginal com sutura e lacerações, parto fórceps, deficiência na lubrificação vaginal, sensação da vagina mais apertada após o parto vaginal, medo de sentir dor na relação e cansaço físico excessivo. Deste modo, o retorno às atividades sexuais no período pós-parto, pode ser a princípio desconfortável, surgindo disfunções sexuais femininas, comprometendo a satisfação sexual e a harmonia conjugal. Os profissionais de saúde devem ficar atentos, inserindo orientações sobre questões de ordem sexual, além de informar às mulheres as alterações fisiológicas desse período.

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Female sexual dysfunctions in the postpartum period: a literature review ABSTRACT:

The postpartum period is marked by intense physical, social and psychological changes. Accordingly, adjustments in finding satisfactory quality of life for both the woman and her partner are necessary. Sexual dysfunctions, which are defined as total or partial blockages of psychophysiological response, are present in the puerperal period and may affect women in this period deserving, this way, special attention by health professionals. Therefore, this article aimed at reviewing the literature on female sexual dysfunctions in the postpartum period, concerning their general prevalence or each one of them, as well as associated factors in the following databases: Latin American Literature and Caribbean Health Sciences (LILACS), Scientific Electronic Library Online (SciELO) and International Literature in Health Sciences (MEDLINE) and three books on gynecology, obstetrics and sexuality that addressed the issue. There was also a broad search at Bireme library using the following keywords: sexuality, postpartum period, sexual physiological dysfunction, woman, without period restriction. We excluded articles in which the methodology was not well explained. 37 articles out of the 92 ones found were selected. Concerning the results, it is estimated that 30-50% of women are affected by sexual dysfunction, which may be triggered by several factors, one being the pregnancy and puerperium cycle. Most studies point the following as a trigger of sexual dysfunction: dyspareunia, breastfeeding, vaginal delivery with sutures and/or lacerations, forceps delivery, deficiency in lubrication, sensation of tighter vagina after vaginal delivery, fear of pain during intercourse and excessive physical fatigue. Thus, the return to sexual activity in the postpartum period can be uncomfortable at first, rising female sexual dysfunction, affecting sexual satisfaction and/or marital harmony. Health professionals should be aware of this, inserting guidance on sexual issues, and informing women about the physiological changes that occur in this period.

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Disfunciones sexuales femeninas en el período postparto: una revisión de la literatura

RESUMEN:

El periodo postparto es marcado por intensas modificaciones de orden física, social y psicológica. En este sentido, adaptaciones son necesarias en la búsqueda de una cualidad de vida satisfactoria de la mujer y su compañero. Las disfunciones sexuales, definidas como bloqueos totales o parciales de la respuesta psicofisiológica, están presentes en el ciclo gravídico puerperal y pueden acometer mujeres en este período, necesitando atención especial por parte de los profesionales de salud. Así, este artículo tuvo como objetivo realizar una revisión de la literatura sobre las disfunciones sexuales femeninas en el período postparto, respecto a la prevalencia en general y/o cada una de ellas, así como los factores asociados, en las bases de datos: Literatura Latino- Americana y del Caribe en Ciencias de la Salud (LILACS), Scientific Eletronic Library Online (SCIELO) y Literatura Internacional en Ciencias de la Salud (MEDLINE) y en 3 libros de ginecología, obstetricia y sexualidad que abordaban el asunto. Se solicitó la biblioteca Bireme, una larga busca utilizando los descriptores: sexualidad, periodo postparto, disfunciones sexuales fisiológicas, mujer, sin restricción de periodo. Fueron excluidos artículos en que la metodología no estuviera bien explicada. De los 92 artículos encontrados, 37 fueron seleccionados. Respecto a los resultados, se estima que 30-50% de las mujeres son acometidas por disfunciones sexuales, que pueden ser desencadenadas por diversos factores, siendo uno de ellos el ciclo gravídico-puerperal. La mayoría de los estudios apunta como factor desencadenante de las disfunciones sexuales, dispareunia, amamantamiento, parto vaginal con sutura y/o laceraciones, parto fórceps, deficiencia en la lubrificación vaginal, sensación de la vagina más apretada después del parto vaginal, miedo de sentir dolor en la relación y cansancio físico excesivo. De este modo, el retorno a las actividades sexuales en el periodo postparto, puede ser a principio incómodo, surgiendo disfunciones sexuales femeninas, comprometiendo la satisfacción sexual y/o la armonía conyugal. Los profesionales de salud deben estar atentos, añadiendo orientaciones sobre cuestiones de orden sexual, además de informar a las mujeres las alteraciones fisiológicas de este periodo.

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INTRODUÇÃO

O período pós-parto, resguardo ou sobreparto, corresponde ao ciclo gravídico- puerperal, cujas modificações locais e sistêmicas, desencadeadas por meio da gravidez no organismo materno, retornam ao estado pré-gravídico1.

No que tange à duração, é consenso que o puerpério instala-se imediatamente, após a expulsão total da placenta e das membranas ovulares. Entretanto, quanto a seu final, não tem sido uniforme o conceito dos autores clássicos. Para alguns, o retorno ao estado pré-gravídico levaria 8 meses a 1 ano e só então a mulher estaria apta para engravidar, mesmo quando lactando. Para outros, o término natural da lactação ou o retorno das menstruações marcaria o final do puerpério1.

Esse período é marcado por intensas modificações não só de ordem física como social e psicológica. Nesse sentido, adaptações são necessárias na busca de uma qualidade de vida satisfatória da mulher e seu companheiro.

As disfunções sexuais, definidas como bloqueios totais ou parciais da resposta psicofisiológica2, estão presentes no ciclo gravídico-puerperal com uma incidência que varia de 22% a 86%3,4.

Esses dados indicam que esse problema merece atenção especial por parte dos profissionais de saúde.

Tendo em vista a relevância do tema, este estudo teve como objetivo realizar uma revisão da literatura sobre as disfunções sexuais femininas no período pós-parto, nas principais bases de dados indexadas e em alguns livros publicados sobre o assunto.

MÉTODO

Tratou-se de um estudo de revisão da literatura que procurou responder à seguinte questão norteadora: “O que vem sendo publicado na literatura sobre as disfunções sexuais femininas no período pós-parto, quanto à prevalência no geral e cada uma delas, bem como os fatores associados?”.

Foi solicitada à Bireme uma busca a mais ampla possível, abrangendo as publicações nacionais e internacionais, utilizando os descritores: sexualidade, período pós-parto, disfunções sexuais fisiológicas e mulher, sem restrição de período. Foram

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utilizadas as bases de dados: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Eletronic Library Online (SCIELO) e Literatura Internacional em Ciências da Saúde (MEDLINE) e alguns livros que abordavam o assunto.

Foram incluídos os artigos que abordaram a prevalência das disfunções sexuais femininas no geral e cada uma, e os fatores associados ao surgimento dessas disfunções, publicados em inglês, português ou espanhol. Não houve restrições quanto ao desenho do estudo e ao período de publicação. Os critérios de exclusão foram: artigos com resultados inconclusivos e que a metodologia não estivesse bem explicitada. Quanto aos livros, foram selecionados três que abordassem o assunto em destaque, bem como trouxessem definições fundamentais para o enriquecimento na construção do texto.

Na Medline, foram identificados 92 artigos, dos quais 38 foram selecionados. Nas bases de dados Scielo, foram encontrados cinco artigos, mas não atendiam aos critérios de inclusão e na Lilacs quatro artigos, mas dois não entravam nos critérios de inclusão e os outros dois já tinham sido encontrados na busca no Medline. Dos 38 artigos selecionados, um estava duplicado; portanto, 37 foram revisados e apresentados a seguir.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

O tema foi dividido em três tópicos: prevalência das disfunções sexuais femininas, no geral, no período pós-parto, a frequência de cada uma das disfunções e as variáveis associadas.

 A prevalência das disfunções sexuais femininas, no geral, no período pós-parto; Ao contrário do que parece, elas são muito comuns e podem acarretar prejuízos à função sexual feminina, comprometendo o elo e harmonia conjugal, nos casos de omissão de orientações por parte dos profissionais de saúde, referentes ao retorno das atividades sexuais no período pós-parto.

Estima-se que 30%-50% das mulheres são acometidas por disfunções sexuais, que podem ser desencadeadas por diversos fatores, sendo um deles o ciclo gravídico- puerperal5,6,7,8.

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 A frequência de cada uma das disfunções sexuais;

Aos 3 e 6 meses de pós-parto, respectivamente9:

- Disfunção de lubrificação (46%, 26%); - Penetração dolorosa (55%, 27%); - Dispareunia (45%, 20%);

- Disfunção Orgásmica (33%, 23%); e - Perda do desejo (53%, 37%).

Em 6 semanas, 3 meses e 6 meses de pós-parto, respectivamente10:

- Disfunção do desejo (61%, 40%, 26%);

- Disfunção da fase de lubrificação vaginal (51%, 29%, 13%);

- Irritação ou sangramento vaginal após o ato sexual (19%, 9%, 6%); - Dispareunia (55%, 34%, 19%); e

- Disfunção Orgásmica (41%, 27%, 15%).

As variáveis associadas às disfunções sexuais femininas no período pós- parto;

A maioria dos estudos aponta como fator desencadeante das disfunções sexuais, em especial, a dispareunia: experiência prévia de dispareunia, amamentação, parto vaginal com sutura e lacerações, parto fórceps, deficiência na lubrificação vaginal, sensação da vagina mais apertada após o parto vaginal, medo de sentir dor na relação e cansaço físico excessivo3,7,9-17. Nas mulheres que experienciaram lacerações perineais e de esfíncter anal de maior grau, o retorno às atividades sexuais é ainda mais demorado e comprometido15,18-20. É fato que na existência de dispareunia, outros parâmetros sexuais também são comprometidos como o desejo sexual, a satisfação sexual e a frequência das relações sexuais21.

Percebeu-se que muitas mulheres mesmo sem preparo para retornarem às suas atividades sexuais, fazem-nas em razão da solicitação de seus parceiros e medo que estes busquem outras parceiras sexuais em uma relação extraconjugal15,22,23. Na verdade, é um momento bastante delicado, visto que seu corpo ainda está no processo de retorno às condições pré-gravídicas, bem como à imagem corporal, em que muitas mulheres ainda não se sentem atraentes24,25.

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Outro ponto bastante interessante discutido nos estudos foi a dor perineal que esteve mais presente nas mulheres que foram submetidas ao parto vaginal com sutura ou tiveram traumas perineais4,14,16,26-29.

Estudos apontam uma tendência das mulheres que foram submetidas ao parto cesariano, sentirem menos dor e disfunções do assoalho pélvico, bem como menor prejuízo na função sexual30,31, apesar de existir outra corrente de pensamento quanto ao parto cesariano, que ainda não tem subsídios suficientes para assegurar tal afirmação32,33.

No que se refere à disfunção do assoalho pélvico, existe concordância quanto aos fatores: parto fórceps, bebê com peso maior de 4000g, episiotomia, administração de oxitocina, primeiro e segundo estágios do trabalho de parto demorados e multiparidade34-38.

Fato preocupante refere-se aos profissionais de saúde que assistem estas mulheres no período pós-parto. Muitos detalham orientações diversas, como cuidados com o bebê, higiene corporal, vacinação, entre outros, mas não conversam com estas mulheres sobre suas vidas sexuais. Muitos não o fazem por timidez, porém as mulheres também não têm iniciativa de questionar sobre a temática sexualidade. Percebe-se a deficiência e despreparo dos profissionais em lidar com tal assunto, acarretando grande prejuízo da assistência as mulheres no período pós-parto31,39,40.

CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES FINAIS

O retorno às atividades sexuais no período pós-parto pode ser a princípio desconfortável, surgindo disfunções sexuais femininas que podem comprometer a satisfação sexual e a harmonia conjugal. Contudo, vale destacar que, para cada disfunção sexual, existem acompanhamentos e intervenções favoráveis na reversão do quadro, basta que sejam inseridas orientações rotineiras sobre as questões de ordem sexual, bem como que as mulheres sejam informadas sobre as alterações fisiológicas que acontecem em seu corpo.

Neste artigo, procurou-se fornecer informações sobre o que vem sendo publicado, nacional e internacionalmente, quanto às disfunções sexuais femininas no período do pós-parto nas grandes bases de dados existentes que subsidiarão discussões e

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indagações sobre a questão, bem como intervenções no acompanhamento de mulheres com disfunções sexuais.

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