Oppstilling over endringer i egenkapital
Note 7 Investeringsrisiko
Neste sub-capítulo, far-se-á a caracterização e justificação das metodologias de ensino efectuadas, tanto da turma experimental (3.3.1.) como da turma controlo (3.3.2.).
3.3.1. Na Turma Experimental
De acordo com Wellington (2000), os professores necessitam de uma maior clareza acerca das práticas a seguir, quando e porquê. Muitas das actividades laboratoriais realizadas na escola têm sido transmitidas de um professor ou de um manual escolar, tornando-se por isso “institucionalizadas” em esquemas de trabalho escolar.
Para a realização de actividades laboratoriais na sala de aula, é indispensável que os professores seleccionem aquelas que revelam maior eficácia no desenvolvimento de conhecimentos concretos e mais coerentes com a visão construtivista da aprendizagem, favorecendo-se além disso que elaborem os seus próprios materiais ou que modifiquem os já existentes (García Barros et al., 1995).
Segundo os mesmos autores, numa investigação orientada pelo professor, fundamentada na visão construtivista da aprendizagem, parte-se de um problema concreto e das ideias dos próprios alunos. Propõem-se questões que levam os alunos a formularem hipóteses e a realizarem experiências para comprová-las, estes devem analisar as observações e estabelecer as inter-relações necessárias para obter conclusões. A função do docente consiste em reorientar as ideias do aluno e proporcionar o apoio técnico necessário.
Na realização de actividades laboratoriais pode ser altamente eficaz na promoção da aprendizagem pedir aos alunos para fazerem previsões, onde podem ser confirmadas ou refutadas pelo resultado obtido (Wellington, 2000).
Neste sentido, considerou-se necessário o desenho de quatro actividades laboratoriais orientadas por princípios construtivistas, organizadas segundo a perspectiva “Prevê-Observa-Explica- Reflecte” (Silva & Leite, 1997), que permitissem aos alunos expor e discutir, em grupo, as suas ideias, pretendendo-se, que eles tomassem consciência das mesmas, pela comparação e crítica dos diferentes pontos de vista apresentados.
As actividades laboratoriais desenhadas enquadram-se no âmbito da abordagem da unidade didáctica “A importância da água para os seres vivos” do currículo da disciplina de Ciências da Natureza do 5º ano de escolaridade.
Cada um dos protocolos laboratoriais está dividido em duas partes. Na parte I, é apresentado o problema, da qual faz parte um pequeno texto contextualizador e algumas questões a que os alunos respondem, fazendo dessa forma uma previsão. Na parte II, é apresentada uma actividade que permite aos alunos testar as suas previsões. Após a realização do procedimento laboratorial, os alunos registam os resultados para serem discutidos em contexto de grupo-turma. Por último, são colocadas questões para reflexão, com a finalidade do aluno aplicar o que aprendeu a novas situações, sendo assim possível avaliar o seu progresso.
Os Protocolos Laboratoriais foram elaborados de acordo com a seguinte sequência em termos de assunto: 1º a contaminação da água pela acção do Homem e a posterior necessidade do seu tratamento; 2º os gastos/desperdícios de água nas actividades diárias conduzindo à necessidade de conservação e de preservação da mesma.
Com os Protocolos Laboratoriais números 1, 2A e 2B, pretendeu-se que os alunos compreendessem a necessidade de utilizar os processos de tratamento da água quando ela se encontra poluída pela acção do Homem. O Protocolo Laboratorial nº 1 refere-se ao processo físico da
filtração, o nº 2A refere-se ao processo da desinfecção química (adição de cloro) e o nº 2B refere-se ao processo de fervura.
Com o Protocolo Laboratorial nº 3 pretendeu-se que os alunos analisassem os efeitos dos produtos químicos existentes na água, neste caso, dos detergentes, na germinação das sementes.
Com o Protocolo Laboratorial nº 4 pretendeu-se que os alunos calculassem o desperdício de água resultante da lavagem das mãos, mantendo a torneira aberta, apercebendo-se, dessa forma, da necessidade de “poupar” a água.
As actividades laboratoriais foram implementadas na turma experimental, ao longo de quatro blocos de 90 minutos, tendo decorrido aproximadamente durante um mês. No decurso das aulas, a turma foi organizada em quatro grupos de trabalho (três grupos com cinco elementos e um grupo com quatro elementos).
Em cada uma das aulas, inicialmente, foi distribuída a cada aluno, apesar de trabalharem em grupo, a folha referente à primeira parte do protocolo. Após esclarecidas todas as dúvidas surgidas, os alunos iniciaram a sua realização. Foi atribuído um tempo limite para a conclusão da primeira parte. No término do tempo atribuído foi recolhida a primeira parte e distribuída a segunda parte. Os alunos, em grupo, orientados pela investigadora, efectuaram a montagem laboratorial, realizaram a actividade laboratorial e registaram os resultados. De seguida, os alunos discutiram, em grupo, os resultados obtidos com a actividade laboratorial realizada, fazendo os devidos registos, sendo de seguida discutidos os resultados na turma, sob a orientação da investigadora, chegando-se, dessa forma, a uma conclusão. Por último, os alunos responderam às questões de reflexão.
3.3.2. Na Turma Controlo
Na turma controlo, as aulas foram leccionadas de acordo com a planificação da professora colaboradora, mantendo-se inalterada a sequência dos conteúdos. Realizaram-se apenas actividades laboratoriais integradas no manual escolar adoptado pela escola – Ciências 5º ano – Texto Editora, seguindo os protocolos sugeridos.
Os manuais escolares são uma ferramenta importante e comummente adoptada pelos professores, influenciando-os no seu tipo de discurso e actividades na sala de aula (Maciel & Miranda, 2004), limitando-se o professor à prática das várias actividades laboratoriais de tipo demonstrativo ou ilustrativo, predominantes nos manuais escolares.
Para a realização das actividades laboratoriais na turma controlo, foram utilizados dois protocolos (Anexo III), o primeiro permite classificar a actividade laboratorial como tipo Ilustrativo (Leite, 2001), o segundo permite classificar a actividade laboratorial como Experiência Orientada para a Determinação do que Acontece (Leite, 2001).
De acordo com a professora colaboradora, na realização das actividades laboratoriais, os alunos limitaram-se a seguir as etapas fornecidas pelos protocolos. Podemos assim, caracterizar a metodologia usada na turma controlo de “tradicional”, na medida em que foram realizadas actividades laboratoriais sugeridas pelo manual escolar adoptado, que não colocam o aluno em permanente posição de previsão, explicitação, exploração e reflexão sobre as suas ideias e conhecimentos prévios.