3 ANSWERING THE QUESTION: WHAT IS FEL?
3.8.2 Quality assurance at KS2
das puérperas por Garcia e Cubas (2012) e sua avaliação por meio do grupo focal
Após ser avaliado no GF, o documento foi estruturado com base na categorização dos indicadores, segundo Garcia e Cubas (2012), e submetido à validação.
A elaboração do instrumento da coleta de dados foi norteada por indicadores empíricos das necessidades humanas da puérpera, identificados e refinados nas etapas anteriores. Justifica-se a seleção dos indicadores pela precisão de se elaborar um instrumento que abordasse as reais necessidades da puérpera. Pois, quando a coleta de dados é excessiva ou realizada de modo incompleto dificulta e inviabiliza o planejamento da assistência de enfermagem. Em função disso, é fundamental determinar e padronizar o conjunto de dados essenciais que forneça informações suficientes e necessárias à avaliação inicial do estado de saúde da cliente (MARIN; BARBIERE; BARROS, 2010).
A princípio utilizou-se a classificação das NHB segundo Benedet e Bub (2001). Este referencial foi adotado na ocasião das primeiras reuniões do GF. Entretanto, durante o desenvolvimento do estudo, a pesquisadora tomou conhecimento de uma classificação recente que aborda os conceitos das necessidades, os dados a coletar, os diagnósticos, as intervenções de enfermagem e os resultados de acordo com a terminologia CIPE® em uma única obra (GARCIA; CUBAS, 2012). Neste contexto, considerou relevante adotar a referida classificação para nortear o estudo. Convém ressaltar que as autoras empregam os termos necessidades humanas (NH) ao invés de necessidades humanas básicas (NHB). Visto isso, julgou-se necessária uma nova avaliação do GF tomando como base este referencial. Assim sendo, os IES foram categorizados e apresentados ao GF.
Os especialistas de posse do documento (APÊNDICE - F) procederam com a validação da versão inicial do instrumento pelo Índice de Validade de Conteúdo (IVC). Após analisarem a categorização dos IES, as enfermeiras foram solicitadas a assinalar as alternativas considerando os escores: 4- extremamente relevante; 3- relevante; 2- pouco relevante; 1- irrelevante. Além disso, caso as participantes julgassem necessário, poderiam utilizar o espaço abaixo de cada item para registrar suas observações.
Foram identificados e categorizados 78 indicadores empíricos. Deste processo de categorização, foram relacionadas 27 necessidades humanas afetadas, sendo 16 no nível psicobiológico, 10 no psicossocial e 01 no psicoespiritual. Os resultados são demonstrados no quadro – 5 e 6.
Para o agrupamento dos IES identificados, foi realizado um processo de categorização norteado pelo conjunto de informações que os profissionais devem coletar com a clientela proposto por Garcia e Cubas (2012). Estes dados, quando listados, possibilitam a formulação do diagnóstico de enfermagem e determinam a intervenção de enfermagem que contribua para o alcance do resultado esperado (GARCIA; CUBAS, 2012).
Quadro 5 – Categorização dos indicadores empíricos das necessidades humanas afetadas das puérperas de acordo com Garcia e Cubas, 2012. Natal, 2013.
Indicadores Empíricos das necessidades humanas afetadas das puérperas Necessidades Psicobiológicas Indicadores Empíricos
Oxigenação Tosse
Secreção
Hidratação Perda de líquido
Alimentação Acesso a alimentos
Amamentação Apetite
Ganho súbito de peso
Eliminação Hábito de eliminação urinária
Sono e Repouso Característica do repouso
Característica do sono
Atividade física Hábito de atividades físicas
Capacidade de exercitar-se
Sexualidade e Reprodução Práticas sexuais (desinteresse sexual)
Uso de métodos contraceptivos
Segurança física e Meio ambiente Violência (sexual e física pelo parceiro)
Fatores de risco para infecção (loquiação–mama) Condições ambientais domiciliares e peridomiciliares Tabagismo
Alcoolismo
Cuidado corporal e ambiental Capacidade para o autocuidado (aparência pessoal e higiene)
Integridade física Características da pele (integridade, coloração, turgor, textura)
Condições das mamas
Regulação vascular Anemia
Edema (+/++++)
Estresse e modo de enfrentamento Perda sanguínea
Pressão arterial
Regulação térmica Temperatura corporal
Regulação neurológica Atividade psicomotora
Capacidade intracraniana (cefaleia) Função cognitiva
Nível de consciência
Regulação hormonal Fluxo menstrual
Lactação
Nível de glicose sanguínea
Sensopercepção Dor (cefaleia, na relação sexual, abdominal, lombar, na
incisão cirúrgica, na região perineal, no corpo, nas mamas, no útero)
Terapêutica e de prevenção Comportamento em busca de saúde (do bebê -
diabetes gestacional – anemia - aconselhamento e acompanhamento profissional no pós-parto)
Padrão de enfrentamento de problemas
Necessidades Psicossociais Indicadores Empíricos
Comunicação Padrão de comunicação familiar
Gregária Interação familiar
Padrão de enfrentamento familiar Rede de apoio
Rede social
Desempenho de papéis familiares
Participação em grupos/instituições comunitários
Recreação e Lazer Atividades preferenciais de recreação e lazer
Segurança emocional Enfrentamento de situações ou problemas
Eventos estressantes recentes Histórico de problemas emocionais Histórico de problemas mentais
Amor, Aceitação Desempenho de papéis familiares
Rede de apoio familiar Rede de apoio social Vínculo familiar
Autoestima, Autoconfiança, Autorrespeito Aceitação da condição de saúde Aceitação da condição pessoal Autoimagem
Confiança em si e nos outros
Mecanismos de adaptação ou defesa Senso de valor pessoal
Liberdade e Participação Conhecimento dos direitos e deveres
Padrão comunitário de tomada de decisões Padrão familiar de tomada de decisões Padrão pessoal de tomada de decisões Participação no plano terapêutico
Educação para a saúde e aprendizagem Acesso à informação sobre cuidados com a saúde Capacidade para o autocuidado
Conhecimento sobre o estado de saúde
Situações que interferem na adesão ao plano terapêutico
Autorrealização Apoio para desempenho de papéis
Distribuição de tarefas na família Papel no âmbito da família
Satisfação com o desempenho de papéis
Espaço Disponibilidade de espaço pessoal
Número de cômodos no domicílio
Número de pessoas/famílias no domicílio Preservação da privacidade da família
Necessidades Psicoespirituais Indicadores Empíricos
No que se refere à validação dos itens que compuseram a primeira versão do instrumento, utilizando o índice de validação de conteúdo (IVC), os resultados demonstraram um consenso de opiniões entre os especialistas em todos os itens apresentados.
É importante acentuar que na elaboração do primeiro questionário foram validados os indicadores empíricos das NH, categorizados na segunda fase. O instrumento foi apresentado às especialistas (APÊNDICE - F) com o objetivo de obter um consenso do grupo acerca dos IES que iriam compor a versão final do instrumento. Estes IES consubstanciaram a seleção dos enunciados de diagnósticos e intervenções de enfermagem (Quadro - 6).
O quadro 6 apresenta a avaliação dos especialistas quanto à pertinência dos IES. A concordância das respostas alcançou 100% em todos os indicadores. No entanto, foi sugerida e acatada, neste estudo, a alteração na classificação da necessidade humana de nutrição, empregada por Garcia e Cubas (2012), para necessidade humana de alimentação. Considerou-se que, ao utilizar o termo nutrição, pode-se caracterizar uma apropriação indevida do termo utilizado na ciência da nutrição, exclusiva ao profissional nutricionista. Sendo assim, o conteúdo total foi considerado válido, visto a porcentagem ultrapassar o valor de validação anteriormente estabelecido de 70% de concordância.
Quadro 6 – Concordância dos especialistas quanto à pertinência e ao conteúdo dos itens que compõe a primeira versão do instrumento. Natal, 2013.
NH Indicadores Empíricos IVC
Necessidades Psicobiológicas
Oxigenação Tosse
Secreção
1,0
Hidratação Perda de líquido 1,0
Alimentação Acesso a alimentos
Amamentação Apetite
Ganho súbito de peso
1,0
Eliminação Hábito de eliminação urinária 1,0
Sono e Repouso Característica do repouso
Característica do sono
1,0 Atividade física Hábito de atividades físicas
Capacidade de exercitar-se
1,0 Sexualidade e
Reprodução
Práticas sexuais (desinteresse sexual) Uso de métodos contraceptivos
1,0 Segurança física e Meio
ambiente
Violência (sexual e física pelo parceiro)
Fatores de risco para infecção (loquiação–mama) Condições ambientais domiciliares e peridomiciliares Tabagismo
Alcoolismo
1,0
ambiental
Integridade física Características da pele (integridade, coloração, turgor, textura)
Condições das mamas 1,0
Regulação vascular Anemia
Edema (+/++++)
Estresse e modo de enfrentamento Perda sanguínea
Pressão arterial
1,0
Regulação térmica Temperatura corporal 1,0
Regulação neurológica Atividade psicomotora
Capacidade intracraniana (cefaleia) Função cognitiva
Nível de consciência
1,0
Regulação hormonal Fluxo menstrual Involução uterina Lactação
Nível de glicose sanguínea
1,0
Sensopercepção Dor (cefaleia, na relação sexual, abdominal, lombar, na incisão cirúrgica, na região perineal, no corpo, nas mamas, no útero) 1,0 Terapêutica e de
prevenção Comportamento em busca de saúde (do bebê - diabetes gestacional – anemia - aconselhamento e acompanhamento profissional no pós-parto)
Padrão de enfrentamento de problemas
1,0
Necessidades Psicossociais
Comunicação Padrão de comunicação familiar 1,0
Gregária Interação familiar
Padrão de enfrentamento familiar Rede de apoio
Rede social
Desempenho de papéis familiares
Participação em grupos/instituições comunitários
1,0
Recreação e Lazer Atividades preferenciais de recreação e lazer 1,0
Segurança emocional Enfrentamento de situações ou problemas Eventos estressantes recentes
Histórico de problemas emocionais Histórico de problemas mentais
1,0
Amor, Aceitação Desempenho de papéis familiares
Rede de apoio familiar Rede de apoio social Vínculo familiar
1,0
Autoestima, Autoconfiança, Autorrespeito
Aceitação da condição de saúde Aceitação da condição pessoal Autoimagem
Confiança em si e nos outros
Mecanismos de adaptação ou defesa Senso de valor pessoal
1,0
Liberdade e Participação Conhecimento dos direitos e deveres Padrão comunitário de tomada de decisões Padrão familiar de tomada de decisões Padrão pessoal de tomada de decisões Participação no plano terapêutico
1,0
Educação para a saúde e
aprendizagem Acesso à informação sobre cuidados com a saúde Capacidade para o autocuidado Conhecimento sobre o estado de saúde
Situações que interferem na adesão ao plano terapêutico
1,0
Autorrealização Apoio para desempenho de papéis
Distribuição de tarefas na família Papel no âmbito da família
Satisfação com o desempenho de papéis
Espaço Disponibilidade de espaço pessoal Número de cômodos no domicílio
Número de pessoas/famílias no domicílio Preservação da privacidade da família
1,0
Necessidades Psicoespirituais
Religiosidade e
Espiritualidade Significado de vida 1,0
4.1.4. Resultado da 4ª etapa: Validação do conteúdo e da forma da segunda